Conjuntando #10: Novo Início

É, final de ano chegou. E eu, como boa emotiva que sou, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre isso, pois é exatamente nessa época que minhas emoções mais afloram e não é raro me ver com lágrimas nos olhos.

Isso porque tudo inspira amor, já perceberam? Solidariedade também, e isso me faz ter muito mais esperança no ser humano. Perceber que nem tudo é tristeza, sofrimento, isolamento e solidão. Estamos todos juntos e, por mais que alguns se sintam mais poderosos que outros, seja por dinheiro ou qualquer outra coisa, todos somos iguais. Todos ficamos doentes e todos estamos sob a possibilidade de deixar essa vida.

Dessa forma, não há no ano época melhor para avaliar os prós e contras de cada atitude e decisões que tomamos, reavaliarmos aquilo que realmente queremos para nós e o que nos faz ou não bem. E ao colocar na balança o que realmente vale, podemos começar a escrever um novo capítulo de nossa história, mais belo que o anterior. E não apenas mais belo para nós mesmos, mas mais belo para aqueles que vivem ao nosso redor, com paciência, sendo solidários e tratando todos, sempre, com muito respeito. Gestos simples, mas que nem sempre são lembrados.


Aproveito para agradecer a todos por esse ano tão maravilhoso, pelos amigos que conheci na blogosfera e pelas coisas boas que acompanhei por aqui. Desejo a todos um feliz natal e um ótimo começo de ano novo.

Amanhã estarei saindo de férias, e ficarei fora até a segunda semana de janeiro. Para o blog não ficar às moscas, deixei algumas atualizações prontas, e responderei a todas as visitas assim que possível, ok?

Um grande beijo, Julia.

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Tesouro Secreto - Nora Roberts

Sinopse: Rica e linda, Whitney MacAllister gosta de carros velozes, clássicos do cinema e homens perigosos. Mas até mesmo essa entediada socialite do jet set de Manhattan é tomada de surpresa e pavor quando um estranho homem de jaqueta de couro preta sequestra seu Mercedes… pouco antes de as balas começarem a voar.
O ladrão de joias Douglas Lord se habituou a levar a vida fugindo. Parte da atração da profissão escolhida é a emoção da caça. Mas ele tem uma regra inviolável: sempre trabalhar sozinho. Até agora. Ferido e desesperadamente necessitado de dinheiro vivo para o que talvez seja a coroação máxima de sua carreira estonteante, Doug aceita com relutância a rica e bem-relacionada Whitney como nova parceira no crime.
Com os jornais estampando manchetes sobre a herdeira desaparecida de Nova York e uma gangue de criminosos no seu encalço, os dois partem para a sufocante floresta de Madagascar em busca de um tesouro fabuloso que remonta à Revolução Francesa.
Para Whitney, o que havia começado com uma aventura em alta velocidade se tornou uma corrida entre a vida e a morte ao tentar despistar um bando de assassinos cruéis que eliminam friamente quem aparece pelo caminho. Para Doug, que fora traído além da conta, é uma chance de pegar o fugidio pote de ouro e talvez uma última tentativa de redenção. Para ambos, trata-se de uma exótica busca de sentido — e a entrega a uma paixão irresistível vale qualquer risco — enquanto participam de um mortal jogo de apostas elevadas até a apavorante conclusão, que pode não ter vencedores nem perdedores. Nem sobreviventes. (Skoob)
ROBERTS, Nora. Tesouro Secreto. Bertrand Brasil, 2009. 364 p.

Withney MacAllister estava entediada. Acabara de chegar de Paris, mas aquela sensação incômoda não tinha sido solucionada. Dinheiro não faltava, já que era herdeira de um império multimilionário. Mas as festas, viagens e compras já não a preenchiam. Ela pensava em tudo isso enquanto dirigia do aeroporto até sua casa e não fazia idéia de como as coisas estavam prestes a mudar.

Douglas Lord corria pela cidade, fugindo dos brutamontes que o queriam morto. Escondia-se como podia, disfarçava-se entre pessoas e lugares, mas não importava onde fosse, mesmo naquela cidade movimentada, eles sempre o encontravam. Estava a todo o momento apenas segundos na frente deles e, por enquanto, isso bastava. Até que a viu parada no semáforo. Talvez fosse sua única chance. Quando Doug embarcou no carro de Withney, fingindo carregar uma arma, ela não reagiu como ele imaginava que reagiria. Os instintos só se puseram em ação quando as balas começaram a perfurar o carro dela.

E quando esse encontro inusitado une um ladrão de jóias e uma patricinha de Manhattan, já se poderia prever muita confusão. Envoltos em uma aura de aventura, sedução, desejo e perigo, ambos partem juntos para Madagascar em busca de um tesouro de inestimável valor financeiro e histórico.

Depois da leitura de Virtude Indecente, Tesouro Secreto, de Nora Roberts, foi para mim uma deliciosa surpresa. Mantendo todos os detalhes positivos da outra obra, nessa, a autora insere mais ação, mais aventura e um romance ainda mais irresistível e caliente. O tipo de escrita é o mesmo: a narração intercala visões de cada personagem e uma visão externa, o que possibilita sermos "imparciais", mas compreender o que se passa na cabeça de cada um. Por esse motivo, podemos perceber que Withney, mesmo parecendo uma patricinha fútil e mimada, tem muita consciência dos reais valores da vida, e que Doug, sendo um ladrão, tem muito mais boa índole do que muitas pessoas "honestas".

O casal é totalmente improvável, e é exatamente isso que os torna mais ousados e atraentes na história. A birra mútua, as frases rápidas e provocadoras, o jogo de sedução, torna a história muito interessante, mas são os personagens que caem em suas próprias armadilhas. É a desavença que existe entre eles que dá o tempero ao livro.

Outro detalhe interessante na leitura foi imaginar o cenário onde se encontravam: Madagascar. Os cheiros, as frutas, as cores. Ficava rindo sozinha imaginando os lêmures por todos os lados (e, claro, lembrando deles se remexendo muito no filme que leva o nome do país). A corrida frenética pela busca do tesouro ao mesmo tempo em que tentavam salvar suas vidas dá o toque de ação o tempo todo, impedindo que o livro fique cansativo.

Em comparação com o primeiro livro que li de Nora Roberts, Tesouro Secreto foi muito melhor, e já me deixou mais animada para continuar a ler os livros da autora. Ela manteve a mistura de gêneros (suspense, ação, romance) que tanto agrada e, mesmo um pouco clichê, conseguiu criar um enredo novo e encantador. Com certeza, recomendo.

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Destino Íntimo - Gisele Galindo

Sinopse: O que fazer quando o mundo acaba? Esta é a questão que permeia na mente das duvidosas vidas dos sobreviventes de uma catástrofe na Terra. Luna Santiago é uma moça comum até o momento em que se vê diante de um mundo caótico e situações totalmente inusitadas. Entre paixões, amores, poderes e aventuras, ela, com a ajuda das novas amizades, tentará encontrar o real motivo para o caos tanto no mundo externo quanto interno. Um livro distópico, onde prevalece a visão de Luna e suas descobertas. Tente desvendar esse mistério na companhia dela, Leonardo, André e dos demais sobreviventes de Destino Íntimo, livro 1.
Você seria um deles? (Skoob)
GALINDO, Gisele. Destino Íntimo: Uma jornada ao pulsar de um estranho. Literata, 2012. 258 p.

Depois de se dar conta que o amor da sua vida estava nos braços de outra – grávida – ela percebeu o quanto havia errado. Por causa do bebê, ele decidiu se casar com Betina e viver com ela todos os planos que os dois um dia haviam feito juntos. Percebera tarde demais o quanto Lipe significava para ela e se lamentava por isso, mas agora já não havia volta. Seguiria em frente e viveria como pudesse. Como qualquer garota que passa por problemas com pais, namorado e amigos, ela suportaria.

Quatro anos depois, em um dia que deveria ser como outro qualquer, ela percebe, ao acordar, que, a sua volta, restou apenas destruição. Nenhuma construção de pé, nem qualquer pessoa conhecida, nem uma única planta viva. O caos havia se instalado sobre a cidade, e tudo aquilo que fizera parte de sua vida já não existia mais. Apenas ela, sem saber por quê, sem um destino para onde ir, sem ter como fugir da desolação que se expandia dentro e fora de si. Nada de energia elétrica, nada de telefones, nem qualquer outra modernidade.

