Entrevista: Valentine Cirano

Oi Pessoal, hoje trago para vocês a primeira entrevista do Conjunto da Obra! É com a autora Valentine Cirano, que tem vários livros já publicados, conforme pode-se conferir AQUI. Vamos conhecer um pouquinho mais da autora:



1 – Olá Valentine, seja muito bem-vinda ao Conjunto da Obra. Poderia se apresentar às pessoas que lêem o blog?
Valentine: Olá, sou Valentine Cirano, escritora dos livros Chama Imortal, Impacto Fulminante, Plano de voo - o segredo do sucesso e Reflexões de uma vida. Sou professora de inglês, morei 5 anos nos EUA e escrevo desde bem jovem, mas apenas recentemente comecei a publicar meus livros. Adoro artes em geral, escrever e ensinar. Minhas paixões são minha família e meus amigos. Também adoro viajar, mas o melhor de tudo é visitar museus, sou fascinada por conhecimento.

2 – Como escritora, imagino que também goste de ler. Quais gêneros você prefere? Tem algum livro favorito?

Valentine: Gosto de livros de aventura, mas meus prediletos são os de suspense. Não tenho nenhum livro favorito, mas gostei muito do Anjos e Demônios - de Dan Brown.

3 – O que te traz inspiração para escrever? Há algum autor no qual você se inspira ou que toma como modelo?

Valentine: Eu não sei bem o que me inspira, acho que situações que vivo, detalhes que observo, mistérios (que adoro), sobrenatural, fatos históricos, entre outros. Quando começo uma história eu preciso saber como vai ser a ficção mas o texto vai se desenvolvendo a medida que eu vou escrevendo e aí eu passo a ser personagem do livro, vivendo aquelas cenas e aventuras. Geralmente eu caio na ficção, o único problema é sair dela depois e voltar para o mundo real (rsrs).

4 – Alguns dos seus livros têm uma abordagem histórica bem forte ou fazem referência a um momento histórico específico, como em Chama Imortal e Impacto Fulminante, o que requer um conhecimento histórico mais amplo. Para utilizar esse recurso em seus textos, você realiza algum processo de pesquisa?

Valentine: Sim, tenho que pesquisar muito antes de escrever. Gosto de escrever histórias onde os fatos fazem parte de minha ficção, por exemplo, estou trabalhando agora em um novo livro que se chamará "Átina Blake, e o império de Cronos", uma grande aventura que fala sobre mitologia grega. Essa história tem me feito conhecer mais sobre a antiga Grécia e seus costumes, seus rituais pagãos e sua mitologia, por isso tenho estudado muito para saber todos os detalhes antes de escrever. Os livros da trilogia Impacto Fulminante são também fatos históricos misturados com ficção e precisei estudar muito o assunto antes de escrever. O segundo livro dessa série, que pretendo lançar em 2012 cujo nome será "La Fontana di Trevi - o último sudarista, vem com uma aventura cheia suspense e um grande mistério em torno do Santo Sudário de Turim. A pesquisa sobre os dados da mortalha sagrada, bem como sua história, fatos, lendas e etc, foram minuciosamente pesquisados para tornar esse grande suspense em algo até bem realístico. Gosto de misturar fatos reais com ficção, assim o leitor não saberá onde termina o fato e onde entra a ficção.

5 – Qual seu o principal objetivo ao escrever uma obra? O que pretende passar aos leitores por meio de suas histórias?

Valentine: Geralmente gosto de passar alguma coisa para trazer reflexão, algo que seja apenas uma mera leitura, mas que tenha uma certa "moral da história". Isso não é uma regra, pois tenho outras obras que fogem desse padrão, mas em geral é isso o que eu gosto de fazer quando escrevo uma obra.

6 – Em sua opinião, quais são as maiores dificuldades para escritores brasileiros no mercado nacional?
Valentine: O mercado tem melhorado muito, mas ainda há muito o que fazer. Geralmente é mais difícil publicar o primeiro livro, pois o autor é inexperiente, fica muito ansioso para publicar logo sua obra que acaba aceitando qualquer coisa e às vezes até se arrepende depois. Felizmente eu já passei por essa fase e agora estou um pouco mais cautelosa, mas muito otimista ao ver que o mercado editorial tem crescido bastante nesses últimos anos (levando em consideração de que o brasileiro tem lido mais hoje).

