Nova Ordem - Chris Weitz


Sinopse: Jefferson, Donna e seus amigos descobriram que os adolescentes não são os únicos que sobreviveram ao vírus e, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam. Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.(Skoob)
WEITZ, Chris. Nova Ordem. Editora Seguinte, 2015. 266 p.

Uma das melhores leituras que tive em 2015, foi de Mundo Novo. É uma distopia criativa, com personagens cativantes, ação incessante e um final que deixa o leitor apreensivo. Por isso, estava ansioso para sua continuação, Nova Ordem. Tenho ela na minha estante há bastante tempo, mas não lia por apenas um motivo: queria saborear a nova aventura e tinha receio de não ser tão boa quanto a primeira.

E realmente não é. Infelizmente.

A narrativa permanece igual, com capítulos alternados entre os dois personagens principais, Jefferson e Donna, e mais um ou outro de algum personagem secundário. Após os eventos do primeiro livro, todos são levados para um porta-aviões americano, onde algumas das perguntas sobre o que aconteceu com o mundo são respondidas. Mas quando eles pensam que as coisas podem melhorar, logo descobrem que não é bem assim.

Então, a turma é dividida: Jefferson e os outros voltam para Nova York em busca de uma forma de entregar a cura para os jovens, além da busca de um determinado artefato; e Donna é enviada para Londres.

Assim, o leitor acompanha o que ocorre nesses dois lugares, mas a parte de Jefferson é uma repetição de muita coisa do primeiro livro. Não apenas pelo reencontro com os mesmos personagens, mas de situações mesmo, inclusive a volta de alguém que não é muito bem explicado o motivo de ter voltado.

Já a parte de Donna é o que salva o livro. Ela se envolve em uma trama misteriosa, recheada de traições e malícia, e está sozinha. Assim, acompanhamos apreensivos a forma como ela poderá enfrentar cada uma das situações que aparecem, e como ela poderá se livrar delas, praticamente sem ajuda de ninguém. E mais, como ela fará para reencontra Jefferson e os outros amigos.

Mesmo assim, essa parte interessante de Donna, não é suficiente para salvar uma história que começou de forma esplêndida. A sensação que fica, é que o autor está enrolando para conseguir chegar no terceiro livro. E é um fato de que o livro do meio de uma trilogia, bem como um filme, é o mais complicado de ser feito, porque ele precisa reunir as informações necessárias para completar o primeiro e iniciar o terceiro.

Felizmente, esse terceiro já está nas minhas mãos e já comecei a leitura. Em breve, resenha do fechamento dessa trilogia!

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Promoção: Dia dos Pais Literário

Oi, gente!!!

hoje começamos mais uma promoção em conjunto com os nossos blog amigos para dar aos nossos seguidores livros de presente no Dia dos Pais. 

Ah, mas você não é pai??? Tudo bem, não esquenta! Isso é só um pretexto porque a gente gosta mesmo é de ver os nossos seguidores felizes!!!

Regras:
- Você deve seguir todas as opções obrigatórias que tem no formulário. Depois que segui-las, abrirá as opcionais. Quem não cumprir qualquer das regras obrigatórias do kit será desclassificado;
- O ganhador de cada kit deverá responder o e-mail com seus dados no prazo de 48 horas. Caso não responda, o kit será sorteado novamente e um novo ganhador gerado;
- Os blogs terão até 30 dias úteis para o envio dos prêmios, não se responsabilizando por extravios ou danos de responsabilidade dos Correios;
- Caso o livro retorne, pois não teve quem o recebesse no endereço enviado, não será feito o reenvio;
- A promoção começa hoje, 23/09, e encerra no dia 20/08.
- Residir em território nacional.
- Onde se diz "Visitar esta página", é necessário curtir a mesma.
- O resultado será divulgado em até 10 dias após o fim do sorteio.
- Somente um ganhador levará o Kit pra casa.
- Não será aceita a participação de perfis fakes ou exclusivos para promoções, o mesmo será desclassificado caso insista em participar.
- Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita.



Papeando Livros - A proposta
Blog Tamires de Carvalho - Livro e Dvd Como eu era antes de você
O Maravilhoso Mundo da Leitura - Bela maldade
Conversa de Livro - O perfume da folha de chá
Peregrinos da Noite - marcadores



Tô Pensando em Ler - De novo, dois segundos para o amor
Conjunto da Obra - A descoberta da Currywurst
Psiu, vem ler - O homem de São Petersburgo
Feed Your Head - Star Wars - A origem e a lenda de Obi-Wan Kenobi
Gettub - Milagre Obscuro



Conduta Literária - Enfeitiçadas
Meu Vício em Livros - O sol também é uma estrela
Da Imaginação à Escrita - Quem, eu?
Histórias Sem Fim - Três Vezes Nós
Cinco das Artes - A luz através da janela


Ler Para Divertir - Nós para sempre
Livro Lab - Sempre haverá você
Ensaios de uma leitura - Em busca de um final feliz
Uma Conversa Sobre Livros - Paixão ao Entardecer
O Literário - Aprendendo a confiar


Minha Velha Estante - A entregadora de cartas
Gata Leitora - Frida
Pilha flutuante - Boa noite
Eu Pratico Livroterapia - Imperfeitos
Vida e Letras - Lennon

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Até que a culpa nos separe - Liane Moriarty

Sinopse: Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes.
Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas - não daquele dia, mas da vida inteira.
Em Até Que a Culpa Nos Separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
MORIARTY, Liane. Até que a culpa nos separe. Editora Intrínseca, 2017. 464 p.


