Eu sou o Peregrino - Terry Hayes

Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.
Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa sem precedentes.
Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes, Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável.

Livro recebido em parceria com a Editora.
HAYES, Terry. Eu sou o Peregrino. Editora Intrínseca, 2016. 688p.


Em Eu sou o Peregrino, encontramos a história de um dos mais brilhantes agentes especiais dos Estados Unidos. Um homem sem nome, mas que possui várias identidades e já enfrentou diversos crimes, conseguindo solucioná-los, com sua grande perspicácia. Após muitos anos prestando este tipo de serviço, o homem decidiu parar, mas antes disso, publicou um livro, com o nome de um agente morto, contando como solucionou os mais difíceis casos.

"Apesar dos meus muitos casos com outras substâncias, a inteligência sempre foi minha droga preferida" 

Mesmo estando aposentado, o Peregrino foi chamado para tentar desvendar os mistérios de um crime que parecia ser perfeito, a morte de uma mulher, no quarto 89 de um hotel. A mulher foi encontrada mergulhada numa banheira cheia de ácido, já não possuía digitais ou arcada dentária e, para piorar ainda mais o trabalho dos investigadores, o quarto foi completamente esterilizado pelo autor do crime e o Peregrino pôde perceber que o crime foi cometido por alguém que conhecia seu livro, usando um pouco de cada caso, o assassino conseguiu eliminar todos os vestígios possíveis do crime.

Não bastasse este cenário, o Peregrino está prestes a encarar o caso mais importante de sua vida, impedir que uma arma biológica, 100% letal chegue aos Estados Unidos. Para que isso aconteça, ele terá que viajar para o oriente médio em busca de respostas que podem ajudá-lo nesta missão. Nesta jornada ele se depara com a história de um homem decapitado em praça pública e outro que teve os olhos arrancados, uma mistura de ódio e terror que prende o leitor do começo ao fim.


Não costumo ler o gênero policial, mas quando li a sinopse de Eu sou o Peregrino me interessei logo de cara, e no final fiquei feliz por não me decepcionar com a leitura! O autor criou uma trama maravilhosa, usando em muitos momentos a geografia, o que faz com que o leitor viaje principalmente ao oriente médio, mergulhando de cabeça na história. Também conseguiu usar um pouco de história, trazendo o fatídico evento do 11 de setembro à memória. 

"Edmund Burke disse que o problema com a guerra é que normalmente ela destrói as próprias coisas pelas quais se está lutando — justiça, decência, humanidade —, e não pude deixar de pensar em quantas vezes eu violara os mais caros valores de nossa nação a fim de protegê-los".

Outra coisa bem interessante que ele usou foi a ideia da arma química, que foi sintetizada a partir do vírus da varíola, uma doença erradicada à anos. Fiquei um tanto curiosa sobre a doença, confesso que conhecia só por nome, basicamente. Pesquisando um pouco sobre ela fiquei ainda mais surpresa com o que o autor apresentou no livro, é ficção, mas parece que se mistura com a realidade em alguns momentos, e isso me assustou um pouco.

O livro é bem descritivo, então em algumas partes fica um pouco cansativo, mas garanto que vale a pena todos esses detalhes. A narrativa é mesclada entre primeira e terceira pessoa, o que permite termos bastante visão de toda a história.

Os personagens são muito bem construídos, o Peregrino é um homem muito inteligente e experiente, o autor conseguiu expressar muito bem esses traços. Já o Sarraceno é muito ardiloso e tem muito ódio dentro dele. Confesso que não entendi muito bem, ele detestava os Estados Unidos de uma forma tão intensa que é difícil até de explicar. Outro personagem que merece destaque é Ben Bradley, um homem que conheceu o Peregrino através de seu livro e se tornou seu parceiro nesta jornada. Ele teve um papel muito importante para que o crime fosse desvendado a tempo de salvar a população.

“Sarraceno significa árabe ou — em uma acepção muito mais antiga da palavra — um muçulmano que lutou contra os cristãos. Volte ainda mais no tempo e descobrirá que já significou nômade.”


A escrita não é linear, então sempre pegamos o narrador divagando em alguma de suas aventuras, isso me incomodou um pouco, pois sou muito ansiosa, estava louca pra saber quem havia matado a mulher do quarto 89, e queria saber qual o fim do Sarraceno!

Em vários momentos, principalmente no clímax do livro reparei que estava prendendo o ar, de tão intensa que estava a leitura. Na última página parei e pensei: - Caramba, que loucura! Que livro!

Thuanne Souza
Thuanne Souza

Paulista, 22 anos, assistente administrativa e estudante de Farmácia ❤ Sempre tentando ser alguém melhor e seguindo o lema “levo a vida devagar pra não faltar amor”. Apaixonada por músicas (principalmente as nacionais) e livros. Aprendendo a gostar de outros gêneros, além dos romances clichês.

8 comentários:

  1. Thuanne!
    Adoro livros policiais quando são bem escritos e pelo jeito, esse se encaixa nessa categoria.
    Fiquei tão intrigada em poder descobrir quem é o Peregrino e acompanhar toda sua saga ao redor do mundo para desvendar toda conspiração.
    Sensacional!
    Parabéns pela resenha.
    Bom feriado!
    “Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida.” (Henri Amiel)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  2. Não conhecia esse livro mas já que envolve mistério e investigação policial eu já gosto, o nome Peregrino também acho que deixou a estória ainda com um ótimo clima, acho que esse livro vai para lista de desejados.
    Até mais!!!

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  3. Estou doida pra ler esse livro, curto muito um policial, essa resenha me deixou ainda curiosa em conferi essa história que parece bem eletrizante.

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  4. Caramba, acabei de ler o livro, e realmente é bastante descritivo e os personagem construídos primorosamente. Este autor é maravilhoso. O livro sem sombra de dúvida, é um dos melhores do gênero que já li. O gênero é um dos meus preferidos. Recomendadíssimo.

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  5. Primeiramente, adorei a capa. Genial pro enredo.
    Adoro uma pegada policial e gostei do caso da banheira.
    Livros descritivos são um pouco cansativos realmente, mas nesse gênero é necessário ter uma ddescrição mais bem feita.
    Adorei o livro e vou procurar ele já. Amo esse gênero.
    Até mais, Thuanne !

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  6. Fiquei interessada, pois achei diferente o fato do personagem ter escrito um livro sobre como os crimes foram desvendados o assassino foi bem esperto em usar as técnicas descritas no livro. Fiquei bem instigada em saber como vão descobrir quem é, deve dar uma ansiedade no leitor cada virada de página para saber o que vai acontecer.

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  7. Olá! Gostei de conhecer a obra.
    Livros policiais tem me chamado bastante atenção nesses últimos meses...
    Vou anotar a dica e tentar em breve ler...
    Bjs

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  8. Amei, eletrizante, misterioso, envolvente. Acho que descrevi o livro, vou ler.
    ronida_sindi@hotmail.com

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