7 – Tem algum projeto para um futuro próximo que possa nos contar? Algum livro em mente ou prestes a ser publicado?

Valentine: Sim, para esse ano não tenho mais obras para serem lançadas, pois já fiz um lançamento no começo do ano. Para 2012 pretendo lançar o livro La Fontana di Trevi, o último sudarista, Átina Blake - e o império de Cronos e meu primeiro livro infantil - Planeta Água. Estou com muitos projetos, muitas obras já escritas e muito animada para esse próximo ano, que acredito será melhor do que 2011.

8 – Muito obrigada pela atenção Valentine! Se quiser fazer mais alguma colocação, fique à vontade.

Valentine: Obrigada Júlia, você sempre foi muito gentil e atenciosa. Pessoas como você e meus outros amigos blogueiros é que tem feito a diferença na nossa literatura. Só o fato de vocês estarem apoiando os autores nacionais já é uma grande ajuda. Todos ganham com isso, nós os autores, os blogueiros e principalmente os leitores, pois a literatura nacional merece um espaço e vocês estão fazendo isso se tornar uma realidade. Um grande beijo para você e para todos os leitores de seu blog. Vocês são umas gracinhas! Amo vocês!

 
Agradeço novamente à Valentine pela a atenção, e espero que vocês curtam.

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A Janela de Overton - Glenn Beck

Fonte da Imagem: Mademoiselle Loves Books
Sinopse: Um plano para destruir a America, há centenas de anos sendo planejado, está prestes a ser colocado em prática. Uma poderosa técnica chamada Overton Window que pode modificar nossas vidas, nossas leis e nosso futuro. Ela funciona manipulando a percepção pública para que nossas ideias pensadas anteriormente pareçam ser radicalmente aceitas. Mude a Janela e mude o debate. Mude o debate e mude o país. Para Noah Gardner, um executivo de Relações Públicas com 20 e poucos anos, é seguro dizer que a teoria política é a única coisa em sua mente. Inteligente, solteiro, bonito e isolado dos problemas do mundo com a riqueza e o poder de seu pai, Noah é muito mais preocupado com o futuro de sua vida social do que o futuro de seu país. Mas tudo isso muda quando Noah encontra Molly Ross, uma mulher que é consumida pelo conhecimento de que a América que conhecemos está prestes a ser perdida para sempre. Ela e seu grupo de patriotas se comprometeram a recordar o passado e lutar por um futuro, mas Noah, convencido de que são apenas teorias de conspiração erradas, não está interessado em emprestar suas habilidades consideráveis para a sua causa. E, então, o mundo muda. Um ataque sem precedentes sobre o solo dos E.U.A. sacode o país para o núcleo e coloca em movimento um plano assustador, décadas sendo formulado, para transformar a America e demonizar todos os que se interpõem NO caminho. Em meio ao caos, muitos não sabem a diferença entre a teoria da conspiração e conspiração realidade ou, mais importante, em qual lado lutar.Mas para Noah, a escolha é clara: Expor o plano, revelando os conspiradores por trás dele, é a única maneira de salvar tanto a mulher que ele ama quanto sua liberdade. (Skoob)
BECK, Gleen. A Janela de Overton. Novo Conceito: 2011, 384 p.
 
Um plano para acabar com a atual estrutura política e econômica dos Estados Unidos e do mundo vem sendo articulado há muito tempo, e seu apogeu se aproxima. A Janela de Overton, mecanismo utilizado para medir o grau de aceitação dos cidadãos em relação a determinadas idéias, está se movendo para o lado que eles desejam. Uma idéia, que normalmente se pensaria absurda, pode se tornar aparentemente plausível diante de uma situação de ameaça. Mas essa ameaça seria real?

Noah Gardner, filho de um poderoso homem das relações públicas, sabe muito bem que grande parte de acontecimentos "inesperados" e "imprevisíveis" nem sempre podem ser classificados assim. É essa a função das relações públicas: fazer com que todos pensem conforme se deseja e o que importa para a empresa que realiza o trabalho é apenas quem paga.

