Novidades #184: Lançamentos Editoras Parceiras

Queridos leitores, como vocês estão?

Hoje é dia de mostrar alguns dos últimos lançamentos anunciados pelas editoras parceiras do blog e, como sempre, temos livros de gêneros diversos, para todos os gostos. Se quiser conferir a sinopse, basta clicar nas capas.

Editora Intrínseca


Editora Arqueiro 

 

Editora Pandorga


 

Gostaram de algum? Quais deles gostariam de ler?

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Um beijo à meia noite - Eloisa James

Sinopse: Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
JAMES, Eloisa. Um beijo à meia noite. Conto de Fadas #2. Editora Arqueiro, 2017. 320 p.


Releituras de Cinderela foram comuns em minhas leituras de 2017, com títulos como Geekerela e Cinder & Ella na lista de lidos. Achei que não teria paciência para outros contos de fada baseados nessa história, mas como resistir a um que é também um romance de época escrito por Eloisa James? Depois de conhecer Quando a Bela domou a Fera, o primeiro livro da série da autora publicado pela Editora Arqueiro,  a curiosidade falou mais alto e mergulhei nessa nova releitura do conto de fadas.

Um beijo à meia noite tem vários elementos inspirados na trama original, mas não está restrito nem se deixa limitar por isso. Alguns detalhes foram usados para criar a trama, como a protagonista ser órfã, ter uma fada madrinha (que nesse caso não é fada), a madrasta má, o príncipe, o baile com horário para sair e o sapatinho de cristal, mas tudo isso está inserido em um outro contexto, ou seja, fora alguns elementos aqui e ali, os acontecimentos não seguem os padrões do roteiro original.

O primeiro detalhe alterado pela autora e que fez toda a diferença foi a força de Kate, nossa "Cinderela". Embora fosse uma personagem maltratada pela madrasta e relegada a empregada da casa, Kate lutava com todas as forças por aquilo que acreditava e enfrentava Mariana sempre que a mulher cometia alguma injustiça. Ela era sim subjugada, mas porque não tinha outra opção se queria proteger aos outros que dependiam dela, mas não porque lhe faltava vontade.

"- Nós nos beijamos como se o maldito quarto estivesse em chamas - declarou ele. - Nós nos beijamos como se o ato de fazer amor não existisse e os beijos fossem tudo o que nos resta."

Kate e Gabriel, o príncipe, nem mesmo se conheceram no baile. A primeira impressão entre os dois, aliás, não foi das melhores, mas, enquanto se conheciam, puderam apreciar as atitudes que os fariam gostar um do outro. O sentimento entre os protagonista cresceu aos poucos e foi fácil se envolver com essa relação. Os dois eram carismáticos, tinham química e diversas coisas em comum, como o fato de que se importavam mais com os outros do que com eles mesmos.

Achei apenas que Gabriel foi um pouco descontrolado com Kate e foi irritante ver como ele estava mais propenso a fazer suas vontade do que ouvir o que ela queria. De qualquer forma, juntos, pela primeira vez eles queriam algo de verdade, algo que não tinha relação com fazer pelos outros, e viviam aquilo enquanto se descobriam.

Assim como no primeiro livro da série, os diálogos entre os protagonistas têm algumas frases de muito bom humor, que garantem a diversão da trama e personagens secundários que se destacam, como Wick e, especialmente, Henry, que sempre garantia a diversão.

"- Ela achou que teria mais tempo. Sempre achamos que temos mais tempo. É uma substância milagrosa que parece existir em grande quantidade, até que, de repente, acaba."

A escrita de Eloisa James é cativante e deliciosa, mas preciso confessar que o enredo demorou a engrenar. Os primeiros dez ou quinze capítulos, ainda que fossem curtos, fizeram uma introdução bastante extensa e fatigante sobre a vida dos protagonistas e sobre quão infelizes eles estavam. Além disso, a autora quis inserir tantos elementos novos à trama e alheios ao romance principal que ficou difícil - e chato - de acompanhar e muitas vezes perdia as referências sobre acontecimentos e personagens.

