Promoção: Toda luz que não podemos ver


Olá meus lindos, como vocês estão?

O que acharam das postagens da Semana Especial de Toda Luz que Não Podemos Ver? Gostaram?

Que tal começar o final de semana com uma super promoção do livro, que vai sortear um exemplar para um dos leitores do Conjunto da Obra, em parceria com a Editora Intrínseca?

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 21 de novembro, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.
Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

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Toda Luz que Não Podemos Ver - Anthony Doerr

Sinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. (Skoob)
DOERR, Anthony. Toda luz que não podemos ver. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2015. 528 p.


Não é difícil encontrar na literatura exemplos de livros que têm como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Todo o horror desse momento da História provocou feridas profundas que, em alguns casos, perduraram por todas essas décadas. Como consequência, é comum que esses fatos sejam relembrados e debatidos até hoje.

Diferente da maioria dos livros que se passam nessa época, porém, Toda luz que não podemos ver traz uma premissa improvável, mas que funciona maravilhosamente bem, já que foge do padrão de se restringir à visão alemã, inglesa ou judia. Anthony Doerr define seus protagonistas inusitados: uma garota francesa cega que tem de fugir de Paris no começo da guerra e um garoto alemão que, para fugir de um futuro de trabalho sob as minas de sua cidade, termina por usar seus conhecimentos com rádios no exército alemão antes mesmo de completar seus dezoito anos.

O livro intercala capítulos curtos narrados em terceira pessoa pelos pontos de vista dos dois personagens principais, que em certo momento da obra se cruzam. Além deles, a partir da metade do livro, aparece ainda um terceiro personagem, que é o responsável pelo suspense que leva ao ápice da história. Essa construção veloz dá impulso à leitura, já que um capítulo incentiva a leitura de outro, e quando se percebe as mais de quinhentas páginas do livro se desfizeram sob os olhos.

"[...] O tempo é algo escorregadio: segure-o com firmeza, ou seu encadeamento pode escoar de suas mãos para sempre."

Também, a escrita do autor tem um toque poético, romântico, mesmo nas cenas mais cruéis. Isso porque os personagens buscam por lembranças, misturam sensações, refletem sobre os acontecimentos sempre com um toque de inocência e de nostalgia. São crianças, praticamente, que têm de lidar com situações arriscadas, com jogos de poder, com adultos ambiciosos. E, ainda que seja duro para os dois passar por todas as dificuldades que precisam passar, as suas essências se mantêm.

Eu gostei de cada personagem criado por Doerr, mesmo aqueles sem qualquer caráter. Todos eles tinham certa verdade consigo, todos queriam apenas sobreviver à guerra; a diferença é que uns passavam por cima dos seus semelhantes, outros não. Os personagens mais valorosos, por sua vez, tinham todos uma doçura que amoleceram o coração: madame Manec, Frau Elena, Etienne, Daniel LeBlanc, Frederick, Volkheimer e todos os outros.

Werner tinha consigo aquela insegurança da infância, que o impedia de pensar sobre os acontecimentos e fazer qualquer coisa além do que era ordenado a fazer; isso quase me fez acreditar que ele seria mais uma máquina de guerra sem pudor. Fui enganada, porém, e fiquei extremamente feliz com isso. Ele tentava, na verdade, não ver, mas quando percebeu o quanto isso poderia custar, decidiu mudar.

Marie-Laure, diferentemente, sempre fez o que era preciso fazer. Mesmo sem enxergar, lutou, de forma silenciosa, por aquilo em que acreditava. Eu me inspirei muito com a personagem, que me emocionou por diversas vezes, especialmente quando demonstrava seu modo colorido de ver o mundo, ainda que na verdade não o visse.

"Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre." 

Toda luz que não podemos ver é um livro doce sobre a guerra, delicado, e apesar de ter aqui e ali alguns pontos de escuridão, transborda em cores e em luz.


http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2015/10/top-comentarista-outubro.html 











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Semana Especial #2: Quotes - Toda Luz que Não Podemos Ver

A Editora Intrínseca convidou os blogs parceiros para participar de uma Semana Especial sobre o livro Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr. Eu ainda não tinha lido o livro, mas tirei ele da estante e fiquei apaixonada, então é claro que não poderia ficar de fora, não é? Em razão disso, do dia 28 ao dia 31 de outubro, todas as postagens do blog serão relacionadas ao livro. Ótima oportunidade para vocês conhecerem um pouquinho mais e se apaixonarem também.