"De nada adianta gritar. Não existe ninguém para me ouvir ou responder. Tudo o que falo, berro é somente para mim. A impossibilidade de realmente deixar o ocorrido para trás dói tanto quanto o fato de ter perdido a todos que amo. É a morte rondando, perseguindo-me. O aroma cadavérico putrifica o ar. Uma ânsia grotesca invade meu infinito e um abismo se faz crescer diante dos pés. Sinto-me num labirinto, onde sou o centro que ninguém pode chegar ou resgatar. Será uma nova guerra? Um ataque alienígena? O fim do mundo? Alguma explicação tem de existir." (pág. 32)

Vagando sem rumo, ela decide ir ao encontro de Lipe, no Rio de Janeiro, onde agora ele morava. Mas, por qualquer cidade que passasse, a paisagem continuava a mesma: escombros e o cheiro de putrefação, com o qual ela já se acostumava. O homem, que acreditava ser o amor de sua vida, também não vivia mais.

Lutando para não desencontrar sua civilidade e sanidade, ela montou acampamento perto do mar, onde corria, cantava e dançava e, a fim de afugentar a tristeza e a solidão, estabeleceu uma rotina. Até que um rapaz aparece deitado sob sua “cama”. Após um breve momento de tensão, ele se apresenta como Léo e ela, como Luna. Juntos, partem em uma viagem aos quatro cantos do Brasil, tateando às cegas a nova realidade na qual se encontram, esbarrando com alguns poucos sobreviventes e descobrindo uma infinidade de poderes e desafios que agora os acompanham.

Destino Íntimo: uma jornada ao pulsar de um estranho, de Gisele Galindo, é energizante. A aventura, apesar de não nos deixar apreensivos, é tão cheia mistérios e ações que não há como não se envolver. O mundo novo e caótico que a autora criou nos deixa cheios de expectativas, querendo entender os “porquês” de tudo aquilo. A história é tão empolgante e frustrante ao mesmo tempo, que nos deixa com o coração na mão. A frustração, nesse caso, está longe de ser ruim; é ela que nos leva a querer mais, a buscar mais, e a chegar ao final totalmente embasbacados.

O primeiro livro da série Destino Íntimo é narrado, em sua maior parte, em primeira pessoa, por Luna, mas intercala narrações em terceira pessoa, mostrando o ponto de vista de outros personagens; essa variação pode ser confusa no começo, mas eu considerei ser um recurso genial utilizado pela autora. Entre os capítulos da história, aparece um ou outro mais fugaz, com pensamentos, percepções, idéias ou sonhos perdidos, que parecem sem nexo em meio a tantas outras coisas. E a idéia que Galindo vai implantando aos poucos em nosso entendimento nos deixa convictos do que se trata a história, o que, na verdade, nos deixa longe de estarmos preparados para aquele final. Por causa disso, quando cheguei ao epílogo, senti como se todo o ar tivesse sido aspirado de meus pulmões.

Senti falta de um pouco mais de individualidade em alguns dos personagens, algo que pudesse fazer com que me identificasse com eles, ou menos que pudesse identificá-los. Algumas das características não eram tão constantes, o que não me permitiu ter uma definição mais apropriada de suas personalidades. André, por exemplo, foi perfeitamente construído: seu jeitão irônico no início do livro, a verdade contida em suas palavras, e até os motivos da sua mudança, quando foi mostrada sua raiva cega; já Luna, tive minhas dúvidas: ela foi a garota rebelde, dando lugar à insegura, à forte, à decidida, ou misturando vários desses aspectos. Isso, porém, não reduz a qualidade da trama. O contexto é tão bem descrito que é possível compreendê-los e nos colocarmos em seus lugares, mesmo quando de suas variações, já que estão se redescobrindo e modificando.

O único ponto não tão positivo do livro foi que praticamente nenhuma das dúvidas que eu tinha foi sanada. Claro que, se não fosse assim, a maior parte do encanto do livro se perderia, pois tiraria o atrativo da possibilidade. Mas, poxa, agora terei que esperar pela continuação ainda mais ansiosamente.

Com uma escrita e criatividade impecáveis, junto à narrativa fluida e deliciosa, Gisele Galindo conquistou, com Destino Íntimo, mais uma fã. Uma história que ninguém pode deixar de conferir. Quem quiser conhecer um pouquinho mais, pode visitar o blog da série: http://seriedestinointimo.blogspot.com/












~~*~~*~~

P.s.: Hoje, amanhã e segunda estarei fazendo provas de vestibular. Se não aparecer por aqui, não estranhem ;)

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Conjuntando #9: Não me acordem, por favor



Ela falava de autoengano. Era para ser só mais uma palestra acadêmica, mas ela falou de gente, de sentimento, de mim e de todo mundo. Autoengano, sabe? Aquela história de adiantar o relógio cinco minutinhos para não se atrasar. Ou ouvir uma duvidosa proposta masculina e acreditar no velho “não vou fazer nada que você não queira”. Ou botar a culpa de suas falhas em algo externo, ou crer que o mundo é injusto e só lhe faltou a oportunidade certa. É uma inconsciente sabotagem da consciência para afastar a sensação de fracasso, é sua mente dando um materno tapinha no ombro e falando “você é a melhor, filha, os outros é que estão errados”.

Ela estalou os dedos na minha cara, tentando me acordar. Falou das automentiras que apaziguam o ego. Sim, o autoengano é cônjuge da autoestima. Desde o berço, somos adestradas a ouvir “quem é a menina mais linda do mundo?” e levantar os bracinhos. E o mundo desaba quando a princesinha do papai vai à escola e descobre que seu reinado está restrito ao portão de casa, que a Barbie da coleguinha é mais bonita e que a vida nem sempre é um torrão de açúcar. Mas vem a névoa etílica do autoengano e minimiza o mal estar.

Essa história toda me levou a reflexões ainda mais macambúzias. Lembrei dos meus professores mais brilhantes, amargos como bile. Pensei nos gênios da humanidade, todos loucos, suicidas, ermitões. E cheguei à indesejada conclusão, aquela que sempre quis evitar: ou se é muito inteligente ou muito feliz, nunca os dois ao mesmo tempo, impossível associar.

O intelectual não é alegre, o intelectual não joga o jogo do contente, o intelectual é blasé porque é intelectual. Entendam, falo do intelectual estereotipado, sim, uma burra generalização. O intelectual caminha só. As pessoas de horizonte estreito não conseguem viajar com ele. Não descodificam a mensagem, não interpretam os signos, não entendem as referências. Ao intelectual não lhe apetecem as pessoas rasas, por isso mergulha num isolamento cult, vira Robinson Crusoé da ilha da ilustração. Não há nada mais solitário que a rabugice da erudição.

A ignorância é uma algema de pelúcia. Prende, mas não machuca. Quando a visão é limitada, o desagradável permanece turvo. E se as sombras são falsas, meras projeções, ao menos entretêm. O conhecimento é denso, pesado como uma enciclopédia, tira a leveza da alma. Corta a embriaguez da alienação.

Às mentes muito afiadas talvez falte agudeza de espírito e simplicidade. Talvez falte a sabedoria de atribuir valor ao que realmente é valioso, de ver a grandeza do que aparenta ser pequeno. Talvez falte singeleza.

Chega, já tô ficando deprimida.

Pois bem, se assim for, se a senhora da palestra tiver razão, se tiver algum nexo a minha conclusão, escolho o conforto do não saber, a segurança dos olhos vendados. Quero viver um ignorante sorriso bobo, uma ilusão perpétua e um autoembuste infinito. Quero maquiar a feiura da vida e padecer até o fim dos meus dias do ingênuo complexo de Pollyanna. Não me acordem, por favor.



Texto de Luiza Nucada. Retirado do site da revista Naipe.

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Sushi - Marian Keyes

Fonte da Imagem: O que eu ia te falar?
Sinopse: "Sushi" é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego "fabuloso" não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado - mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como "Princesa", a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade - e não pela primeira vez - de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo. (Skoob)
KEYES, Marian. Sushi. Bertrand Brasil, 2009. 574 p.

Lisa trabalha há anos como editora-chefe na Inglaterra e faz de tudo para subir ainda mais na vida. Seu objetivo é chegar a uma revista de Nova York, independente de quem tenha que passar por cima. Por causa disso, seu casamento chegou ao fim, se contenta em apenas fingir que come agitando a comida no prato, em fazer dietas mirabolantes para manter a forma, além de fazer desaparecer das araras algumas das roupas mais estilosas dos ensaios para a revista. E quando acha que sua grande oportunidade chegou, fica sem chão ao descobrir que foi, na verdade, escalada para uma revista na Irlanda, a Collen, sem mais opções.

Ashling vive uma vida mais ou menos. Terminou seu namoro há algum tempo, mas sempre que Phelim volta ao país tem uma recaída. Desempregada, nem acredita quando consegue uma vaga como editora assitente da Collen, mas se sente totalmente alheia ao mundo quando conhece sua chefe Lisa. Já próxima dos trinta, tudo o que Ashling desejava era uma família como a de Clodagh: casada com Dylan, um marido lindo e atencioso, que dava tudo que ela precisava, dois filhos ainda mais lindos, uma casa, um cartão de crédito, e nem precisava trabalhar. E as coisas estão prestes a mudar para Ashling. Quando ela conhece o comediante Marcus Valentine, vê nele, além de um namorado, um amigo e companheiro.

Clodagh tinha tudo o que planejara para sua vida. Mas se sentia como se precisasse de mais, como se não fosse completa. Vivia louca e entediada com a criação dos filhos, e já não conseguia mais olhar seu marido com toda a paixão que uma vez sentira por ele. Resolvida a mudar, começa a correr atrás de sua felicidade.

"Sabem como é. As vezes, você conhece uma pessoa maravilhosa, mas apenas por um rápido instante. Talvez em férias, num trem ou até numa fila de ônibus. E essa pessoa toca sua vida por um momento, mas de uma maneira especial. E, em vez de lamentar o fato de ela não poder ficar com você por mais tempo ou por você não ter a oportunidade de conhecê-la melhor, não é mais sensato ficar satisfeito por ter chegado a conhecê-la um dia?"

Apesar de alguns sentimentos adversos durante a leitura de Sushi,  em sua maioria o livro foi divertidíssimo. Me peguei gargalhando alto tantas vezes, que era impossível que não me olhassem meio atravessado. Fazia tanto tempo que eu não lia algo assim, que a história conseguiu até me deixar mais leve. Da mesma forma como em Melancia, o único outro livro que li da Marian Keyes, as situações são exageradas - característico dos chick-lits -, mas são tão bem encaixadas na história que é impossível não imaginar como seria se acontecesse conosco. Diferente desse, porém, Sushi tem muito menos lenga-lenga e muito mais fatos, o que dá mais agilidade à história.

Todo o livro, narrado em terceira pessoa, alterna a visão entre as três personagens principais, o que é muito bom, já que, com mentalidades e atitudes tão diferentes, não deixam a história esfriar. Tratando basicamente da busca pela felicidade, mostra como uma coisa que vale para uma pessoa, pode não valer para outra, ou ainda, como aquela coisa pela qual lutamos tanto, nem sempre é de verdade aquilo que nós queríamos.

Gostei muito de quase todos os personagens, inclusive dos secundários. Apesar de metida, egoísta e meio enjoada, pode-se entender o porquê das atitudes de Lisa, e é impossível deixar de dar crédito à sua auto-estima, segurança e determinação. Ashling, quase o inverso de Lisa, é um pouco medrosa, baixa auto-estima, e é sensível e um pouco doce. Clodagh foi a única das três que não gostei; até senti um pouco de pena no começo, mas depois vi que ela era, antes de mais nada, invejosa, e parecia querer a vida de Ashling para si.

Dos demais personagens, achei a equipe da Collen hilária. O Boo, tão inteligente e com uma ingenuidade tão branda, me deixou meio chorosa. A Joy e o Ted eram cômicos e, fora o fato dela querer empurrar para a Ashling os "piores homens famosos da Terra", eram os amigos que qualquer um gostaria de ter. Me apaixonei pelo Oliver, com seu jeito "paixão" de chamar Lisa. Imaginei o Dylan tão lindo, que era impossível entender todo aquele sentimento de indiferença da Clodagh. E o Jack, bom, eu gosto de homens sérios às vezes, dá um ar charmoso. Marcus Valentine, em compensação, era um cara bem mais ou menos, que durante o desenvolvimento da trama provou ser isso mesmo. Acredito, porém que, se qualquer um desses fosse tirado da trama, ela perderia bastante da sua graça.

Eu amei o livro, e já estou louca para ler mais alguns escritos por Marian. Minha experiência com Melancia tinha sido boa, mas não passou disso, então esse livro para mim foi uma surpresa bastante agradável. Recomendo para qualquer um que queira rir um pouquinho ;)

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Conjuntando #8: Filmes


Oiii! Vamos ver mais algumas dicas de filmes?


Sem Saída:

Nathan (Taylor Lautner) descobre, sem querer, com a ajuda de Karen (Lily Collins), que sua foto estava em um site de crianças desaparecidas. Desconfiado de seus pais, ele resolve investigar o que aconteceu no passado, mas de uma hora para outra todos que estão a sua volta começam a morrer e sua vida também está em jogo. Nesse momento ele enfrenta uma corrida contra o tempo para se salvar de alguém que o quer morto.

Já assisti esse filme há um tempinho, no cinema, mas não tinha tido tempo de citar ele aqui para vocês. E sabe a primeira coisa que eu pensei: me surpreendeu. O filme tem um enredo bem atraente e é cheio de cenas de ação e de fuga, que eu adoro, e mistérios que tentamos desvendar junto com os personagens. Não é nada fora de sério, mas eu não esperava muito, então saí com a sensação de ter sido um filme bom. A interpretação do Taylor e da Lily convencem e, para que gosta do gênero, vale a pena conferir.


Uma manhã gloriosa:


Becky Fuller (Rachel McAdams) é uma produtora de televisão que foi demitida de seu programa de notícias, mas consegue uma vaga para tentar levantar a moral de outro em uma nova emissora. O único problema é que para conseguir isso terá que fazer muitas mudanças, entre elas, convencer o premiado Mike Pomeroy (Harrison Ford) a apresentar matérias de moda, amenidades, de conteúdo fraco e, para piorar, ao lado de uma ex miss Arizona (Diane Keaton), seu desafeto. Com pouco tempo para reverter a queda de audiência, Becky terá que se virar para driblar o humor de seu elenco, ser reconhecida profissionalmente e ainda viver um novo amor.  

Peguei esse filme para assistir por falta de opção, confesso. Já tinha lido alguma coisa sobre ele, mas não dei muita atenção. Achei que seria apenas uma comédia romântica, mas errei feio. Acho que o romance, nesse caso, fica tão para segundo plano que quase nem faria falta (e olha que sou romântica incorrigível). O que mais me tocou foram as relações de confiança, de amizade, o poder que a força de vontade de alguém traz à vida de outros já totalmente desmotivados e desacreditados. No mesmo final de semana, assisti duas vezes, então acho que nem preciso dizer mais nada.


E vocês, já assistiram algum desses? O que acharam?

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Novidades #13: Layout e Parceria

Ei, queridos leitores. Estava com saudades de vocês! Minha internet resolveu me lograr esse final de semana, e perdi tanto tempo tentando fazer funcionar que desisti. E meus posts que já estavam atrasados estão se acumulando, por isso, essa vai ser a segunda semana consecutiva sem o "Essa Semana" na segunda-feira. Depois deixo vocês a par, ok?


Perceberam que mudei o layout do blog? Fez bastante diferença, não é mesmo? Pois então, quero saber o que vocês acharam, e com sinceridade. Ainda preciso reorganizar a barra lateral e tudo o mais, mas no geral, achei bom. Vou fazendo isso com tempo, já que as coisas ainda não se organizaram por aqui, e com o fim do ano chegando, não fica nem um pouco mais fácil. ;~


Hoje tenho apenas uma novidade, mas que me deixou bastante feliz! O blog agora é parceiro oficial da Editora Dracaena, então fiquem atentos, que haverá sempre muitas novidades dela por aqui.