Ainda assim, depois que a leitura adquiriu ritmo, foi ótimo acompanhar essa nova versão do conto de fadas, bastante original e divertida. Claro que, como um bom romance de época, não poderia faltar clichê e muita sensualidade, mas de alguma forma a autora consegue dar corpo a uma história e transformá-la em algo mais. Os livros da série Contos de Fadas são totalmente independentes, então não importa a ordem, os livros de Eloisa James são uma ótima opção para quem gosta de leituras do gênero.

"- Eu odeio o amor - disse Kate, com convicção.
- Pois eu não odeio. Porque é melhor viver uma paixão, Kate, conhecer um homem e amá-lo, mesmo que ele não possa ser seu, do que nunca amar."


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Novidades #183: Série Sea Breeze - Abbi Glines


Quem acompanha as redes sociais da Editora Arqueiro já deve ter visto que tem livro novo de Abbi Glines por aí: Sem Fôlego, o primeiro livro da série Sea Breeze, que chegou às livrarias no início de janeiro.

Confira a sinopse:
Sadie White acabou de se mudar com a mãe grávida para a cidade litorânea de Sea Breeze, mas seu emprego de verão não vai ser na praia. Como a mãe dela se recusa a trabalhar, Sadie vai substituí-la como empregada doméstica numa mansão na ilha vizinha.
Quando os donos da casa chegam para as férias, Sadie se depara com ninguém menos que Jax Stone, um dos roqueiros mais desejados do mundo. Se Sadie fosse uma garota normal – se ela não tivesse passado a vida cuidando da mãe e dos afazeres domésticos –, talvez estivesse impressionada com a ideia de trabalhar para um astro do rock. Mas ela não está.
Na verdade, é Jax quem fica atraído por ela. Tudo a respeito de Sadie o fascina, mas ele luta contra esse desejo: relacionamentos nunca funcionam em seu mundo e, por mais que ele queira Sadie, sabe que ela merece algo melhor. Conforme o verão passa, no entanto, essa paixão começa a deixá-lo sem fôlego – e é como se Sadie fosse a única pessoa capaz de lhe devolver o oxigênio.
Será que o amor entre os dois pode superar as diferenças em seus estilos de vida? Jax e Sadie vão precisar respirar fundo e mergulhar nessa relação para descobrir.

Sea Breeze já foi finalizada pela autora e conta com nove livros no total, que narram a história de oito casais. Quem tiver interesse em conferir as sinopses com tradução não oficial de todos os livros, pode clicar neste link. Há notícias, inclusive, sobre a venda de direitos de adaptação de um dos livros da série. As capas abaixo são das edições originais - a Editora Arqueiro manteve a do primeiro volume, então acredito que manterá as dos próximos também.


Vale lembrar que Sea Breeze começa a ser publicada logo após o encerramento de Rosemary Beach, cujo último volume, Pegando Fogo, chegou às livrarias em agosto do ano passado. Aqui no blog, temos resenhas dos quatro últimos volumes da série: À Sua Espera, Ao Seu Encontro, O Último Adeus e Pegando Fogo.

Cronologia da série Rosemary Beach:

Vale lembrar ainda que Abbi Glines tem outras 7 séries publicadas lá fora, o que significa que os fãs provavelmente ainda terão muito da autora por aqui.

Quem aí já leu Abbi Glines? Gostou? Está curioso por Sea Breeze?

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Entre as Estrelas - Katie Khan


Sinopse: Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural. Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida - uma decisão impossível nesse novo mundo. Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem? (Skoob)

Livro recebido como cortesia da Editora.
KHAN, Katie. Entre as Estrelas. Editora: Bertrand Brasil, 2017. 280 p.


O mundo que conhecemos não existe mais. Após ocorrer uma guerra entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, tudo o que restou foi miséria em meio a um cenário de destruição. A União Européia então cria uma nova forma de viver, com normas e regras que devem ser seguidas. 

