Sociedade J. M. Barrie - Barbara J. Zitwer

Sinopse: Após passar por altos e baixos na vida, Joey ­finalmente tem uma grande oportunidade: a empresa de arquitetura onde trabalha decidiu mandá-la para Inglaterra para supervisionar a restauração de uma antiga casa. A Stanway House é o lugar onde J. M. Barrie teria escrito Peter Pan, o livro favorito de Joey. Entretanto, a tarefa se mostra mais difícil do que ela imaginava. Até que um dia, enquanto corria pelo parque, Joey conhece um grupo de alegres octogenárias. Elas são membros da Sociedade de Natação de Senhoras J.M. Barrie. O desafio delas é nadar nas águas geladas do lago. A cada dia de Natal, desde 1864, os membros da Sociedade fazem uma competição ao ar livre. J.M. Barrie era o patrono e deu aos participantes um troféu, agora conhecido como Troféu Peter Pan. Essa sociedade, adorável e divertida, transforma a vida de Joey, e marca o início de uma amizade que a mudará de maneira inesperada. Encontrar o amor é muitas vezes apenas um mergulho em nós mesmos. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
Zitwer, Barbara J. Sociedade J. M. Barrie. Novo Conceito, 2017. 288p.


Joey é o tipo de personagem que ou você ama ou odeia com todas as forças. Eu dei sorte de ter me encaixado na primeira opção, mas não posso negar que aceitar o ponto de vista dela durante toda a história foi um pouco difícil. Veja bem, ela não acredita mais no amor devido as várias decepções que teve durante a vida, seja num relacionamento amoroso, seja entre familiares e até mesmo entre amigos. Isso a torna fria, um pouco cínica e solitária. Ela aprendeu a ser uma pessoa sozinha e a não depender física e emocionalmente de outras pessoas por medo de se magoar.

Ao se mudar para a Stanway House, seu mais novo projeto de trabalho conseguido com muitas noites em claro e extrema dedicação, Joey precisa se reaproximar de uma velha amiga dos tempos de escola da qual se afastou e ainda guarda muitas mágoas e ressentimentos. Confesso que em minha opinião esse foi um dos pontos altos da história. Ver essas duas mulheres que um dia foram tão unidas se reencontrarem como completas estranhas tantos anos depois. A autora conseguiu passar tão bem o sentimento de frustração que ambas sentiam por não mais saber o que uma pensava sobre a outra, que foi impossível não sentir empatia por toda a situação que se apresentava na vida delas.

Outro ponto alto da história não poderia deixar de ser as mulheres que fazem parte da Sociedade J.M Barrie. Somos apresentados a senhoras maravilhosas, que escolheram permanecer unidas ao longo dos anos em nome da amizade. Cada uma delas possui uma história de vida marcada por muitos altos e baixos, mas aprenderam com o tempo a levar uma vida de união e tranquilidade sabendo que sempre poderiam contar umas com as outras.

“Se fechar os olhos e for uma pessoa de sorte, disse o nosso amado senhor Barrie, deve ver as vezes um lago sem forma, de incríveis cores claras, suspenso na escuridão; então, se olhar bem, o lago começará a ter forma, e as cores ficarão tão vivas que, se olhar bem de novo, devem estar pegando fogo. Tenho certeza de que ele falava do nosso lago. Porque nós somos pessoas de sorte. Nós temos umas às outras.”

Infelizmente eu senti muita falta do ponto principal do livro: a reforma da Stanway House e sua relação com J.M Barrie, autor do livro Peter Pan. A casa ficou apenas como um pano de fundo durante toda leitura e acredito que todo potencial que tinha ao longo da história não foi desenvolvido. Sua reforma era mencionada apenas com o intuito de aproximar Joey do seu possível romance na história e o livro termina sem que a gente tenha ideia se o projeto final deu certo ou não. Uma pena!

Sociedade J. M Barrie nos faz relembrar da importância que família e amigos têm em construir quem realmente somos por dentro. Um livro curto, mas que vai direto ao ponto ao falar sobre relacionamentos, sobre a essência do ser humano e sobre as reviravoltas que a vida nos apresenta com o passar dos anos.

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Conjunto de Ganhadores #24

Geeeente, hoje é dia de ver as fotos dos ganhadores de promoções aqui no blog!

Infelizmente não tenho recebido muitas fotos, mas tenho que compartilhar as que já recebi aqui com vocês, confiram só:


A primeira foto é da Natália, que ganhou o Kit 1 do sorteio de aniversário de seis anos do Obsession Valley. O Conjunto da Obra enviou Meu amor, meu bem, meu querido, e a sortuda publicou a foto e marcou o blog lá no Facebook.