E hoje, não deixaria por menos, não é? Vamos conhecer alguns dos lançamentos que a Editora anuncia para novembro:


A Arte da Invisibilidade
Páginas: 132
Pré-venda:
http://www.dracaena.com.br/?modulo=Produtos&item=ProdutosView&id=26
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/200299-a-arte-da-invisibilidade
Sinopse: "Área 51? Matrix? Iluminatis?
A Editora Dracaena resolveu apostar no livro ultra polêmico ‘Pop filosófico’ A Arte da Invisibilidade, do autor carioca Allan Pitz, que realmente promete mexer com imaginário Nerd popular.
O livro não só confirma (dando exemplos cabíveis) a existência de uma ‘matrix ilusória’, criada para nutrir-se de nossa sociedade privada de evolução, mas, também, apresenta formas interessantes de nos tornarmos invisíveis a esta prisão hipnótica.
Para que, por fim, a Terra possa se reunir de uma vez com os representantes intergalácticos de outros povos (interessados em nossa evolução, e prontos para o desembarque em solo terrestre).
Uma viagem daquelas!Segundo o autor, a obra suscita aspectos evolutivos decadentes na filosofia humana atual, empurrando as mentes para soluções simples e libertárias.
Trazendo de volta poderes adormecidos da raça humana.
Tudo isto à base muito vinho tinto e irreverência, já que Pitz se auto intitula PhD em Patavina, e grande nerd orgulhoso da boa geração Atari.Imperdível para quem curte as histórias de conspiração e segredos governamentais."


Conheça o autor: Allan Pitz


O escritor carioca Allan Pitz é, além de diretor teatral − o que confere à sua escrita uma dramaticidade extra, inerente às artes cênicas −, um pensador do asfalto, um peregrino das ebulições da vida, filósofo urbano, romancista original. Autodenomina-se com humor: “Escritor por maioria de votos, contador de histórias, visceral, humano, PhD nas próprias reflexões e estudos solitários sobre tudo”. Tem compulsão pela vida, que registra em jorros, nas incontáveis cenas de absurdo criadas a partir de sua observação do cotidiano. Tudo pode ser subsídio para se transformar em uma cena, um conto, uma ideia para um livro.





Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos
Páginas: 618
Pré-venda:
http://www.dracaena.com.br/?modulo=Produtos&item=ProdutosView&id=25

Skoob: www.skoob.com.br/livro/198922
Sinópse:
"Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis.
Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força.
Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água.
Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi.
Para tanto, deve-se, primeiramente, entender que tudo faz parte da mesma manifestação natural e que toda matéria e energia estão inseridas em um processo dinâmico e universal."



Conheça as autoras:

Roberta Spindler



Roberta Spindler nasceu em Belém do Pará, em 1985. Graduada em publicidade, trabalha como editora de vídeos. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica.




Oriana Comesanha


Oriana Comesanha tem 25 anos, nasceu em Belém do Pará. É formada em psicologia pela Universidade Federal do Pará e trabalha na área de psicologia jurídica. Começou a escrever ainda jovem, atividade que originou o livro Contos de Meigan – A fúria dos Cártagos, e atualmente divide seu tempo entre a paixão pela profissão e pela literatura. Tem alguns contos ainda não publicados, além de publicações em sua área de interesse profissional.






Demoníaco - Saga Asa Negra - Vol. 1
Páginas: 240
Promoção Especial na Livraria Travessa - Pré-venda:
ttp://www.travessa.com.br/DEMONIACO/artigo/8051c893-2912-4b0a-b22a-46ed40780546
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/202356
Sinópse:
Diablo Ader é filha de uma relação entre Lilith e Lúcifer, que resolve sair do Inferno para trabalhar na Terra como caçadora de demônios. Conhecida por sempre obter sucesso, os Anjos colocam nas suas mãos uma tarefa que, ao seu ver, era a mesma das outras: matar um demônio.
Este, porém, seguia uma linha de terrorismo completamente diferente dos outros: ele estuprava e espancava adolescentes até a morte, porém, não deixava rastro algum.
Durante dias ela procura por ele e não obtém sucesso, até certo dia, em que ele deixa um forte rastro. Mas ela nunca imaginou que simplesmente correr atrás dele e matá-lo seria uma tarefa tão complicada... Ainda mais quando um resquício de paixão se coloca entre eles.

Conheça a autora: Pandora Fairel


Pandora Fairel é brasileira, natural de Santa Catarina e tem dezessete anos. Está cursando o último ano do Ensino Médio e pretende cursar Cosmetologia e Estética, Artes Cênicas e Letras futuramente. É apaixonada por livros, teatro e sua paixão é a escrita.
Demoníaco é a sua estréia literária.










Eu fiquei interessada pelos três. E vocês, o que acharam?


Beijos,
Julia

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Virtude Indecente - Nora Roberts

Sinopse: Quando uma superstar da literatura policial visita a irmã, pretendendo relaxar e espairecer da cansativa turnê de lançamento de seu novo bestseller, vê-se na pista de um assassino da vida real que já desestruturou sua vida e agora... pretende matá-la.
Grace McCabe fica chocada ao descobrir que a irmã Kathleen mora num subúrbio decadente de Washington, D.C., e complementa a renda como operadora de telessexo após ter passado por um divórcio penoso. Entretanto, com a empresa Fantasia garantindo anonimato completo aos funcionários, até onde essa atividade pode ser perigosa? Grace logo descobrirá a resposta quando certa noite, ao regressar para casa, depara-se com uma cena tenebrosa, que poderia ter saído de um de seus mais apavorantes romances.
Ignorando as advertências do tranquilo detetive Ed Jackson, monta sozinha sua própria armadilha para incitar o assassino a sair do esconderijo.
Mas o que pode protegê-la de um maníaco cuja volúpia de matar não se detém diante de nada... nem de ninguém? (Skoob)
ROBERTS, Nora. Virtude Indecente. Bertrand Brasil: 2009. 294 p.

Grace, uma escritora bem sucedida, nunca fora próxima da irmã. Queria que fossem amigas, queria que pudessem se conhecer de verdade, mas Kathleen nunca deu abertura para isso. Até que, depois do fim do casamento Kathy e de sua mudança para um bairro pequeno e tranqüilo, Grace convence a irmã a deixá-la passar as férias em sua casa.

E por um momento, elas tiveram tudo isso. Na primeira noite de Grace na casa da irmã, compartilham idéias, conversas regadas a vinho, e Kathleen chegou a contar mais sobre sua vida do que Grace jamais soubera. Conta-lhe que as aulas durante o dia não garantiriam dinheiro suficiente para brigar pela guarda de seu filho, e que, por isso, estava fazendo um trabalho extra durante as noites. Ser atendente de tele-sexo, usando Desireé como codinome, era algo que Grace nunca imaginaria que a irmã fizesse. Mas depois que Kathy garantiu que não haveria como chegarem até ela, que não correria risco, achou divertida a idéia.

Mas alguém chegou. Antes, Grace chegara a pensar em escrever o roteiro de um de seus romances policiais usando esse tipo de atividade como pano de fundo. Só que, dessa vez, ela não conseguia mudar a história, os eventos não eram uma escolha sua. Kathy estava morta, e não havia nada que pudesse desfazer isso.

Ed, um policial visinho de Kathy com quem Grace havia saído na noite em que a irmã fora assassinada, é quem assume o caso e, sem deixar de lado a postura profissional, apoia Grace e tenta dar a ela um pouco de sensatez para lidar com a situação, permitindo um novo sentimento na vida dos dois.

"Meu Deus, jamais soubera que seria assim. O corpo, a mente, talvez até a alma, se é que existia tal coisa, se haviam elevados a alturas imensas e se retesado ao máximo. Todos os outros artifícios que ele usava, o álcool, as drogas, o jejum, nenhum deles chegara nem perto daquele tipo de intenso prazer. Sentia-se nauseado. Sentia-se forte. Sentia-se invencível.
Era o sexo ou o assassinato?
Rindo um pouco, mudou de posição no lençol molhado de suor. Como poderia saber, se aquela fora a primeira experiência com os dois? Talvez houvesse sido a combinação de ambos. De qualquer modo, teria de descobrir." (pág. 67)

Virtude Indecente, de Nora Roberts, narra a construção do caráter de um serial killer, permitindo-nos compreender o que se passa na cabeça daquela pessoa; em síntese, loucura. Situações inventadas que se tornam tão reais para aquele que as "vivenciam", que podem influenciar todas as suas ações, sua vida. Esse foi o detalhe que mais me agradou na história: saber o tempo quem era o assassino, mas poder conhecer o porquê de suas atitudes, observar o que ele pensava. O quote acima, por exemplo, trata-se de uma passagem logo após o assassinato de Kathleen, quando ele percebe que gostou da sensação proporcionada pelos "atos".

