Conjunto de Ganhadores #25

Oi pessoal, como estão? Hoje é dia de mostrar mais algumas fotos que recebi de sortudos que ganharam prêmios em promoções aqui no blog.


A primeira foto foi enviada pela Camila, que publicou no Instagram quando recebeu o livro Aconteceu naquele verão, sorteado em parceria com a Editora Intrínseca. Ela já tinha enviado a foto há alguns meses, mas esqueci de publicar por aqui antes.


A Aline recebeu o livro A descoberta da currywurst que ganhou no sorteio Dia dos Pais Literários. A foto também foi publicada no Instagram da ganhadora.


Operação Harém foi o livro recebido pela Sueli na Promoção Leio Nacional. A foto foi enviada para o blog pelo Facebook.


A última foto de hoje foi enviada pela Maria, que ganhou o livro Véu do Tempo no Top Comentarista de Maio aqui no blog.

Meninas, agradeço as fotos e mais uma vez meus parabéns! Obrigada por estarem sempre aqui, saibam que adoro presentear vocês e, se pudesse, presentearia a todos!

Quem ainda não ganhou e não teve oportunidade de enviar fotos aqui para a coluna, lembrem-se que o blog sempre tem promoções ativas. Quem sabe seja sua chance?

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Death Note - Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

Sinopse: Sem nada para fazer no Mundo dos Shinigamis, o Deus da Morte Ryuk deixa cair intencionalmente na Terra o seu Death Note. O caderno possui poderes macabros: a pessoa que tem seu nome escrito nele, morre! O Death Note acaba indo parar na mão de Light Yagami. Aluno exemplar, porém entediado, aos descobrir os poderes sinistros do caderno negro, ele decide virar um justiceiro e varrer a criminalidade da face da Terra. As seguintes mortes de criminosos em vários países diferentes acabam chamando a atenção da Interpol, que, por sua vez, pede ajuda ao maior detetive do mundo, conhecido apenas por "L", para resolver o caso. Inicia-se assim um frenético jogo de gato e rato entre Light e seu perseguidor implacável, enquanto Ryuk diverte-se com os acontecimentos que se desenrolam em decorrência do uso do Death Note. (Skoob)
OHBA, Tsugumi e OBATA, Taheshi. Death Note. Editora JBC, 2007. 200 p. 6 Volumes

Desde sua publicação, entre 2003 e 2006, no Japão, o mangá Death Note criou uma legião de fãs e de subprodutos que encheram o mundo. Poucas coisas são tão fascinantes e tão desejadas quanto o poder. Mas, como diz o ditado: “O poder corrompe. O poder absoluto, corrompe absolutamente.”. É sobre isso que trata o mangá.

Kira, ou Light Yagami, tem o poder sobre quem morre desde que encontrou o livro perdido de Ryuk, o shinigami, deus da morte. L, cujo nome ninguém conhece, tem o poder de toda a força policial do planeta. L usa sua inteligência e sua força policial para tentar descobrir quem é Kira e como ele mata os criminosos, enquanto Light usa sua inteligência para descobrir o nome de L e poder usar o caderno para matá-lo.

Por quase todos os volumes, os dois tentam e conseguem adivinhar os passos um do outro. Sempre que L está para chegar até Kira, Kira consegue escapar. Sempre que Kira está para descobrir o nome de L, algo acontece, e ele não consegue. Nesse meio, entram e morrem vários personagens, acontecem perseguições, armadilhas, planos mirabolantes, entre muitas outras coisas.

O ponto central de Death Note, não é o caderno ou o shinigami, mas a personalidade forte de Light e L. Eles são antagonistas que não medem esforços para vencerem a corrida. Não é apenas uma questão de sobrevivência e captura, mas de ego, de provar que um é superior ao outro. A diferença fica nos limites. Light não tem quase nenhum limite. L tem a moral do que é certo e do que precisa fazer para evitar mais mortes, mesmo que sejam de criminosos.

Outro ponto controverso, é sobre a opinião pública. Quando os crimes diminuem em todo o planeta, porque quem pensa em cometer algo fora de lei, tem medo de ser morto por Kira, as pessoas começam a apoiar Kira, começam a vê-lo como um deus, já que ninguém está a salvo de ser punido por ele. Surgem cultos e programas de TV dando apoio aos seus atos.

Mas em nenhum momento, o autor chega a sugerir que Light está certo em fazer o papel de juiz e carrasco. O autor demonstra como é fácil se deixar corromper, como é fácil as pessoas seguirem algo que não é correto, apenas porque se sentem mais seguras no ambiente em que vivem. E como é fácil elas mudarem de ideia.

Entretanto, na metade da história acontece algo, uma perda, que tira muito do impacto da obra até então. Não vou dar pistas do que é, mas posso dizer que é uma derrapada feia, uma vez que a perda é substituída por algo semelhante, mas não tão forte ou carismático. Inclusive, a partir desse ponto, a inteligência que era empregada nos acontecimentos, diminui drasticamente e passa a ser forçada, a não ser tão natural, e a direção até o clímax, passa a ser previsível e com alguns furos que não existiam antes.

Felizmente, o que salva esse final, são as últimas páginas. Conhecemos a surpresa que Ryuk guardava desde o início do mangá e que só esperava o momento certo para anunciar, a explosão da personalidade homicida e paranoica de Light, e a justiça nas mãos de seu algoz, ou talvez não exatamente nas mãos dele.

Death Note, apesar de ser complexo na forma como constrói a caçada a Kira, é um mangá imperdível, uma leitura obrigatória, que demonstra claramente vários aspectos da personalidade humana, bem como suas fraquezas e seus anseios pelo poder, pelo controle absoluto e pelo fascínio sobre a vida e a morte. E, claro, por Ryuk.

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Promoção: Geekerela


Alguém aí curioso com o enredo fofo e geek de Geekerela? Espero que sim, porque o Conjunto da Obra, em parceria com a Editora Intrínseca, vai sortear um exemplar do livro. Gostou?

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 4 de outubro, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

Boa sorte a todos!

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Volúpia de Veludo - Loretta Chase

Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
CHASE, Loretta. Volúpia de Veludo. As Modistas #3. São Paulo: Arqueiro, 2017. 320 p.