A Marília foi sortuda em dois meses seguidos, e recebeu livrinhos de prêmio dos Top Comentaristas do blog em março e abril. Chegaram por lá Aconteceu em Veneza e Trama. A foto foi publicada no Facebook.


Outra foto recebida pelo Facebook com os prêmios enviados pelo blog foi a da Érika, que ganhou o Kit Novo Conceito na Promoção de Aniversário do Conjunto da Obra


A Ludmila mandou por e-mail a foto do kit que recebeu da Editora Dublinense. O prêmio também fazia parte da Promoção de Aniversário do Conjunto da Obra.


Por último, chegou foto da Luciane, que ganhou o kit Intrínseca na Promoção de Aniversário do blog, e nos avisou lá no Instagram.

Obrigada pelas fotos meninas, eu adoro saber como os prêmios chegaram para vocês e ver se vocês receberam com o mesmo carinho que enviei.

Quem quiser tentar a sorte e ter a oportunidade de aparecer por aqui, não esqueçam que ainda temos vários sorteios em andamento ali na aba "Promoções".

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Eu estou pensando em acabar com tudo - Iain Reid


Sinopse: No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada. (Skoob)
REID, Ivan Eu estou pensando em acabar com tudo. Editora Fábrica231, 2017. 224 p.

Alguns cientistas realizaram a seguinte experiência no cérebro humano: colocaram sensores na cabeça de uma pessoa e pediram para que ela chupasse uma laranja. Enquanto ela fazia isso, eles mapearam toda a atividade cerebral dessa pessoa. Depois, pediram para ela fechar os olhos, relaxar, e pensar na laranja que chupou, como se estivesse fazendo tudo novamente. O mapeamento da atividade cerebral foi exatamente igual à anterior. Ou seja, para o cérebro, a lembrança do que ocorreu é a mesma do que realmente ocorreu.

Algumas narrativas são construídas de forma a enganar o leitor, com o objetivo de surpreendê-lo com um final que o fará lembrar da história durante bastante tempo. Isso acontece em Eu estou pensando em acabar com tudo. Desde as primeiras páginas, percebi que algo estava errado. Não apenas pelo ambiente claustrofóbico do interior de um carro, onde o casal principal conversa sobre suas vidas e sobre a viagem que estão fazendo, mas por alguns detalhes que a protagonista e narradora repassa ao leitor.

Os sinais de algo errado são tênues, e alguns podem até ser confundidos com erro de revisão ou tradução, mas não são. Principalmente as repetidas trocas do prenome pessoal, ou a descrição de algumas pessoas, que mudam na página seguinte, ou na localização de objetos, que mudam de posição, ou até mesmo na referência a uma pessoa que insiste em ligar para o celular da protagonista.

Acreditem: nenhuma dessas inconsistências são erros, todas têm um propósito, e servem para dar ao leitor a chance de juntar todas as peças e descobrir o que está errado.

Bem, na verdade nem é tão difícil assim. Basta prestar um pouco de atenção em apenas duas coisas: nos telefonemas e em um retrato que a protagonista encontra na casa dos pais de Jack, seu namorado, e o motorista do carro. Claro que você pode pensar: não, não é isso, será? Sim, será!

A história acontece dentro de um carro, uma pequena parte na casa dos pais de Jack, onde as estranhezas atingem um clima quase de terror, e, por fim, em um terceiro local, onde tudo é revelado. Apesar de não existir praticamente nenhuma ação, apenas conversas e descrições de locais, preste atenção em tudo, porque, como disse lá em cima, tudo tem um objetivo e a todo momento são jogadas pistas para o leitor. E deixe sua imaginação fluir, porque a resposta para tudo, é bem simples, se você prestar atenção.

Mas Eu estou pensando em acabar com tudo não é apenas uma boa história pela surpresa que ele entrega no final, mas por toda a sua construção narrativa. Tudo é impregnado de uma atmosfera sufocante, opressora, que deixa claro a narradora (que não tem nome), e Jack, possuem diferenças para acertar, que ambos possuem algum problema e que aquela viagem não vai terminar bem. A dúvida fica apenas sobre o que dará errado, e em qual momento.

Vale um destaque para algumas páginas, onde o leitor acompanha a conversa de algumas pessoas sem nome e que discutem sobre uma tragédia que não é revelada. Claro que fica a impressão de que é sobre a narradora ou sobre Jack, mas, acredite, a coisa não é bem assim.