Hoje é dia de quotes! E vocês não têm ideia do quanto foi difícil selecionar apenas alguns trechos favoritos para mostrar para vocês, pois o meu livro ficou todinho marcado. As frases do autor são cheias de sentido, têm certa poesia, são, em geral, lindas.

"- Dói?
- Você fecha os olhos quando dorme?
- Sabe que horas são?
Não dói, ela explica. E não existe escuridão, não do jeito que as outras crianças imaginam. Tudo é composto de teias, tramas, turbulências de sons e texturas. Ela caminha em círculo em torno da Grande Galeria, navegando pelo rangido das tábuas; ouve pés marchando para cima e para baixo nas escadas do museu, o grito estridente de um bebê, o gemido cansado de uma avó se prostrando sobre um banco.
Cor - outra coisa que as pessoas não sabem. Em sua imaginação, em seus sonhos, tudo tem cor. Os prédios do museu são cor de bege, castanha, marrom. Seus cientistas são lilás, amarelo limão e castanho avermelhado. Acordes de piano se distendem de dentro do rádio portátil na guarita, projetando azuis complexos e pretos suntuosos pelo corredor em direção ao depósito de chaves. Os sinos da igreja desenham arcos de bronze pelas janelas. As abelhas são prateadas; os pombos são castanho-avermelhado e de vez em quando dourados.Os imensos ciprestes pelos quais ela e o pai passam nas caminhadas da manhã são caleidoscópios cintilando um azul prismático." (p. 51-52)

"[...] Eles escutam um programa sobre criaturas do mar, outro sobre o Polo Norte. Jutta gosta de um sobre ímãs. O preferido de Werner é sobre a luz: eclipses e relógios de sol, auroras e comprimento de ondas. 'Como chamamos a luz visível? Chamamos de cor. Mas o espectro eletromagnético corre ao zero em uma direção e ao infinito na outra, então, na verdade, crianças, matematicamente, toda luz é invisível.'" (p. 60)

"O mundo agora era cinza. Rostos cinza, uma quietude cinza e um pavor cinza suspenso na fila da padaria, e a única cor no mundo se acende brevemente quando Etienne sobe a escada para o sótão, a fim de enviar mais uma das mensagens de madame Ruelle, a fim de tocar uma música. Aquele pequenino sótão explodindo com magenta e azul-turquesa e dourado durante cinco minutos, e então o rádio é desligado, e o cinza volta a se instalar rapidamente, e o tio de Marie desce a escada com passos pesados." (p. 355)

"[...] O tempo é algo escorregadio: segure-o com firmeza, ou seu encadeamento pode escoar de suas mãos para sempre." (p. 378)

"Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre."


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Semana Especial #1: Toda Luz que Não Podemos Ver


A Editora Intrínseca convidou os blogs parceiros para participar de uma Semana Especial sobre o livro Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr. Eu ainda não tinha lido o livro, mas tirei ele da estante e fiquei apaixonada, então é claro que não poderia ficar de fora, não é? Em razão disso, do dia 28 ao dia 31 de outubro, todas as postagens do blog serão relacionadas ao livro. Ótima oportunidade para vocês conhecerem um pouquinho mais e se apaixonarem também.

Querida Marie-Laure,

Se levarmos em conta o que você mesma diz, talvez você realmente não seja corajosa, só não tenha opção. Talvez você só levante todos os dias e faça o que tem de fazer, vive, um dia após o outro. E talvez acredite que o que faz não tem qualquer importância, já que não há algo diferente que possa ser feito.

Você não tem outra opção. Não pode sair da cidade no meio de uma guerra, procurar por seu pai, não pode desfazer a morte daqueles que a Guerra levou. Não pode impedir que pessoas desapareçam, que tenham medo, que se escondam atrás dos tapumes nas janelas, que deixem de ver a luz. Não pode eliminar a sensação de desconfiança, nem impedir que as ruas fiquem vazias, como uma cidade abandonada. Você nem mesmo enxerga, afinal.

Porém, Marie-Laure, quantos enxergam sem querer ver?

A coragem que você carrega consigo não é aquela que lhe faz se sentir invencível para lutar contra o mundo inteiro. Não, você não é assim. Você sabe que não tem força para vencer sozinha. Sua coragem é mais simples, mais gentil. É como a água que, no fim das contas, consegue moldar as pedras.

Você faz aquilo que está ao seu alcance, e isso já é muito. Você, silenciosamente, protege aqueles que ama. Busca um pedaço de pão e um recado, anda sozinha pelas ruas de uma cidade tomada pelo exército inimigo, traz um pouco de cor para a vida de Etienne, e sente, no seu coração, estar fazendo o que é certo.

Saiba, Marie-Laure, que muitos têm tão mais do que você, e não conseguem suportar a ideia de enfrentar. E você enfrenta os problemas, ao seu modo, nos seus limites, e combate uma guerra de gigantes com passos de formiguinha. Você consegue pensar mais nos outros do que em si própria, e é disso que tira sua força.

Espero ter aprendido um pouco disso com você, e que consiga levar para a minha realidade, tão distante e tão próxima da sua, um pouco dessa coragem. E espero que outros se sintam inspirados também. Que o comodismo não se torne regra, que as pessoas lutem por aquilo que elas acreditam, mas que elas se guiem sempre pelo amor, como você fez.

E que você continue a ver toda a luz do mundo, ainda que não seja com o auxílio de seus olhos.

Com amor,

Julia.


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Promoção: BiaGrafia


Quem leu a resenha de BiaGrafia, que publiquei ontem, sabe que, apesar de eu não ser muito fã de biografias, fiquei tocada com essa história de superação incrível contada na obra.

Agora, quem ficou com vontade de ler também terá uma oportunidade! Em parceria com o autor Pedro Varella, o Conjunto da Obra vai sortear um exemplar deste ótimo livro para um de vocês. 
Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 18 de novembro, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pelo autor.

A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.

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BiaGrafia - Pedro Varella



Sinopse: Diagnosticada precocemente com câncer de pulmão em 2005, o melhor prognóstico de Bia era de mais um ano de vida. No entanto, sem nunca se entregar à doença e apesar das graves metástases diagnosticadas nos anos seguintes, ela jamais deixou de viajar, fazer obras e planos, investir em sua carreira (e até começar uma nova) e viver como gostava. Sua história de vida vai emocionar os leitores, que verão como um pouco (ou muito!) de humor e amor ajudam em qualquer situação. 
VARELLA, Pedro. BiaGrafia: uma história de superação e seu final feliz. Autografia: 2015. 256 p.



Não gosto de ler biografias e não se trata de demérito de um livro ou de outro; o gênero como um todo não me envolve. As biografias apresentam fatos, narram alguns aspectos sentimentais, mas em geral falta aquela poesia e subjetividade tão comumente bem desenvolvidos em romances. Eu dificilmente me envolvo pela racionalidade que as biografias apresentam e é por isso que dificilmente leio livros desse gênero.

BiaGrafia faz parte desse gênero, mas quando Pedro Varella me convidou para ler a história de Bia, sua mãe, e contou um pouco daquilo por que passaram, algo me chamou para essa obra. Ainda que fosse exatamente como outras biografias, naquilo que comentei antes, ao mesmo tempo não foi. Diferente da maioria dos livros que eu comecei e abandonei, cheguei ao final desse totalmente conquistada, e valeu mesmo ter aceitado o convite.

A escrita de Pedro é impecável. A construção textual se tornou bela, ao mesmo tempo que conseguiu demonstrar de forma clara e sem floreios os acontecimentos de sua vida e de sua mãe. Seus gostos, suas conquistas, os momentos mais tristes e difíceis da luta contra o câncer, sem deixar de lado toda a força que tiveram para enfrentar as dificuldades.

Fica claro, desde o início, o gosto que Bia tem pela vida, pela família, pelos amigos. Tudo isso a faz agarrar com toda a força possível as mínimas chances que tinha para lutar contra a doença. E sua resistência foi tanta que, ainda que com os percalços do caminho, manteve sua qualidade de vida e nunca deixou nada do que queria por causa da doença. O mais importante, porém, foi sua resiliência e sua coragem. A resiliência, por aceitar sua condição sem se voltar contra ninguém, e ainda manter sua personalidade e otimismo. A coragem, por ter enfrentado tudo sem se deixar abater, por desafiar a si mesma sempre, por ser forte quando precisava que os outros fossem fortes.