Um detalhe interessante da narração de Nora é que ela intercala primeira e terceira pessoas, inserindo nesse processo todos os personagens. Reparei isso em outro livro dela também, então acho que é uma característica da autora. Na história, isso nos insere no ponto de vista dos envolvidos, e acabamos compreendendo-os, mesmo quando não concordamos com eles. Isso também, aliado à mistura de pontos fortes e fracos dos personagens, tornam-os mais reais.

Grace é uma mulher bem resolvida, bem sucedida e que se descobre forte com o decorrer do tempo. Ela, que sempre tinha alguém para encarar a responsabilidade por ela, precisou tomar as rédeas com a morte da irmã. Os pais precisavam de alguém com fibra, e ela foi esse alguém. Ed é simplesmente hipnotizante, lindo, forte, que quer proteger a mulher que ama, mas não é controlador. É encantador. Apesar de ter a ideia da mulher ideal "dona de casa" no início da história, muda de opinião rapidinho quando conhece Grace. Juntos, os dois são uma graça. Mais que amantes, são amigos.

Impossível deixar de comentar que, sempre que ouço falar dos livros da Nora, fala-se sobre a mistura entre ação, suspense, romance... E tenho que elogiar a autora por conseguir fazer isso com tanta graça (quem seria eu para falar mal, também, hein?). Foi uma mistura muito agradável, sem perder o tom em nenhum trecho, e sem exagero de um ou outro gênero.

Para um primeiro livro que leio da autora, achei bom. Era um pouco menos que esperava, mas não tenho do que reclamar. Quer dizer, até tenho, mas não é culpa da Nora. Isso porque a edição que eu li era vira-vira da Saraiva e durante a história percebi que esse livro era uma continuação de outro, mas o livro que vinha do outro lado não era o primeiro. Até agora não entendi o por quê disso, e não sei qual a ideia de fazerem dois livros em um e separar a série, mas... vai entender!

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Resultado: Promoção O Pão da Amizade






E então pessoal, ansiosos para saber que ganhou um exemplar do livro O Pão da Amizade? Foram 146 formulários, e apenas 22 participantes. Vamos lá?


E quem ganhou foi...


Adriana Santos Oliveira! Ela seguiu todas as regras e vai levar esse livro para casa.

Parabéns Adriana!!






Entrarei em contato com a vencedora na segunda-feira, e a partir dessa data ela terá dois dias para me responder. Se não houver resposta, o sorteio será refeito.



P.s. Queridos, tenho várias novidades para vocês, mas estou sem tempo de preparar os posts. Agora mesmo estou atrasada, e só poderei usar computador novamente na segunda, então... Até lá. Bom final de semana a todos.

Beijos, Julia

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Noite Eterna - Claudia Gray

Fonte da imagem: Pequena Mia
Sinopse: Claudia Gray, autora que vem conquistando jovens do mundo inteiro, apresenta personagens convincentes em uma narrativa de tirar o fôlego em Noite eterna. Bianca acaba de deixar a sua cidade natal e é a aluna nova em um misterioso colégio, onde seus colegas parecem perfeitos demais para ser verdade. Ela se sente como um peixe fora d´água até conhecer Lucas, outro solitário. A química entre os dois é irresistível e Bianca se vê disposta a arriscar tudo para ficar com ele.Mas alguns segredos obscuros vão ficar no caminho do casal e farão a jovem questionar tudo em que até hoje acreditou. Este é o primeiro de quatro volumes da série Noite Eterna que a Editora Planeta traz ao Brasil. (Skoob)
GRAY, Claudia. Noite Eterna. Evernight #1. Planeta: 2010. 304 p.


Bianca sempre viveu em uma cidade pequena, que agora tinha que deixar. Apesar de nunca ter se encaixado em algum lugar, mudanças não são fáceis para ninguém, especialmente para uma garota tímida como ela. E ser obrigada a ir com seus pais para a escola Noite Eterna era o problema. A escola era sombria, os alunos, com algumas exceções, eram tão indiferentes que era impossível não se sentir deslocada.

O que ela não esperava, era que no primeiro dia de aula fosse conhecer e se aproximar de alguém. A afinidade entre ela e Lucas é perceptível, e os dois encontram um no outro uma forma de enfrentar os segredos obscuros por trás dos muros da escola. A partir disso, os dois descobrem juntos o amor. Tantos segredos, entretanto, podem afetar suas vidas para sempre, impedindo-os, inclusive, de ficarem juntos.


"- Você ainda tem medo de mim?
- Não, não tenho. Nem um pouco. - Lucas sacudiu a cabeça devagar, com os olhos incrédulos - Eu devia estar... droga, nem sei o que devia sentir. Fico me dizendo que eu deveria ficar longe. Esquecer você, por que tudo mudou. Mas não consigo.
- O quê? - eu estava passada demais para ter esperança.
[...] - Tentei muito esquecer, Bianca. Não consegui. Então em me convenci de que era meu dever voltar à Noite Eterna.
- Dever? - aquilo me deixou confusa.
- Para saber a verdade? Para ver o que acontecia? Não sei. [...] Mas assim que te vi de novo, eu soube que ainda precisava de você. [...] Não tenho como evitar o que sinto por você."


Não fazia idéia do que esperar quando peguei o livro. Já havia lido uma ou duas resenhas, mas nenhuma delas citava as reviravoltas e as surpresas durante a trama. Na primeira reviravolta (a revelação de um segredo), eu fiquei completamente chocada e frustrada. Como não tinha percebido aquilo antes? Tive que, inclusive, voltar algumas páginas para ver se eu não tinha deixado passar nada e estava entendendo errado, porque foi complicado aceitar aquela bomba “jogada no meu colo”. E foi apenas a primeira. Tanta coisa acontece que, quando acreditamos que tudo está se tornando claro, Gray muda tudo. Por quase toda a história, não sabia ao menos quem era vilão ou mocinho. 

É impossível não se prender à leitura facilmente. A história foi bem montada, recheada de mistérios, que tiveram praticamente todas as pontas resolvidas até o fim e, dentro do contexto criado pela autora, fizeram todo o sentido. As questões que ainda ficaram em aberto com certeza são assunto dos próximos livros e, como não foi nada que tenha influenciado no desenvolvimento e no desfecho desse, não me incomodou.

Os personagens são, aparentemente bem construídos e apresentam algumas características marcantes. Lucas é um cara fofo, meio avesso às regras, e que eu imaginava com aquele sorriso cafajeste (não, não tem isso no livro) que, tenho de admitir, eu adoro. Gostei do jeito dele, mas, não sei por qual motivo, notei alguma superficialidade. E, infelizmente, isso se estendeu para alguns personagens. A própria Bianca se inclui nesse contexto, pois, apesar de gostar da personagem, ela não me conquistou, não conseguiu me envolver. O Bathazar é outra gracinha, só achei ele bonzinho demais. Acho que esperava mais “agressividade” nesse triângulo amoroso, cenas de ciúme, talvez até algumas brigas e, definitivamente, não foi o que aconteceu. Não sei como será nas continuações, mas espero que isso melhore.

Gostei muito da leitura, mas senti que faltou alguma coisa, algum detalhe, só não sei como colocar isso em palavras. Acho que precisava de algo mais forte, mais ácido, que me fizesse temer ou suspirar. Com certeza continuarei lendo a série, e espero que ela siga melhorando, detalhe que acho imprescindível nas séries.

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Conjuntando #7: Filmes


Nossa, quanto tempo não trazia uma coluna dessa? Mas aqui estou eu, e estou pensando em um texto bem legal para colocar na próxima coluna ;)
Hoje vou citar mais alguns filmes que assisti para servir de dica para quem ainda não viu:


Agentes do Destino:


David Norris (Matt Damon) é um jovem político com uma carreira promissora, mas um escândalo atrapalhou a sua corrida ao Senado. Tão logo perde a disputa pela vaga ele conhece Elise (Emily Blunt), bailarina por quem se apaixona. Contudo, homens com estranhos poderes de interferir no futuro aparecem do nada e começam a pressioná-lo para que ele não dê continuidade a este romance, porque isso poderá atrapalhar o futuro de ambos. Sem saber ao certo quem são essas pessoas, a única certeza que David possui é que precisará reunir forças para enfrentá-los e encarar o que o destino lhe reserva.
O filme tenta mostrar que nem tudo que acontece em nosso cotidiano é apenas acaso. Os agentes do destino são especializados em manipular os destinos das pessoas, de acordo com o plano. Eu adorei, a história envolve um pouco de romance e uma corrida frenética para driblar esses agentes e o próprio destino.



Sem Limites:


Eddie Morra (Bradley Cooper) sofre de bloqueio de escritor. Um dia, ele reencontra na rua seu ex-cunhado, Vernon (Johnny Whitworth), que lhe apresenta um remédio revolucionário que permite o uso de 100% da capacidade cerebral. O efeito é imediato em Eddie, pois ele passa a se lembrar de tudo que já leu, ouviu ou viu em sua vida. A partir de então ele consegue aprender outras línguas, fazer cálculos complicados e escrever muito rapidamente, mas para manter este ritmo precisa tomar o remédio todo dia. Seu desempenho chama a atenção do empresário Carl Van Loon (Robert De Niro), que resolve contar com sua ajuda para fechar um dos maiores negócios da história.
Esse filme sim eu achei totalmente maluco. Eddie descobre uma droga que o faz ativar cada canto de seu cérebro... Mas há efeitos colaterais. O filme é classificado como suspense, mas não sei se concordo totalmente com isso. Parece mais uma ficção científica, não sei... É um filme que me deixou pensando"uau". Nem sei se ele tem algo de especial, mas achei inteligente a idéia do filme, e mais inteligente ainda a forma como desenvolveram ela.


Já assistiram esses filmes? O que acharam?


Ei pessoal, e não se esqueçam que a Promoção O Pão da Amizade vai só até essa sexta, dia 11/11. :)



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A cidade ilhada - Milton Hatoum

Fonte da imagem: Universo dos leitores.
 HATOUM, Milton. A cidade ilhada. Companhia das letras: 2009. 128 p.

Já há algum tempo que li Dois Irmãos, de Milton Hatoum, e simplesmente adorei. Considerando que era uma leitura obrigatória para vestibular, na época, imaginei que iria gostar ainda mais quando pudesse ler por opção. Acabei não buscando algo do autor por algum tempo, mas agora que tinha um livro de contos dele em mãos, tentei mergulhar na leitura de forma imparcial. E me surpreendi.

É impossível não se deixar envolver pelas palavras do autor. Carregadas de sentimentos reais, por vezes sombrios ou puros, fazem de contos simples uma obra para reler durante a vida. São textos originais, surpreendentes, que vão desde a loucura de Bárbara no Inverno à doçura de Um Oriental na Vastidão.

Não sei quanto disso é verdade, mas ouvi dizerem uma vez que Hatoum, considerado escritor contemporâneo, questionou o motivo de não ser considerado realista: "Porque não nasci no século XIX?". Encontros na Península, por exemplo, cita idéias de Machado de Assis, que, de acordo com o conto só falava de "loucos e adúlteros". E não falta disso em A cidade Ilhada: Bárbara no Inverno, já citado, O Adeus do Comandante, A Casa Ilhada, A ninfa do teatro Amazonas, o próprio Encontros na Península, entre outros, tratam de ao menos uma dessas características.

E de todos os contos, apenas dois não se passam ou citam Manaus. Como o próprio Hatoum cita, "para onde eu vou, Manaus me persegue" (pág. 26). É interessante ver como o autor mescla ficção e realidade. Fica quase impossível definir, em vários textos, quanto dos fatos narrados são ou não acontecimentos reais. Os próprios personagens, por vezes, aparecem em mais de um conto, como tia Mira e tio Ranulfo, que podem ser vistos também em seu romance Cinzas do Norte, de 2005; Lyris, personagem de Uma estrangeira na nossa rua, recebe uma dedicatória em Manaus, Bombaim, Palo Alto. E quanto do livro são fatos que ocorreram com Milton? Impossível saber.

A linguagem do autor é totalmente usual, o que facilita a leitura e a compreensão, e é por vezes carregada de uma ironia subentendida. Subentendida, por sinal, talvez seja exatamente a palavra para descrever esse livro. Nada é entregue de bandeja, como degustar um belo prato de olhos fechados. Sentir, perceber e imaginar.

Como já citei aqui no blog antes, me rendi aos contos. E os "finais" de Hatoum, abruptos, nos permitem visualizar uma continuação da forma que quisermos, ou odiar o autor por não nos contar. Mergulhei de cabeça em cada conto e queria mais, sempre mais... e havia nada além de questionamentos. Como a vida, que não sabemos como será e se realmente haverá um fim para determinados momentos. Isso não torna o livro ruim, entretanto. Foi exatamente essa antítese entre desejar e não receber que me fez gostar de cada vírgula dessa obra.

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Entre Dois Amores - Ann Major

Sinopse: Cici Bellefleur havia amado um dos irmãos Claiborne… e fora cortejada pelo outro. Tola, dera a Logan sua inocência, para logo descobrir que a sedução era apenas parte de um plano maquiavélico... uma traição que ela nunca esqueceria ou perdoaria. O retorno de Cici não só pegou Logan de surpresa, como também o fez perceber que sua atração por ela não diminuíra com o tempo. Agora, ele deseja possuir Cici novamente...desta vez para agradar a si mesmo e a mais ninguém! (Skoob)
MAJOR, Ann. Entre dois amores. Harlequin: 2010. 183 p.


Cici Bellefleur acreditava ser apaixonada por Jake Claiborne, até que seu irmão gêmeo, Logan, se aproxima dela e a seduz. É com ele que Cici tem sua primeira vez e com quem faz amor todas as noites durante aquele verão, até que Jake os flagra e parte para não mais voltar. E Logan então a abandona.
Ele toma essa atitude pensando ser o melhor para a família. Cici não era mulher para se casar com Jake, menos ainda com ele próprio. Foi o que seu avô, Pierre, o fez acreditar, e ele leva essa decisão até o fim, independente das consequências que essa atitude trará.

Desiludida, Cici deixa a cidade e viaja o mundo fotografando a morte de perto. Nove anos depois, entretanto, ela sente falta de um lar, o único que conhecia, Belle Rose. Pierre, que sofreu um derrame recente, muda suas opiniões sobre Cici e a recebe em sua casa. Mas como seria o reencontro de Logan e Cici depois de tanto tempo?

"Logan sorriu, lembrando-se de como Cici, quando criança, amava a escura floresta cheia de musgo que limitava a plantação. Assim que chegava para as férias e punha um pé fora de casa, ela o seguia por toda parte, tão ansiosa como um filhote devotado. Na ocasião, seu relacionamento era tão simples. Era oito anos mais nova do que ele e Jake e assim Logan não levava a sério sua paixonite por Jake até aquele verão, quando voltaea para as férias da faculdade de direito e descobrira que o avô tinha razão quando dizia que Cici não era mais uma criança."

Romance de banca. Uma leitura rápida e agradável. Estava sentindo falta de livros nesse estilo, que já não lia há bastante tempo. E o livro cumpre sua função: uma história ágil, agradável e, principalmente, recheada de paixão.

Não sei se deveria ser tão rígida com a análise do livro, mas é impossível deixar de notar algumas "falhas" na história. Achei bastante estranho a forma como Logan resolve separar Cici de Jake, envolvendo-se ele próprio com ela. Depois disso, quando voltam a se encontrar, achei bem rápida a forma como voltam a "confiar" um no outro, apesar de tanta mágoa e ressentimento guardados por tantos anos. Não consigo imaginar uma paixão, por mais irracional que seja, fazer com que alguém deixe de lado esse tipo de coisa.

Fora essas observações, não há nada que tenha atrapalhado a história. Claro que, por ser um romance de banca, não tem tanta profundidade. Mesmo assim, os personagens são agradáveis e bem temperamentais - característica que eu gosto mais, para ser sincera. A narração em terceira pessoa também ajuda, já que pode-se observar o contexto, visualizando pensamentos de todos os envolvidos. Enfim... não é o melhor romance de banca que eu já li, mas com certeza é um história gostosa de acompanhar e ideal para dar um tempo entre leituras mais pesadas.