Sabem o primeiro parágrafo desta resenha? Da experiência? Bem, lembre-se dele quanto terminar a leitura de Eu estou pensando em acabar com tudo ;)

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Promoção: Aniversário Uma Mãe Leitora


A fim de mais uma promoção povo?

O blog Uma Mãe Leitora está completando seu primeiro ano, e claro que não poderíamos deixar de nos juntar ao blog nessa festa. Pra comemorar, vamos sortear 23 livros para 6 leitores sortudos. 

Regras:
A promoção começa no dia 24/06/2017 e vai até o dia 31/07/2017;
Será um vencedor por Kit. Cada kit é composto por 4 prêmios;
O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
Seguir as regras obrigatórias de cada formulário. Lembrando que a regra do Facebook é pra CURTIR A PÁGINA;
O ganhador será contatado por e-mail e tem até 48h para responder, do contrário outro vencedor será sorteado;
Cada blog é responsável pelo envio do seu prêmio e tem até 90 dias para enviá-lo a partir do momento de anúncio dos vencedores;
Os blogs participantes não se responsabilizam por um segundo envio caso o pacote retorne ou por avarias causadas pelos correios.


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Círculo - Mats Strandberg e Sara B. Elfgren

Sinopse: Minoo sempre foi a melhor da turma, mas não consegue fazer amigos. Vanessa é a garota mais sexy do colégio e namora um cara bem mais velho. Linnéa tem pai alcoólatra e é malfalada na escola. Rebecka parece ter uma vida de contos de fadas, mas esconde de todos que tem um distúrbio alimentar. Anna-Karin sofre bullying e deseja ser invisível. Ida, apesar de popular, é detestada tanto pelos professores quanto pelos alunos.
Elas não são amigas nem têm quase nada em comum, exceto o fato de frequentarem o mesmo colégio na cidadezinha sueca de Engelsfors. Quando uma lua vermelho-sangue surge no céu, as seis são atraídas por uma força misteriosa até um parque de diversões abandonado, onde descobrem que são as Escolhidas, um grupo de bruxas ligadas por uma antiga profecia, e que uma força terrível foi libertada. Diante de uma série de suicídios suspeitos, elas precisam se unir e aprender a usar suas habilidades mágicas recém-adquiridas se quiserem sobreviver. Juntas, formam um círculo poderoso, capaz de impedir uma profecia que anuncia o fim do mundo. Separadas, são caçadas por um inimigo misterioso que as persegue dentro e fora da escola.
Lançado em Novembro, é um sucesso editorial na Suécia, os direitos de publicação foram vendidos para 21 línguas diferentes e em 2012 a Random House publicou sua versão, no Reino Unido, intitulada "The Circle". Uma adaptação cinematográfica já estava em pré-produção, mas problemas entre a produção e os autores fizeram-na não acontecer; atualmente, os direitos mudaram de produtora, e ainda há a possibilidade um filme baseado no romance ir às telonas. (Skoob)
ELFGREN, Sara; STRANDBERG, Mats. Círculo. Editora Intrínseca, 2013. 416p.


Queria começar a resenha dizendo que se você não leu a sinopse aí em cima ainda, eu não recomendo. A sinopse do livro só diz a parte das meninas se encontrarem no parque de diversões e o mistério do suicídio. Eu não tinha certeza do que unia elas e por que o Elias não teria se suicidado. Mas acredito que depende do que você quer do livro. Eu acho que as duas sinopses atraem públicos bem diferentes, já que a do Skoob é mais específica para quem gosta do assunto e eu fui levada ao livro mais pela parte do suicídio, porque eu adoro assuntos pesados em conteúdo YA.

O perfil das personagens estava na orelha do meu exemplar, e eu só a li antes de começar a leitura do livro, bem depois da compra, e já soube imediatamente que era O livro pra mim porque são personagens cheias de problemas pesados, assim como o do Elias.

Eu amei todas as protagonistas, tirando a Ida, que é a típica garota que comete bullying, mas no caso dela eles não conseguem nem mostrar uma mínima redenção. A Anna-Karin diz que precisa se ater aos únicos dois traços de humanidade que ela demonstrou, mas comparado a todas as coisas horríveis que ela faz, essas duas coisas não são nada. É difícil escolher personagens preferidas, porque eu gosto meio igualmente das outras cinco, mas a Rebecka é com certeza uma. E as que eu mais me identifiquei foram a Minoo e a Anna-Karin, principalmente durante o meu Ensino Médio.

Além das personalidades das personagens, a amizade que a Vanessa e a Linnéa e a Minoo e a Rebecka formam é muito legal, e uma das coisas que eu quero ver nos próximos dois volumes da série é a amizade entre as outras garotas crescendo.