Por todo o texto, o carinho que Pedro demonstrou pela mãe me fez lembrar muito da minha própria e fez repensar várias coisas que nem sempre damos o devido valor na vida. Apesar de não ser mais que um garoto quando soube da doença, com certeza cresceu muito com isso, e tomou decisões guiadas pelo coração que, com certeza, fizeram toda diferença em sua vida e na vida de sua mãe.

Esse amadurecimento, tanto de Pedro quanto de Bia, também me tocou. Por mais que evitemos pensar ou falar sobre, a morte é uma possibilidade constante, razão pela qual deveríamos nos preparar para ela sempre. Porém, sabemos que nem sempre essa preparação acontece, e a forma como eles conseguiram derrubar barreiras, sem banalizar assuntos tão sérios, inspirou-me.

Ainda, um detalhe interessante da obra é que ela é toda intercalada por fotografias que ilustram os acontecimentos, por cartas que Bia escreveu narrando seu dia a dia depois do início do tratamento, por trechos do blog que criou para atualizar seus amigos sobre seu estado de saúde, que, inclusive, continua ativo. Todos esses elementos contribuíram para aproximação do leitor e dinâmica da leitura.

Terminei a leitura de BiaGrafia tocada com a história. Nunca passei por uma situação semelhante, mas sei que, de alguma forma, esse livro me mudou, pelo menos um pouquinho. Para quem quer entender um pouco do que passam as pessoas com câncer, a leitura é válida. Para quem gosta de biografias, principalmente, será inesquecível.

Para quem quiser informações sobre como adquirir o livro, basta acessar a página do livro no Facebook.

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Tag: Hall of Shame Literário

Fui indicada pela Nana, do blog Obsession Valley, para responder a Tag Hall of Shame Literário.

A TAG consiste em listar cinco livros aclamados pela sua qualidade ou muito conhecidos que você não leu e sente vergonha por isso. Simples. 
Escolhi cinco livros que já tenho na estante (de vários que poderiam entrar nessa lista), que morro de curiosidade de ler, especialmente por serem livros tão aclamados, mas ainda não consegui tirá-los da estante:


- Tamanho 42 não é gorda, Meg Cabot: Talvez esse não seja um dos livros mais aclamados da Meg Cabot, mas ela é diva, então qualquer livro dela que eu citasse se encaixaria nessa Tag facilmente. Eu amo os livros dela, já li vários, e comprei esse com um preço mínimo. Com tantos livros de parceria, ele foi ficando, ficando... Mas eu ainda quero muito ler, por isso não tem nem chance de ele ser trocado ou algo assim antes que eu leia.

- Dragões de Éter, Rafael Draccon: Rafael Draccon tem conquistado um público sólido nos últimos anos, e os três livros de Dragões de Éter foram os mais comentados até então. Eu tenho o primeiro livro há uns 3 anos na prateleira, quando ganhei em uma promoção da Editora Leya. Por ter tantos livros em casa para ler, ele também ficou de lado, mas eu pretendo ler em breve.

- Desculpa se te chamo de amor, Federico Moccia: Nunca li nada do Federico Moccia, e isso, por si só, já é motivo para vergonha. rsrs. Os livros do cara são sempre bem comentados, mas esse, em especial, tem até fã clube, acho. Desculpa se te chamo de amor entrou na minha lista de livros a serem lidos sem falta em 2015, mas está entre os 4 últimos da lista que ainda não consegui ler.

- O céu está em todo lugar, Jandy Nelson: Esse é daquele tipo que todo mundo leu na vida e disse que era lindo, menos eu. Eu comprei meu exemplar depois de toda a poeira do lançamento ter baixado, mas ele ficou na casa da minha mãe quando me mudei e desde então opto por algum mais acessível, e ele fica esquecido. Mesmo assim, também está entre aqueles que não troco de jeito nenhum antes de ler.

- A Guerra dos Tronos, George R. R.: Também ganhei esse na mesma promoção da Leya que citei em Dragões de Éter. Acho que todo leitor que se preze já leu (independente de ter gostado ou não), pretende ler ou, pelo menos, acompanha a série. E a maior vergonha é que eu tenho o livro, e não li. Só que, toda vez que olho para aquele livro enorme, e penso que tem mais outros livros enormes depois dele, bate a preguiça. Simples assim. Shame total.

E vocês, têm vergonha de não ter lido algum livro?

Vou indicar a Tag para algumas pessoas (se já fizeram, desconsiderem!), mas todo mundo que quiser pode ficar à vontade para fazer, ok?

Ariane, blog My Dear Library
Ana, blog Roendo Livros
Nádia, blog Além do Livro
Érica, blog Sacudindo Palavras

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Conjuntando #49: Setembro em Fotos

Que imagens melhor ilustram o seu mês?

No Instagram do blog, sempre divulgo o que está acontecendo no relacionado à leitura. Nada mais justo, no entanto, trazer, para quem não consegue acompanhar o blog na rede social, as imagens para cá, para inteirar os leitores também.

Tudo bem que setembro já acabou há algumas semanas, e mesmo outubro já está na reta final, mas eu não tenho cronogramas bem definidos, então posto só quando dá vontade mesmo. rsrs

Por falar nisso, como foi o mês de vocês?
Aqui as coisas entraram na rotina "semestre de faculdade", o que me tira grande parte do tempo, para estudar e fazer trabalhos. Além disso, "adotei" uma série para assistir (vou falar dela em um post exclusivo), então meu tempo livre ficou quase igual a zero. Eu praticamente tenho que optar entre ler e assistir algo na televisão, o que se torna uma escolha bem difícil.

Em setembro, foram publicadas no Instagram apenas cinco imagens, para quem quiser conhecer a história por trás de cada uma, basta nos visitar por lá:


 E então, do que gostaram mais?

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Mentirosos - E. Lockhart

Créditos da foto: Gus Valim

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

LOCKHART, E. Mentirosos. São Paulo: Editora Seguinte, 2014. 272 p.

Quase morri de tanta felicidade quando a Ju me mandou um e-mail falando que ia me presentear com um exemplar de Mentirosos, pois ela havia visto o dito cujo na minha lista de desejados do Skoob. E é claro que, depois de um baita presente desses, o mínimo que eu poderia fazer seria escrever uma resenha digna para ele e o melhor, totalmente inédita. 

Cadence Sinclair é a neta primogênita e principal herdeira de uma família muito rica e extremamente tradicional. Sendo assim, todo santo ano durante as férias de verão, o patriarca da família reúne suas três filhas e todos os netos em uma ilha particular. Cady, seus primos Johnny e Mirren e seu amor de infância, Gat, Os Mentirosos, aproveitam essa oportunidade para passarem o máximo possível de tempo juntos. É claro que como em toda família que vive de aparências, essas férias são rodeadas de pequenos conflitos.

Em um desses belos dias a família inteira desmorona quando acontece um acidente e Cady não consegue explicar o que aconteceu, muito menos se lembrar dos detalhes. Na verdade, a garota bloqueou todas as lembranças do verão dos 15 anos. Agora, aos 18, ela resolve voltar à ilha para tentar recuperar sua memória e descobrir o que realmente aconteceu, já que ninguém da família lhe conta nada. 

"— Dei a mão para ele.
O Universo parece realmente enorme agora  ele me disse.
 —  Preciso me segurar em algo. 
— Estou aqui."

É até difícil para mim falar de maneira decente sobre essa história. Primeiro porque o livro é surpreendente e cheio de reviravoltas, apesar do ritmo arrastado e poético, que para mim é nada mais que uma tática da autora para acompanharmos os pensamentos de Cady. Segundo porque os Mentirosos são incríveis. Os pais deles são idiotas, mesquinhos e egoístas, praticamente insuportáveis (em certas partes da narrativa eu queria pegar a mãe da Cady, por exemplo, e esfregar a cara dela num muro de chapisco), mas cada filho tem uma personalidade ímpar, e tem aquela vontade de revolucionar as coisas ao redor deles, sabem? 