Max é um chef de cozinha e trabalha em um supermercado, Carys trabalha na AEVE e pilota aeronaves, ambos se conhecem em um sistema de perguntas sobre culinária denominado MenteColetiva, a interação entre os dois é rápida, porém marcante. 

Todavia um romance não pode de forma alguma se desenvolver entre eles, já que umas das regras criada pela Europia é a proibição de laços afetuosos entre os indivíduos, isso só pode ocorrer com a idade de 35 anos, com o intuito de constituir uma família.

"A sociedade funciona melhor se todos derem o seu máximo. Então todos nós contribuímos para a utopia como indivíduos, até chegar a hora de começarmos a pensar em nos estabelecer e formar uma família."

Como se isso já não fosse o suficiente para impedir esse amor, há também o fato de que uma pessoa só pode viver no Voivoda por três anos e após esse tempo, precisa ir para outro lugar, conhecer novas pessoas e recriar sua vida da melhor forma possível.

Max é um personagem encantador, ele faz parte de uma das famílias fundadoras da Utopia e já está acostumado a constante rotação que precisa viver, porém isso está prestes e mudar, já que, pela primeira vez na vida, ele sente que pertence a alguém e quer viver esse amor.

Uma série de acontecimentos leva Carys e Max para o espaço e agora eles se encontram do lado de fora da nave, com apenas noventa minutos de oxigênio. O amor deles era forte o suficiente na terra, mas e no espaço, também será?

"− Pode até ser – responde Max −, e eu não gosto de ter que dizer isso, mas qualquer sistema que pode ser arruinado pelo fato de eu amar você já era bem frágil antes."

Entre as Estrelas não é livro que tem foco apenas no romance, ele fala sobre os diversos tipos de laços que adquirimos ao longo de uma vida, ele fala sobre o amor, faz diversas críticas sociais, além de levantar diversas reflexões.

A narrativa é intercalada entre o presente, no qual eles se encontram do lado de fora da nave, e o passado. Alguns acontecimentos para mim foram bem confusos e em determinados momentos senti que esse intervalo de narrativa quebrava um pouco o desenvolvimento da história, mas, no contexto geral, esse foi um livro incrível.

Recomendo a leitura com toda certeza. Entre as Estrelas foi um livro que, apesar de fugir um pouco do que normalmente leio, me surpreendeu bastante de uma maneira muito positiva.

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Leituras do mês: Dezembro


Olá amigos, como estão? Espero que bem e que esse início de ano esteja sendo incrível e cheio de perspectivas para os próximos meses.

Hoje quero mostrar e falar um pouquinho sobre as leituras de dezembro. Sempre pego uns dias de folga essa época do ano, então consigo ler um pouco mais. Como é bom uma folguinha, não é? rsrs

Consegui ler 6 livros em dezembro, e a primeira leitura do mês foi o romance Um verão para recomeçar, da Editora Novo Conceito, aquele livro clichê delicioso que consegue se diferenciar por inserir um algo a mais. Eu adorei essa leitura, e a resenha pode ser vista aqui.


Na sequência, li Por trás de seus olhos, da Editora Intrínseca, que eu já falei bastante aqui no blog nas retrospectivas de 2017, porque o livro é absurdamente surpreendente. A resenha também está disponível.


Li ainda Sangue por Sangue, da Editora Seguinte, que foi resenhado no blog Roendo Livros. Em breve publico a resenha aqui no Conjunto da Obra também, principalmente porque eu adorei a duologia escrita por Ryan Graudin sobre como possivelmente seria o mundo se a Alemanha tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial.

Como se casar com um marquês, da Editora Arqueiro, foi o romance de época do mês. Escrito por Julia Quinn, o livro não poderia deixar de ser aquele romance leve e amorzinho que se espera dos livros do gênero. A resenha também foi publicada aqui no blog.

Fiquei um ano esperando uma boa oportunidade para ler Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, e acho que fiz bem em ter feito isso. Além de ter menos expectativas quanto à história, gostei de revisitar Hogwarts e matar as saudades de alguns personagens. A resenha foi publicada aqui.

Para finalizar o mês, A vida que enterramos, da Editora Intrínseca, foi um pouco diferente do que eu imaginava, e gostei mais do livro por isso. É uma trama de investigação envolvente e gostosa de acompanhar. Para ler a resenha, basta clicar aqui.

E vocês? Quais livros leram em dezembro?

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As Sobreviventes - Riley Sager

Sinopse: Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram. Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. (Skoob)
SAGER, Riley. As Sobreviventes. Editora Gutenberg, 2017. 336 p.


Garotas Remanescentes é um termo usado pelos fãs de filmes de massacres juvenis, como Pânico, Sexta-Feira 13, Halloween, entre outros, para categorizar as garotas que conseguem sobreviver ao assassino. Quincy, Lisa e Sam são Garotas Remanescentes, uma vez que cada uma delas, em anos, locais e condições distintas, conseguiu escapar da morte nas mãos de um maníaco homicida.

Como Quincy não se lembra do que aconteceu entre o início das mortes no chalé, onde ela estava com os amigos, e o momento em que ela consegue escapar e ser socorrida por Coop, um policial que passava por perto e que acabou por matar o assassino, a narrativa se divide em primeira e terceira pessoa. Na época presente, a história é contada por Quincy, enquanto em outros capítulos, acompanhamos o que aconteceu no chalé em uma narrativa em terceira pessoa. Por isso, aos poucos, começamos a ficar em dúvida sobre o que realmente aconteceu, e se Quincy não teve qualquer participação na chacina.

Essa é a principal qualidade de As Sobreviventes: o autor coloca várias dúvidas na mente do leitor. Logo no início da história, quando Lisa comete suicídio e Sam aparece na porta de Quincy, conseguimos perceber, pelas pistas que o autor deixa, que as coisas não são muito claras, que existe algo de estranho. Não apenas sobre o equilíbrio psicológico de Quincy, mas sobre as reais intenções de Sam, sua insistência em que Quincy se lembre do que aconteceu no chalé, sobre onde Sam ficou todos os anos após seu próprio drama, se o motivo dela aparecer agora foi mesmo o suicídio de Lisa, entre muitos outros detalhes que são jogados aos poucos pelo autor.

Outra qualidade da obra é exatamente o autor dar chance ao leitor de juntar as pistas e conseguir elaborar uma ou mais respostas sobre o que aconteceu e o que está acontecendo, como os personagens se encaixam nisso tudo, se eles estão contando a verdade e para onde a trama está caminhando. Por isso, quando chegamos ao clímax, não existe uma real surpresa, mas, no máximo, uma constatação de que uma das várias teorias que se formaram é a verdadeira.

Eu gosto desse tipo de livro, onde tempos a chance de conseguir decifrar tudo por nós mesmos. Aquelas tramas em que as pistas ficam quase todas ocultas, ou pelos menos as mais importantes e decisivas, onde o assassino é desvendado nas últimas páginas e o detetive explica todas as pistas que levaram a isso, sem que o leitor consiga fazer isso por ele mesmo, causa surpresa, mas causa, também, aquela sensação de ter sido enganado, de que nunca tivemos a chance de fazer o mesmo que o detetive.

As Sobreviventes, apesar de se parecer com os filmes de mortes juvenis que estamos cansados de ver, se distância deles de forma competente, por dois motivos importantes: primeiro, ele não tece os principais acontecimentos sob o suspense de que a qualquer momento alguém irá morrer, uma vez que as chacinas já aconteceram e, nos capítulos em que acompanhamos os acontecimentos do chalé, já sabemos que todos, menos Quincy, irão morrer e quem é o suspeito de tudo isso; e segundo, o suspense reside na indagação e na procura para descobrir quais são as verdades e as mentiras que Quincy e Sam contam, qual delas é lúcida, qual é louca, se ambas são, ou se nenhuma delas é, se existe algo mais por trás de tudo. Ou seja, é mais um thriller psicológico, do que uma história de assassinatos em série.

E isso de thriller psicológico fica mais evidente na relação entre Quincy e Sam. Sam, desde o momento que entra na vida de Quincy, faz de tudo para provocar reações cada vez mais violentas e perigosas em Quincy, como quando ambas saem de madrugada para o Central Park na expectativa de confrontarem assaltantes, como um escape para a violência que sofreram e como vingança sobre o gênero masculino, pelo que passaram nas mãos dos homens. Ou quando Sam descobre que Quincy tem o hábito de roubar pequenos objetos brilhantes, e Sam começa a fazer o mesmo. Ou até na relação de dependência que Quincy cultiva com Coop, o tal policial que a salvou do assassino.

Em resumo, As Sobreviventes (que, na minha opinião, deveria se chamar As Garotas Remanescentes), é um livro de suspense que consegue entreter desde a primeira página, com uma narrativa viciante, segura, que conduz o leitor para várias linhas de raciocínio. E o fato de não trazer um final surpreendente, é superado pela qualidade de permitir que o leitor consiga descobrir tudo sozinho, criando aquele gostinho de acharmos que fizemos, de alguma forma, parte da solução da história. E isso é tão legal!

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Troféu Literário 2017 #5: Os "mais"


Chegou a hora da última categoria do Troféu Literário 2017, que se trata de uma retrospectiva criada pelo blog Além do Livro, junto com o Insta @ka_indica para relembrar algumas leituras do ano. Hoje é dia de falar de "os mais" e, se quiser conferir as resenhas dos livros que eu cito, pode clicar nas imagens:

A leitura mais difícil


#Fui já estava na minha lista como o pior livro do ano, e coloquei ele nessa posição por ter sido a leitura "mais difícil deste ano, a ponto de pular páginas, coisa que nunca fiz antes. Não foi de todo uma leitura desagradável, mas expliquei o porquê disso na resenha do livro". Não poderia colocar outro livro nesta categoria também.

A leitura mais fácil


2017 foi recheado de leituras fáceis e amorzinhas, com os vários romances de época e young adults que fizeram parte da minha lista. Um dos mais fáceis de ler foi Geekerela, por ter um quê de previsível, mas ter um clima muito gostoso de acompanhar.

O livro que li mais rápido


Pela estrutura que recebeu, como peça de teatro, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada se tornou uma leitura extremamente rápida, e levei pouquíssimas horas para chegar ao fim do livro.

O livro que mais demorei para ler


Por ser uma leitura mais técnica, optei por intercalar A dieta do microbioma com outros livros de ficção, então demorei quase 40 dias para concluir. Embora não seja o tipo de livro que eu leia sempre, trata de um assunto que eu gosto, e aproveitei bastante a experiência.

E por fim…

Em 2017, minha meta era ler 60 livros e terminei o ano com 59 leituras.
Para 2018, minha meta é ler 50 livros.

Obs.: Se eu ler mais, ótimo. Mas não vou forçar as leituras com tantos compromissos que tenho assumido para 2018.



Quais as expectativas de vocês para as leituras de 2018?

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - John Tiffany e Jack Thorne

Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial.
Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral. (Skoob)
TIFFANI, John. THORNE, Jack. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Editora Rocco, 2016. 352 p.


Anos depois do fim da série publicada por J.K. Rowling e com uma legião de fãs "órfãos" de Harry Potter, a notícia de que uma peça de teatro surgiria - com enredo original posterior aos livros - deixou os fãs com a curiosidade aguçada. Assim nasceu Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, livro de John Tiffany e Jack Thorne que recebeu o aval da autora da série original e ganhou o título de "o oitavo livro da série". