Aniversário Conjunto da Obra: Kit Dublinense


Conjunto da Obra completará 6 anos no fim de maio, e para comemorar o blog se uniu a blogs amigos e editoras parceiras para fazer vários sorteios para nossos queridos leitores. Por isso, só hoje serão lançados cinco sorteios diferentes, que vocês podem conferir na aba Promoções aqui do blog.

A Editora Dublinense se juntou a essa festa, e disponibilizou os livros Peregrina de Araque, Tudo tem uma primeira vez e Vida peregrina + kit gigante de marcadores a serem sorteados para um único leitor.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 24 de maio, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pela Dublinense.

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Aniversário Conjunto da Obra: Kit Novo Conceito


Conjunto da Obra completará 6 anos no fim de maio, e para comemorar o blog se uniu a blogs amigos e editoras parceiras para fazer vários sorteios para nossos queridos leitores. Por isso, só hoje serão lançados cinco sorteios diferentes, que vocês podem conferir na aba Promoções aqui do blog.

Editora Novo Conceito se juntou a essa festa, e disponibilizou os livros Desintegrados, Angus - O primeiro guerreiro e Isolados - O Enigma + jogo de marcadores a serem sorteados para um único leitor.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.


As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 24 de maio, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pelo blog em até 40 dias úteis após o recebimento dos dados do vencedor.

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Aniversário Conjunto da Obra: Kit Intrínseca


Conjunto da Obra completará 6 anos no fim de maio, e para comemorar o blog se uniu a blogs amigos e editoras parceiras para fazer vários sorteios para nossos queridos leitores. Por isso, só hoje serão lançados cinco sorteios diferentes, que vocês podem conferir na aba Promoções aqui do blog.

A Editora Intrínseca se juntou a essa festa, e disponibilizou os livros A Viúva e Eu e você no fim do mundo a serem sorteados para um único leitor.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.


a Rafflecopter giveaway


As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 24 de maio, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

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Aniversário Conjunto da Obra: Kit Ler Editorial


O Conjunto da Obra completará 6 anos no fim de maio, e para comemorar o blog se uniu a blogs amigos e editoras parceiras para fazer vários sorteios para nossos queridos leitores. Por isso, só hoje serão lançados cinco sorteios diferentes, que vocês podem conferir na aba Promoções aqui do blog.

A Ler Editorial se juntou a essa festa, e disponibilizou um exemplar de Doce Sedução - série Amor Imortal (livro II) + um jogo de marcadores da editora a serem sorteados para um único leitor.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.



As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 24 de maio, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pela Ler Editorial.

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Promoção: Aniversário Conjunto da Obra


Conjunto da Obra completa 6 anos neste mês de maio e, como em todos os anos, não poderia deixar a data passar em branco. Para comemorar, o blog convidou alguns blogs amigos e editoras parceiras para fazer uma festa, cheia de prêmios para os leitores que nos acompanham há tanto tempo - e para os que estão aqui há menos tempo também.

Assim, serão cinco sorteios, um para cada kit cedido pelos parceiros. O primeiro será o dos blogs amigos, com dez livros para um único vencedor, mais ao fim dessa postagem. Os sorteios dos demais kits, cedidos pelas editoras parceiras, vão ao ar de hora em hora neste domingo (30/04) no blog Conjunto da Obra.



BLOGS E PRÊMIOS
Além da Contracapa - Do jeito que me olha | Amores e Livros - Tudo e todas as coisas
Canto Cultzineo - Não posso me apaixonar | Conjunto da Obra - Enders
Diário de Incentivo à Leitura - Ninfeias Negras | Gettub - Filha da Tempestade
Ler é Literário - Ladrões de Elite | My Dear Library - Darkmouth
Roendo Livros - Livro Surpresa | The House of Stories - Um lugar no coração


REGRAS
  • É preciso ter endereço de entrega em território nacional;
  • O período de inscrição será do dia 30/04/2014 ao dia 24/05/2017;
  • São dez livros para um único ganhador, que deverá ter cumprido o regulamento da promoção;
  • O resultado será liberado em até sete dias;
  • O sorteado será contatado por e-mail, tendo o prazo de 48h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio. 
  • O contato com o vencedor será feito por e-mail, apenas. Então, é muito importante que ele esteja correto ao preencher o formulário;
  • Cada blog tem o prazo de 40 dias úteis para enviar os prêmios cedidos, após o recebimento dos dados dos ganhadores;
  • Os livros chegarão separados, pois o envio será de responsabilidade dos blogs que os cederam;
  • Os blogs participantes não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e os livros não serão enviado novamente;
  • Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita;
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento. 
  • Onde está escrito 'Visit on Facebook:' O participante deverá curtir a página solicitada.


FORMULÁRIO

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BOA SORTE!

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O Pássaro Noturno - Alice Hoffman

Sinopse: Somente uma amizade verdadeira pode quebrar uma antiga maldição. Quando você acha que sabe o que vai acontecer, o mundo te surpreende. Isso é especialmente verdadeiro em uma cidadezinha no Massachusetts que, segundo os rumores, é o lar de um monstro. Por causa de um segredo de família, a jovem Twig tenta ao máximo ser invisível, mas quando duas meninas, Julia e Agate, se mudam para o chalé ao lado da sua casa, tudo muda. Uma bruxa morou lá, e Twig sempre foi proibida de entrar naquele lugar. Mas Julia pode ser sua primeira amiga de verdade e aliada no plano para quebrar a antiga maldição. Nessa fascinante história, amizade e amor são verdadeiramente mágicos. (Skoob)
HOFFMAN, Alice. O Pássaro Noturno. Bertrand Brasil, 2016. 176 p.


Uma das coisas que eu mais adoro no fato de ler é a forma como um livro pode surpreender a gente, principalmente quando não temos expectativas nenhumas sobre ele. O que fez eu me interessar por O Pássaro Noturno foi o fato de ser um livro infanto-juvenil e, desde que li De Volta a Blackbrick, me sentia um pouco órfã do gênero. Gente, ainda bem que dei uma chance para esse livro, é uma das fantasias mais fofinhas que já li na vida!

Nesse livro, conhecemos uma garotinha de 12 anos, Twig, que aparentemente vive sozinha com a sua mãe na pequena cidade de Sidwell, que é exatamente o tipo de cidade onde todas as pessoas se conhecem e existem várias superstições — uma delas diz que Sidwel é lar de um monstro que rouba as casas dos moradores. Com apenas essa idade, Twig esconde um segredo, o que explica o fato de ser tão na dela e nunca aceitar convites para ir na casa de ninguém, e ninguém também pode ir na casa dela.

Apesar de ser acostumada a ser sozinha, as coisas começam a ficar mais difíceis quando uma família muda para o Chalé da Pomba da Lamentação, que fica ao lado de sua casa, trazendo Julia e Agate. Mesmo sabendo que precisa manter distância das meninas por causa de uma confusão que perdura na família, Twig se aproxima das meninas e assim nasce uma maravilhosa amizade entre elas — principalmente com Julia, que tem exatamente a idade de Twig. Juntas, as meninas tentam quebrar uma maldição que vem assolando as famílias há mais de 200 anos.

O livro é narrado em primeira pessoa por Twig, mas senti como se fosse ela mais velha contando a história para nós e eu amei isso — não sei se outras pessoas que leram também tiveram essa impressão. A narrativa é completamente poética, cativante, mas ao mesmo tempo simples, do tipo que não dá vontade de largar. Apesar do toque sobrenatural, para mim, o ponto alto do livro foi o enfoque nos sentimentos de Twig e dos outros personagens, além de dar lições maravilhosas sobre amizade e preconceito.

Não esperem muito da resolução do mistério envolvendo o mostro em O Pássaro Noturno, principalmente porque tudo se resolve de uma forma muito fácil e rápida. Não é necessariamente ruim, mas para quem gosta de explicações mirabolantes pode ficar um pouco decepcionado. Também há um romance que não é muito bem desenvolvido, porém é aceitável já que o não é o foco da história, mas não nego que queria um pouco mais de visibilidade nesse quesito porque ai, o casal é muito amorzinho.

A história, apesar de ser voltada para um público mais jovem, tem potencial para agradar até um leitor mais experiente. Gostei bastante da capa, que tem tudo a ver com a história. Outra coisa que eu amei foi a receita de torta de maça nas páginas finais do livro, achei muito atencioso da parte da autora. Simplesmente uma leitura deliciosa que tem o poder de aquecer até aqueles corações mais frios.

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Book Haul - Abril


Estava eu aqui pensando com meus botões sobre quais postagens poderia trazer para vocês e percebi que nunca tinha feito algo sobre os recebidos do mês. Sempre posto sobre as leituras e comento algo sobre o que recebi só por cima, sem citar todos nem mostrar, na maioria das vezes.

Por isso, decidi abrir essa coluna de Book Haul, até para ver o que vocês acham e decidir se vale a pena fazer ou não. É bem provável que eu só faça em fotos, porque não gosto de aparecer, mas quem sabe uma ou outra vez eu não mude de ideia e grave um vídeo?

Hoje vou mostrar tudo o que chegou em abril. Não foi muita coisa, se comparado aos outros meses, especialmente porque, com os atrasos nos correios, tem muita coisa que está para chegar desde março e não chegou.


Recebi Os meus olhos que não eram meus, da autora Helenah, para ler e resenhar no blog. Achei a trama instigante, mesmo porque parece diferente dos livros que costumo ler - e eu estou numa vibe de tentar ler coisas diferentes. Vou demorar um pouquinho para ler porque tenho algumas leituras pendentes antes, mas espero gostar.

A Descoberta da Currywurst veio em parceria com a Editora Dublinense. Gosto de enredos que têm como pano de fundo a Guerra, então já fazia algum tempo que estava curiosa para ler esse do catálogo da editora. Logo que pude, solicitei.


Recebi Perdida de uma troca que fiz no Skoob. Todo mundo fala bem desse livro e eu estou bem curiosa para conhecer uma obra da Carina Rissi, por isso espero poder ler esse logo. Como estou com algumas leituras de parceria na frente, talvez demore um pouco.


Os últimos que chegaram foram A prisão do Rei e Endgame - O Chamado.

O livro de Victoria Aveyard é o terceiro da série A Rainha Vermelha, que eu adorei. Recebi da Ana do blog Roendo Livros para resenhar por lá. Deve ser uma das minhas próximas leituras.

Endgame, por outro lado, foi um dos poucos que comprei recentemente. Aproveitei um cupom de R$10,00 da Amazon para comprá-lo, então só paguei o frete. Apesar de ter curiosidade pela série, acho que esse vai ficar algum tempo na estante antes de ser lido, mas, ainda assim, valeu a pena.

Vocês já leram algum desses? O que acharam? Quais leriam?

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Caraval - Stephanie Garber

Sinopse: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.
Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada. (Skoob)

Livro digital recebido em parceria com a Editora.
GARBER, Stephanie. Caraval. #1. Editora Novo Conceito, 2017. 400 p.


Não acho nada fácil falar de um livro do qual gostei muito, especialmente porque os motivos que me levam a considerar o livro especial geralmente são totalmente subjetivos. Não é a escrita, não é a técnica utilizada pela autora e, muitas vezes, nem mesmo a história. É mais por causa da forma como a mistura de tudo isso me provoca sentimentos conflitantes e intensos durante a leitura, trazendo aquela sensação de urgência para chegar a um final que me deixa devastada, mas completamente feliz. E foi exatamente assim que me senti ao ler Caraval, lançamento de junho da Novo Conceito que os parceiros da Editora foram convidados a conhecer agora.

Depois que a mãe as deixou, Scarlett e Donatella passaram a viver sob violência física e psicológica de seu pai, que via nos castigos físicos uma forma de controlar as garotas. A esperança de ir ao Caraval é a única que Scarlett se permite ter, mas a cada ano as cartas que envia ao Mestre Lenda não surtem nenhum efeito. Com a intenção de sair da ilha governada pelo pai e proteger a irmã, Scarlett vê num casamento arranjado sua única saída, mesmo que não saiba nem ao menos o nome de seu noivo. E é só então que a resposta a uma de suas cartas chega, com convites que permitirão a entrada das duas ao espetáculo na própria ilha de Lenda.

"O que quer que tenha ouvido sobre o Caraval não se compara à realidade. É mais do que só um jogo ou apresentação. É a coisa mais parecida com magia que você verá no mundo. As palavras de sua avó brincaram na mente de Scarlett enquanto olhava para os pedaços de papel nas mãos. As histórias do Caraval que ela adorava quando criança nunca pareceram mais verdadeiras naquele momento.
Sempre via lampejos de cor vinculados às suas emoções mais intensas, e por um instante um desejo amarelo-ouro se acendeu dentro dela. Scarlett deixou-se imaginar brevemente como seria ir à ilha particular de Lenda, jogar o jogo e ganhar o desejo. Liberdade. Escolhas. Prodígios. Magia."

No início do livro, Scarlett é completamente dominada pelo medo, que sempre repercute em suas escolhas - o que é justificável, tendo em vista o modo como as irmãs sempre foram tratadas por seu pai. Tanto que, para chegar à ilha, ela tem que ir praticamente arrastada, e tudo o que ela mais quer quando chega lá é encontrar sua irmã e voltar para casa a tempo de se casar com o conde. Só que encontrar Tella não será tão fácil, porque isso agora faz parte do enigma do jogo, e Scarlett se vê obrigada a jogar para poder voltar para casa a salvo.