Depois de ler os dois volumes anteriores de As Modistas, estava ansiosa por Volúpia de Veludo, terceiro livro da série de Loretta Chase. Adorei os livros de Marcelline e de Sophia Noirot, mas infelizmente Leonie não me encantou tanto quanto suas irmãs. Não que o livro seja chato ou ruim, pelo contrário, mas não trouxe grande diferenciação quanto aos outros livros da série e se tornou um livro divertido, mas não memorável.

Leonie é a mais nova das Noirots, a ruiva. Com suas duas irmãs afastadas logo após seus casamentos, ela tem que cuidar da Maison Noirot praticamente sozinha e dar conta do trabalho que antes era realizado pelas três irmãs. O problema é que ela é uma mulher prática e racional, leal aos números e à organização, e não está nem perto de alcançar o talento de Marcelline de desenhar vestidos ou a criatividade de Sophia para solucionar os problemas que surgem e girar as circunstâncias ao seu favor. Mesmo assim ela faz seu melhor e quer conquistar a confiança de lady Gladys, só que a interferência de lorde Lisburne, Simon, não a ajuda muito a manter as ideias no lugar.

"Um toque dos lábios dele nos dela. Só isso e o mundo mudou, ficou infinito e aconchegante, oferecendo um vislumbre... de algo. Mas acabou antes que ela pudesse identificar o que divisara ou sentira."

O livro é todo narrado em terceira pessoa pelo ponto de vista dos protagonistas, assim como havia sido com os livros anteriores. Essa composição me agrada bastante, pois é possível acompanhar a forma de pensar dos personagens principais, para além daquilo que eles externam. Senti falta, porém, das outras irmãs Noirots, já que o afastamento durou praticamente toda a trama. Acho que a parceria delas era um ponto alto na trama e, dessa vez, ficou em último plano.

Uma das coisas que gostei em Leonie foi sua força de vontade e sua independência. Apesar de as irmãs estarem afastadas e de ela conhecer suas limitações, ela nunca pensou que não poderia que fazer algo. Ela tinha que fazer e ponto final, pois ninguém faria por ela. Determinação não faltou na protagonista e, embora fosse difícil lidar com tudo o que ela precisava lidar, ela foi até onde era necessário para manter a credibilidade da loja que tanto amava.

Por outro lado, Lisburne não conseguiu me conquistar. Ele até podia ser charmoso, mas o fato de ser um nobre desocupado que não tinha nada para fazer além de aporrinhar Leonie não ajudou. Era como se ele não tivesse nenhum conteúdo além da vontade de levá-la para a cama e praticamente todos os encontros entre eles foram forjados por essa vontade. Faltou aquela sutileza tão típica em romances de época, aquelas coincidências que dão um ar de leveza e romance aos encontros. Somente ao reconhecer e se encantar pelos pontos fortes da protagonista Lisburne se redimiu um pouco. Além disso, seus diálogos com Leonie, cheios de provocações e humor ácido também garantiram alguma diversão.

Apesar de não ter gostado muito de Lisburne no início, achei muito fofo a forma como ele se transformou mais para o fim do livro. Assim como Leonie, ele não era adepto de romances e poesias, mas tornou-se brega e galanteador só para chamar a atenção da modista. Achei muito divertido esse contraponto entre razão e emoção e a forma como a autora demonstrou que algumas coisas podem mudar quando amamos. De forma geral, uma diferença no enredo de Volúpia de Veludo foi a presença das artes. Muito se falou sobre poesia e sobre pinturas, o que foi interessante para conhecer um pouco mais a cultura da época.

O contexto que mais agradou nesse livro, porém, foi a trama de lady Gladys. Acredito que seu enredo teria permitido a criação de um livro próprio, mas a autora optou por colocar a história como plano de fundo do romance entre Leonie e Lisburne e alvo de uma aposta entre os dois. Foi interessante acompanhar os desencontros entre Gladys e lorde Swanton, ainda mais por serem tão opostos e inconvencionais.

Achei um pouco estranha a alteração do nome de uma das irmãs - Sophia, como era chamada nos outros livros, passou a ser Sophy nesse volume. Acredito que tenha sido um problema da tradução, mas estranhei o nome e até conferi nos outros livros para confirmar se não estava imaginando coisas.

A leitura de Volúpia de Veludo é bastante rápida e gostosa, mas, como comentei, não traz diferenças relevantes e não se destaca em relação aos livros anteriores. É uma boa distração em meio a leituras mais densas e vale ser acompanhado por fazer parte de uma série tão divertida e apaixonante. Além do mais, o último livro da série terá como protagonista lady Clara, uma das que mais gosto, e tenho certeza de que será uma ótima leitura.


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Conjunto de Séries: Orphan Black


Comecei a assistir Orphan Black meio que por acaso - um domingo a tarde, sem nada de interessante para fazer, acessei a Netflix pela TV e, depois de umas zapeadas, coloquei o primeiro episódio para rodar. E não é que a série aguçou minha curiosidade logo no piloto e eu assisti ela todinha em poucos dias? Para quem gosta de uma história de mistérios e ficção científica, essa é uma ótima opção.

Nessa trama, Sarah vê uma mulher igual a ela se jogar na frente de um trem e decide assumir o seu lugar para tentar se dar bem, mas ela é sugada para dentro de uma confusão que ela não podia imaginar. Sarah descobre que é, na verdade, um clone, e que existem muitas outras iguais a ela. Por isso, ela se une a outras "irmãs" para investigar suas origens e o que está por trás da organização que as criou.

Devo dizer desde logo que o mais interessante na série é a brilhante interpretação de Tatiana Maslany, que dá vida às clones. É inacreditável a forma como a atriz interpreta a tantas personagens completamente diferentes, cada uma com suas próprias expressões e trejeitos, tanto que fui pesquisar os papéis eram realmente interpretados por uma só atriz. Nesta postagem do blog Apaixonados por Séries, que conta 18 curiosidades sobre a série, foram publicados alguns vídeos sobre a forma como eram feitas as gravações. Adorei conhecer esses detalhes e fiquei ainda mais fascinada pela interpretação da atriz ao saber que ela grava e interpreta as cenas praticamente sozinha.


É preciso reconhecer que a série tem altos e baixos e algumas temporadas são mais interessantes que as outras. Acredito que, em alguns momentos, a série falhou em tentar criar outros enredos que se distanciavam do Projeto Leda, ao deixar de lado a questão da descoberta sobre a origem das clones para dar vida a outros tópicos. A terceira temporada, por exemplo, que passa a abordar outro projeto - Castor - foi, na minha opinião, a mais cansativa e menos interessante. O início da quinta temporada, da mesma forma, dava a entender que a série iria desandar, quando passou a mostrar as experiências científicas na comunidade Revival.