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Promessa de Sangue - Richelle Mead

Fonte da Imagem: Nuvem Literária
Sinopse: A vida da guardiã Rose Hathaway nunca será a mesma. O recente ataque a Academia St. Vladimir devastou todo o mundo Moroi. Muitos estão mortos. E, pelas poucas vitimas carregadas pelos Strigoi, o destino deles é ainda pior. Uma rara tatuagem agora adorna o pescoço de Rose, uma marca que diz que ela matou Strigoi demais para contar.Mas apenas uma vitima importa… Dimitri Belikov. Rose agora deve escolher, um de dois caminhos bem diferentes: princesa – ou, abandonar a academia para sair sozinha em uma caça para matar o homem que ela ama. Ela terá de ir ao fim do mundo para encontrar Dimitri e manter a promessa que ele implorou para ela fazer. Mas a pergunta é, quando a hora chegar, ele irá querer ser salvo? Agora, com tudo em jogo – e mundos de distancia da St. Vladimir e sua desprotegida e vulnerável, e recentemente rebelde, melhor amiga – Rose pode encontrar forças para destruir Dimitri? Ou, ela vai se sacrificar para ter uma chance em um amor eterno? (Skoob)
MEAD, Richelle. Promessa de Sangue. Academia de Vampiros #4. Agir: 2010. 448 p.

Promessa de Sangue, quarto livro da série Academia de Vampiros - que eu já li há algum tempo, por sinal, e já folheei várias vezes depois disso -, me deixou com o coração acelerado e, por vezes até, sem fôlego. É incrível como Richelle Mead consegue conectar todos os pontos, fazer uma história cheia de romance, ação, aventura, drama, tudo, na medida certa.

Para quem ainda não leu os primeiros livros, haverá muitos spoilers!

Mason tentou avisar, mas foi impossível evitar o ataque Strigoi à escola São Vladimir. Esse aviso ao menos permitiu que os dampiros e Moroi não fossem pegos de surpresa e pudessem se defender. O resultado disso, porém, foi devastador. Mesmo tendo acabado com a maioria dos invasores, as perdas foram imensuráveis, inclusive para Rose. Parecia impossível acreditar que o homem que amava, que a completava, agora se transformara no ser que ele mais repugnava: um Strigoi.

Tudo o que Rose sonhou alcançar até então já não tinha mais sentido. Ela passa a se sentir presa a uma promessa que ela nem fizera, uma conversa muito antiga, mas acredita que precisa salvar a alma de Dimitri e libertá-lo de sua atual condição; esse agora é seu objetivo de vida. Deixando de lado a possibilidade de se tornar a guardiã de Lissa, Rose parte da escola em direção ao incerto, na busca daquele que ela quase desejava não encontrar.

"Eu nunca estivera em Moscou. Era uma linda cidade, próspera e cheia de gente e comércio. Poderia ter ficado dias lá, só fazendo compras e experimentando restaurantes. [...] Por mais legal que aquilo tudo fosse, acabei tentando me desligar dos cenários e dos sons da cidade porque me lembravam... bom, Dimitri.
Ele vivia me falando sobre a Rússia o tempo todo e jurará que eu iria amar o pais. [...]
Seu rosto se iluminara ao lembrar os lugares que ele tinha visto, com uma alegria que deixara aqueles traços maravilhosos ainda mais divinos. Acho que ele poderia ter passado o dia todo citando pontos turísticos. Meu peito queimara por dentro, só de observá-lo. E então, como sempre acontecia quando eu temia acabar dando uma de idiota ou sentimentaloide, eu soltava uma piada para desviar a atenção e ocultar meus sentimentos. Isso o fizera reassumir a postura profissional, e voltáramos ao trabalho.
Agora, andando pelas ruas da cidade com Sydney, desejei não ter feito aquela piada e ouvido Dimitri falar mais sobre sua terra natal. Daria qualquer coisa para tê-lo ali comigo, do jeito que ele costumava ser. [...] E o tempo todo não parei de pensar que Dimitri é quem devia estar ali, do meu lado apontando as coisas e me explicando o que eram." (Pág. 51-52)

Com auxílio financeiro de Adrian, Rose vai para a Rússia, onde acredita que encontrará Dimitri e, de Strigoi em Strigoi, procura por ele em cada rosto. No rastro de corpos que vai deixando, ela conhece Sydney, uma humana alquimista responsável por manter os vampiros em segredo dos humanos, que passa a acompanhá-la e, por ordem de seus superiores, a leva à cidade natal de Dimitri.

Ao mesmo tempo, Rose acompanha Lissa através do laço, vê os sentimentos confusos da amiga se desenvolverem conforme treina a utilização do espírito com Adrian, o envolvimento dela com Avery, que chega à São Vladimir e se mostra uma companheira para Lissa, e os problemas dela com Christian.

Como tenho dito desde que li o primeiro livro, a história fica ainda melhor conforme o andamento. Promessa de Sangue me deixou grudada em suas páginas do início ao fim, foi perfeito. Uma mistura de drama, quando Rose se lembra dos momentos com Dimitri e se entrega aos sentimentos de luto; ação, quando ela caça cada Strigoi pensando que poderia ser Dimitri; aventura, considerando todas as habilidades que ela desenvolveu por ter sido beijada pelas sombras; e paixão... muita paixão, completamente irracional.

Foi bom poder conhecer um outro lado da história que ainda não tinha sido visto de dentro dos muros da escola. Richelle Mead permitiu que soubéssemos como eram as comunidades de prostitutas de sangue e como o imaginário dos vampiros é permeado por preconceitos infundados; vemos também, como os corpos dos vampiros eram eliminados para ocultar sua existência dos humanos; mostrou a interação e a volatilidade das relações Strigoi, principalmente quando vivem em grupos. Além disso, o livro é cheio de trechos maravilhosos, e poderia escrever vários posts, só com eles.

O final me surpreendeu mais uma vez. É admirável como Richelle Mead consegue fazer isso, nos deixando tão presos à história que mal suportamos esperar pelo próximo livro. Tanto é assim, que comprei Spirit Bound em inglês mesmo, e sempre que dá, me delicio com essa história tão fantástica que é impossível expressar em palavras.

Preciso dizer que recomendo?

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Pacto Secreto - Eliane Quintella

Sinopse: Três regras haviam sido reveladas à Valentina. Mas, ela não sabia se existiriam outras regras que teriam sido ocultadas. Tinha certo em seu coração que precisava ter seu pedido atendido. Era o que havia de mais importante. Precisava decidir se assinaria ou não o pacto. É a pergunta que não se cala. Será que Valentina deveria assinar o pacto sem ter certeza do que estava em jogo? O que realmente assumiria se assinasse?
E você, assinaria o pacto? Em troca, teria o que pedisse. Poderia ser qualquer coisa... (Skoob)
QUINTELLA, Eliane. Pacto Secreto.Novo Século: 2011. 357 p.

Três anos após acidente que deixou sua irmã gêmea, Sara, tetraplégica, Valentina continua a acreditar ser a culpada pelo ocorrido. E após tantas orações pedindo alívio para sua dor, resolve pedir ajuda a quem quer que seja, mesmo ao diabo. O que ela não esperava, entretanto, é que  teria seu pedido atendido.

Na primeira vez que resolve sair com as amigas após o acidente, Valentina encontra um homem misterioso, incrivelmente lindo, que vem lhe explicar sobre as regras do pacto. Valentina se vê em um dilema sério: abandonar seu Deus e ver sua irmã como antes ou deixar as coisas como estavam e suportar a dor que se abatia diariamente sobre a sua família?

Instigada sobre as consequências de fazer um pacto com o diabo, Valentina parte atrás das respostas necessárias para ter firmeza sobre aquilo que queria, e começa a perceber que nem tudo era obra do acaso.