Caraval nada mais é do que um espetáculo interativo, como uma cidade repleta de pistas e mistérios que devem ser interpretados para se chegar ao fim do enigma. Tudo é repleto de magia - luzes, cores, poções, videntes e outras coisas que se possa imaginar. Há aqueles que estão lá apenas para assistir, mas a maior parte das pessoas procura aventura. Achei o clima da história bastante sombrio e louco, bem no estilo A. G. Howard, ainda que as tramas não tenham nada em comum.

"- Uma vez lá dentro, vocês serão apresentados a um mistério que deve ser resolvido - disse Rupert. - Haverá pistas escondidas ao longo de todo o jogo para ajudá-los no seu trajeto. Queremos vê-los arrebatados, mas cuidado; não se deixem levar longe demais - repetiu Rupert.
- E o que acontece se alguém se deixar levar longe demais? - perguntou Scarlett.
- Aí é quando as pessoas morrem ou ficam loucas."

Apesar do aviso constante de que tudo não passa de um jogo, é difícil não começar a questionar até que ponto as coisas são ou não reais, especialmente quando alguns acontecimentos bastante sombrios ocorrem. Mesmo porque, até que ponto uma pessoa pode ser iludida? O que pode ou não ser desfeito? Algumas coisas parecem definitivas o bastante para permitir acreditar que seja só um jogo; essa é a jogada de Garber - mexer com a cabeça do leitor - que torna a leitura do livro tão intensa.

Vale dizer ainda que a escrita da autora é, além de intensa, intrigante e envolvente. O livro pode ser lido em poucas horas, até porque é impossível parar de ler. Stephanie Garber encharca o texto de sinestesia, tornando tudo colorido e cheio de "sabor", e ainda constrói capítulos cheios de tensão e reviravoltas. De brinde, um romance fofo e apaixonante, apesar de doloroso em alguns momentos.

"Scarlett não simpatizava com a ideia de destino. Ela costumava acreditar que, se fosse boa, coisas boas lhe aconteceriam. O destino a fazia se sentir impotente e desesperançada, com um sentimento geral de desimportância. Para ela, o destino era como versão maior e onipotente de seu pai, roubando suas escolhas e controlando sua vida sem nenhuma consideração para com os sentimentos dela. O destino significava que nada do que ela fizesse importava."

Definitivamente, mergulhei nessa história e senti cada palavra intensamente. Amei, fiquei sem fôlego, sofri, chorei, vivi cada acontecimento vivido por Scarlett. Fiquei muito feliz de ver o crescimento da personagem, a forma como ela foi ganhando coragem e enfrentando seus medos. Não que a trama tenha sido perfeita, pois eu percebi alguns detalhes sem sentido - como a carta de Lenda ter chegado à Scarlett se o pai controlava as de seu noivo, ou o fato de alguns personagens simplesmente aparecerem sem qualquer razão - mas esta foi uma história que eu realmente senti, e isso faz toda a diferença para mim.

Caraval é um fantasia/aventura encantadora e fiquei feliz com o epílogo que insinua uma continuação (que, acredito eu, terá como protagonista Donatella).

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Novidades #167: Lançamentos Ler Editorial

Oi peops, tudo bem?

Hoje é dia de divulgar os novos lançamentos da Ler Editorial. Os livros já estão em pré-venda e devem chegar logo às livrarias.

Grana Torpe, de Felipe Frasi



Uma obra que explora a realidade de forma nua e crua.

O tema central abre caminho para um retrato das interações sociais em uma sociedade cada vez mais individualista e consumista.

Os 15 contos apresentados abordam questões polêmicas, sem pretensão de que sejam respondidas, apenas refletidas e discutidas.








Inversos, de Carol Dias


Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém decente.


E não é que o universo resolveu agir?!


As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota, possui algo além de uma camada de egocentrismo.




Outras informações podem ser encontradas no site da editora.

Qual vocês leriam?

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O Sol Também é uma Estrela - Nicola Yoon

Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade? (Skoob)
YOON, Nicola. O Sol Também é uma Estrela. Editora Arqueiro, 2017. 288 p.


Muitos cientistas acreditam que tudo, todas as coisas, estão interligadas em algum nível. E que, por causa disso, tudo afeta tudo, de forma direta ou indireta.


Mas, resumindo, suas decisões, por mais inconsequentes que pareçam, podem, e afetam, algum evento no futuro. Se você deixar de ir em uma festa, pode deixar de conhecer a garota, ou garoto, de sua vida. Ou pode conhecer. Você parar para olhar uma vitrine, pode impedir que seja atropelado alguns metros na frente, ou, se não parar, o inverso. Você virar à esquerda, ao invés de virar à direita, pode conduzir sua vida em sentidos totalmente diferentes, ou fazer isso com outra pessoa.

Em essência, são essas escolhas, que muitos chamam de coincidências, que conduzem a vida de Natasha e Daniel, até o momento em que eles se encontram. Natasha é natural da Jamaica e está, juntamente com seus pais, de forma ilegal nos Estados Unidos; Daniel é descendente de coreanos, tem um irmão prepotente, problemático e sem caráter, além de um pai intransigente quanto aos costumes do seu país. Natasha é racional, deseja ser uma cientista. Daniel escreve poesias e almeja coisas da alma. Natasha e família estão para serem deportados por causa de um erro de seu pai. Daniel se apaixona por Natasha. E, nas páginas seguintes a eles se conhecerem, Daniel tenta mostrar para Natasha, que ela também pode se apaixonar por ele. É a razão contra a emoção. A objetividade contra a subjetividade. E, sinceramente? É lindo de se acompanhar.


Eu li algumas resenhas de pessoas reclamando dessas coincidências. Como disse acima, não são coincidências. São atos perpetrados por pessoas, que o leitor acompanha por todas as ramificações que eles criam. Quando você tem a possibilidade, ou capacidade, de vislumbrar toda a teia que une nossas escolhas do dia a dia, você percebe a ligação que elas criam em todos nós. É disso que O Sol Também é uma Estrela trata. O que acompanhamos na história de Natasha e Daniel, e o que ocorre ao redor deles, é um reflexo do que ocorre com a gente, mas sem que possamos ver o que nós causamos nas outras pessoas, ou no que elas causam na nossa vida. É um conceito difícil de ser compreendido, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem se preocupar apenas com o próprio umbigo.


A narrativa de Yoon é igual à de seu livro anterior, Tudo e Todas as Coisas. Capítulos curtos, às vezes com apenas uma página, e alternados entre os dois personagens, algumas explicações e a visão de personagens secundários. Mas a forma como ela faz isso, desta vez, é muito, muito melhor, mais firme, mais dinâmica, mais convincente, mais apaixonante.

