Eu Te Darei o Sol - Jandy Nelson


Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém. Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

NELSON, Jandy. Eu Te Darei o Sol. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2015. 384 p.

De todos os lançamentos da Novo Conceito para junho, o que eu mais queria ler era Eu Te Darei o Sol, sem sombra de dúvidas. Confesso que enrolei um pouquinho para começar por causa do tamanho do livro e, obviamente, a minha total falta de tempo. Apesar de já ter ouvido falar de O Céu Está em Todo Lugar, nunca tinha vontade de ler algo da Jandy Nelson até a editora anunciar esse livro aqui. O livro é bom, mas com algumas ressalvas. 

Nessa obra, somos apresentados aos irmãos gêmeos Noah e Jude. Apesar de serem inseparáveis, sentem bastante inveja um do outro, competem pela atenção dos pais (principalmente da mãe) e disputam uma vaga em uma escola de arte muito bem conceituada da Califórnia, apesar de só Noah desejar verdadeiramente tal vaga. Os capítulos são alternados entre os dois, mas com uma peculiaridade: a narração é feita em tempos diferentes. Jude narra o presente, com 16 anos, e Noah o passado, aos 13 anos. 

Apesar de serem irmãos, várias coisas acontecem e eles simplesmente param de se falar. Alguns desses acontecimentos podem até parecer pequenos e bobos na visão de alguns, mas fizeram diferença por terem se acumulado por tanto tempo. Além do mais, há um evento realmente muito forte que foi o estopim da indiferença entre Noah e Jude. A narração de ambos nos leva a várias respostas que desejamos desde o início.

— Platão falou sobre coisas que existiam e que 
tinham quatro pernas, quatro braços e duas cabeças. 
Eram coisas únicas, estáticas e poderosas. Poderosas demais,
 então Zeus as cortou pela metade e espalhou as metades pelo
 mundo, para que os humanos tivessem para sempre fadados a procurar suas 
metades, a metade com a qual compartilham a própria alma. 
Somente os humanos mais sortudos encontram suas metades, sabe?

Comecei a ler esse livro sem esperar nada dele. No início fiquei bastante irritada com o tamanho dos capítulos (na verdade fiquei irritada com isso o livro inteiro, mas...), todos com mais de 70 páginas. Porém, o livro é tão cativante que esse fato não deixou a leitura tão cansativa como achei que seria. A história dos irmãos, além de ser muito bonita, dá aquele gostinho de quero mais. Cada vez que a narrativa de um dos dois era interrompida, eu ficava ansiosa para saber o resto da história. Cada um contava um ponto diferente, o que deixou tudo muito mais interessante. 

Os personagens são um capítulo a parte. Tanto Noah quanto Jude possuem uma característica que os tornam especiais. Sou suspeita para falar do Noah porque ele é exatamente o tipo de personagem que eu adoro, super fofo e sensível. Gosto muito da Jude também, é super autêntica e animada, mas não concordo com muitas atitudes dela (não que o Noah seja totalmente inocente). Toda a arte e ambiente artísticos contidos no livro também acabam se tornando personagens, de tão importante que são, e eu adorei.

O tempo inteiro, enquanto lia, não deixava de imaginar o quando Eu Te Darei o Sol daria um filme perfeito. A adivinhem só? De acordo com o Deadline a Warner adquiriu os direitos para o filme, mal posso esperar para assisti-lo. O livro é tão maravilhoso que anotei vários trechos (na verdade teria marcado o livro inteiro, mas pra isso mesmo é que eu o tenho, hahahaha). Se não fossem os tais capítulos gigantes, com certeza seria um cinco estrelas.

Ana Clara
Ana Clara

Amante de livros sonha em ter uma biblioteca gigantesca em casa. Lê qualquer coisa que colocarem na frente, desde biografias a rótulos de shampoo. Detesta cachorros e, para ela, os gatos são as criaturas mais fantásticas do mundo. Quando o assunto é música, não cansa de mostrar seu amor pelos Beatles, além de ser fã de fé dos Engenheiros do Hawaii. Também é apaixonada por MPD e louca por O Teatro Mágico do último fio de cabelo até a planta dos pés. Se quiserem saber mais, acompanhem também o blog Roendo Livros.

6 comentários:

  1. Oie
    Já estou bem curiosa para ler este livro, tenho visto várias resenhas positivas.
    Nossa, também não curto capitulos longos!!

    Beijos

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  2. amo a escrita da Jandy <3 O Céu Está em Todo Lugar é um dos livros mais bonitos que já li. acho muito legal esse lance familiar que ela sempre põe nos seus livros, sempre muito seguro. Noah e Jude são personagens são bem humanos, a leitura é bem fluída. a capa é um mimo, achei simples mas bem bonita. olha Ana, eu não levo muita fé nas adaptações dos livros da Jandy, desde que lançaram O Céu Está em Todo Lugar que ia virar filme e até agora nada. quem sabe com esse dê certo né. amei, vou procurar lê-lo com certeza =)

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  3. achei a história inteira singela, delicada, tratando de diversos temas atuais com extrema delicadeza, falando de sentimentos que são tão reais que parece que a história ganha mais vida!
    felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Oi Ana!
    O nome de Jandy Nelson não me era familiar, mas lembro do livro "O Céu Está em Todo Lugar", embora não tenha lido.
    Não digo que fiquei com vontade de ler "Eu te darei o sol", mas gostei dessa narrativa dividida em dois pontos de vista e dois momentos temporais.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  5. Estou doida pra ler esse livro, parece ser maravilhoso mesmo, super emocionante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais ansiosa em conferi essa história.

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  6. Eu acho linda demais essa capa, preciso ler esse livro, e depois dessa resenha super positiva sobre o livro, adicionei em minha lista de leitura.

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