Graças à parceria do blog com a Editora Intrínseca, tive oportunidade de ler todos os livros de Liane Moriarty logo que eles foram publicados aqui no Brasil e tanto O segredo do meu marido quanto Pequenas Grandes Mentiras foram leituras que me envolveram e me surpreenderam, cada uma a seu modo. Quando soube do lançamento de Até que a culpa nos separe, fiquei ansiosa para conhecer essa nova história, que mantém a qualidade dos demais livros, com um pequeno porém: tenho a sensação de que, desta vez, ela foi boazinha demais.

Até que a culpa nos separe conta a história de três casais - Erika e Oliver, Clementine e Sam e Vid e Tiffany - que vêem suas vidas mudarem em uma tarde comum num churrasco na casa de Vid. Como nas outras obras da autora, sua narrativa intercala o passado e o presente para contar o que aconteceu, sem dar detalhes sobre qual o foi o incidente que fez tudo mudar e para o qual cada personagem carrega sua própria culpa.

Para descobrir, é preciso acompanhar a vida desses casais antes e depois daquele dia, ver tudo o que levou àquele momento e saber as consequências dele antes mesmo de saber o que de fato ocorreu. Essa construção prende o leitor e aguça a curiosidade, afinal, o que teria acontecido? É a ansiedade por saber mais que leva a leitura ao ápice e é angustiante demais não saber. Tive diversos palpites segundo as pistas deixadas no texto, mas nenhum se concretizou.

Embora o enredo de Até que a culpa nos separe seja bom como os demais livros da autora, devo admitir que estava esperando algo bem impactante para o mistério da trama, o que não aconteceu. O problema, para mim, foi que, depois de passado o susto inicial, minha reação foi de desapontamento e meu principal pensamento foi algo como "foi só isso?". Não que a situação não tenha sido grave ou que o comportamento dos personagens não se justificasse, mas eu senti como se tivesse sido enganada, com muito drama se, no fim, tudo ficou bem.

Esse pequeno contratempo às minhas expectativas de leitura não torna o livro menos atraente, mesmo porque os aspectos mais interessantes dos textos de Liane Moriarty são as estruturações psicológicas dos personagens. Percebi que a autora tem um padrão de narrar sempre por três perspectivas e, nesse livro, seu enfoque foi sobre os três casais.

É possível visualizar os personagens a partir de dois panoramas diferentes, o social e o individual. Embora todos eles se mostrem extremamente sociáveis, como se cumprissem seu papel e agissem corretamente uns com os outros, há sempre a análise intrínseca dos personagens, seus pensamentos mais íntimos, sejam eles socialmente aceitáveis ou não. E Liane não nos poupa de conhecer os pensamentos mais cruéis e egoístas dos personagens que criou, mas mostra que eles não se resumem a isso, o que os torna mais humanos, com todas as suas qualidades e defeitos.

A construção dos personagens vai ainda além disso: a narrativa chega ao âmago de cada um, às origens de seus piores problemas, ao trazer a tona lembranças desde a infância que justificam aquilo que eles se tornaram. Por isso, apesar de não serem pessoas admiráveis, é bem fácil sentir empatia por todos eles.

Em minha opinião, Até que a culpa nos separe não é o melhor livro de Liane Moriarty, porque faltou aquele impacto presente em seus outros livros. Mas com certeza é tem uma boa história, com todas as características principais de suas obras e que pode ser um ótimo livro para quem quer conhecer ou para quem, como eu, só queria mesmo matar as saudades das tramas da autora.


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Uma longa jornada para casa - Saroo Brierley

Sinopse: A história que deu origem ao filme Lion: uma jornada para casa, com Dev Patel. Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e, ainda que se sinta extremamente agradecido pela nova oportunidade que os Brierleys lhe proporcionaram, Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa, e investiga nas imagens de satélite os marcos que poderia reconhecer do pouco que se lembra de sua cidade. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo. (Skoob)
BRIERLEY, Saroo. Uma Longa Jornada Para Casa. Editora Record, 2017. 229 p.


Em Uma longa jornada para casa, conhecemos a história de Saroo Brierley, que se perdeu do irmão mais velho em uma estação de trem na Índia quando tinha apenas cinco anos. Ao entrar em um trem para procurar o irmão, acaba pegando no sono e parando em um lugar totalmente desconhecido. Sem saber sua cidade de origem e muito menos o seu nome completo, Saroo passou semanas sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para um orfanato, onde encontrou uma nova família. 

O livro que deu origem ao filme Lion: Uma jornada para casa é autobiográfico, e Saroo nos conta tudo o que lembra desde o dia em que se perdeu até o dia que conseguiu se reencontrar com sua família biológica, passando por várias dificuldades e períodos de adaptação até se tornar quem é hoje. A todo momento pensava como era comum (não sei se continua assim) as crianças na Índia saírem sozinhas, sem nem avisar aos pais. Chegavam ficar uma semana inteira sem voltar para casa e isso era visto como normal. Tanto que, ao reencontrar sua mãe biológica, Saroo conta que ela começou a se preocupar com o sumiço dos filhos — o irmão mais velho de Saroo também não voltou para casa — só uma semana depois.

"O que tinha acontecido comigo era extraordinário e poderia oferecer esperança a pessoas que desejavam encontrar sua família perdida, mas que achavam isso impossível. Talvez até mesmo pessoas em situações diferentes pudessem encontrar inspiração na minha experiência de agarrar oportunidades, por mais temerosas que parecessem, e nunca desistir."