Por exemplo, em determinado momento, Natasha cruza com uma segurança no edifício do governo que deporta os imigrantes ilegais. Acontece algo, totalmente corriqueiro, sem importância. No capítulo seguinte, acompanhamos o motivo desse algo sob o ponto de vista da segurança do edifício. E no fim do livro, acompanhamos o que esse pequeno fato isolado significou para a segurança anos depois. É surpreendente! Por quê? Porque é real. Quem nunca passou por alguma coisa, aparentemente sem significado para todos, menos para você? Algo que ninguém percebe, apenas você? E esse algo é lembrado por você anos depois, algo que, de alguma forma, incitou você tomar decisões que podem ter contribuído para mudar o caminho de sua vida.


O mesmo acontece com mais alguns personagens, com maior ou menor importância, durante o dia em que Natasha e Daniel se apaixonam. Nem tudo são eles que causam. Algumas coisas, são os atos dos outros que provocam e acabam afetando a vida do casal. Coisas como, simplesmente, não atender uma ligação, ou esquecer de um compromisso, de uma reunião. E é muito interessante acompanhar o que essas pequenas ações, ou falta delas, podem afetar outras pessoas.


Tudo isso é narrado pela autora na ordem certa em que precisam ser narradas, não necessariamente em uma ordem cronológica. E essa escolha, faz com que o leitor seja surpreendido em diversos momentos, principalmente na última página, quando a esperança de um final feliz se torna quase impossível de acontecer. A autora prova que não. O inesperado, a consequência de algo muitos anos antes, não tem prazo de validade, reflete-se no futuro como ondas provocadas por uma pedra que caiu no meio de um lago. Elas vão se espalhando, até atingirem a margem. Ou apenas esperam o momento certo para que duas pessoas possam, finalmente, encontrarem a felicidade.

Uma confissão: chorei muito no final desse livro, mas não de tristeza.

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Fogo contra Fogo - Jenny Han e Siobhan Vivian

Sinopse: A festa de Ano-novo terminou com uma tragédia irreparável, e Mary, Kat e Lillia podem não estar preparadas para o que está por vir. Após a morte de Rennie, Kat e Lillia tentam entender os acontecimentos fatais daquela noite. Ambas se culpam pela tragédia. Se Lillia não tivesse se apaixonado por Reevie. Se Kat não tivesse deixado Rennie ter partido sozinha. Se a vingança não tivesse ido longe demais, talvez as coisas seriam como antes. Agora, elas nunca mais serão as mesmas. Apenas Mary sabe a verdade sobre aquela noite. Sobre o que ela realmente é. Também descobriu a verdade sobre Lillia e Reeve terem se apaixonado, sobre Reeve ser feliz quando tudo o que ele merece é o sofrimento, assim como ela ainda sofre. Para Mary, as tentativas infantis de vingança ficaram no passado, ela está fora de controle e pretende sujar suas mãos de sangue, afinal, não tem mais nada a perder. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
HAN, Jenny. SIOBHAN, Vivian. Fogo contra fogo. Olho por Olho #3. Editora Novo Conceito, 2017. 352 p.


Comecei a ler a série Olho por Olho totalmente alheia ao que ela traria de verdade. O primeiro livro começou com algumas situações bobinhas de intrigas entre meninas e terminou de uma forma bem sombria e tensa, mas deixou muita coisa pendente para a sua sequência. Dente por Dente, segundo volume, trouxe aprofundamentos à trama e aos personagens, e as páginas finais me pegaram de surpresa, deixando diversas perguntas para o terceiro volume da série. E só agora, três anos depois de ler o segundo livro, tive a oportunidade de conhecer Fogo contra Fogo, o desfecho dessa série Young Adult bem capciosa.

Depois do desfecho triste e cheio de revelações surpreendentes do segundo livro, eu estava morrendo de medo da tragédia que estaria por vir neste volume. E eu não estava completamente errada em esperar o pior, mas as autoras conseguiram surpreender outra vez ao optarem por um encerramento que, tenho certeza, poucos imaginaram.

"Quando abro os olhos, estou de volta à minha casa. Deitada no chão. Meu rosto está molhado. Estou chorando.
Não consegui fazer aquilo. Depois de todo esse tempo, depois de tudo o que ele fez comigo, não consegui fazer. Através dos olhos dele, eu vi tudo. Senti tudo. Dor. Alegria, Desespero. Arrependimento. Tudo. Todas as coisas que tinha esquecido como eram.
Amor."

Assim como nos livros anteriores, a narrativa intercala, em capítulos curtos, o ponto de vista de Lillia, Mary e Kat, as três protagonistas da trama, em primeira pessoa. Se no livro anterior eu adorei acompanhar as passagens entre Lillia e Reeve - que eu continuei shippando nesse livro, devo admitir -, gostei ainda mais de ver as mudanças e o amadurecimento de Kat. A garota sempre foi cheia de marra e atitude, mas agora foi possível ver um lado bem sentimental dela, o que a tornou ainda mais interessante, mais humana. As revelações sobre Mary, por outro lado, fizeram com que fosse impossível continuar a vê-la da mesma forma - ela mesma se via de forma diferente, suas atitudes mudaram completamente.

"- Não consigo parar de te olhar - complementa ele.
Não olho para ele, não posso.
- Se vamos fazer isso, ninguém vai poder saber. Não podemos agir como fizemos esta noite. Precisamos ser cuidadosos.
- Tudo bem - diz ele, rapidamente. - Farei qualquer coisa que você queira. Do jeito que você quiser. Sinto que não consigo respirar quando não estou ao seu lado, Cho.
Então me jogo nos braços dele, e estamos nos beijando outra vez. Exatamente como antes."

Fogo contra Fogo perdeu completamente aquele tom ingênuo do início da história e todo o volume foi permeado por ansiedade e angústia. O que começou com um desejo de vingança e algumas "peças" pregadas contra os responsáveis por algum tipo de sofrimento, teve consequências drásticas que mudaram a vida de todos os personagens, que agora têm de carregar, de algum forma, o peso de suas escolhas.

Acredito que o que mais me atraiu na trama foi exatamente esse clima sombrio, pois se trata sim de um YA repleto das complexidades dessa fase da vida, mas também discute temas tensos como o bullying, o suicídio, estupro, entre outras coisas, tudo sem dramatizar demais nem exagerar na narrativa. Não se trata apenas de uma história sobre romance e autoconhecimento - embora isso esteja presente -, pois vai muito além ao abordar responsabilidade, escolhas e consequências.

"Fico esperando que isso não passe de um sonho ruim. Quero acordar e ter de novo as coisas do jeito que eram. Nem me importaria se Rennie me odiasse pelo resto da vida por causa do que aconteceu com Reeve na véspera do Ano-Novo. Mesmo se ela nunca quisesse falar comigo novamente. Tudo que eu queria agora era que ela estivesse viva."

Fogo contra Fogo não é uma trama de final feliz, mas trouxe o melhor final possível nas circunstâncias em que se encontravam os personagens. Acho que foi um ótimo encerramento para uma trilogia tão complexa e densa, muito envolvente e bem escrita, e que tem um ótimo contexto adolescente sem esbarrar em clichês e soluções fáceis. Para quem gosta de tramas leves, mas tem vontade de se arriscar em algo mais intenso, a série Olho por Olho com certeza será uma ótima opção.

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Conjunto de séries #15: Quântico


Quem gosta de assistir séries sobre FBI com certeza já ouviu falar sobre Quântico. Não a série, a academia. Eu sempre ouvia algo, como em White Collar, mas, sinceramente, não fazia ideia do que era de fato.

Em Quântico, a série, dá para se situar e compreender que Quântico é na verdade o treinamento dos recrutas que integrarão o FBI depois de formados. A série foi lançada em 2015 pela ABC e chegou à Netflix em agosto do ano passado. Eu assisti tudo de uma vez, porque a trama é viciante, mas só consegui agora falar o que achei para vocês.


No início do primeiro episódio, Alex Parrish, protagonista interpretada por Priyanka Chopra, já se formou em Quântico e é uma agente do FBI, mas se torna suspeita de planejar e executar um atentado terrorista em Nova York. Para tentar descobrir quem armou para ela, Alex precisa relembrar todos os acontecimentos em Quântico, para descobrir quem foi o verdadeiro autor do atentado e limpar sua ficha.

Os episódios são todos construídos em flashbacks, que mostram a situação atual de todos os personagens e resgatam os acontecimentos da academia. Essa troca no foco da trama é algumas vezes frustrante, pois os acontecimentos sempre são interrompidos no ponto alto da história. Ainda assim, é essa construção que deixa tudo interessante, já que aguça a curiosidade para continuar a assistir um episódio após o outro.

Durante os episódios também são abordadas, de forma mais aprofundada, as histórias por trás de cada personagem, suas motivações para entrar no FBI e suas verdadeiras facetas. Isso dá mais conteúdo à trama e é interessante ver como todos os personagens têm coisas boas e ruins a mostrar. O que demonstra também o quanto cada um poderia mesmo ter tramado algo tão cruel e grandioso como um ataque terrorista.

No início, não é possível saber quem estaria por trás de tudo, e cada cena nos permite desconfiar de uma pessoa diferente. Alex não sabe em quem pode ou não pode confiar, então todos são suspeitos. O mais engraçado é que, apesar de desconfiar de todo mundo durante a passagem dos episódios, meu primeiro suspeito foi o real culpado.


Por causa dessa construção, é impossível não ficar grudado e querer saber quem causou tudo aquilo episódio após episódio. Para quem quer uma série cheia de reviravoltas, segredos e intrigas, tenho certeza que essa vai agradar. Os episódios ainda contam com ação, romances e um pouquinho de drama.

A segunda temporada de Quântico já foi ao ar pela ABC, mas não está disponível no streaming por enquanto. Alguém assistiu?

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Espero Por Você - J. Lynn

Sinopse: Algumas coisas valem a pena esperar. Algumas coisas valem a pena experimentar. Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio. E, por algumas coisas, vale a pena lutar. Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir. Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível. Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
Lynn, J. Espero Por Você. Editora: Novo Conceito, 2017. 384 p.


"Eu aprendi que às vezes as palavras não eram necessárias."

Hoje eu vim trazer a resenha do livro Espero por você, essa foi uma leitura que me surpreendeu da melhor maneira possível, não esperava a enxurrada de sentimentos que esse livro traria e nem o amor que iria subir em meio a uma tempestade.

Avery está indo par o seu primeiro dia de faculdade, quando literalmente bate de frente com Cam, um bad boy de ótima aparência e de uma língua ferina, ela não sabe como lidar com o constrangimento da situação, fora que também estava atrasada para aula, o que a deixou em pânico, o que faz com que ela fuja dele, mas mal sabia ela que o destino tinha algo reservado para os dois.

"O silêncio estava me matando. E foi só isso que sempre existiu. Silêncio. Era só o que eu conhecia. Ficar calada. Fingir que nada tinha acontecido, que nada estava errado. E olha só como tudo estava dando certo?"

Avery já aguentou muita coisa em sua vida, desde o começo fica bem claro que ela sofreu algum tipo de abuso e que está fugindo do seu passado, ela não está pronta para tentar um relacionamento nem nada do tipo, mas em contrapartida Cam é uma força da natureza e não pretende desistir do que acredita ser o seu futuro.

Ela tenta diariamente acreditar que o que faz é o melhor para si mesma, mas ela sabe que não está feliz e não ajuda que o seu passado volte constantemente para atormentá-la, outra coisa que fica bem claro desde o início é seu difícil relacionamento com seu pais, e que há mais ali do que aparenta. 

Cam é o tipo de cara perfeito, lindo, amigável, apaixonado e incrivelmente irônico, seus diálogos com a Every me fizeram gargalhar por diversas vezes, ele não mede esforços para conquistá-la, e aos poucos vai ganhando seu espaço naquele coração. Depois de muito pensar sobre esse personagem, a única conclusão que cheguei a seu respeito é que preciso de um Cam para mim.

"O olhar dele era intenso, como se estivesse vendo através de mim."

Espero por você é aquele tipo de livro que você não consegue largar enquanto não acaba, ele é bem clichê, mas isso não é algo ruim, pelo contrário, quando o livro é bem escrito esses simples fatos são até esquecidos.

O livro é narrado em primeira pessoa por Every, então acompanhamos desde o início seus medos e traumas, seus pensamentos, suas descobertas e o mais importante seu crescimento como mulher. Eu adoraria que tivesse um segundo ponto de vista, nesse caso do Cam, seria genuíno saber o que se passava em sua cabeça no momento em que Every caiu de paraquedas em sua vida.

Eu me apaixonei pelos personagens secundários, Jacob o típico melhor amigo gay, divertido e que não perde uma chance de deixar suas opiniões bem claras, e Britt, que é a melhor amiga que uma pessoa pode ter.

"Mas você não precisa ficar nervosa. Eu quero estar aqui com você, Avery. Não precisa se preocupar em me impressionar ou coisa parecida. Você já fez isso."

A autora fala sobre temas como suicídio, bullying e abuso, isso tudo ela escreve com maestria sem fazer disso algo tabu, foi triste acompanhar o sofrimento da nossa mocinha, mas isso a ajudou a se tornar uma pessoa melhor, uma pessoa capaz de lidar com tudo o que passou sem deixar-se abalar.

Espero Por Você foi uma leitura que me emocionou, e me fez ver os acontecimentos de uma maneira diferente, aprendi o quão importante é não julgar uma pessoa sem saber dos fatos, bem como a força que tem um amor verdadeiro, que apesar das coisas não irem da maneira como queremos, há sempre um amanhã para acordar, sacudir a poeira e tentar novamente.

Leitura mais que recomendada.


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Crave a Marca - Veronica Roth

Sinopse: Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars. (Skoob)
ROTH, Veronica. Crave a Marca. Editora Rocco, 2017. 480 p.


Por várias vezes, eu desejei ler a série Divergente. Isso, até assistir ao filme e receber spoilers de como termina o último livro. Aí, fiz o contrário. Fugi dessa série. Então, fiquei sabendo desse novo livro da autora, Crave a Marca, que traria um enredo que agradaria aos fãs de ficção-científica, mais especificamente aos fãs de Star Wars. Bem, acredito que se eles lerem a história, não irão gostar muito do que vão encontrar.


Antes de continuar, deixar uma coisa bem clara: Crave a Marca não é ficção-científica! A grandiosidade do enredo que está na sinopse, sobre os dois personagens poderem influenciar toda uma galáxia, é totalmente exagerada, uma vez que o enredo acontece quase em um único planeta, em uma única cidade, e os perigos que eles enfrentam, são sobreviver a lutas dentro de arenas. Na verdade, Crave a Marca é uma distopia misturada com Young Adult, que usa breves passagens no espaço para se afirmar como uma ficção-científica.

Mas a autora usa outras inspirações para compor uma trama arrastada, confusa, cheia de informações que não são bem explicadas, cenários pouco descritivos e uma ação tão rasa, que desanima. Ela utiliza a velha fórmula do casal de famílias rivais (neste caso, de raças rivais), que se apaixonam; da filosofia da Força de Star Wars, misturada com poderes mutantes e predestinação; e de Jogos Vorazes, misturado com gladiadores da Roma antiga.

Mas isso nem seria ruim, se fosse bem aplicado. Não é. A autora se perde em diversos momentos e não consegue compor uma história que deveria ser cheia de cenários fantásticos. O que ela consegue, é deixar o leitor perdido. As naves espaciais, ou melhor, a nave espacial, uma vez que só aparece uma e, mesmo assim, é tão pouco descrita que mais parece um navio, serve apenas para locomoção; as armas utilizadas, são todas da idade média: facas e venenos; as armaduras de luta, bem... não consegui compreender o que elas são, porque são feitas de materiais que não conhecemos, e nem são explicados.

Deixando a falsa ficção-científica de lado, porque senão vou reclamar por mais alguns parágrafos, vou falar da única coisa que é legal no livro: Cyra. Ela é irmã do vilão, Ryzek, que governa a nação Shotet com mãos de ferro, e mata qualquer um que vá contra seus planos. O poder de Cyra é fazer os outros sentirem dor. Esse poder é visível por todo o seu corpo através de fios negros, sempre em movimento por baixo de sua pele. Quanto ela usa toda a força de seu poder, sua pele fica totalmente negra. Mas a dor que ela causa com um toque, ela sente o tempo todo. Mesmo com analgésicos fortes, a dor está sempre lá.


Ryzek usa o poder da irmã em sessões de tortura, para conseguir confissões dos inimigos. Akos, da nação Thuvhe, que é sequestrado ainda criança pelos Shotet, possui um poder que Ryzek julga imprescindível para controlar Cyra: Akos anula o poder de Cyra. Assim, quando Cyra é tocada por Akos, ela para de sentir dor. Os dois passam a viver juntos, o tempo todo.

Cyra me consquistou por sua fragilidade, pelo que ela sofre nas mãos do irmão, por seu conflito moral ao ferir os outros, por sua perseverança em tentar se libertar e por seu senso de justiça. Mais do que isso, é Cyra que gere todas as ações da história, até mesmo aquelas perpetuadas por Akos, uma vez que ela se envolve em todas sem ele saber.

Mesmo assim, e infelizmente, isso não é suficiente para salvar a história. Inclusive, existe outro ponto na narrativa que me deixou confuso: os capítulos são alternados entre Cyra e Akos. Nos de Cyra, a narrativa é feita em primeira pessoa. Nos de Akos, a narrativa é em terceira pessoa. Não há nenhum motivo justificável para isso, uma vez que o foco da ação nos capítulos de Akos, se concentram todos nele. A menos que a autora pretenda matá-lo no futuro, por isso ele não conta sua própria história. Não sei se isso é verdade, então não encarem como um spoiler, mas foi a única explicação lógica para a mudança de narrativa.


Acredito que o prazer na leitura de Crave a Marca dependa de com qual expectativa você irá ler. Ser você for fã de Young Adult, de romances, de distopias leves, conseguirá apreciar a história. Agora, se você for fã de ficção-científica, de fantasia, de Star Wars, não irá conseguir apreciar, como eu não consegui.

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TAG: The Name Game Book

Peops, antes de qualquer coisa: uma feliz páscoa para vocês! Espero que o dia seja repleto de alegrias e, se for possível, de chocolates também. Não consegui fazer uma postagem especial para o dia, então trouxe algo mais descontraído para hoje.


A Ana, do blog Roendo Livros, indicou o Conjunto da Obra para participar da TAG The Name Game Book, que consiste em escolher livros da estante que comecem com as iniciais de nossos nomes. Se era para fazer do nome completo eu nem sei, mas já que a Ana burlou, vai ficar só meu primeiro nome também.

Regrinhas da TAG 

- Achar na estante livros que comecem com as letras que formem o seu nome;
- A quantidade de blogs indicados é a mesma do número de letras de seu nome.

Para a letra J selecionei Just Listen, de Sarah Dessen. Tenho o livro há algum tempo, com capa dura e em inglês, mas depois que li Uma canção de ninar, desanimei totalmente dos livros da autora. O livro só apareceu aqui porque meu exemplar de Jardim de Inverno ficou na casa da minha mãe quando me mudei, e não é tão fácil assim achar um livro em que o título inicie com J, viu?

Para a letra U, fiquei com Um mais um, da Jojo Moyes. Ganhei o livro de presente do Carlos, do Gettub, há mais ou menos um ano, e não sei por que ainda não li. Estou devendo essa, preciso ler imediatamente.

Para a letra L, escolhi Ladrão de Almas, de Alma Katsu, outro que ainda não li. Tenho os dois livros da série na estante, mas queria esperar lançar o terceiro para ler todos mais em sequência, senão fico a ver navios.

A letra I ficou com Isla e o final feliz, de Stephanie Perkins, que foi uma leitura muito romântica e gostosa de fazer. Se alguém se interessar pela resenha completa, pode visitar aqui.

Por fim, para a letra A, selecionei Amigas para sempre, de Kristin Hannah. Vou ser sincera com vocês: quis evitar o clichê do A artigo, e o primeiro livro que me deparei foi esse. Mas é claro que, além disso, é uma leitura maravilhosa também. A resenha pode ser vista aqui.

INDICADOS

Nadia, do Além do Livro

E quem mais se interessar, façam também!

Já leram alguns desses livros? Quais escolheriam para os seus nomes?

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Sombras Vivas - Cornelia Funke

Sinopse: Mais uma vez no Mundo do Espelho, Jacob Reckless precisa se libertar de uma maldição que em poucos meses lhe custará a vida. Depois de tentar diferentes formas de magia, sua última opção é uma lendária balestra, capaz de dizimar exércitos, mas também de salvar aqueles que realmente precisam. Para encontrar esse objeto extraordinário, ele terá de viajar por Álbion, Lorena e Austrásia, enfrentar criaturas terríveis e competir com Nerron, um ser perigosíssimo que está decidido a derrotá-lo a qualquer custo e a ser o primeiro a encontrar a balestra, para então ser tornar o caçador de tesouros mais talentoso de todos. Jacob não tem tempo a perder. E se não fosse a presença de Fux, sua companheira de aventuras capaz de assumir tanto a forma humana quanto a figura de uma raposa, ele talvez não tivesse forças para encarar tantos obstáculos. Só assim, no limite entre a vida e a morte, ele conseguirá perceber que existem tesouros ainda mais preciosos que sua própria vida. (Skoob)
FUNKE, Cornelia. Sombras Vivas. Reckless #2. Editora Seguinte, 2013. 304 p.


Segundo volume da série Reckless, Sombras Vivas, de Cornelia Funke, é a continuação de A maldição da pedra e, assim como seu antecessor, é recheado de aventuras no mundo atrás do espelho. Particularmente, gostei ainda mais desse segundo volume, já que os pontos baixos do primeiro livro foram deixados para trás e a história me envolveu por completo dessa vez.

Em Sombras Vivas, Jacob tem pouco tempo de vida em razão da maldição da fada escura e precisa se empenhar na caça do tesouro mais importante da sua vida: encontrar algo que o liberte da morte. Com base nos conhecimentos que tem do mundo atrás do espelho, é provável que nada seja capaz de quebrar a maldição, mas ele precisa tentar e, quando todas as esperanças parecem estar perdidas, surge a possibilidade de encontrar uma balestra lendária, uma perigosa arma que pode exterminar exércitos com um único tiro, mas que também já salvou alguém da morte.

"O passado. Ele morava em todos os cantos do velho edifício. Atrás das colunas do saguão de entrada, onde Jacob e Will brincavam de esconde-esconde; nos porões, em cujas galerias escuras ele procurara seus primeiros tesouros (sem sucesso); ou no elevador com grades, que era declarado espaçonave ou gaiola de feiticeira, dependendo da aventura. Era estranho o quanto a perspectiva da própria morte trazia o passado de volta - como se de repente todos os instantes já vividos retornassem, sussurrando: talvez isso seja tudo que você vai conseguir, Jacob."

A construção do livro é semelhante à do volume anterior: capítulos curtos, sempre iniciados com alguma ilustração relacionada à história. Eu já tinha gostado da dinâmica que essa formatação traz ao livro, pois torna a leitura rápida e sempre leva o leitor a ler "só mais um capítulo" por alguns capítulos. As ilustrações também dão certo charme e eu sempre parava alguns minutos durante a leitura para observar as centenas de detalhes em cada uma delas e para perceber a riqueza que um olhar rápido não possibilita.

A velocidade dos acontecimentos também se mantém a mesma. É engraçado como a escrita descritiva de Funke reduz um pouco o fluxo das palavras e contrabalanceia a rapidez dos acontecimentos. Sempre acontece muita coisa em um mesmo capítulo, mas a forma como a autora escreve deixa a estranha sensação de que tudo é muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. Não tive qualquer problema com isso, mas tenho a impressão de que muitos acharão a narrativa lenta.

Meu problema com Jacob, que comentei na resenha do primeiro livro, ficou naquele volume. Dessa vez, ele fez tudo diferente e, minha nossa, como melhorou! Acredito que a proximidade com a morte o tenha feito repensar sua postura e o seu orgulho, que tanto atrapalhou minha leitura no primeiro livro, dessa vez estava bastante adormecido. Além disso, ele também finalmente percebeu a importância de Fux, e começou a demonstrar o quanto lhe dá valor. Fux foi outra personagem que cresceu bastante nessa continuação. Um pouquinho de amor próprio fez bem a ela, apesar de colocá-la em uma grande confusão.

"Ele sentia náuseas de medo. Durante a interminável cavalgada até ali, Jacob perdera a conta das vezes que se apanhara olhando para o lado em busca de Fux. Ou que havia pensado ouvi-la respirar perto dele durante o sono.
'Qual foi o maior tesouro que você já encontrou', Chanute perguntara-lhe não fazia muito tempo. Jacob havia sacudido os ombros e enumerado alguns objetos. 'Você é ainda mais idiota do que eu', rosnara Chanute. 'Só espero que não o perca antes de se dar conta da verdadeira resposta'."

O mundo do espelho também continua tão mágico quanto era antes. Nele, os contos de fadas são verdadeiros e todos os seres mágicos se fazem presentes, coexistindo com nosso mundo. Nada é impossível naquele lugar, e foi legal conhecer outros cantos e outros seres dessa terra durante a corrida de Jacob pela balestra. O livro, aliás, traz um mapa de toda a região, o que ajuda a entender as passagens sobre a política e a guerra que acontecem por lá.

Sombras vivas foi uma leitura instigante, cheia de aventura e muita magia. Faltou muito pouco para se tornar um dos meus favoritos, mas espero que isso aconteça com o terceiro livro, O fio dourado. Mesmo porque, muita coisa ficou em aberto no segundo volume, faltaram algumas respostas e não foi revelada a identidade e os reais interesses de um personagem bastante misterioso que apareceu nesse livro. Para quem procura uma boa fantasia para acompanhar, a série Reckless pode ser uma ótima escolha.

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Novidades #166: Lançamentos Intrínseca Abril

Ei peops! Hoje é dia de mostrar para vocês os lançamentos da Editora Intrínseca em abril. Como sempre, tem livros bem variados, voltados para diversos públicos. Confiram alguns:

Antes que eu vá, de Lauren Oliver


Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta: desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, que seria apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita, acaba sendo seu último - mas ela ganha uma segunda chance. Sete "segundas chances", na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte - e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.
Para comemorar a chegada do filme ao cinema, essa edição especial conta com dois contos inéditos que exploram a vida de Samantha antes dos acontecimentos do livro, fotos de bastidores e uma entrevista da autora com a diretora e a protagonista do filme.



Antes da Queda, de Noah Hawley

Em uma noite quente e nebulosa, onze passageiros decolam em um jatinho particular da ilha de Martha's Vineyard em direção a Nova York. Porém, dezoito minutos depois, o imponderável acontece: a aeronave despenca no oceano. Os únicos sobreviventes são Scott Burroughs, um pintor desconhecido e fracassado, e J.J., um menino de quatro anos, filho de um magnata milionário do ramo das telecomunicações.
A riqueza e o poder de parte dos passageiros despertam as teorias mais variadas sobre a queda: tantas pessoas influentes teriam morrido em um acidente por mero acaso? Ou teria sido vingança, terrorismo, queima de arquivo? Com capítulos alternando entre os acontecimentos subsequentes à queda e o passado dos passageiros e integrantes da tripulação, o mistério que cerca a tragédia se torna cada vez maior. Enquanto as tramas dos personagens se desenrolam, estranhas coincidências apontam para uma conspiração.
Neste suspense eletrizante, Noah Hawley expõe a perversa relação entre jornalismo e entretenimento, o culto às celebridades e o lado obscuro da fama, além de refletir sobre a natureza da arte e a aleatoriedade do destino.

Uma pergunta por dia para mães, de Potter Style

Uma pergunta por dia, o livro-diário que já vendeu no Brasil mais de 100 mil exemplares, ganha agora uma edição especial exclusiva para as mães. Mais do que um álbum de fotos, mais do que um tradicional livro do bebê, Uma pergunta por dia para mães é o instrumento perfeito para registrar cada acontecimento não só do crescimento dos filhos, mas da intensa experiência de aprendizado, descobertas e autoconhecimento na qual a mulher embarca ao ser mãe.
Funciona assim: são 365 perguntas diferentes, uma para cada dia do ano. Você começa qualquer dia e, percorridos doze meses, volta para o início. E é aí que reside o ponto alto do diário, porque cada novo ano é um convite a rever as respostas anteriores, revisitar as mais diversas lembranças e refletir sobre como tudo já mudou e se transformou.
Uma pergunta por dia para mães pode ser preenchido tanto por quem já é mãe quanto por quem está se preparando para a chegada do bebê. Em edição luxuosa, com capa dura, interior em duas cores, fitilho marcador de página e pintura prateada nas laterais, esse diário vai guardar para sempre as surpresas, sentimentos, sonhos e planos dos anos mais memoráveis da mulher e seus filhos.

Somos Guerreiras, de Glennon Doyle Melton

Um marido lindo e atencioso, filhos encantadores, o reconhecimento pelo sucesso profissional. O que mais Glennon poderia querer? A resposta é: mais, muito mais. Ela queria não ter tantas dúvidas, queria se comunicar melhor com o marido, queria apagar de sua história a bulimia e o alcoolismo, queria se encaixar nos padrões... queria que o marido não a tivesse traído e que o casamento não tivesse se revelado uma tábua de salvação tão fracassada.
Mas o que parece a maior das tragédias, acaba se tornando a grande chance de Glennon. A crise conjugal traz à tona seus velhos demônios e a obriga, pela primeira vez, a encarar francamente as questões que antes foram apenas sublimadas. Enquanto todos cobram dela uma decisão sobre o possível divórcio, Glennon se volta para si mesma em busca da própria voz: não a da jovem perfeita que ela um dia quis ser, não a da esposa cujo relacionamento fracassou, não a da mãe abnegada, mas, sim, a voz da mulher de verdade que sempre existiu por trás de todos esses papéis.
Glennon Doyle Melton é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. Somos guerreiras revela não só a história de Glennon, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é - um relato corajoso que chama a atenção para o fato de que nascer mulher e existir plenamente é quase um ato revolucionário.

O Papa e Mussolini, de David. I. Kertzer

Em muitos aspectos, Pio XI e o "Duce" não poderiam ter personalidades mais diferentes. No entanto, havia muito em comum. Não acreditavam na democracia e abominavam o comunismo. Eram propensos a ataques de cólera e protegiam com todas as forças as regalias dos cargos que ocupavam. Além disso, contaram um com o outro para consolidar seus poderes e alcançar objetivos políticos.
Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, David I. Kertzer mostra como o papa Pio XI foi crucial para que Mussolini instaurasse sua ditadura e se mantivesse no poder, estabelecendo uma aliança que garantiu à Igreja a restauração de posses e privilégios. Em uma rigorosa investigação, que envolveu o estudo de relatórios dos espiões de Mussolini na Santa Sé e se beneficiou sobretudo da abertura, em 2006, de arquivos secretos do Vaticano, Kertzer não só constata a nebulosa relação dos dois líderes, como também analisa a resistência encontrada pelo pontífice quando, já com a saúde debilitada e à beira da morte, passou a atacar Mussolini, suas leis antissemitas e a aproximação com Hitler. O medo dos prejuízos advindos do rompimento com o regime fascista mobilizou as mais expressivas autoridades do Vaticano, entre elas o futuro papa, Pio XII.
Vívido e dramático, O papa e Mussolini traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

Ruby, de Cynthia Bond

Uma narrativa de paixão e coragem, Ruby transporta o leitor até meados do século XX, por ruas poeirentas de uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos, enquanto aborda temas atemporais que ultrapassam fronteiras geográficas.
A jovem e bela Ruby Bell passou por sofrimentos inimagináveis durante a infância e a adolescência, e, assim que surge uma oportunidade, decide fugir de sua sufocante cidade natal no Texas para a vibrante Nova York dos anos 1950. No entanto, não consegue escapar dos fantasmas do passado.
Mais de uma década depois, quando um telegrama urgente a faz voltar para casa, ela é forçada a reviver fatos perturbadores e a reencontrar os personagens que definiram os primeiros anos de sua vida, esforçando-se para manter a sanidade em meio a lembranças sombrias.
Com uma prosa refinada, Cynthia Bond afirma seu lugar entre as vozes mais impactantes da ficção literária contemporânea e constrói uma história transformadora - ao mesmo tempo um retrato cruel do que o ser humano é capaz e uma demonstração da força transcendente do amor. Uma obra marcante sobre a luta feminina, finalista do Baileys Women's Prize.

E outros livros como Vovô deu no pé e Como se tornar um campeão também estão previstos para este mês. Quem quiser conferir todos os títulos, basta visitar o site da Editora.

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