Outro ponto interessante do livro é que não é comum YAs que se passam na Suécia, e ele mostra o quanto a adolescência num país tão desconhecido para nós é igual o que nós vemos nos livros americanos. Eu não esperava que fosse ter bullying e preconceito tão pesados, por exemplo, comparando com  a série de TV Skam, que também é de um país escandinavo, e com a maioria do conteúdo europeu que eu já vi. Talvez o fato de se passar numa cidade (fictícia) interiorana e muito pequena seja o diferencial, porque nessas cidades as pessoas cuidam mais da vida das outras e têm a mente fechada.

Sobre o mistério do livro, eu gostei de como as meninas foram desvendando e ao mesmo tempo descobrindo sobre si mesmas e todas as situações que essa descoberta gerou. Estou sendo bem vaga, porque realmente não quero entregar muito. Eu vi só o título de uma resenha no Skoob reclamando que demoraram a desenvolver, mas eu não concordo. Inclusive, eu não sabia que esse livro era o primeiro de uma série até ler no Skoob, quando eu ainda não tinha terminado, mas após terminar eu ainda acho que ele funciona bem como livro único, eles fecharam as lacunas principais e eu quero continuar muito pelos personagens e não por um cliffhanger. É uma pena que os outros livros ainda não foram lançados no Brasil, provavelmente nem irão.

Eu achei a leitura ótima, foi o melhor que eu li esse ano. O livro ganhou um filme em 2015 chamado Cirkeln. Ele é em sueco e só se acha com legenda em inglês, e mesmo assim é difícil. E a legenda não é muito boa. Bom, na verdade tem uma em português, mas eu não experimentei essa. Como o livro é grande, obviamente tem que haver bastante mudanças, mas todos os leitores que eu vi acharam uma boa adaptação. A caracterização dos personagens pelo menos, eu achei perfeita. Só de ver a capa do filme, você já sabe quem é quem.

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A descoberta da Currywurst - Uwe Timm

Sinopse: Enquanto conta para um entrevistador a origem da currywurst, Lena Brücker reconstrói a atmosfera de um país ocupado ao fim da Segunda Guerra, à espera do colapso iminente, e revive a sucessão de fatos que levaram à descoberta do prato que viria a se tornar um símbolo da nova Alemanha. Este caminho perpassa a solidão de quem vê a família inteira ir para o front, os improvisos que possibilitam a sobrevivência em tempos de guerra, a constante vigilância do regime nazista e a uma relação obsessiva com um soldado muito mais jovem, a quem deu abrigo e transformou em desertor de guerra e seu amante. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
TIMM, Uwe. A descoberta da Currywurst. Dublinense, 2015. 192 p.


Antes de começar a falar sobre o livro propriamente, vale esclarecer o que vem a ser a currywurst: trata-se de um prato de fast-food tipicamente alemão que surgiu no fim da Segunda Guerra Mundial, e consiste em salsicha de porco cortada e temperada com katchup ao curry. Existem várias versões sobre como e onde teria surgido esse prato e o livro de Uwe Timm traz a sua própria.

Em A descoberta da Currywurst, o narrador do livro volta à sua cidade da infância, Hamburgo, tentando resgatar uma história ouvida há muitos anos, quando uma velha conhecida teria afirmado ter inventando a currywurst. Ao reencontrar Lena Brüker, conhece não somente a forma inusitada com que o prato surgiu, mas todos os acontecimentos da vida daquela mulher que levaram a isso.

"Sem vontade, ela havia cozinhado para si e para o marido e, para ser sincera, também havia cozinhado sem vontade para as crianças quando o marido não estava em casa. Mas então, estranhamente, quando tudo estava faltando, quando outras pessoas perdiam a vontade de cozinhar porque mal havia ingredientes, foi aí que começou a ter vontade de cozinhar. Divertia-se em se virar com tão pouco. Procurava traduzir sabores. Aventurava-se com receitas que, antigamente, quando ainda havia todos os ingredientes, nunca teria cozinhado."

Uwe Timm utilizou-se de um formato bastante peculiar para narrar esse livro. Toda a trama é escrita em texto corrido, sem aspas ou travessões que demarquem os diálogos. É interessante perceber que essa construção não atrapalha em nada a leitura, mas, ao contrário, torna-a mais interessante. O autor usa as próprias palavras para delimitar diálogos, e usa isso com tanta propriedade que não há dúvida quando se trata ou não de uma fala. Essa formatação de texto dá a impressão de que se trata, na verdade, da transcrição de um áudio - sem pausas, sem interrupções, uma única voz que narra os acontecimentos.