Minha experiência ao ler a história de Saroo foi tão incrível que não consigo explicar. Eu não conseguia acreditar que uma criança tão nova tinha parado a mais de 1200 quilômetros de casa e não acreditava mais ainda que fosse possível achar a cidade natal, 25 anos depois, com a ajuda de um aplicativo tão conhecido por nós, o Google Earth. Foi tudo muito emocionante, principalmente as partes que Saroo contava sua vida na Índia. Gente, eu não consigo aceitar a verdade, tendo em vista a minha criação e a minha vida, que é normal sentir fome o tempo todo no país mais populoso do mundo. A banalização da miséria foi uma coisa que me chocou bastante.

Fiquei feliz por Saroo Brierley ter se tornado um homem digno, por ter sido adotado por uma família tão amorosa e afável. Admiro muito a força de vontade que ele teve para tentar reencontrar sua família biológica — mesmo amando muito seus pais de criação —, principalmente porque, se fosse eu, teria desistido na primeira decepção. O mais incrível de tudo é que Saroo narra tudo de forma muito leve e despretensiosa, tanto que, apesar de ser uma história triste, dá pra ler em uma sentada só. 

Tive uma surpresa muito agradável ao ver que a edição traz fotos nas páginas finais e isso enriqueceu muito a leitura. Além disso, Saroo, ao falar mais sobre sua cultura — que sinceramente desconhecia a maior parte —, acabou introduzindo os leitores num mundo totalmente diferente. Uma longa jornada para casa fala sobre superação, persistência mas, principalmente, sobre esperança.

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Sempre Haverá Você - Heather Butler

Sinopse: A mãe do George e do Theo é genial. Ela conta histórias incríveis, acena mais rápido do que qualquer pessoa do planeta e, o mais importante, foi ela que sugeriu que eles adotassem um cachorro porcalhão chamado Goffo. Os meninos acham que ela é invencível. Mas eles estão errados. Porque a mamãe está doente. E cabe ao George e ao Theo fazer a mamãe continuar sorrindo. O que, muito provavelmente, vai envolver galochas, tortas de carne e a participação do Goffo no Concurso de Talento Animal... Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo. Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele? (Skoob)


Livro recebido em parceria com a Editora
Butler, Heather. Sempre Haverá Você. Novo Conceito, 2017. 256p.


Que história mais linda! 

Sempre Haverá Você é um livro contado de forma tão ingênua e cativante. Todo receio que eu tive ao me dar conta de que o narrador principal era um menino de 11 anos desapareceu completamente conforme eu avançava pelas páginas nessa leitura incrível e deliciosa de se acompanhar.

George é extremamente inteligente para a pouca idade que tem. Seu passatempo favorito é um jogo no qual ele e a mãe aprendem palavras novas, um jogo só deles e de mais ninguém. Seu pai, apesar de trabalhar muito e viajar constantemente, está sempre presente nos momentos mais importantes com a família. Seu irmão mais novo, Theo, é super esperto e praticamente vive no próprio mundo onde nada de mau acontece com ninguém. E pra fechar essa família linda, ainda tem o integrante mais barulhento e atrevido da casa: Goffo, um cachorro que vive pra cima e pra baixo aprontando todas com os meninos.

Acompanhar pelos olhos de uma criança o quanto uma doença grave pode afetar um dos pais, que até então eram completamente invencíveis para ele, é de partir o coração. Conforme a doença da mãe vai avançado, George se vê cada vez mais perdido no meio de rotinas quebradas, um pai cabisbaixo, parentes que antes só apareciam em datas comemorativas passando a frequentar a casa o tempo todo para “ajudar na recuperação da mamãe”. Ver o medo, a insegurança e o desespero de não saber muito bem o que está acontecendo com a mãe só aumentavam a minha vontade de abraçar o George e dizer que tudo ia ficar bem.

"Eles me fazem sentir como se todas as outras pessoas estivessem se divertindo. 
E sorrindo.
E eu não quero me juntar a elas.
Porque eu só consigo pensar na mamãe.
E no que vai acontecer."

Ainda assim, em meio a tanta dor e tristeza, somos presenteados com momentos delicados e inevitáveis como a entrada para a adolescência de George, a descoberta do sexo oposto e, princialmente, a maturidade que ele aos poucos vai desenvolvendo para aprender a conviver com mais responsabilidade ao lado do irmão mais novo, para enfrentar o valentão da escola e para mostrar a mãe que continua fazendo as escolhas certas em meio a tantas mudanças radicais em sua vida.

Sempre Haverá Você nos apresenta a família do George: uma família comum passando por um momento delicado. Nos ensina o quanto os laços entre parentes, animais de estimação, bons vizinhos, amigos e professores podem fazer situações aparentemente tão trágicas tomarem um rumo menos doloroso e suportável. Nos faz aprender junto com um menininho de onze anos que fazer alguma coisa junto com alguém é mais divertido do que fazer sozinho.

Acredito que todo mundo tenha uma coisa ou outra para aprender junto com o George. Fica aí a dica dessa leitura encantadora!

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Conjunto de Séries #14: Sherlock


Depois que terminei de assistir todos os episódios de Elementary disponíveis na Netflix, fiquei um pouco órfã das excentricidades de Sherlock Holmes e decidi testar outra série que retrata o detetive na época contemporânea: Sherlock. Diferente da versão americana, a série britânica não inova tanto e mantém a essência dos principais personagens e os detalhes da versão original, quase com ares de clássico, ousando mesmo apenas na questão do tempo em que se passa a trama.

Sherlock conta atualmente com quatro temporadas e ainda existem dúvidas se serão apenas essas ou se outras poderão vir. Ainda que seja o fim do seriado, tenho certeza que os fãs do detetive se encantarão com suas aventuras e que vale sim a pena assistir.

Dividida em poucos episódios de longa duração - geralmente três episódios por temporada de mais de 1 hora cada -, cada caso parece ser um filme, com uma riqueza de detalhes e repleto de genialidade como só Sherlock seria capaz de proporcionar.


As imagens geradas nessa série são mais sombrias, talvez para enaltecer as características climáticas de Londres e do próprio Sherlock, que parece ainda mais misterioso e cheio de segredos. O personagem interpretado por Benedict Cumberbatch mantém todos as manias e loucuras de Sherlock, o que encanta ainda mais os fãs da obra de Arthur Conan Doyle.

Também é interessante analisar que alguns episódios foram inspirados nos livros do autor e adaptados na série. Episódios como Um Estudo em Rosa e O cão dos Baskervilles são o melhor exemplo disso, nitidamente inspirados nos livros de títulos semelhantes.

E é claro, Sherlock aqui continua a resolver os casos mais difíceis de uma forma completamente inesperada, garantindo as reviravoltas e as surpresas dos desfechos, sempre interessantes.

Para quem gosta de Sherlock e de séries inusitadas e criativas, a série é mais do que indicada.

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Mundo cão - Matheus Peleteiro

Sinopse: Unindo elementos de literatura marginal com sentimentos altruístas, surge Mundo Cão, que narra, em primeira pessoa, a história de Pedro Contino, um jovem que so­fre desde cedo por conta das peripécias da vida, e, por mais que busque o melhor, vê, em sua sombra, o caos. Morador da favela Roda Vida, Pedro poderia ter traçado qualquer caminho, mas a vida escolheu um em especial. Mesmo em meio à ausência de recursos, é apresentado à literatura por um vizinho mais velho, e, por conta dela, cria uma importante consciência social. Guiado por músicas e livros, ele logo percebe como tudo funciona. Indigna-se e, amargamente, percebe que não tem poder para realizar uma mudança no mundo… (Skoob)
PELETEIRO, Matheus. Mundo Cão. Editora Novo Século, 2015. 168 p.


A escrita de Matheus Peleteiro possui traços únicos que tornam sua identificação clara. Ele utiliza uma narrativa crua, direta, por vezes, até rude, mas sem ser ofensiva. Poderia dizer que é sincera, sem rodeios ou floreios.

Pedro, o personagem principal e narrador, mora em uma favela de Salvador. Rodeado pela violência típica de quem tem por vizinhos traficantes, além de conviver com tiroteios e a constante visita da morte a conhecidos, o rapaz de 18 anos decide escolher seus próprios caminhos. E ele quase consegue, principalmente com a ajuda de Luis, um professor de Sociologia. Mas, apaixonado por Carol, uma garota que mora perto de seu barraco, ele encontra na bebida a coragem necessária para paquerá-la. A partir desse ponto, Pedro começa uma descida vertiginosa de encontro à perdição daquilo que mais desejava.

Os pensamentos de Pedro levam a narrativa de Mundo Cão bem próxima da realidade do que é viver em uma favela. O personagem é machista, preconceituoso, possui uma visão política e religiosa limitada ao que ele sente e a como as pessoas se comportam de forma dogmática à sua volta, mas isso não o transforma em alguém amoral, apenas real.

Por mais que sua mente e seu coração sejam recheados e boa vontade, boas ideias, bondade, quando você vive em um ambiente impregnado de maldade, de precariedade, de falta de qualquer indicação de que o certo pode obter resultados, você acaba se corrompendo, acaba sendo obrigado a se submeter ao meio, ao contrário de transformar esse meio.

Dizem que uma pessoa pode mudar o mundo, mas a realidade é que o mundo muda as pessoas. E um mundo corrompido, corrompe totalmente. É por esse caminho que Pedro acaba seguindo, levando a um final que era esperado, mediante as escolhas que o personagem é obrigado a tomar.

Além da escrita crua, o autor carrega toda a narrativa com várias referências a cantores e obras de outros autores, com o acréscimo de frases de efeito, bem colocadas e com um significado suficiente para se fazer pensar, sem parecer forçado. Isso consegue levar o leitor a e se perguntar se realmente conhece como o mundo funciona, e o quanto cada um de nós representa numa sociedade parcialmente corrupta.

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Promoção: Quando a Bela domou a Fera


Peops, lembra que eu comentei aqui que, por conta dos atrasos dos correios, recebi dois exemplares de Quando a Bela domou a Fera?

Por isso, em parceria com a Editora Arqueiro, vou sortear um desses exemplares para vocês!

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.


a Rafflecopter giveaway
As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 6 de agosto, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O prazo de envio do exemplar é de 40 dias úteis após o recebimento dos dados do vencedor.

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Quando a Bela domou a Fera - Eloisa James

Sinopse: Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
JAMES, Eloisa. Quando a Bela domou a Fera. Editora Arqueiro, 2017. 320 p.


Quem acompanhar o blog sabe que eu tenho um estilo de leitura bem variado - vou da fantasia ao thriler e do romance ao clássico, passando por vários outros gêneros nesse meio, em um mesmo mês. Acredito que cada leitura tem seu momento e, depois de algumas leituras mais densas, resolvi resgatar um romance de época da estante. O escolhido foi Quando a Bela domou a Fera, de Eloisa James, e que escolha mais perfeita! O livro é tão amorzinho e tão gostoso de ler que me fez largar tudo o que eu tinha para fazer para ler.

Na trama, Linnet se vê envolvida em um escândalo - no qual é absolutamente inocente - e precisa de um marido, ou provavelmente não terá outra oportunidade de se casar. Para resolver a situação, seu pai resolve oferecer sua mão ao conde de Merchant, Piers, um nobre tão conhecido por seus dotes médicos quanto pelo temperamento que lhe conferiu o apelido de "a fera".

Claro que a trama de Eloisa James é cheia de clichês, principalmente porque é um romance de época e uma releitura de A Bela e a Fera, então não tem como fugir muito disso. Mas aviso desde já: não se deixem afastar por esse detalhe, pois se gosta de romances, vale a pena apostar nesse, juro! Apesar de um ou outro toque batido de outras histórias de amor, a trama tem um toque único e especial e o que mais gostei logo de cara foi que, apesar de implicarem um com o outro, Linnet e Piers combinam muito e criam uma cumplicidade desde o início.

Nessa brincadeira de concordar em discordar dos personagens, é possível conhecer mais a fundo seus carismas. Linnet é uma mulher extremamente bonita e, apesar de achar que essa é sua característica mais importante, na verdade não vê o poder que tem. Ela não se resume à beleza, já que tem um senso de humor cativante e um conhecimento que confere força às suas palavras, afinal, é uma leitora voraz. O engraçado é que todos os seus genes de família não surtem qualquer efeito em Piers, que se encanta, na verdade, por sua audácia.

Piers, por sua vez, é totalmente fora dos padrões de sua época e fica longe do socialmente aceitável. Trata-se de um médico muito eficiente, mas dotado de humor negro e pouca compaixão, características que ficam acentuadas pela dor causada por um problema antigo na perna. Não tem filtros ao expor o que pensa e sua sinceridade quase dói. Mas isso não assusta Linnet, na verdade a atrai, já que é a primeira vez que um homem fala tudo o que pensa de verdade.

Eu simplesmente adorei a forma como personagens aparentemente tão diferentes puderam se mostrar tão iguais - ela escondia seu lado negro por trás do ar adorável, enquanto ele escancarava seus defeitos em sua insensibilidade. Ver as mudanças que um provocou no outro, o modo como o encontro entre eles fazia submergir a verdadeira essência de cada um, foi tocante. E muito, muito divertido. As cenas entre Linnet e Piers resultavam em diálogos ácidos, inteligentes e sem joguinhos, que inevitavelmente levavam a boas gargalhadas.

A narrativa de Eloisa James não é só romântica, mas tem um quê de picante, e não me refiro aqui apenas às cenas de amor entre os personagens. Seu texto tem intensidade, envolve o leitor, revira o íntimo dos protagonistas e nos conecta aos sentimentos deles. É apaixonante, definitivamente.

Li algumas resenhas que comentavam que Piers foi baseado no personagem do Dr. House. Não posso dizer que é verdade porque não assisto à série, mas talvez seja mais um motivo para ler o livro, não?

Quando a Bela domou a Fera é uma leitura que faz esquecer as responsabilidades e os compromissos, pois tudo que se quer é mergulhar nessa história de amor intensa e apaixonante.

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Novidades #174: Editoras Parceiras em Julho - Parte I

Oi pessoal, tudo bem por aí?

Julho já está quase na metade e são tantas novidades no mercado literário, que ficou até difícil eu me organizar para mostrar tudo o que eu queria nas postagens. Mas hoje é dia de mostrar os lançamentos de algumas das Editoras parceiras no mês e, olha, tem muita coisa boa, viu?

Quem tiver interesse em ler as sinopses, basta clicar nas capas:

Editora Arqueiro


Editora Intrínseca


Ler Editorial




E aí, quais vocês gostariam de ler?

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Love is in The Air - Catarina Muniz, Eva Zooks, Paola Scott e Tamires Barcellos

Sinopse: Ah, o Amor! As dificuldades, os calafrios, os encontros inesperados, os pensamentos loucos...
Nos quatro contos de Love is in the air você vai conhecer lindas histórias, românticas e quentes, sobre esse sentimento cheio de altos e baixos. 
Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott apresentam contos ambientados em Londres — a terra da Rainha, do chá e de cenários incríveis — para você se apaixonar como nunca antes. (Skoob

Livro recebido em parceria com a Editora
MUNIZ, Catarina; ZOOKS, Eva; SCOTT, Paola; BARCELLOS, Tamires. Love is in The Air. Editora: Ler Editorial, 2017. 264 p.


Lembranças de um outono em Londres é o conto escrito pela autora Eva Zooks, aqui vamos conhecer um pouco mais sobre o casal Edmond - que é um soldado da coroa britânica - e Gabriela  -que é o amor de sua vida.

No começo  fiquei um pouco confusa sem saber o que estava acontecendo, já que os dois estavam um piquenique e sabemos que só podem se encontrar um vez por ano, mas fora isso toda a história é uma incógnita. Eu imaginei que veria cenários românticos e todos os outros clichês, mas fui surpreendida pelo cenário bem diferente trazido pela Eva, não que isso seja algo ruim, mas me sentir um pouco enganada.

A escrita da autora é bem fluída e, apesar das poucas páginas, fui encantada pelo casal. A narrativa é feita em terceira pessoa e Eva trouxe uma mistura incrível de sentimentos, ainda trazendo a lição de como é importante perdoar, já que o ódio não leva ninguém a lugar algum.

"- Acredito que tudo que está acontecendo conosco já estava escrito em algum lugar, então não soframos com o que não temos. Vamos aproveitar e cuidar do que temos, nosso amor me basta. Ter você me basta."

Sussurros do Coração da autora Tamires Barcellos nos traz a história de um casal de vizinhos, Henry Scott e Samantha Campbell. Ela é uma amante dos livros que adora ir a biblioteca, até que um dia ela é atropelada e é salva por Henry, seu novo vizinho, a quem todos julgam como um má pessoa.