Tal situação é plenamente aceita por Noah, até que ele conhece Molly. No início, ele não vê futuro no que ela e seu grupo pretendem alcançar, mas começa a conhecer o outro lado da moeda e a perceber que nem tudo é como acreditava ser...

A Janela de Overton, de Glenn Beck, pode ser sintetizado e definido em uma palavra: conspiração. O que está por trás dos acontecimentos e desastres mais "incontestáveis" de nossa história? Quem, afinal, nunca ouviu uma teoria da conspiração sobre o que realmente teria acontecido em 11 de setembro? E é a partir desse tipo de idéia o autor começa a tecer uma teoria da conspiração muito maior, sobre planos de modificar todas as bases da sociedade como conhecemos, desde o sistema de produção à forma de governo.

"- [...] Sempre existiram apenas quatro tipos de pessoas no mundo: os visionários, que escolhem a rota, e somos muito poucos; os gananciosos e corruptíveis, que são úteis, porque fazem qualquer coisa em nome do lucro a curto prazo; os revolucionários, um bando de pensadores retrógrados e violentos cuja única missão é atravancar o caminho do progresso; e as massas [...].
Eles são bem mais numerosos que nós e se multiplicam a cada dia. [...] E no meio dessa superpopulação, que está inchando o mundo além do ponto de ruptura, não há muitos Mozart, Einstein, Pascal, Salk, Shekespeare ou Geoge Washington. São uns comilões inúteis e retardados mentais, que estão esgotando a capacidade do planeta."

Irrefutável dizer que Glenn Beck nos traz muito assunto no que pensar, principalmente quando tais teorias têm seus principais fundamentos baseados em fatos. O autor, inclusive, traz uma lista, nas últimas páginas, de sites e livros que comprovam vários acontecimentos e idéias apontadas no texto, citando, contudo, tanto no prólogo quanto no epílogo, que os fatos são verídicos, mas foram colocados de forma a dar corpo ao enredo. Glenn Beck deixa a nós a incumbência de decidir o que é real e o que é ficção, mas nos desafia a pesquisar e a buscar respostas.

Particularmente, ainda esperava mais do livro. Mesmo que a leitura tenha sido muito agradável, não fiquei surpresa nem fascinada com qualquer detalhe do livro. Um detalhe que me deixou mais consternada é que talvez tenha ficado desapontada com a crueldade de um determinado personagem no fim do livro, mas isso já vinha sendo apontado durante a história toda, e eu só não queria acreditar que alguém fosse mesmo capaz disso.

Molly é o tipo de personagem que gosto, nem mocinha demais, mas longe de ser vilã; determinada na medida certa e bem esperta. Noah, entretanto, não me agradou; apesar de ser um tipo atraente, era um tanto ingênuo para quem conhecia tantas coisas, mas talvez isso acontecesse em virtude de ele se sentir protegido por toda a influência do pai.

Mesmo assim, é um livro que vale ser lido, por trazer um outro ponto de vista em relação aos acontecimentos e à política como um todo. A editora Novo Conceito caprichou na capa e as letras são grandes, então o tamanho do livro engana um pouco, pois pode ser lido rapidinho.

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Noturno - Guillermo del Toro e Chuck Hogan