Esses momentos não tiram o brilho de Orphan Black, porém. Questões éticas e científicas ligadas ao tema central da trama são discutidas no decorrer da história, assim como a diversidade e aspectos de identidade pessoal. Além disso, os mistérios garantem a atenção do espectador e algumas cenas bem tensas - e algumas até um pouco macabras - deixam o enredo bastante interessante.

Fiquei um pouco triste que o fechamento da série não tenha respondido algumas perguntas que foram levantadas no decorrer da trama, pelo menos que eu me lembre. Por exemplo, como o instituto Dyad sabia sobre Sarah e Kyra, se todas as evidências sugeriam que S. tinha sumido do mapa quando Sarah ainda era criança? Qual era, afinal, o segredo de Siobhan, sobre o qual a mãe "biológica" de Sarah tentou alertar? Esses são só alguns dos questionamentos para os quais eu não lembro de ter visto uma resposta.

Ainda assim, a trama conseguiu ser encerrada satisfatoriamente na quinta temporada, com respostas para as principais perguntas e um encerramento digno para todas as personagens. Até mesmo Rachel, a grande vilã da trama, teve um episódio que justificou grande parte de suas ações e deu a ela uma pequena redenção.

Orphan Black é uma história intrigante, que discute a importância da ciência e o receio de ultrapassar limites, mas vai além, ao tratar de pessoas, independentemente de suas origens.

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A Sereia - Kiera Cass

Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração. (Skoob)
Cass, Kiera. A Sereia. Seguinte, 2016. 328 p.


Depois de ler A seleção, Kiera mais uma vez me deixou encantada. Com um romance tão doce e delicado, que me surpreendeu em cada página e ganhou meu coração.

Em A Sereia, conhecemos a história de Kahlen, uma jovem de apenas 19 anos, mas que vive como sereia por 80 anos. Sua vida mudou quando num acidente de navio, perdeu seus pais e irmãos, mas como seu desejo de viver e realizar seus sonhos era tão grande, foi poupada pela água e se viu obrigada a servi-la por um período de 100 anos. Mas isso não foi um problema para a garota, pois sua conexão com a àgua era muito forte, eram como mãe e filha.

A àgua nesta história possui "vida", ela fala com as sereias, e como um ser vivo, precisa se alimentar, de pessoas. Tudo isso para se manter viva e continuar existindo, para que a maioria não sofra sem ela, alguns tem que morrer e a função das sereias é cantar e encantar as pessoas que estão em navios, para que ela se alimente.

Kahlen não está sozinha, a água sempre recruta mais de uma moça. A relação entre as sereias é tão forte, que elas se consideram irmãs e sofrem quando o tempo de serviço de uma delas acaba. Elas tentam viver uma vida normal e se esquecer das mortes que causam, pelo menos até o próximo navio afundar.

A sereia passou por várias décadas, viu o mundo mudar, mas sempre teve medo de se relacionar, pois sua voz é mortal, então prefere ficar afastada, apenas observando tudo ao redor. Mas então conhece Akinli, um jovem simpático que a trata de uma forma muito especial. A garota não fala, só se comunica através de sinais ou escrita, mas ainda assim o romance entre eles é muito fofo e intenso, o carinho entre eles é muito grande, o amor floresce rápido, mas como pode dar certo, se ela ainda tem 20 anos para servir como sereia?

"E de repente percebi o que me deixava tão desconfortável nas aventuras de Elizabeth. As pessoas que ela atraía ficavam fascinadas com as mesmas coisas que fascinavam todo mundo: nossa pele brilhante, olhos sonhadores e um ar misterioso. Mas esse garoto? Parecia enxergar mais do que isso. Me enxergava não só como uma beleza misteriosa, mas como uma garota que ele queria conhecer."


Este foi o primeiro livro escrito por Kiera, mas ainda assim pude ver o grande potencial da autora, com uma escrita simples e cativante, ela consegue levar o leitor para dentro da história e agradar de uma forma muito bonita.

A forma como a água parece ter vida é bem inusitada, mas torna a história ainda mais rica, ela é como uma mãe, ama as sereias, ama os humanos e não gosta de se alimentar deles, só faz isso por um bem maior. Achei isso tão interessante e diferente, os sentimentos dela são bem claros, ela demonstra que precisa ser amada, mas se sente só e por isso parece ter que forçar as sereias a ficarem com ela.

Kahlen é uma personagem maravilhosa, cheia de sonhos. Ela é tão carinhosa com a água e suas irmãs. Fica muito triste quando tem que cantar, porque não é isso que ela quer, ela quer ser feliz, conhecer seu grande amor, sem ter que matar ninguém. Ela só quer ser normal e mostrar toda essa bondade que possui.

As sereias que estão servindo junto com Kahlen também são incríveis, cada uma com o seu jeito, mas todas com o mesmo amor por suas irmãs. No finalzinho do livro as garotas fizeram uma coisa que aumentou ainda mais minha admiração por cada uma delas. Elas realmente fazem de tudo para ver todas felizes!

Enfim, é um livro leve, com algumas partes emocionantes, criaturas místicas e demonstração de muito amor e amizade. Indico para todos que gostam de romance e querem encher o coração de sentimentos bons.

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Conjuntando #71: Um passeio por Buenos Aires

Quem acompanha o blog no Instagram deve ter visto que estive na Argentina neste feriadão de 7 de setembro. Sei que o objetivo do blog não é falar de viagens, mas eu não resisti de contar um pouquinho para vocês, até porque Buenos Aires tem lugares incríveis para os amantes de leitura e para quem gosta coisas bonitas em geral.

Foi um passeio rápido - já que só estive dois dias completos no país, pois nos dias 7 e 10, de ida e volta, perdi muito tempo naquela organização de aeroporto e check-in e check-out do hotel. De qualquer forma, valeu a pena, e muito.

Buenos Aires é linda, organizada, preparada para o turismo e repleta de atrações em qualquer cantinho da cidade. Em qualquer quadra são vistos prédios de arquitetura incrível - com influências romana, espanhola, francesa, italiana, entre muitas outras -, praças, estátuas, teatros, shows, museus, e por aí vai. Foi difícil escolher o que visitar em tão pouco tempo. Definitivamente a cidade merece mais do que poucos dias.