Esse foi sem sobra de dúvidas meu conto preferido, já que a autora trouxe um sentimento lindo, puro e, acima de tudo, sobre alguém que estava disposto a enfrentar qualquer obstáculo para enfim viver esse lindo amor. Ela trouxe uma linda lição de moral, que é não julgar as pessoas pela aparência ou pelo que se pressupõe que ela seja; todos nós temos um passado, isso é algo do ser humano, e os erros cometidos no passado não são necessariamente o que define a pessoa que somos hoje.

"Henry jamais iria me perder, porque era só nele que eu conseguia me encontrar de verdade."

A Mania da Ninfa é o terceiro conto e foi escrito pela autora Catarina Muniz. Aqui conhecemos o Richard, que é um cardiologista do St. Mary Hospital, e Elizabeth, que também é uma cardiologista, ambos trabalham no mesmo hospital e apesar disso vivem em mundos completamente opostos.

Liz é um ninfomaníaca, toda a equipe do hospital sabe disso e, apesar de ter sido avisado, Richard não consegue evitar e acaba se envolvendo demais com ela. Esse foi o conto que mais me tirou da zona de conforto, já que não esperava por uma história assim. Apesar de o título já dar uma impressão do que se trata, essa "romantização" não funcionou para mim, já que não via o porque dele amá-la tanto, sendo que vivia sendo machucado e, apesar da autora trazer uma bonita história de superação, eu não consegui gostar desse casal.

"Olho para trás, vejo todas as loucuras absurdas que vivemos juntos, rememoro todo o meu desejo por aventuras e percebo que Liz foi e é minha maior e melhor aventura."

Nos Arredores de Londres é o quarto e último conto, ele foi escrito pela autora Paola Scott. Neste conto conhecemos o casal Catarina e Sebastian. Catarina é uma mulher sonhadora e foi justamente esses sonhos que a levaram a Londres e é lá que ela conhece o Sebastian. Ele é um escritor e estava em uma sessão de autógrafos quando se conheceram, a química é imediata e os sentimentos estão logo atrás.

Esse foi um belo conto, o casal é simplesmente algo muito bonito de se ver, eles aproveitaram muito o tempo que tinham juntos, apesar de ser tão pouco, foi incrível como nem mesmo a distância conseguiu os manter separados, esse foi o casal mais intenso, dentre todos os outros, e ele ganharam sim, um lugar em meu coração.

"Era chegada a hora de dizer adeus. E um nó parecido com aquele que senti ao deixar minha família quando me mudei para São Paulo, me travou a garganta. Sim, parecido. Porque minha família eu sabia que voltaria a ver. Já Sebastian..."

A edição está incrível, a separação entre os contos é feita por uma página preta com algumas ilustrações, no verso a um pequeno resumo sobre cada conto e sua respetivas autoras, as páginas são amareladas e as letras super confortáveis, não encontrei nenhum erro de revisão durante a leitura.

Enfim, eu curtir bastante a leitura. Como qualquer outro livro, teve seus altos e baixos assim, como também diversas lições que levarei para a vida.


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Promoção: Aniversário Peregrinos da Noite


O blog Peregrinos da Noite completa 5 anos e para comemorar se uniu aos blogs amigos e ao Grupo Editorial Record, para trazer a vocês, leitores, uma promoção de deixar o queixo caído!!!

Serão 2 ganhadores e prêmios incríveis!


REGRAS:
Você deve seguir todas as opções obrigatórias que tem no formulário. Depois que segui-las abrirá as opcionais. Quem não cumprir qualquer das regras obrigatórias do kit será desclassificado;
O ganhador de cada kit deverá responder o e-mail com seus dados no prazo de 42 horas. Caso não responda o kit será sorteado novamente e um novo ganhador gerado;
Os blogs terão até 60 dias para o envio dos prêmios, não se responsabilizando por extravios dos Correios;
Caso o livro retorne, pois não teve quem o recebesse no endereço enviado, não será feito o reenvio (a menos que aja conversa, em particular, entre ganhador e o blog respectivo);
A promoção começa hoje, dia 09 de julho, e encerra no segundo sábado do mês de agosto, no dia 12. Fiquem atentos!!!


KIT 1:


- SR. DANIELS, de Brittainy C. Cherry - Livreando
- EU FICO LOKO 3, de Cristiano Figueiredo de Caldas - Alegria De Viver E Amar O Que É Bom
- MURALHA, de Joelthon Ribeiro - São Tantas Coisas
- CONTOS DE MENINOS E MENINAS, CONTOS DE HOMENS E MULHERES, de Marcos Petry - Gettub
- O GRIMÓRIO DAS BRUXAS - Mundo Literário
- MORTE LENTA, de Matthews Fitzsimmos - O Literário
- DESVENTURAS DE UM GAROTO NADA COMUM, de Rachel Renée Russell - Seguindo O Coelho Branco
- A DESCONHECIDA, de Peter Swanson - Passaporte Literário
- MISTÉRIO NO CENTRO HISTÓRICO, de Tailor Diniz - Conjunto da Obra
- O MOSAICO E OUTRAS HISTÓRIAS, de Nikolai Streisky - Livro Lab
+ marcadores diversos - 4 You Books Mania

KIT 2:



- ÁGUAS SOMBRIAS, de Paula Hawkins - Grupo Editorial Record
- COMPROMETIDA, de Elizabeth Gilbert - Literaleitura
- PAIXÃO EM CATIVEIRO, de Palloma Belfort - Minha Velha Estante
- A BAGACEIRA, de José Américo de Almeida - Peregrinos da Noite
- NÃO HÁ TEMPO A PERDER, de Amyr Klink - Pétalas da Liberdade
- FÉRIAS NO ACAMPAMENTO PIKACHU, de Alex Polan - De Cara Nas Letras
- CRÔNICAS (ESCRITAS) FEITO UM PUM, de Eduardo de Sousa - Cantinho Cult
- SOU FÃ! E AGORA?, de Frini Georgakopoulos - Feed Your Head
- THE LITTLE PRINCE, de Antoine de Saint-Exupéry - Tudo Que Motiva
+ marcadores diversos - Bela Quimera

BOA SORTE!!!