Além do drama familiar que é o foco principal do livro depois do mistério que envolve o acidente de Cady, Lockhart também aborda temas corriqueiros e reais do nosso dia-a-dia, como o primeiro amor (nem preciso dizer que fiquei torcendo super e suspirando em cada trecho), união e amizade. Falar sobre a trama desse livro é praticamente impossível sem revelar os mistérios que a envolvem, mas eu posso dizer que é simplesmente inacreditável. Gostaria imensamente de falar sobre cada personagem, mas isso também estragaria algumas surpresas.

Quanto mais eu lia, mais curiosa eu ficava para saber o que aconteceria com os personagens, o que realmente havia acontecido com Cady, se os problemas da sua família se organizariam e principalmente se ela ficaria com Gat. Mentirosos não é apenas mais um YA no meio de tantos outros, é como dar uma volta de montanha-russa: quando você pensa que acabou, o carrinho acelera e te coloca de cabeça para baixo.


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Promoção de Halloween


Pode até ser que o Halloween não tenha origem na nossa cultura brasileira, mas quem se importa? Doces ou travessuras sempre são divertidas!

E se, em vez de doces, tivéssemos livros?

Pensando nisso, o Conjunto da Obra e o Reality of Books se uniram a outros blogs e autores parceiros para sortear 10 livros para 2 ganhadores! E o melhor: tem livros de assustar, para quem gosta de aproveitar a data, e tem livros mais levinhos, para amenizar o clima de terror.

LIVROS E BLOGS


Kit 1
Desencontros - Reality of Books
Allien - Editora Aleph
Memórias do Bullying - autora Tahiana A. S. Borges
O Retorno do Jovem Príncipe - The House of Stories
Marcadores - Os Nós da Rede

Kit 2
Eu Sou a Lenda - Editora Aleph
Horror na colina de Darrigton - autor M.V. Barcelos
Sonhe Mais - Gettub
O Diamante - Conjunto da Obra
Obsessivo - autora Daiane Belarmino
Marcadores - Os Nós da Rede


Regras:

  • A promoção estará no ar de 21/10 a 15/11; o resultado será divulgado em até 7 dias.
  • A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
  • Os livros serão enviados aos ganhadores em um prazo de 40 dias úteis após o recebimento dos dados do ganhador.
  • Cada blog será responsável pelo envio do livro que cedeu, por isso os livros chegarão separadamente, em datas distintas;
  • Os blogs participantes da promoção não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e os livros não serão enviados novamente;
  • Serão 2 Ganhadores. O primeiro sorteado escolherá um kit à sua preferência. O segundo sorteado ficará com o kit restante;
  • Os ganhadores terão o prazo de 24h para responder ao e-mail que lhes será enviado; Caso não haja retorno no prazo, o sorteio será refeito.
  • Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo; Existem 5 entradas obrigatórias, relacionadas a cada blog participante. Após preencher essa entrada outras entradas ficarão abertas, que darão ainda mais chances aos participantes.
  • Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita. 
  • Os blogs participantes se reservam ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento. 

a Rafflecopter giveaway

Boa Sorte!!


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Novidades #116: Intrínseca em Outubro

Outubro já está quase no fim, mas eu não poderia deixar de divulgar os lançamentos da Editora Intrínseca no mês. Como sempre, tem muita coisa boa, e livros para todos os gostos: tem aventura, romance, suspense, tem cachorrinho <3 rsrs Vamos conferir alguns?


Operação Impensável - Vanessa Barbara: Duas semanas após o término da Segunda Guerra, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill encomendou aos militares um plano- surpresa de ataque à União Soviética. A ofensiva, que fatalmente deflagraria a Terceira Guerra Mundial, recebeu o codinome de Operação Impensável. Para a historiadora Lia, esse seria o marco mais simbólico do início da Guerra Fria, conflito entre países comunistas e capitalistas que durou 45 anos.
Operação Impensável é também o nome de um plano arquitetado por Lia no decorrer de uma batalha conjugal que dura 43 dias angustiantes.
Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com toques de humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. O afeto e a cumplicidade dão lugar à desconfiança, a um clima de tensão e de ameaças implícitas. Como na Guerra Fria, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Lia, não há um confronto bélico declarado, embora algo sempre pareça prestes a explodir.