Sinopse: Nova York , aeroporto JFK. O Boeing 777 da Regis Airlines, vindo de Berlim, aterrisa na hora prevista. Subitamente, na pista de pouso, seu motor para. As luzes se apagam. Os canais de comunicação silenciam. A equipe de terra se perde numa espera aflitiva por algum sinal dos passageiros.
Considerando a possibilidade de um ataque biológico, o Centro de Controle de Doenças é acionado e o Dr. Eph Goodweather, responsável pelo projeto Canário, responde ao chamado. Ao subir a bordo, seu sangue gela com o que vê.
Harlem Espanhol, rua 188. Numa loja de penhores, um sobrevivente do Holocausto, Abraham Setrakian, cujos estudos de folclore da Europa Oriental levaram-no para os mais obscuros cantos do mundo, intui que algo grave está prestes a acontecer. Sabe que a hora chegou e que a guerra está apenas começando.
Uma pandemia vampírica se espalha por toda a cidade de nova York e irrompe numa batalha sem proporções. Eph se une a Setrakian e a um grupo inusitado de combatentes para neutralizar a ação do vírus e salvar a sua cidade - a mesma que abriga sua mulher e seu filho - antes que seja tarde demais.
Guillermo Del Toro, criador visinário de O labirinto do fauno, e Chuck Hogan, autor consagrado pelo prêmio Hammett, trazem sua imaginação para este épico de coragem e audácia, sobre uma batalha entre homens e vampiros que ameaça toda a humanidade. Noturno é o primeiro livro da Trilogia da Escuridão, um fenômeno que promete conquistar o mundo. (Skoob)
DEL TORO, Guillermo. Noturno. Trilogia da Escuridão #1. Rocco, 2009. 464 p.

Um avião, vindo de Berlim, pousa no aeroporto JFK, em Nova York. Nada fora do comum, até que, poucos minutos depois, percebe-se que o avião está ainda no meio da pista, totalmente apagado, sem comunicação, e nenhum dos passageiros ou tripulantes dão qualquer sinal. Temendo uma ameaça biológica, o Centro de Controle de Doenças é acionado, e Ephraim Goodweather precisa deixar o precioso final de semana ao lado de seu filho para averiguar o problema.

Estão todos mortos. Não há nenhuma pista do que causou isso e nenhuma explicação racional ou médica faz sentido. Surpreendentemente, encontram uns poucos sobreviventes e as autoridades optam pela explicação mais fácil, para não gerar pânico: uma falha mecânica que cortou o oxigênio dentro da aeronave.

Mas a cada momento as coisas parecem fazer cada vez menos sentido: uma grande caixa de madeira, cheia de terra, é encontrada no compartimento de cargas; os corpos dos mortos não se decompõem; os sobreviventes passam a apresentar um comportamento estranho e seus corpos sofrem modificações inexplicáveis. E é nesse cenário que Eph, Nora, Setrakian e Vasilyi se unem em uma missão realmente impossível.

Ao final da última página de Noturno, tudo que consegui pensar foi: “uau”. Não há como resumir este livro em poucas frases, e mesmo com uma sinopse mais extensa que o normal, não consegui passar metade do que o livro abrange.

Vampiros. Com uma ótica inteiramente nova e plenamente possível: um vírus. Algo que a humanidade nunca imaginou nem estava preparada para enfrentar. Tenho que advertir que este não é um livro encantador, muito menos maravilhoso, nem qualquer outro adjetivo que comumente se usa para descrever os livros que gostamos. É terrível, angustiante e sujo.

Um dos pontos altos do texto é que os autores nos deixam completamente às cegas, como se estivéssemos vivenciando os fatos juntos com os protagonistas. Não sabemos com o que se está lidando e apenas algumas informações necessárias são colocadas nos momentos relevantes, permitindo adentrar essa atmosfera de tensão que seria criada em uma situação real.

Não gosto de histórias de terror, mas quando a Kel disponibilizou o livro no grupo Livro Viajante, fiquei tão curiosa que não pude deixar de me inscrever. E mesmo morrendo de medo e com o estômago totalmente embrulhado ao ler sobre detalhes de autópsias, continuei até a última página. Para mim, a história foi tão envolvente, que cheguei a ficar com medo de que a noite chegasse. E, apesar de tantos sentimentos contraditórios despertados enquanto lia o livro, só tenho a dizer que Guillermo Del Toro e Chuck Hogan criaram uma obra intrigante e incrível.

E fiquei feliz quando finalmente consegui terminá-la. Não por achar que não poderia fazer isso, mas simplesmente por sentir que o mundo voltava a ser o mundo que conheço.

Dou créditos à Rocco que teve bastante cuidado na edição do livro, que não percebi nenhum problema.

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Lauren Kate em Florianópolis - 14/09


Oi todo mundo! Vim contar as novidades, já que o pessoal esteve me perguntando nos comentários do último post. Sim, eu conseguir ir no evento da Lauren Kate. Não pude apreciar tudo como gostaria, mas aproveitei o que pude.

O evento estava marcado para começar às 19h:30, hora exata em que acaba meu expediente de trabalho. Para minha sorte, aconteceria no shopping aqui pertinho, então me arranquei para lá. Cheguei uns dois ou três minutinhos antes da Lauren, peguei uma senha na porta e, como fui sozinha, consegui uma cadeirinha abandonada no meio do povo (sorte). ;D
 
E foi assim que ela chegou: super sorridente, um pouco tímida, mas aparentemente bem feliz. O evento ocorreu segundo o protocolo: um pequeno bate-papo com a autora de aproximadamente meia hora e o momento para autógrafos e fotos com a Lauren.
 
O bate-papo foi uma delícia! A Lauren foi o tempo todo simpática, respondia todas as perguntas com bastante detalhes, e soltou algumas gargalhadas. O único ato falho foi a tradução, que pecou bastante. Sorte minha que conseguia entender o que ela dizia, então não perdi os bons detalhes omitidos na hora de traduzir.
 
Algumas perguntas eu achei muito legais, ainda mais pelas respostas. Perguntaram se ela saiu para dar uma volta na cidade durante a tarde, e o que ela achou, ao que ela respondeu que sim, que almoçou na Barra da Lagoa e adorou. Disse que já ouvira falar que Florianópolis era linda, mas só estando aqui para saber :D Contou que já conhecia o Brasil, pois sua Lua de Mel foi aqui, passando pelo Rio de Janeiro, Buzios e Bahia.

Para escrever a história da série Fallen, e no porquê de anjos, ela disse que escreve, acima de tudo, sobre o amor; os anjos vieram como uma forma de expressar isto. Ela citou ainda que levou alguns anos para terminar seu primeiro livro (que não disse se foi publicado ou não), mas escreveu Fallen em três meses, levando mais três para revisar.

A melhor coisa de ser escritora, segundo Lauren, é simplesmente "this", ou seja, estar no meio de seus leitores. Comentou que os brasileiros são os leitores que mais se envolvem nas histórias, que se identificam com os personagens, e que essa é uma das características que ela mais gostou.

Quando perguntaram sobre os anunciadores, ela respondeu: "Todos os brasileiros perguntam sobre isso", mas complementou dizendo que eles eram uma forma de ligar Luce ao sobrenatural (ou algo assim, eu esqueci).

A resposta da Lauren que eu mais gostei, foi sobre a inspiração para os personagens: a Luce foi inspirada em uma das melhores amigas dela; o Daniel, veio como um complemento para Luce, como uma outra parte dela que faltava; e o Cam foi inspirado no marido dela. Isso me deixou bem mais animada com o futuro da série, porque eu ainda sou mais o Cam.

Sobre o livro que ela mais gosta, ela disse que é Paixão, pois a tendência do escritor é sempre gostar mais da última obra. Quanto ao futuro dos personagens (perguntaram se ela mataria a Luce ou também se esta se casaria com Daniel) ela disse, com um sorriso no rosto: "não vou contar, porque, na verdade, vocês não querem saber. Verão na continuação".

E entre tantas outras coisas, Lauren disse que não conseguia precisar quantos livros já vendeu, mas que eles estão em 35 países e que o Brasil foi onde vendeu mais.
 
Depois da conversa com Lauren, os organizadores começaram a chamar para os autógrafos nas ordens da senha. Como eu precisava ir embora, dependendo de ônibus, não pude esperar até chegar minha vez, senha 88. Mesmo assim, encontrei uma conhecida com a senha 15, e pedi para ela autografar um dos livros para mim. Não pude tirar foto com a Lauren, mas saí feliz e contente com meu autógrafo. ;D

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Conjuntando #4: Filmes



Oi gente. Como foi a semana de vocês? A minha foi corrida e molhada, mas a chuva por aqui finalmente deu trégua.
Tentei acompanhar as notícias da bienal por meio dos blogs, e fiquei muito feliz com os detalhes super ricos que alguns blogueiros deram.