Acompanhar a história de Lena traz ao leitor a quebra de alguns paradigmas morais. Conhecer a vida de uma mulher, já nos seus quarenta anos, com dois filhos crescidos e um marido que partiu, e saber que precisa enfrentar sozinha as dificuldades da época da Guerra e lidar, principalmente, com a solidão, torna difícil julgá-la quando deixa de fazer o que é certo para manter a ilusão de alguns dias perfeitos. Por mais egoísta que sejam suas atitudes, é fácil compreendê-la e desejar que encontre, de algum modo, alguma felicidade.

É curioso, nesse livro, que, embora Lena não seja a narradora, é ela a protagonista da obra. É por ela que surge empatia e é ela que se quer conhecer. O narrador é, na verdade, um mero coadjuvante, sobre quem se sabe quase nada, nem ao menos seu nome, e que está ali apenas para ouvir o que Lena tem para contar - assim como nós, leitores.

No mais, vale destaque para a bela Edição da Editora Dublinense, que além de trazer uma bela capa e diagramação confortável para a leitura, enriqueceu a obra com imagens da época no interior da capa.


A descoberta da Currywurst é uma leitura rápida e agradável, que tem como proposta aum tema aparentemente irrelevante - comida -, mas que traz consigo reflexões mais profundas sobre assuntos difíceis, como a Guerra, a solidão, a velhice, entre outros.

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Promoção: Aniversário Milkshake de Palavras


Querem mais promoção? Pois aqui está!

O blog Milkshake de Palavras está completando 5 anos, e decidiu comemorar em grande estilo: com muitos livros para os leitores. Vamos nessa?


Regras
- Residir em território nacional.
- Cumprir as regras obrigatórias.
- Onde se diz "Visitar esta página", é necessário curtir a mesma.
- o sorteio começa dia 21/6 e se encerra no dia 30/7.
- o Resultado será divulgado em até 7 dias após o fim do sorteio.
- Serão sorteadas sete pessoas, uma para cada kit.
- Cada pessoa só pode ganhar um kit, ou seja, se for sorteadx em dois kits, ganhará no primeiro.
- Os blogs e a editora terão até 45 dias após o recebimento dos endereços para enviar os prêmios.
-Não nos responsabilizamos por extravios ou atrasos da parte dos correios.
- Para participar do kit 8, só é necessário curtir a página da editora Seguinte no Facebook, e deixar o link da sua conta (perfil) nos comentários. Um único ganhador levará os dois livros disponibilizados pela editora.






















Boa sorte a todos!

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O perfume da folha de chá - Dinah Jefferies

Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita. (Skoob)

Livro recebido como cortesia da Editora
JEFFERIES, Dinah. O perfume da folha de chá. Paralela, 2017. 432 p.


O perfume da folha de chá é o primeiro livro de Dinah Jefferies publicado no Brasil e conta a história de Gwendolyn Hooper, uma jovem britânica recém-casada, que sai da Inglaterra para morar com o marido em sua fazenda de chá no Ceilão (atual Sri Lanka). O livro é narrado em terceira pessoa e as páginas vão se desfazendo conforme a leitura vai fluindo até que estejamos lado a lado com os personagens.

A história se ambienta entre 1925 e 1934 e foge completamente dos clichês. A autora insere muito bem os acontecimentos do mundo na narrativa e percebemos claramente a tensão da época. A situação político-econômica da região não era das melhores e conforme a história vai se desenvolvendo percebemos a necessidade de mudanças na forma como os trabalhadores da fazenda são tratados, uma vez que eles mal eram vistos como seres humanos. A hierarquia é de tal forma que até os empregados domésticos se sentem superiores aos que trabalham nas plantações.

"Quando Gwen terminou o curativo no pé do homem, ajudou-o a se levantar, sob os olhares do appu e dos cules. Não foi fácil ampará-lo até a porta, e uma ajuda seria bem vinda. Juntos, porém, eles conseguiram sair da casa e caminhar até o paredão de árvores altas. Ela ouviu uma comoção eclodir atrás de si na cozinha, mas manteve a cabeça erguida e continuou andando pelo caminho bem marcado por entre as árvores, com o homem saltitando com uma perna só e apoiando em seu braço."

Laurence Hooper é um viúvo, já perto dos seus 40 anos e, apesar de ser um marido sensível e afetuoso, se mostra um tanto distante quando Gwen se muda para a fazenda e é evidente que ele teve um passado conturbado do qual não fala muito. A moça se mostra infeliz e com saudades de casa, até descobrir que está grávida. Mas quando ela dá à luz, se vê forçada a manter um segredo.