Endgame: A Chave do Céu - James Frey: Em Endgame: A Chave do Céu, o Jogo que definirá o futuro do planeta ganha um novo e eletrizante capítulo. No primeiro volume da série, O Chamado, conhecemos os doze Jogadores: seus medos, ensinamentos e o desejo implacável pela vitória.
Na busca pela primeira chave, alianças foram sacramentadas, segredos foram revelados e a morte inevitável chegou para alguns. Mas o Jogo continua, e agora os nove Jogadores remanescentes precisarão ser mais ágeis, inteligentes e cruéis, se quiserem salvar suas linhagens e a si mesmos. A Chave do Céu - onde quer que esteja, o que quer que seja - é a próxima meta. E nada será capaz de deter os Jogadores.

Magnus Chase - Rick Riordan: A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe, em um acidente misterioso, ele vive nas ruas de Boston, usando todo o seu jogo de cintura para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra Randolph – um tio que ele mal conhece e de quem a mãe o mandou manter distância. Randolph é perigoso, e revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.
As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve empreender uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos.
Quando um ataque de gigantes do fogo o força a escolher entre a própria segurança e a vida de centenas de inocentes, Magnus toma uma decisão fatal.
Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida... Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick nos apresenta mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor.

Aliança do Crime - Dick Lehr e Gerard O'Neill: Inspiração para o filme homônimo estrelado por Johnny Depp, Aliança do crime narra a vida do lendário gângster James "Whitey" Bulger, um dos criminosos mais cruéis e notórios da história dos Estados Unidos que, na década de 1980 aterrorizou a cidade de Boston praticamente sem ser importunado pela lei. Houve quem atribuísse isso a suas conexões políticas, pois James era irmão do presidente do Senado Estadual de Massachusetts. No entanto, anos mais tarde provou-se que o protetor de Whitey era outra pessoa: O agente do FBI John Connolly.
Escrito por dois ex-repórteres que cobriram o caso, o livro é uma narrativa épica de pura violência, trapaça e corrupção, cujo ponto central é a amizade entre dois garotos cujas vidas seguiram caminhos opostos, porém igualmente nebulosos.

Miniaturista - Jessie Burton: No frio outono de 1686, Petronella Oortman, de 18 anos, chega a Amsterdã para começar uma nova vida como esposa do ilustre comerciante Johannes Brandt. Mas sua nova casa, apesar de esplendorosa, não é acolhedora. Johannes é gentil porém distante, sempre trancado em seu escritório ou no depósito de produtos, deixando Nella sozinha com a irmã dele, a maliciosa e ameaçadora Marin.
Mas o mundo de Nella se transforma quando Johannes lhe oferece um extraordinário presente de casamento: uma réplica da casa deles em miniatura. Para mobiliá-la, Nella contrata os serviços de um miniaturista - um artista furtivo e enigmático, cujas criações são cópias perfeitas dos móveis e objetos que há na casa. O artesão envia as peças de um jeito misterioso e inesperado.
O presente de Johannes ajuda a esposa a compreender o mundo da família Brandt, mas à medida que ela descobre seus segredos, começa a entender e temer os perigos que os cercam. Nessa sociedade religiosa e repressiva, em que o ouro só menos venerado que Deus, ser diferente é uma ameaça às morais e nem mesmo um homem como Johannes está livre. Apenas uma pessoa parece ser capaz de enxergar o futuro que os aguarda. Seria o miniaturista o caminho para a salvação ou o arquiteto da destruição?
Encantador, belo e repleto de mistérios, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade.

E aí, gostaram de quê? Para conferir os demais lançamentos da Editora no mês, basta clicar na estante abaixo:

http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/10/lancamentos-de-outubro/
Além disso, creio que a maioria já tenha visto essa novidade, mas não poderia deixar de comentá-la aqui. Neste ano de 2015, a saga Crepúsculo completa 10 anos do lançamento nos Estados Unidos.

Para marcar a data, a Intrínseca lançará, em 1º de novembro, uma edição especial dupla, contendo a história original de Crepúsculo e Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens.

Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a saga agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Como será que ficarão esses papéis invertidos?

http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/10/o-classico-de-stephenie-meyer-revisitado-10-anos-depois/

E vocês, contem: de quais novidades gostaram?