Praça Intendente Torcuato de Alvear

Uma das primeiras paradas foi El Ateneo Gran Splendid, uma livraria instalada num prédio que já abrigou um teatro de ópera e, mais tarde, um cinema, e que ainda mantém os traços da construção original. Imaginem só, livros em um lugar incrível como esse? Impossível não se apaixonar. Segundo uma pesquisa realizada pelo The Gardian, a livraria é uma das mais importantes do mundo.

Livraria El Ateneo Gran Splendid

Aliás, vocês sabiam que Buenos Aires é a cidade com o maior número de livrarias por habitante do mundo? Descobri isso conversando com um taxista durante a viagem e reparei que é bem comum encontrar livrarias em diversas ruas da cidade. Nem todas são tão bonitas como essa, mas para quem vai apenas pelos livros, talvez a arquitetura não seja tão importante assim.

Puerto Madero - Fragata Libertad

Para quem gosta um pouco de história, Puerto Madero é um dos lugares interessantes a serem visitados. A região era, de fato, um porto, até que sua estrutura obsoleta culminou com sua desativação. O bairro foi reurbanizado e hoje abriga escritórios, residências e restaurantes. Lá está também a Fragata Liberdad, que serve de museu e mostra as histórias de suas navegações.

Jardim Japonês
Para quem gosta de parques e jardins, um local lindo a se visitar é o Jardim Japonês. Construído pela comunidade japonesa em Buenos Aires, tem a estrutura típica do Japão, com lagos, flores e cachoeiras.

Jardim Japonês
Ir a Buenos Aires sem assistir a um show de tango é imperdoável! A cidade está cheia de casas de tango que oferecem shows para todos os gostos.

Piazzolla Tango
Optei por assistir o show no Piazzolla Tango, tanto por apresentar um show bastante tradicional quanto pelo fato de que a casa oferece uma boa vista do palco em qualquer mesa. Todas as casas de tango de Buenos Aires oferecem um jantar antes do show e, em algumas, também aulas de tango.

Basílica Nossa Senhora de Pilar
A cidade é ainda repleta de igrejas cheias de obras de artes - na Basílica Nossa Senhora de Pilar existe até um pequeno museu em seu interior. Apesar de ser um local estranho a ser visitado, vale entrar também no Cemitério da Recoleta, pois cada mausoléu tem sua própria arte.

Cemitério da Recoleta
É incrível também visitar algum museu de Buenos Aires, e falo aqui sobre os grandes museus. Optei por ir no Museu Nacional de Belas Artes, mas existem vários outros, como o Museu de Arte Latino Americana, o Museu de Artes Decorativas, o Museu de Arte Moderna, o Museu Histórico Nacional da Argentina, e muitos outros. É muita arte e cultura concentrada em um só lugar.

Museu Nacional de Belas Artes
Buenos Aires é grande e tem vários bairros cheios de história e cultura, mas é válido visitar cada cantinho da cidade. É preciso muita disposição e energia para caminhar muito - ou dinheiro para andar o tempo todo de táxi -, mas o cansaço vale a pena. Voltei da viagem completamente apaixonada pela cidade e espero poder voltar com mais tempo para aproveitar a cidade.

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Geekerela - Ashley Poston

Sinopse: Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje.
Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas.
Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário.
Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
POSTON, Ashley. Geekerela. Intrínseca, 2017. 384 p.


Quando se fala em fada madrinha, uma abóbora em forma de carruagem e um príncipe encantado, não há dúvidas de que se trata de Cinderela. Mas como seria o conto de fadas se estivéssemos no mundo moderno? Essa é a proposta de Geekerela, de Ashley Poston, que transforma a gata borralheira em uma fã do universo geek, que na verdade não quer ir para o baile, mas para uma convenção em Atlanta para participar de um concurso de cosplay. E o príncipe é a estrela do momento em Hollywood, que está prestes a estrelar a refilmagem de Starfield, série favorita da protagonista. Por mais que essa mistura pareça inusitada, funciona muito bem, e Ashley consegue tornar sua trama adaptada ainda mais interessante que a original.

"[...] - Vai ter um concurso de cosplay daqui a duas semanas na ExcelsiCon, em Atlanta, valendo dois ingressos para a première de Starfield e uma grana e... É uma longa história, mas eu quero muito ganhar. Preciso ganhar. Provavelmente não vou, mas... Sabe, meu pai disse que as coisas só são realmente impossíveis se a gente nem se der ao trabalho de tentar. Então quero arriscar."

Não faz muito tempo que li outra adaptação do conto de fadas, Cinder & Ella, e não consegui deixar de comparar as duas tramas. Isso porque os elementos atualizados dos dois livros são muito semelhantes: o príncipe é o astro de Hollywood, a protagonista é fã de uma série e não está feliz com o ator escolhido para o filme de adaptação e os dois se comunicam por mensagens sem saber quem está do outro lado. De todo modo, as semelhanças não se aprofundam além disso, e o desenvolvimento da história de Ashley Poston se dá de forma bastante diferente daquele livro.

Geekerela intercala os capítulos pela visão de Elle e Darien, sempre em primeira pessoa, e mostra a forma como um vai se tornando importante para o outro, como um porto seguro no meio de tanta agitação. Apesar das aparências, a vida dos dois é repleta de problemas, e eles encontram um no outro suporte, alguém com quem podem ser verdadeiros sem se preocupar, já que, no mundo virtual, estão livres dos problemas que seus nomes carregam. Mesmo que eles sejam absolutamente diferentes para quem vê de fora, suas essências são bastante compatíveis, principalmente no que se trata de ser fã.

"Só consigo me sentir eu mesmo quando... Bem, quando converso com Elle. E isso não faz sentido, porque ela é a única pessoa que não sabe quem eu sou. Como me sentir mais verdadeiro justamente quando estou escondendo minha identidade?"

Essa organização do livro em capítulos intercalados torna a narrativa rápida e leve. Além de poder acompanhar os dois protagonistas por seus próprios pontos de vista, a escrita permite compreendê-los em seu íntimo. A autora conseguiu contruí-los com todas as complexidades da vida adolescente - os anseios e dúvidas, as inseguranças e esperanças de um futuro melhor. Apesar de todas as dificuldades, tanto Elle quanto Darien conseguem manter o bom humor e nos arrancar gargalhadas, mas seus problemas também nos tiram algumas lágrimas durante a leitura.