Quando chega na fazenda, as responsabilidades da casa ficam por conta de Gwen e ela logo percebe que algo não está certo com as contas da propriedade. Durante toda a narrativa vemos como Gwen passa de uma menina insegura para uma ótima esposa e mãe. Além de enfrentar seus medos todos os dias, a protagonista tem que lidar com Verity, a irmã de Laurence, que é apegada a ele de uma forma doentia. Gwen tem dificuldades em entender a cunhada e, sinceramente, não se dá muito bem com ela.

"Pouco antes de amanhecer, ela se sentou na cama de forma abrupta. Verity estava parada na porta, enrolada em um cobertor, conversando com Naveena aos sussurros. Segurava uma vela e a espingarda, e se virou quando ouviu Gwen se levantando. Verity entregou a vela para Naveena e levou o indicador aos lábios antes de segurar a porta aberta para Gwen."

Em seus momentos mais difíceis, quem ajuda Gwendolyn é sua aia, Naveena, que é fiel à patroa do início ao fim. Outro personagem relevante da história é Savi Ravasinghe, um pintor charmoso que conhecemos no início da narrativa e que nos surpreende algumas vezes. A escrita de Dinah Jefferies nos propicia tantas emoções ao longo do livro e fazemos todos os tipos de suposições a cada página virada, que se mostram todas erradas ao final.

Um romance cheio de mistérios e reviravoltas, O perfume da folha de chá me proporcionou uma grande aventura e com certeza está na minha lista de livros preferidos. A escrita da autora me surpreendeu bastante e, para alguém que nunca tinha lido um romance de época, fiquei completamente apaixonada.

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Novidades #173: Editoras Parceiras em Junho - Parte II

Hey, peops, como estão? 

Hoje é dia da segunda parte de divulgação dos lançamentos do mês das Editoras parceiras. Confiram só quanto livro lindo:

Editora Novo Conceito


Editora Angel


Ler Editorial


Grupo Editorial Pensamento


Editora Pandorga




Agora me contem: quais vocês gostariam de ler?

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No centro da terceira fileira - G.C. Neves


Sinopse: Você conseguiria imaginar o que a pessoa ao lado está vivenciando? Alguma pessoa já conseguiu dominar os seus sentimentos e as suas atitudes? Você já fez isso com alguém? Até que ponto a brutalidade de um homem pode ser dominada pela simplicidade de uma mulher? Beleza, um corpo esbelto ou popularidade seriam pontos fortes ou sinais de fraqueza? Quem está em vantagem no jogo da sedução? Perguntas como essas são respondidas nesta obra, que aborda as coisas simples desses confrontos cotidianos, de maneira crua e por muitas vezes obsceno. Descaso, confiança, amor, sedução e sexo são coisas tão banais e tão presentes em nossas vidas que, quando fogem ao nosso controle, nos perguntamos onde erramos. Contudo, na verdade, sem querer, permitimos que elas estivessem sempre a nossa frente. (Skoob)
NEVES, G.C. No centro da terceira fileira. Editora Chiado, 2015. 278 p.

Eu demorei um pouco pensando no que dizer sobre No centro da terceira fileira. Em diversos momentos, a forma como a história é conduzida, lembrou-me bastante um outro livro: AFTER. Quando falo que os dois livros são parecidos, não me refiro ao que acontece, ou aos personagens, mas especificamente à repetição exaustiva de uma mesma ação, à falta de amor próprio dos personagens e à falta de uma história em si.


Rob é um garoto que se fechou em um mundo onde enxerga apenas os estudos, mesmo ele tendo um porte atlético, andar de bike, se bronzear e ser bonito. Isso até Bel, uma colega da sala, entrar em sua zona de conforto, tentando pegar a cadeira do centro onde se senta desde o início do ano. Isso faz com que Rob preste atenção nela, e nas três amigas: Gisa, Rê e Val. Ao mesmo tempo, Rob cria uma amizade com Zero Um, um outro colega da sala. A partir daí, acompanhamos as paqueras que ocorrem entre esses personagens, capítulo atrás de capítulo, tudo dentro da sala, com repetição de situações, conversas, pensamentos, etc.

No início, eu pensei que Rob se tornaria uma pessoa mais interessante, sairia de seu pequeno mundo egocêntrico, mas o que aconteceu, foi ele se tornar totalmente dependente de Gisa, uma espécie de garota manipuladora, que adora humilhar e brincar com os sentimentos dos homens. Não que os homens deste livro não mereçam. Rob e Zero Um são homofóbicos, racistas, machistas e egoístas. As conversas entre os dois são carregadas de desprezo pelo sexo oposto, a não ser quando elogiam a bunda ou os seios de alguma garota.