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O primeiro e o último verão - Letícia Wierzchowski

Sinopse: Escrito por Letícia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, “O primeiro e o último verão” conduz o leitor a reflexões sobre episódios vividos por Clara no passado durante um verão inesquecível na praia de Pinhal. Aos catorze anos, a garota se apaixonou e deu o primeiro beijo, mas foi também quando começou a descobrir todas as preocupações e decepções que existem nas relações de amor. No livro, a personagem revela como conheceu o amor e a morte, e viveu toda a dor e a poesia que há em deixar a inocência da infância para crescer, um processo melancólico e doloroso para todos nós. (Skoob)
WIERZCHOWSKI, Letícia. O primeiro e o último verão. Editora Globo, 2017. 152 p.


Uma história para ser boa, não precisa, necessariamente, de grandes reviravoltas, revelações, ações, personagens heroicos ou vilões insanos. Às vezes, as melhores histórias são simples, mas bem escritas, muito bem escritas, tanto que conseguem transmitir mais emoções do que a melhor das aventuras.

Esse é o caso de O primeiro e o último verão. As lembranças de Clara, a personagem principal e narradora, sobre um de seus verões, aos 14 anos, na praia de Pinhal, no Rio Grande do Sul, é de uma simplicidade, de uma sensibilidade, que consegue fazer o coração bater mais rápido e as lágrimas rolares dos olhos, sem o leitor perceber. Cada um dos curtos 20 capítulos do livro trouxe um misto de emoções que há muito tempo não encontrava numa leitura.

A história se concentra, principalmente, mas não só, nesse verão dos 14 anos, que acabou por ser o último da família de Clara na praia de Pinhal. A narrativa passa pelas recordações de uma época onde não existia a Internet, o Whatsapp, e-mail, quando as trocas de mensagens eram feitas por cartas, onde as conversas por telefone eram no meio da sala, ao ouvido de todos. Clara narra como eram os relacionamentos com os amigos, com os parentes, os passeios pela areia, os jogos em turma, as brincadeiras, as paqueras, o primeiro beijo, o primeiro namoro, a primeira traição.

Mas Clara também narra o passado, como a casa da praia foi construída por seus avós, a importância que ela exercia como centro do encontro com os amigos de verão, e narra os problemas familiares, como a descoberta de que seu pai tinha uma relação extraconjugal e em como sua mãe encarava essa situação. E por fim, lá para o final do livro, ela narra como é ter contato com a morte.

A narrativa de Clara pode ser comparada a uma história de suspense, onde o clímax vai aumentando no decorrer da trama. No caso dela, não é o clímax, mas, sim, o crescimento de sua maturidade, aquela passagem da fase inocente da infância para uma adolescência mais pés no chão, de consciência mais ampla para o que acontece ao redor. É assim com as amizades, com seu primeiro relacionamento amoroso e, principalmente, com a quebra do sonho de que seus pais são perfeitos, não erram. Sua constatação de que eles são um homem e uma mulher que possuem defeitos, fraquezas e sonhos, como quaisquer outras pessoas, é tão natural, tão crível, que é impossível não acontecer uma identificação imediata pelo leitor com a personagem.

E essa é uma das características mais marcantes da obra. A veracidade e a honestidade da narrativa de Clara. É algo tão singelo, com palavras cuidadosamente escolhidas, frases extremamente bem construídas, e situações tão corriqueiras e semelhantes a todas que nós vivemos em algum momento de nossa infância, que nos emocionamos com o que acontece no livro ao mesmo tempo que nos emocionamos com nossas próprias lembranças de nosso passado.

Essa ligação é tão forte, tão natural, que o leitor, quando percebe, está totalmente preso na história de Clara. Mais que isso, passa a considerá-la como sua amiga, como alguém que realmente pode ter conhecido, ou que, no fundo, reflete aquilo que o leitor é ou vivenciou.

O primeiro e o último verão é uma obra que faz um passeio por aqueles breves momentos felizes que alguns de nós conseguiram viver em algum momento da vida. Ela também mostra que esses mesmos momentos são poucos e limitados, que eles terminam, por bem ou por mal, e que, por isso mesmo, devemos aproveitá-los ao máximo, mesmo, na maioria das vezes, não tendo consciência de que eles estão acontecendo. Normalmente, só ganhamos essa consciência muitos anos depois. Por isso, ficam marcados em nossas lembranças e servem para moldar nosso caráter e nossas escolhas futuras.

Tudo isso é narrado por Clara, através de constatações que ela mesma faz sobre tudo o que aconteceu naqueles e em outros verões anteriores. E ela termina, mostrando o óbvio: é impossível voltar neles para consertar as escolhas erradas; que as consequências de algumas ações levam anos para aparecerem; que o amadurecimento é doloroso, impiedoso, mas necessário; que o amor não é eterno, como muitos pensam; que as pessoas são finitas, por isso, devemos ter a sabedoria de escolher quem realmente são nossos amigos e aproveitar sua convivência da melhor forma possível, enquanto temos tempo; e que, mesmo quando uma pessoa nos deixa, por escolha própria ou porque chegou sua hora, dependendo da marca que ela fez em nossos corações, ela ficará para sempre com a gente, para bem ou para mal.