Fiquei encantada com a forma como a autora manteve todos os pontos principais do conto de fadas, inclusive as reviravoltas da trama, e deixou tudo muito próximo ao conto original, mesmo com a construção de um enredo moderno. Até algumas cenas foram mantidas, com as devidas alterações, claro. Enquanto lia, flagrava-me pensando "ah, é nessa parte que a Cinderela faz isso...". Isso aconteceu diversas vezes e é muito gostoso conseguir identificar a história original em uma releitura.

Geekerela pode até ter uma trama previsível, mas Ashley Poston a tornou algo gostoso de acompanhar, divertido e emocionante e muito romântico. Ademais, a edição da Editora Intrínseca está incrível. As orelhas do livro e as contracapas estão cheias de ilustrações pertinentes ao livro, isso sem falar da própria capa, que, além de linda, tem tudo a ver com o enredo. O livro é todo fofo e, para quem gosta de séries e referências à cultura nerd e pop, é leitura obrigatória.

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Casa das Fúrias - Medeleine Roux

Sinopse: Louisa Ditton não tem para onde ir. Estamos no século XIX. Sozinha e com medo, Louisa acaba de escapar do terrível internato inglês onde repressão e castigos dolorosos eram a principal lição. Assim, quando encontra uma idosa que lhe oferece emprego em uma hospedagem, Louisa acha que finalmente está segura. Logo que chega à Casa Coldthistle, entretanto, a jovem nota algo estranho. O misterioso proprietário do lugar – o sr. Morningside – proporciona a seus hóspedes não um simples lugar para dormir, mas o temido descanso eterno. Numa espécie de tribunal sombrio, o sr. Morningside e a criadagem executam sua justiça obscura àqueles que vivem impunes, e Louisa será obrigada a fazer parte desse grupo de impiedosos justiceiros. Diante disso, a jovem começa a temer pela vida de Lee. Ele não é como os demais hóspedes: carismático e gentil, o rapaz desperta nela o ímpeto de salvá-lo do julgamento iminente. Porém, nessa casa de mentiras e putrefação, como Louisa poderá saber quem carrega a verdade? (Skoob)
ROUX, Mdeleine. Casa das Fúrias. Editora Plataforma21, 2017. 350 p.

Quando li Asylum (resenha, aqui), uma das coisas que me incomodou na leitura, foi a falta de personalidade, talvez de experiência, da autora na construção de seus personagens e na contextualização de sua narrativa. No segundo livro, Scarlets (resenha, aqui), já notei uma melhora significativa em todos os âmbitos.

Em Casa das Fúrias, parece que encontrei uma outra autora, tamanha a diferença de escrita em relação aos outros livros. Não só os personagens são todos bem construídos, interessantes, com um passado, um presente e um futuro que despertam curiosidade, mas também a narrativa é empolgante, criativa, com acontecimentos que surpreendem e provocam sustos, o que é essencial para uma obra de terror.

A narrativa em primeira pessoa, feita por Louise, a personagem principal, conquista já nas primeiras páginas, quando ela descreve sua fuga e sua vida nas ruas do século XIX. Tudo o que se segue, após conhecer a velha estranha e ser convidada para trabalhar na hospedaria, trás uma sensação de novidade. Em um primeiro momento, quando descobrimos os segredos que existem na casa que oferece hospedagem para pessoas terríveis, e onde essas mesmas pessoas encontram seu fim de vida, achamos que Louise está enfrentando demônios sem coração, mas a autora foge do estereótipo e mostra que alguns atos, aparentemente cruéis, podem ter um significado mais nobre e justo.

Isso foi o que mais surpreendeu em Casa das Fúrias. O fato de que o inimigo que pensamos que Louise terá que enfrentar, pode ser um bem diferente daquele que imaginávamos. E algumas das coisas que ela tem contato, realmente metem medo. Isso, sem contar com a descrição de cenas que não economizam no gore, mas sem serem repetitivas ou exageradas. Tudo na obra está na medida certa.

Uma outra coisa que me agradou, foi a atenção da autora aos detalhes, não só dos monstros, mas de todos os personagens e da casa onde eles vivem e trabalham. Vale um destaque para uma das personagens secundárias, que causa uma certa estranheza quando ela é descrita por Louise pela primeira vez, não pela aparência, que é normal, mas por algumas outras informações que o leitor descobre, surpreso, mais para a frente.

Como Casa das Fúrias é o primeiro volume de uma série, algumas coisas ficam pela metade, e outras já antecipam o cenário onde irá se desenrolar o segundo volume, e contra o que Louise terá que lidar. Espero, sinceramente, que a qualidade da história se mantenha. E caso isso se concretize, será uma das melhores séries de terror e fantasia da atualidade.

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A Última Camélia - Sarah Jio

Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
JIO, Sarah. A última Camélia. Editora Novo Conceito, 2017. 320 p.


Desde que li As Violetas de Março, de Sarah Jio, tinha vontade de ler outros livros da autora. A oportunidade surgiu com A Última Camélia, lançado recentemente pela Editora Novo Conceito, e iniciei a leitura logo que pude. O livro traz um enredo que tinha tudo para atrair e cativar o leitor, repleto de mistérios e romance, mas, infeliz, não conseguiu me conquistar.

A obra intercala a narrativa em dois diferentes períodos históricos, pela visão, em primeira pessoa, de duas protagonistas que sofrem com os segredos que precisam guardar. Flora, que na época do início da Segunda Guerra Mundial sai dos Estados Unidos para Londres para ser babá na mansão Livingston, na verdade tem a missão oculta de encontrar uma camélia rara. Addison vive no século XXI e, para fugir de seu passado, busca refúgio, com seu marido, na mesma mansão em que Flora esteve meio século antes. Lá, o destino dessas duas mulheres se cruzam e os segredos do passado e do presente ameaçam vir a tona.

"[...] - Veja só, acabei descobrindo que podemos lutar contra muitas coisas na vida, mas você não escolhe quem amar. Você não pode mudar as escolhas de seu coração. Receio que esse fato seja a grande tragédia da minha vida."

Embora os mistérios das duas tramas sejam de fato instigantes e impulsionem a leitura em um primeiro momento, tive a impressão de que a autora não soube aproveitar o material que tinha em mãos. Isso porque, a partir de determinado ponto da narrativa, as pistas sobre os segredos escondidos naquela propriedade logo ficam escancaradas, e ficou fácil deduzir o que havia acontecido. O problema é que, no enredo, a questão não foi solucionada logo que foi possível, estendendo-se por um tempo desnecessário e irritante, afinal, o leitor já sabia tudo o que havia acontecido, mas os personagens pareciam não ter o mínimo de inteligência para entender o que já havia sido explicado.