Rob é totalmente volúvel, o retrato da maioria dos homens. Ao mesmo tempo que ele jura amores por Gisa, ele analisa a bunda da Bel, sonha em transar com Rê e volta para Gisa. Mas as garotas tem um comportamento igual. Dependendo da página do livro, Gisa e Bel dão indícios de gostarem de Rob, para na página seguinte, dizerem o contrário. Isso até começar o capítulo seguinte, onde tudo se repete.

Rob é tão sem amor próprio, que mesmo quando ele tem provas concretas de quem realmente é a garota que ele diz amar, ele joga tudo para cima e continua atrás dela. Já Bel faz o mesmo. Sabendo que o namorado a trai constantemente, ela permanece com ele, chorando suas mágoas, mas não toma nenhuma atitude para mudar isso.


A falta de caráter dos personagens vai mais além. Bel sabe a história de Gisa. E mesmo quando diz ser amiga de Rob, e não concordando com as atitudes de Gisa, ela mantém o segredo, e esconde de Rob, por todo o livro, o comportamento da outra.

Minha relutância para escrever esta resenha, não se deveu apenas ao fato de eu considerar a obra bastante rasa, mas, sim, porque, por mais difícil que seja acreditar, as conversas racistas, homofóbicas, machistas que citei acima, condizem fielmente com nossa realidade. Na idade dos personagens, tudo isso é normal em qualquer colégio e pré-vestibular. Quer dizer, normal não é, mas é rotineiro. Entretanto, o que torna a obra pouco atrativa, é o fato de não existir uma moral, um direcionamento para o que é certo e o que é errado. A forma como a narrativa é conduzida, passa a mensagem de que tudo o que existe de condenável nos personagens, em termos de comportamento e caráter, não é errado, é assim mesmo, é aceitável. Mas é exatamente o contrário. Não é aceitável.

No centro da terceira fileira sofre do mesmo mal de After: uma história recheada de futilidades, realçada pelas repetições de uma mesma situação, apenas para criar interesse em um leitor ávido por sentimentos depreciativos. Uma pena.

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Mentiras como o amor - Louisa Reid

Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e por sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. Juntos, eles estão em busca de dias melhores. A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, mas ele torna a vida dela realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família especialmente de seu irmão ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?
Mentiras Como o Amor é deslumbrante e de partir o coração. É o novo romance de Louisa Reid, a autora aclamada de Corações Feridos.(Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
.Louisa Reid. Mentiras Como o Amor. Editora: Novo Conceito, 2017. 473p.


Mentiras como o amor, foi um livro que me surpreendeu e que trouxe uma história dramática, sobre superação e descoberta ao mesmo tempo que mostrou o poder que tem o amor e o quanto ele pode ser destrutivo.

"Não se preocupe, seja feliz, Aud."

Audrey é uma menina que apesar da tenra idade já passou por muitas dificuldades, ela sofre de depressão e só tem sua mãe e irmão como apoio, eles se mudaram recentemente para a Inglaterra em busca de uma nova vida, já que um incêndio destruiu tudo o que eles tinham.

A introdução a vida da personagem foi feita gradativamente, inicialmente achei a história um pouco parada e estar na cabeça de uma pessoa que não se sente bem consigo mesma foi difícil, principalmente quando o pior dos seus problemas emergiu. Eu vi uma garota perdida, que só queria ser normal, ser abatida pelos problemas do dia-a-dia, mas sem se deixar vencer, sempre lutando pelo bem de sua família em especial seu irmão de apenas 5 anos.

"As palavras eram fios invisíveis que corriam entre nós, tecendo uma teia que nos ligava. Fazia com que deixássemos de ser estranhos e nos transformássemos em amigos. E de amigos em algo mais." 

Leo foi um personagem que me surpreendeu, ele também teve sua cota de problemas, ele mostrou para Audrey o que é o amor e ele foi um personagem que fez toda diferença em sua vida, um foi o porto seguro do outro, ajudando em especial a lidar com seus problemas e dificuldades. 

Ver Audrey lidar com a Coisa foi algo que me tirou da minha zona de conforto, eu não estava preparada para isso, foi completamente perturbador, eu não sabia como lidar com aquilo, estar na cabeça dela foi como se tudo estivesse acontecendo comigo e não com uma personagem de um livro.