"- Minha filha, quem é esse diabo afinal? Quem é esse enviado? O que eles realmente querem? Tudo isso você precisa saber antes de tomar qualquer atitude. Você não pode partir de premissas, conceitos predeterminados extraídos de sua cabeça, da cabeça do enviado ou de qualquer pessoa; você precisa saber a verdade." (pág. 66)

Mesmo achando estar preparada para o que viria, por ter lido tantas resenhas do livro, Pacto Secreto foi, para mim, uma surpresa muito agradável. Achei a narrativa um pouco repetitiva no início, admito, mas acredito que tenha sido uma forma de a autora salientar as características da Valentina, mostrar bem como ela era, como vivia, do que gostava ou não. Essa repetição, entretanto, logo fica para trás. Os fatos vão acontecendo de forma cativante, os personagens vão nos envolvendo e a curiosidade se aguça a cada página.

A primeira impressão que tive sobre a Valentina é que ela era um pouco ingênua, mas percebi após algum tempo que era apenas irracionalidade devido ao seu desespero. Tanto que, quando se dá conta do tamanho do "jogo" em que se vê envolvida, ela logo percebe em quem pode ou não confiar, que nem tudo aquilo que querem que ela acredite é definitivamente verdade, e passa a realmente jogar. E quem disse que precisa jogar limpo?

Valentina começa a buscar as informações necessárias para decidir o que fazer e essa busca é o ponto principal da história. A personagem não tem medo, principalmente por saber que a queriam viva, então vai a fundo para conseguir o que deseja. Espero que isso não seja nenhum spoiler, mas tenho que comentar que achei inteligente demais a solução que Valentina arranjou e ainda mais inteligente o que Sara fez para conseguir cumprir sua promessa.

Foi interessante conhecer um pouco de histórias e lendas sobre Deus e o diabo, algumas sobre as quais eu era totalmente ignorante. Acho bom demais quando um autor se prepara e pesquisa sobre o assunto que pretende abordar, e é perceptível isso no trabalho da Eliane. As citações bíblicas são um exemplo disso. E, apesar de falar sobre Deus e mostrar a fé, a obra não não chega nem perto de se prender às concepções religiosas.

Um detalhe que me incomodou um pouco foi ver, nas narrações das personagens, alguns tipos de descrições sobre si mesmas que poucas pessoas fariam. Não que prejudicasse a história, longe disso, só achei estranho a Sara dizer que tinha um jeito "doce", por exemplo. Alguns pontos ficaram em suspenso. Gostaria de ter conhecido mais a fundo o enviado, saber o que ele pensava realmente sobre Valentina, se ele se envolveu de alguma forma com ela ou se significava apenas um desafio. Carla também deixou uma interrogação; fiquei me perguntando como e porque entrou na vida da protagonista, e mais algumas coisas que não posso citar porque seriam spoiler. Espero que esses detalhes sejam explicados na continuação que, por sinal, estou bem curiosa para ler.

Parabéns à Eliane, que escreveu uma trama diferente e envolvente e, de uma forma geral, bem amarrada. Espero que os próximos livros amarrem ainda mais pontas, pois a história tem tudo para ficar cada vez melhor. Obrigada à autora por aceitar parceria com o blog e por me permitir conhecer essa obra que eu adorei.

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Conjuntando #6: Filmes



Oi todo mundo! Trazendo mais algumas dicas de filmes que assisti nesses últimos dias. Espero que curtam!


Assassino a preço fixo:


Arthur Bishop (Jason Statham) é um assassino de elite, que possui um código restrito e um talento especial para eliminar seus alvos. Um dia ele recebe a missão de matar Harry McKenna (Donald Sutherland), seu melhor amigo, acusado de ter vazado informações sigilosas que levaram cinco agentes à morte. Arthur cumpre a missão e, logo em seguida, reencontra Steve (Ben Foster), o filho problemático de Harry. Desejando vingança, Steve recebe a ajuda de Arthur para também se tornar um assassino. Os dois logo trabalham em conjunto, sem que Steve saiba que seu tutor é na verdade o assassino de seu pai.

Ainda não houve um único filme do Jason Statham que eu não gostasse. Normalmente de ação, com enredos bem envolventes, são filmes bem inteligentes. Esse não é diferente. Gostei muito, principalmente do final bem criativo.


Orgulho e Preconceito:



Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Sempre ouvia falar deste filme e seu respectivo livro, mas, antes disso, por um certo preconceito, nunca tive vontade de assistir. Até que ganhei ele em um sorteio, como já comentei aqui, e aproveitei a ioportunidade. Achei que as duas horas de filme seriam entendiantes, mas passou rapidinho, comigo completamente envolvida! Amei.



Já assistiram algum? O que acharam?

Julia.

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Inocência - Visconde de Taunay

Sinopse: "Inocência" é um marco do Romantismo e também um dos melhores exemplos de literatura regionalista, revelando detalhadamente a vida sertaneja do interior do Mato Grosso na metade do século passado. Fiel à tendência romântica, o romance possui no seu núcleo uma história de amor impossível: a jovem cabocla Inocência está prometida por seu pai ao rude sertanejo Manecão, mas apaixona-se pelo forasteiro Cirino, gerando uma série de conflitos devido ao rigoroso código de honra da época. (Skoob)

Clássico do Romantismo brasileiro, Inocência, de Visconde de Taunay, possui todos os atributos inerentes a esse movimento literário: uma donzela apaixonada, um homem que a idolatra, demonstrando a idealização do amor e da mulher, e a valorização da natureza. Passando-se no século XIX, no interior do Brasil, a obra retrata o cotidiano simples e os modos modestos de vida, as dificuldades dos viajantes, o tratamento dispensado à mulher e o convívio diário com doenças e males que atingiam a população.

Cirino, pseudomédico, viaja pelo sertão do Mato Grosso a curar doentes. A caminho da próxima vila, depara-se com Sr. Pereira, que volta da cidade frustrado por não conseguir encontrar o remédio que sua filha precisa para as sezões (febres) da maleita (malária). Sr. Pereira mal podia acreditar em sua sorte: leva Cirino à sua fazenda, pede que se instale por lá e diz que avisará os doentes da região a fim de que venham até ele e que não precise parar de trabalhar. Pouco depois da chegada de Cirino à fazenda, surge também um novo visitante. Meyer, um alemão que está no Brasil para pesquisar insetos, abriga-se também nas terras de Sr. Pereira. 

“Com efeito, de volta à sala dos hóspedes, não pôde mais conciliar o sono e, sem que houvesse conseguido fruir um só momento de descanso, viu raiar a aurora. Parecia-lhe que o peito ardia todo em chamas a subirem-lhe às faces, abrasando-lhe o pensamento.
Aquele venusto rosto que contemplara a sós; aqueles formosos olhos, cujo brilho a furto percebera, aquele colo alabastrino que a medo se descobrira, aquelas indecisas curvas de um corpo adorável, todo aquele conjunto harmonioso e encantador que vira à luz de frouxa vela, fatalmente o lançavam nesse pélago semeado de tormentas que se chama paixão!”


Logo que se põe a cuidar da filha de Pereira, Inocência, sob olhares fiscalizadores do pai; que não podia deixá-la sozinha com um homem, Cirino logo se vê apaixonado pela moça. Sr. Pereira, que desconfia das intenções do ingênuo Meyer, mal consegue perceber as de Cirino, que consegue furtivos encontros com Inocência. Cirino, entretanto, nada podia esperar com ela, pois já estava prometida a Manecão, e palavra é a moeda mais valiosa do sertão.

Diferente do que encontrei em Memórias de um Sargento de Milícias, Inocência não traz tantas novidades, e é até previsível. Mas não, por isso, deixa de ser uma leitura bem agradável. Claro que, por se tratar de um clássico, requer um pouco de paciência para nos adequarmos à linguagem, mas há tanta riqueza cultural nessas obras que eu acredito que valha a pena. Além do mais, depois que se acostuma à escrita, vemos como a forma de narração é bela e musical. Mesmo as expressões regionalistas utilizadas nos diálogos não causam prejuízo a essa característica.

O romance se desenvolve de maneira meio irreal, mas, como não sabemos o que era viver naqueles tempos, não há como julgar se poderia ou não ter acontecido. Não me identifiquei tanto com o casal principal, o que não me impediu de torcer por eles e tentar encontrar uma solução para o desafio dos dois.

Como todo clássico, deve-se saber apreciar. Eu mesma só comecei a gostar deles quando me livrei de certos preceitos que adotava sem perceber, e não tenho me arrependido disso. Inocência é um livro interessante de conhecer, mas não se pode esperar cair de amores.

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