Fora isso, estudando e trabalhando demais. Deixei tudo de lado no final de semana para poder descansar, então só agora poderei visitar os blogs.

Mas vamos ao que realmente interessa! Hoje vim falar sobre uns filmes que assisti nos últimos dias, e dizer para vocês minha impressão sobre eles.



O Turista:



Os passos de Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie) são acompanhados de perto pela equipe chefiada pelo inspetor John Acheson (Paul Bettany). O motivo é que ela viveu por um ano com Alexander Pearce, procurado pela polícia devido a sonegação de impostos em torno de 700 milhões de libras. Ninguém sabe como é o rosto de Pearce, nem mesmo Elise, já que ele passou por várias operações plásticas para escapar de seus perseguidores. Ele enfim entra em contato com Elise ao lhe enviar um bilhete, onde pede que vá encontrá-lo em Veneza e, no caminho, procure alguém com tipo físico parecido com o seu, para enganar a polícia. Elise segue as ordens à risca e, no trem a caminho da cidade italiana, se aproxima do professor de matemática Frank Tupelo (Johnny Depp), que viaja sozinho. Ele fica atraído por sua beleza e aceita a oferta de ir até o hotel dela, assim que chegam a Veneza. Só que logo Frank se torna alvo de Reginald Shaw (Steven Berkoff), um poderoso gângster que teve mais de US$ 2,5 bilhões roubados por Pearce.

O filme não é tão cheio de ação quanto eu imaginava, mas eu achei muito bom. Apesar de a maioria das pessoas que assistiam comigo já terem adivinhado o que iria acontecer, eu fiquei totalmente fascinada com a forma como o mistério foi resolvido.


Sucker Punch:


Feche os olhos. Abra sua mente. Você não estará preparado. Sucker Punch - Mundo Surreal é uma fantasia épica de ação que nos apresenta a imaginação fértil de uma jovem garota, cujos sonhos são a única saída para sua difícil realidade em um hospício. Isolada dos limites de tempo e espaço, ela está livre para ir onde sua mente levar, porém, chega o momento em que suas incríveis aventuras quebram o limite entre o real e o imaginário, trazendo consequências trágicas.

E coloca imaginação fértil nisso. Baby Doll cria uma realidade e um mundo fictício apenas para si, mas que, ao mesmo tempo, aplica certas verdades e consequências no mundo real. Eu não gostei desse filme, achei muito fantasiado, e pulava praticamente todas as cenas em que as garotas estavam no mundo de imaginação. Mas, para quem quiser viajar totalmente na maionese, pode assistir!

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O Símbolo Perdido - Dan Brown

Fonte da Imagem: Curumim Nerd
Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.
Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.
Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.
Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.
Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.
O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.
Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.
 
Não fazia idéia de como poderia ser difícil escrever a sinopse de um livro com as minhas palavras. E é exatamente assim que me vejo ao tentar escrever a resenha de O Símbolo Perdido.

A aventura de Robert Langdon, dessa vez, se passa na capital dos Estados Unidos, Washington D.C.. Com um convite de Peter Solomon, um grande amigo, Langdon se desloca até o Capitólio para dar uma palestra, mas quando se depara com um auditório vazio, dá-se conta de que há algo errado.

A palestra não passa de uma peça no plano de um homem, aparentemente louco, que havia sequestrado Peter e desejava insandecidamente desvendar uma pirâmide maçônica que o permitiria chegar aos Antigos Mistérios,- conhecimento que mudaria a história da humanidade - o que apenas Langdon poderia fazer. Ele nem acreditava que tais mistérios existissem, mas era preciso correr contra o tempo para tentar salvar a vida de seu amigo.

" - [...] Historicamente, todos os grandes avaços científicos começaram com uma idéia simples que ameaçou virar todas as crenças de cabeça para baixo. A simples afirmação 'A Terra é redonda' foi desprezada e taxada de impossível porque a maioria das pessoas acreditava que, se fosse assim, os oceanos se derramariam do planeta. O heliocentrismo foi chamado de heresia. As mentes medíocres sempre atacaram aquilo que não entendem. Há aqueles que criam... e aqueles que destroem. [...] A percepção se transforma e uma nova realidade nasce."

É claro que a história criada por Dan Brown não pode ser resumida de forma justa em apenas poucas linhas. Como todas as outras obras escritas pelo autor, O Símbolo Perdido envolve diversos personagens, com características e participações bem delineadas na história, uma trama bem amarrada e cheia de adrenalina.

Além disso, é impossível não observar as características marcantes de Dan Brown se desenvolverem na história: citações e interpretações de uma infinidade de símbolos ocultos em lugares onde poucos imaginariam (eu, pelo menos, não), uma ambientação rica em cenários e detalhes,  além da mistura entre misticismo, religião, arte e ciência.

É claro que neste livro também haveria um personagem mentalmente perturbado. E talvez, entre todos os personagens com esse feitio já criados por Dan Brown, esse tenha sido o mais frio e cruel.

Gostei muito do livro, que alcançou a expectativa e se equivaleu aos demais escritos por Dan Brown. O que ainda me surpreende nas histórias do autor é como ele cria situações plausíveis dentro de um contexto totalmente inacreditável. Como ele consegue, afinal, interligar todas as pontas de uma história que envolve acontecimentos reais e imaginários, fazendo com que faça total sentido, e que me faça pensar, às vezes, se aquilo seria mesmo real, de tão possível. Sempre que via um fato novo na história, buscava na internet para ver até que ponto daquilo era verdade. E me surpreendi bastante!

"- Abram a mente, meus amigos. Todos nós tememos aquilo que foge à nossa compreensão."

Não há dúvidas da extensa pesquisa que Dan Brown teve de realizar para essa obra, o que dá o toque perfeito para o encantamento pela história.

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Conjuntando #3: O tempo



O tempo que passa e conta

Enquanto eu contava o tempo
O tempo me contava
Mas o que ele dizia?

Enquanto o tempo me contava
Eu contava o tempo
Passar para começar! Passar para terminar!
E era assim que o fazia?

Tempo para desesperar,
mas como então curar?
Só ele poderia.

Belo sol, belo mar...
Fico a esperar!
Aquele que passará.
Livre poesia ou música vazia?
Fer G


~~*~~*~~

Outra noite, quando já estava deitada, pronta para dormir, minha irmã me chama e diz que queria ler um textinho para mim. Tudo bem, eu poderia ignorar o sono e o cansaço por mais uns minutinhos. E eis com o que ela me aparece: um poema! Escrito pela mesma. E, sejamos sinceros, um poema bem fofinho.

E, como quase sempre faço quando me deparo com algo diferente ou inusitado, comecei a "maquinar" sobre o assunto que ela abordou, o tempo. Tempo para ler, estudar, trabalhar. Tempo no trânsito, tempo em filas, tempo para finalmente parar e dormir. Quem hoje em dia tem tempo?

Era incrível como eu achava que era uma pessoa ocupada quando era mais nova. E eu só estudava. Quando comecei a faculdade e a trabalhar por meio período, o tempo parecia ínfimo. Hoje, quando minha rotina fora de casa é de quase 15 horas de segunda a sexta, eu fico pensando em como eu ainda encontro tempo. Já repararam como sempre conseguimos fazer mais coisas quando menos temos tempo?

Tempo... Ouvi em mais uma de minhas aulas que há algumas décadas as refeições levavam ao menos 4 horas para serem preparadas. Já imaginaram isso? Eu já fico impaciente quando levo mais de 40 minutos para terminar de cozinhar. Tudo mais rápido, tudo ao mesmo tempo, tudo, e menos espaço para simplesmente respirar, não acham?

E quando achamos que ainda temos tempo... será mesmo? Sam, de Antes que eu vá, provavelmente também achava isso, e ela, pelo menos, teve algumas outras chances de fazer as coisas diferentes. E nós? Estamos tentando fazer as coisas da forma certa?

O que nos resta mesmo é esperar ter um pouquinho mais de tempo.


~~*~~*~~

E eu, sem tempo, mal consegui cuidar do blog essa semana. Peço desculpas pela falta de resenha, que não consegui escrever, e pelos blogs que não pude visitar. Prometo tentar recuperar isso na próxima semana!

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