"Desci as escadas e enfileirei meus comprimidos no balcão. Um para que eu não me sentisse deprimida. Um para que eu parasse de sentir enjoou. Um para que eu dormisse o dia inteiro. Um para me impedir de abrir cortes nos braços, pernas e coxas. Havia comprimidos para tudo. Para tudo exceto um comprimido para que eu pudesse ser livre."

Lorraine, mãe da Audrey, foi uma personagem que me incomodou bastante durante a leitura, ela se mostrou uma pessoa contraditória, autoritária e bastante manipuladora, desde o começo eu achei suas atitudes estranhas e minha desconfiança não foi a base de nada, ela é uma mãe horrível que não apoia a filha e que não a entende, ela chegou a acusar a Audrey de provocar o próprio bullying, o que para mim foi um absurdo. 

"Minha mãe era a lua. Minguante e crescente. Às vezes ela explodia, brilhante e cheia. Outras vezes era delgada e cruel, cortante como uma faca. E eu só podia me mover quando ela permitia, meu corpo como a maré, ainda preso às cordas que ela manipulava. Eu consegui me libertar por ora, mas logo voltaria para perto dela; ela me chamaria, daquela maneira que que apenas ela poderia chamar."

A narrativa do livro é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista da Audrey e em terceira pessoa quando narrada pelo Leo, a edição é linda, com alguns detalhes que fizeram o livro incrível, essa capa é perfeita e tem tudo a ver com a história, as folhas são amareladas e as letras confortáveis, não tive problemas com a revisão. 

Mentiras como o amor não é um livro muito detalhado, a autora só coloca informações o suficiente para entendermos o que está acontecendo, isso me incomodou um pouco pois gostaria de mais detalhes, mas ao mesmo tempo entendi a jogada, já que as cenas de Audrey e seus problemas com a Coisa eram muito perturbadores.

"Virei-me para ir, mas a Coisa bloqueava a porta e eu não consegui passar por ela, e, naquele calor, uma gota de suor escorreu pelo meu pescoço, descendo pelas omoplatas e pelas costas. A Coisa me empurrou para frente outra vez, contra a beira do fogão, e a água se agitou e entornou e borbulhou e respingou e queimou e eu gritei."

Esse livro fala sobre bullying, depressão, problemas familiares, automutilação e o amor. O final foi um pouco decepcionante para mim, já que quando o assunto é livro sou uma romântica assumida, mas foi algo esperado, afinal não estamos falando de um conto de fadas ou um romance florzinha, e sim de um livro onde os personagens têm que lidar com seus problemas e sobreviver a eles.

Eu poderia continuar falando dos muitos motivos pelo qual você deve ler esse livro, mas vou parando por aqui, eu só digo que essa foi uma leitura incrível e que, apesar de ter me tirado da zona de conforto, me fez ver certos acontecimentos com outros olhos, coisa que antes para mim não era possível.

"O rosto dela era uma distração, os olhos cheios de sombras, azuis, cinzentos e verdes. Eram como a água. O fundo do mar. Ele queria tirar aqueles óculos, olhar diretamente neles. Observá-los pelo resto do dia e compreendê-la. Uma equação complicada. Mais parecida com um soneto. Os olhos da minha amada não têm nada em comum com o sol."



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Leitura do Mês: Maio


Maio já se foi faz tempo, mas eu ainda não tinha conseguido mostrar as leituras que fiz no mês - sorry. Mas é que surgiram tantas coisas legais para divulgar nesse meio tempo que acabou não sendo possível. E o que importa é que estou mostrando agora 😅

Não foram muitas leituras em Maio, mas foram leituras ótimas.

O mês começou com O resgate no mar - Parte I, terceiro livro da série Outlander, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Estou amando a trama de Claire e Jamie, e a sequência já está aqui em casa, mas estou com tantas leituras atrasadas que, infelizmente, eles terão de esperar.

Em seguida, li Quem era ela, publicado pela Editora Intrínseca. Vi que algumas pessoas não curtiram tanto a leitura, mas eu fui pega de surpresa de uma forma única e, por isso, adorei o livro. Os detalhes estão na resenha.

A prisão do Rei foi o livro que me fez reduzir o ritmo de leitura. O livro começou extremamente chato e cansativo e levei quase duas semanas para ler. Depois da metade, a leitura passou a fluir e a história ficou boa, mas eu quase desisti do livro. A resenha foi publicada no Roendo Livros, mas logo devo divulgar aqui também.

A última leitura do mês foi Grana Torpe, um livro de contos recebido pela Ler Editorial, com uma pegada bem rápida e dinâmica que ainda nos agracia com um fechamento interessante. Foi uma leitura mais leve para encerrar o mês muito bem, aliás.

E vocês, o que leram no mês passado?

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