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Intergaláctica - F. P. Trotta

Sinopse: Uma conspiração para controlar o rumo da mais importante expedição espacial da história da humanidade. 3 de Maio de 2031 - No dia de lançamento da aguardada expedição da NASA para explorar a lua de Júpiter, uma das candidatas para habitar vida extraterrestre, a psiquiatra Amanda Collins acorda de um coma após meses batalhando contra uma meningite aguda.Junto com seus pacientes Stryker, Ripley e sua amiga Lina, eles descobrem que fazem parte de um crescente quebra-cabeça envolvendo uma corporação geopolítica underground chamada A Firma, que planeja sabotar a missão, usufruindo de uma nova tecnologia para saquear a nave e destiná-la para um planeta habitável localizado dezessete anos luz da Terra. O quarteto então inicia uma operação para descobrir a verdade por trás da conspiração, mergulhando de cabeça na maior expedição planetária da história da humanidade. (Skoob)
TROTTA, F. P. Intergaláctica. Livros Ilimitados, 2015. 279 p.

Acho que todos sabem que uma das perguntas que assombra o ser humano, é: estamos sozinhos no Universo? Ou seja, existe vida inteligente em outro planeta? Engana-se quem pensa ser uma questão de pouco importância, que não possui qualquer peso significativo na nossa forma de viver.

Todas as religiões tomam por base a existência de um deus, cujo limite de ação se concentra no ser humano. Descobrir um outro planeta com vida inteligente, dependendo do ponto de vista, joga por terra essa premissa. Claro que se pode abstrair o problema de outra forma. As religiões foram criadas dentro de um conceito onde o universo não era considerado, ou, se era, servia apenas como mapa para o entendimento de características humanas.

“Ela olhou para o objeto que segurava e viu que as vinhas espirais pareciam ter começado a brilhar num tom diferente de roxo, mais escuro e avermelhado. Ela olhou para seu pai e então de volta ao Órbita, quando uma forte corrente de vento começou a soprar. Por atrás do laboratório Amanda viu dois imensos helicópteros de combate levantarem voo por dentro da floresta Hallo e Oswald correu em sua direção, com os braços balançando no ar para sinalizar aos helicópteros a abortarem a missão.”

Pessoalmente, não vejo motivo para criar descrença, em qualquer religião, apenas pela descoberta de vida fora da Terra. Um deus que pode criar vida, que pode criar a Terra, pode, perfeitamente, fazer o mesmo em qualquer outra parte do Universo. O fato de não termos conhecimento disso, não invalida sua existência.

Essa seria a base da história em Intergaláctica. A busca por uma prova de vida em uma das luas de Júpiter, e a viagem a um planeta semelhante à Terra, com total capacidade de habitar vida. Em meio a isso, a revolta dos religiosos por considerarem essa busca uma heresia, ou com medo de que com ela, a própria religião perca o significado.

“Amanda e Lina olharam maravilhadas para a praia alienígena à frente, ouvindo o barulho de cada onda que chegava da maré. O oceano parecia infinito e elas olhavam para o céu laranja contrastando com a mudança do verde do mar.”

Entretanto, essa linha de pensamento fica em segundo plano, e acabamos por acompanhar Amanda, a personagem principal, em uma luta contra o vilão da história, Oswald, seu pai, seu plano absurdo e homicida, e a descoberta do que realmente existe nesse planeta semelhante à Terra. Isso não desmerece em nada a história, mesmo porque ela muda o foco por duas vezes durante a leitura. O que poderia ser bom, se o novo foco não fosse menos interessante do que o anterior.

A parte final, quando o leitor descobre que foi ludibriado em quase metade do livro, da mesma forma que Amanda e seus amigos, surpreende. Não propriamente pela qualidade, mas pelo resultado do que ela significa. Particularmente, achei que o livro passou a seguir a mesmice dos heróis contra os vilões e abandonou definitivamente o pensamento ideológico do que descobertas desse nível representam.

De qualquer forma, é um prazer ter acesso a literatura nacional, cujo gênero seja a ficção-científica, com viagens espaciais, descoberta de planetas e seres fantásticos. Intergaláctica é apenas o primeiro livro de uma série. Por isso, várias pontas ficam soltas, e a aventura de Amanda é interrompida em um momento que deixa o leitor ávido pela continuação.

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