Além disso, não consegui me vincular com as protagonistas e esse distanciamento foi bastante prejudicial à leitura. Diferente do que aconteceu com As Violetas de Março, em que eu pude mergulhar no íntimo das personagens e sentir o que sentiam, em A Última Camélia senti como se houvesse um abismo emocional gigante em relação às personagens. Faltou emoção na escrita e achei mais interessante ler sobre o jardim e sobre a casa do que sobre o passado de Flora e Addison ou sobre seus romances. Não sei se isso se deve às expectativas que tinha quanto à leitura do livro, mas foi frustrante, porque sei que Sarah Jio pode fazer muito melhor e não aproveitou todo o potencial que tinha a história.

Uma curiosidade que tive durante a leitura do livro é que, embora não tivesse percebido até então, acredito que Sarah Jio tenha uma paixão imensa por jardins e flores. Nos dois livros que li da autora as flores são ponto central de alguma forma, e é comum que estejam presentes nas capas. Alguém sabe dizer se os outros livros da autora também tratam das flores?

A Última Camélia pode ser uma boa leitura para quem quer conhecer a obra de Sarah Jio, pois conta com um enredo interessante, mistério e romance, mas não é o livro mais emocionante da autora, razão pela qual o melhor é fazer a leitura sem grandes expectativas.


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O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt

Sinopse: Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante. (Skoob)
Hoyt, Elizabeth. O Príncipe Corvo. Trilogia dos Príncipes #1. Editora Record, 2017. 350p.


Que livro divertido! Acho que já mencionei aqui antes, mas não custa nada repetir: eu tenho um fraco por romances de época. Devorei O Príncipe Corvo em apenas um dia de tão leve e despretensiosa que foi a leitura.

Anna é o tipo de mocinha que dá até orgulho de acompanhar a trajetória. Após a morte do marido, ela faz o que pode para administrar as finanças que estão praticamente no vermelho e faz malabarismo com esse dinheiro para alimentar a sogra e a ajudante da casa – que é praticamente uma irmã para ela. Sem ter para onde apelar, Anna decide que precisa arrumar um emprego o mais rápido possível antes que todas comecem a passar fome dentro de casa. O problema é que estamos falando do ano de 1760, época em que mulheres que trabalhavam não eram bem vistas, a não ser como preceptoras ou damas de companhia.

O Conde Edward de Raaf tem status, dinheiro de sobra, empregados leais e uma propriedade que, apesar de precisar de alguns pequenos reparos, é invejável. Quando ainda era uma criança o Conde perdeu toda sua família para a varíola, sendo o único sobrevivente apesar das marcas que a peste deixou por toda a sua pele. Com um temperamento autoritário e muitas vezes explosivo, apenas Anna é capaz de ser a secretária perfeita para trabalhar com o Conde sem perder as estribeiras. Trabalhando lado a lado todos os dias, os dois logo estabelecem um ritmo de convivência extremamente agradável e o clima de romance paira o mais rápido possível no ar.

A narrativa alterna entre os dois personagens principais, o que nos deixa por dentro dos pensamentos mais secretos de ambos nos momentos certos. Fiquei encantada em como Anna era uma mulher a frente do próprio tempo. Por ter vivido uma vida muito certinha e ter sido oprimida pelo falecido marido no passado, ela entendeu que precisava ser dona da própria vida e não aceitar o julgamento precipitado da sociedade. É muito interessante ver como ela se revolta com as facilidades e liberdades que os homens têm direito, enquanto as mulheres praticamente precisavam se esconder e serem recatadas para serem dignas de alguma dignidade. 

A autora soube dar o tom cômico certo aos momentos de discussão entre Anna e o Conde. Apesar de serem temas muito importantes, há uma dosagem certeira entre as críticas feitas à sociedade patriarcal da época, com momentos de puro deleite e descontração. Os vilões da história, sinceramente, nem foram tão importantes assim em minha opinião. O verdadeiro desafio para que esse romance pudesse funcionar foram o temperamento e as opiniões divergentes entre Anna e Edward.

Outra coisa muito interessante é que dentro do livro existe um conto que abre cada capítulo novo, intitulado O Príncipe Corvo. Nós acompanhamos essa leitura através da Anna que encontra esse livro na biblioteca do Conde. Achei muito criativo e divertido da parte da autora, já que uma história estava em sua essência interligada com a outra.

O Princípe Corvo faz parte de uma trilogia e eu mal posso esperar para ler os próximos dois livros!

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Novidades #178: Lançamentos Editoras Parceiras

Depois de uma enxurrada de lançamentos em agosto, voltados para a Bienal do Livro, estava enganado quem pensava que setembro não poderia trazer outras novidades. As Editoras já começaram a anunciar as novidades para o mês e, mesmo que estejam em menor quantidade em alguns casos, tem muita coisa boa por aí. Confiram:

Editora Sextante e Arqueiro


Editora Intrínseca

 

Novo Conceito




Quais vocês gostariam de ler?

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Rainbow - M. S. Fayes

Sinopse: Rainbow Walker sempre se sentiu diferente das garotas da sua idade. Com um nome peculiar e uma família estranha, ela nunca conseguiu estabelecer vínculos ou manter muitas amizades. Agora, em uma nova cidade, ela terá que se adaptar a uma nova escola e rotina, ao mesmo tempo em que precisa deixar sua introspecção de lado.
Mas Rainbow não está sozinha nessa jornada, já que uma pessoa inesperada entra em seu caminho, fazendo com que ela precise rever todos os velhos preconceitos em relação aos outros, se obrigando a deixar as pessoas entrarem na sua vida.
Reviravoltas, conflitos familiares e toda espécie de desventuras típicas de uma adolescente no Ensino Médio não podem competir com o que ela menos esperava encontrar: o amor e a autodescoberta. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
 FAYES, M. S. Rainbow. Editora Pandorga, 2017. 288p.


Rainbow tem esse nome pois é filha de hippies. Sua irmã Sunshine é totalmente radiante como o nome e seu irmão Thunder Storm é pavio curto como uma tempestade de trovão. Rainbow é a única cujo nome não a representa em nada, já que ela chega a dizer que se sente cinza, não arco-íris. 

Apesar do nome M.S Fayes, a autora é brasileira e ele é apenas um pseudônimo. Dito isso, eu achei que a descrição dela de uma história americana foi bem convincente. Eu até fui traduzindo pro inglês e fazia sentido na língua, ela colocou significados mais adequados do que o que as pessoas costumam achar que é, e expressões que funcionam tanto em português quanto em inglês. Só teve uma palavra que eu não consigo imaginar as pessoas usando, muito menos naquela quantidade, em nenhuma das línguas, mas após ler nos Agradecimentos que o personagem foi inspirado num sobrinho dela, acho que pode ser dele que vem isso. Falando na linguagem, o livro tem bastante palavrões, então fica o aviso para quem se incomoda.

O livro traz um tema interessante bem subliminar de não julgar as pessoas pela capa. A própria Rainbow comenta isso sobre o protagonista masculino da história, mas eu também vi na amiga que ela faz, que eu achei estranho ver que ela gostava de fofoca.

Eu adorei o desenvolvimento da protagonista.  Eu posso dizer que me identifico com ela, ela é bem o clichê de um leitor, que prefere ler do que falar com as pessoas, etc. A autora fez algo muito raro, que é o interesse amoroso ajudar a pessoa a mudar, mas ela mudar por si mesma, e não por ele. E não fisicamente, internamente. Além disso, eles são fofos, divertidos, se apoiam em tudo. Aqui tem sim algumas briguinhas bobas, como se vê no gênero, um clichê, mais de New Adult e erótico que de Jovem Adulto (com relação a experiência do mocinho e da mocinha, porém aqui a M. S., mais uma vez, mostra algo bem mais saudável), e uns acontecimentos meio exagerados para entrar entre eles, mas no final eu sei que continuei gostando do casal.

Quando você pensa que o livro vai focar totalmente em romance, ele te surpreende demais e coloca um drama familiar difícil e real (não que seja comum), e aí a Rainbow tem que lidar com todos os problemas internos, os novos problemas, e o mesmo para o namorado dela, que ajuda demais nessa fase. E por falar em família, a relação dela com os irmãos é ótima, bem divertida.

Rainbow tinha tudo para eu gostar só pela sinopse. Eu pedi ele de parceria só com isso e a capa. Se ele fosse totalmente fútil ou um mar dos piores clichês, usados das piores formas, eu provavelmente ainda gostaria dele. Com tudo que ele me deu então, podem acreditar que eu amei.

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Leituras do Mês - Agosto


Agosto demorou a acabar, mas minhas leituras não renderam tanto quanto eu esperava. Uma pena, mas já comecei a recuperar isso agora em setembro, que mal começou e eu já devorei dois livros. Mas eles são assuntos para o próximo Leituras do Mês.

Em agosto, li apenas quatro livros. Alguns foram muito bons, outros foram uma decepção.

Comecei o mês com A Traidora do Trono, sequência de A Rebelde do Deserto. Recebi esse segundo livro da Companhia das Letras para resenhar no blog Roendo Livros. A resenha já foi ao ar por lá, mas logo que abrir um espacinho no cronograma aqui do blog, devo publicar também.

Logo depois emendei um romance, com altas expectativas para a leitura, afinal, era da Sarah Jio. A Última Camélia, recebido em parceria com a Editora Novo Conceito, foi uma das decepções do mês, mas conto tudo na resenha do livro, que vai ao ar no sábado.

Cinder & Ella, da Editora Pandorga, foi a leitura mais fofa do mês. Terminei o livro completamente encantada, principalmente pelas belas mensagens que a trama traz, e tenho certeza de que quem gosta de bons contos de fada gostarão tanto quanto eu. A resenha pode ser lida aqui.

O livro que finalizou o mês foi Piano Vermelho, recebido em parceria com a Editora Intrínseca. Eu me senti bastante dividida entre achar o livro incrível e uma verdadeira decepção, porque Josh Malerman tinha um ótimo enredo em mãos, uma narrativa que prendia, mas parece que optou pela forma fácil de finalizar a obra. Contei tudo sobre isso na resenha do livro, e acho que ele pecou muito por não trazer respostas para as perguntas que ele mesmo criou.

Mas as resenhas publicadas por aqui foram muitas! Além das que eu já comentei, o Carlos resenhou O Segredo do Colecionador, Five Nights at Freddys: Olhos prateados, Jackaby e A Cabana. A Marlene também comentou A Rainha de Tearling, Meus dias com você e Provence. As resenhas da Ana foram A Rosa e a Adaga e Tudo o que nunca contei e a Marcelle discorreu sobre A Poção Secreta. Também teve resenha de Um menino em um milhão, escrita pela Débora, Mais do que isso, da Thuanne, e O torcicologologista, Excelência e O Último Adeus, as duas últimas da Alessandra. Conteúdo não faltou, não é mesmo?

Sobre quais livros vocês mais gostaram de ler? Quais gostariam de ter na estante?

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Belas Maldições - Neil Gaiman e Terry Pratchett

Sinopse: Um descendente direto de O Guia do Mochileiro das Galáxias escrito por dois dos maiores autores britânicos de fantasia O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando. (Skoob)
GAIMAN, Neil e PRATCHETT, Terry. Belas Maldições. Editora Bertrand, 2017. 350 p.

Belas Maldições é uma reedição, a décima quarta, de um grande sucesso de Gaiman, desta vez em parceria com Pratchett. Como o livro foi escrito em 1990, ele foi revisto pelos autores e teve alguns detalhes atualizados para os dias de hoje.

A história do demônio Crowley, a serpente que convenceu Adão a morder a maçã, e do anjo celestial Aziraphale, o encarregado dos portões do paraíso, que convivem pacificamente e tentam impedir o fim do mundo por interesses próprios, é recheada de referências, sarcasmo, indiretas, bizarrices, piadas, entre outras muitas coisas, que tornam a leitura uma tarefa prazerosa, mas cansativa.

Cansativa, porque existem muitos personagens, a maioria deles com indicações dúbias de quem são, ou o que fazem, conversas de duplo sentido, referências que se misturam entre a ficção e a realidade, muitos nomes estranhos, etc., obrigando o leitor a uma atenção maior no que está lendo.

Prazerosa pelos mesmos motivos. É impossível não rir e se espantar exatamente com tudo o que está no parágrafo acima. É divertido procurar no texto o que os autores realmente querem dizer, quem realmente são os personagens e o que realmente irá acontecer.

Neil Gaiman e Terry Pratchett nunca disseram quanto cada um escreveu da obra, existem relados diferentes deles mesmos, dependendo da época e dependendo de quem pergunta. O que é igual nas respostas, é que eles trocaram muitas ideias por telefone, criando, aos poucos, todas as sequências da narrativa. Isso, de certa forma, explica um pouco o quanto ela é confusa em certos momentos, e o quanto alguns diálogos acabam se tornando desnecessários para a trama. O que fica parecendo é que os autores estavam se divertindo, fazendo os personagens trocarem ideias que eles mesmo tinham, mas sem ser conclusivo para a história.

Apesar de todo humor negro existente em Belas Maldições, a mensagem final que o livro entrega, independente da religião do leitor, uma vez que os personagens são todos da Bíblia, é universal. O que os autores passam é que uma pessoa não nasce má, ela se torna má, devido a diversos fatores, como sua educação, sua família, seus amigos, o que acontece de ruim com ela, enfim, devido a todas as influências negativas que recaem sobre ela durante a vida. Mesmo o anticristo, alguém que deveria ser o inferno encarnado, como foi criado acidentalmente por uma família de boa índole, se tornou alguém bom. Até seu cachorro, que é uma cria demoníaca, torna-se um animal dócil que conquista o leitor.

Belas Maldições, apesar de possuir vários trechos confusos e cansativos, é uma leitura ímpar, diferente e inspirada, uma crítica sobre nossa sociedade, nossa religião, nossos costumes, nossos preconceitos, nossas esperanças e sobre o quanto somos facilmente influenciáveis.

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Piano Vermelho - Josh Malerman

Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
MALERMAN, Josh. Piano Vermelho. Intrínseca, 2017. 320 p.


Depois de brincar com o sentido da visão em Caixa de Pássaros, Josh Malerman decidiu ousar outra vez e desafiar a audição em Piano Vermelho. Na trama, o protagonista e seus amigos são chamados a uma operação militar para buscarem, no deserto do Namibe, a origem de um som que afeta todo o organismo humano e é capaz de desativar as mais poderosas armas, mas cuja fonte ainda não pode ser identificada. Philip Tonka é o único encontrado depois da missão, com todos os ossos do corpo quebrados, e levado para tratamento em um hospital militar.

Preciso dizer desde logo que, apesar de já ter finalizado a leitura do livro há alguns dias, ainda não sei exatamente o que sinto a respeito dele. A história criada por Josh Malerman tem pontos muito positivos e outros muito negativos e, a depender do quanto o leitor é exigente, o livro pode ser classificado como incrível ou como extremamente frustrante. Ainda estou em um ponto conflitante entre essas duas posições.

O autor tem uma escrita ágil e objetiva, o que dá ao livro um bom ritmo, especialmente porque o texto se desdobra de uma forma instigante e repleta de mistérios a serem resolvidos. Os capítulos são bastante curtos, o que dinamiza a leitura, e intercalam os acontecimentos do passado - quando os personagens buscavam a origem do som - e do presente - com Philip em tratamento para todos os traumas físicos que sofreu. Em cada momento da história, há pontos de conflito a serem desvendados. O que, afinal, causaria um som tão perturbador? Que droga faria Philip se recuperar tão rápido? Qual a participação de Dr. Sandz nisso e por que ele tem tanto interesse na recuperação do paciente? Tanto o passado quanto o presente colocam inúmeras perguntas ao leitor e impulsionam a curiosidade para conhecer logo o desfecho do livro.

"À medida que seu corpo se restabelece, remendando a si mesmo, temporariamente ou não, Philip se espanta com sua nova identidade, seu novo eu amedrontado, se dá conta de que o hospital tem segredos, e que ele também precisa ter os seus."

No entanto, o livro promete mais do que cumpre. Apesar de instigar inúmeros questionamentos e deixar o leitor curioso quando a eles, a obra não traz respostas para a maior parte das perguntas. O autor inseriu detalhes e dados que parecem querer levar a algum lugar, mas que, no final, parecem que estavam ali por mero acaso. É frustrante querer entender algo que o autor não se esforça para explicar, já que ele quis deixar à interpretação do leitor quase tudo na trama. As respostas que o livro traz são muito mais filosóficas do que factuais, o que dá a impressão de que os personagens faziam apenas suposições, tanto quanto o próprio leitor.

E só resta mesmo ao leitor supor as respostas que espera. Para alguns, o fato de poder criar suas próprias teorias e chegar a uma conclusão única pode ser o que tornará o livro encantador, mas para mim não funcionou. Destaco que, ainda que Caixa de Pássaros também tivesse um final um pouco aberto, algumas explicações estavam lá, e ao leitor só caberia concluir o restante. Foi diferente com Piano Vermelho porque senti que não existe explicação alguma, apenas inúmeros mistérios com os quais o leitor deve lidar à sua própria maneira. Por isso, embora o livro ofereça uma leitura agradável e instigante, perdeu-se em algum ponto, já que inseriu mistérios demais de modo que se tornou difícil dominá-los.

Ainda que o conteúdo do livro não tenha sido bem o que eu esperava, vale destaque para a edição incrível feita pela Editora Intrínseca, com uma textura áspera na capa e o início de cada capítulo em folhas pretas, junto a uma pequena estampa de medições sonoras, bastante ilustrativa para a trama.

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Top Comentarista - Setembro


Novo mês, novo Top Comentarista!

As regras da Promoção são semelhantes às dos meses anteriores, o ganhador escolherá o livro que irá receber dentre as opções disponíveis na lista. Tentei trazer opções bem diversificadas, espero que vocês gostem.

Para se inscrever é preciso:
  • Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
  • Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
  • Preencher o formulário abaixo.
  • Comentar em todos os posts publicados no mês de setembro, exceto os de lançamentos de novas promoções.

Serão cinco títulos disponíveis:
1. À Sua Espera
2. Uma canção de ninar
3. Enquanto a chuva caía
4. A última camélia
5. Ache Momo

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de setembro se feitos até o dia 1º de outubro. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O participante deve fazer comentários válidos, que demonstrem que a postagem foi lida. Não adianta dizer que está curioso para conhecer a história, isso não é suficiente, e o participante será desclassificado.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o livro que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por e-mail, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 60 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • O Conjunto da Obra não se responsabiliza por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e o livros não será enviado novamente;
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.

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Boa sorte!

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