Aproveite a leitura de O primeiro e o último verão para avaliar suas próprias lembranças e, quem sabe, compreender aqueles sentimentos presos há tempos dentro de seu peito.

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Tag dos 50%


Oi pessoal, vamos a uma TAG para agitar o final de semana? Quem quiser pode responder aí nos comentários também - ou me mandar os links depois - que eu vou adorar ver as respostas de vocês, ok?

Vi que a Ana, do blog Roendo Livros, respondeu essa TAG na semana passada, e como eu achei um momento legal para postar algo assim - acabamos o primeiro semestre do ano agora! -, resolvi roubar e fazer por aqui também.

O mais legal de tudo (e que me anima a fazer a TAG), é que esse é o primeiro ano que eu pude de fato me dedicar ao blog, já que agora não tenho mais faculdade, o que me possibilitou ler um pouquinho mais. Até agora, consegui cumprir as metas a que me propus, sem fazer grande esforço. Uma delas era ler 60 livros no ano, e metade deles eu já consegui. Talvez até consiga um pouco mais, mas aí é coisa para um balanço de final de ano.


Com isso em mente, vamos à TAG, que se volta a marcar essa passagem do tempo, falando um pouquinho sobre os livros lidos no ano, até agora.

O melhor livro que você leu até agora, em 2017


Eu realmente li alguns livros que me surpreenderam positivamente este ano, de gêneros bem diversificados, então fiquei em dúvida sobre qual escolher aqui. Mas optei por relembrar a sensação que cada um me trouxe durante a leitura e com certeza Matéria Escura está entre os melhores.

A melhor continuação que você leu até agora, em 2017


Agora e para sempre, Lara Jean. É amorzinho demais, gente, leiam!

Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito

Créditos da Imagem: Coisas de Mineira
Um dos livros da Editora Intrínseca que eu tenho muita vontade de ler - e ainda não tive oportunidade de solicitar - é Deixei você ir. A Editora se propôs a lançar um thriller por mês em 2017 e todos os livros que li até agora foram incríveis.

O livro mais aguardado do segundo semestre


Estou igual alcoólatra, vivendo um dia após o outro. Tento não me empolgar muito com os lançamentos porque quero comprar tudo, então não tenho nem observado o que tem sido lançado, a não ser quando as editoras parceiras mandam os releases para escolha do que queremos receber. Mas como teve um livro que me surpreendeu bastante nesse primeiro semestre - Fortaleza Negra -, estou morrendo de curiosidade de ler as continuações Tempestades de Sangue e Ruínas de Gelo (e a Ler Editorial anunciou que são seus próximos lançamentos!).

O livro que mais te decepcionou esse ano


Eu sou uma pessoa positiva, tento sempre ver o lado bom das coisas, e é bem fácil me agradar, literariamente falando (isso existe?). Mas #Fui me decepcionou, pois achei a história muito cheia de firulas e em vários momentos meio chata, então pulei partes sem dó.

O livro que mais te surpreendeu esse ano


A Química não foi bem o livro que mais me surpreendeu, mas foi um dos que me surpreenderam. E a razão para ser indicado nessa pergunta, na verdade, foi porque Stephanie Meyer me surpreendeu ao escrever um gênero bem diferente dos livros anteriores, mas conseguiu me envolver em sua narrativa tanto quanto das outras vezes, ou até mais.

Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente)


Já falei aqui de Fortaleza Negra? Já sim. Conheço a Kel, autora do livro, há algum tempo na web, mas só este ano pude conhecer seus livros - e amei! Para quem gosta de uma boa fantasia com uma pitada de romance hot, a série é mais do que indicada. 

A sua quedinha por personagem fictício mais recente


Não tive grandes quedinhas esse ano, mas Jamie Fraser continua sendo meu grande amor literário atual e pude revê-lo em O Resgate no Mar - Parte I.

Seu personagem favorito mais recente


É difícil eu ter personagens favoritos. Ou eu gosto deles ou não gosto, são mais como amigos do que alguém que eu admire a ponto de chamar de "favorito", se é que me entendem. Então vou citar minha amiga literária mais recente: Citra Terranova, a aprendizes de ceifadora em O Ceifador.

Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre


Eu sou bem chorona, então me arrancar lágrimas nos livros não é muito difícil. É só eu ver uma cena bonita ou romântica que aquela lágrima silenciosa insiste em cair. Mas Kristin Hannah me faz chorar de soluçar com suas histórias e O Caminho para Casa, último livro que li dela, não poderia ser diferente.

Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre


Tem forma mais fácil de deixar um leitor feliz do que um romance amorzinho? Simplesmente o paraíso sem dúvidas é o escolhido da vez.

Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017

Eu não lembro de ter ido ao cinema nesse primeiro semestre, juro! E se fui, com certeza eu não vi nenhuma adaptação.

ATUALIZAÇÃO: eu assisti A Bela e a Fera nos cinemas esse semestre, acho que conta, né?

Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo)



Tem algumas resenhas de que eu gosto bastante, como a de Ainda estou aqui, em que consegui dizer tudo o que eu queria sobre o livro. Mas acho que a de Caraval foi escrita com paixão, então ela é a eleita para estar aqui.

O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano, até agora

Créditos da Imagem: Resenhando Sonhos

Vocês têm ideia do que são as cores dessa capa de A Traidora do Trono? Lindas demais, e os detalhes em dourado deixam ela rica! Amei!

Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Os que tenho aqui em casa! São alguns atrasados e outros que já estão me esperando há meses, então tenho que ler todos logo ;)

E vocês, foram boas leituras nesse primeiro semestre?

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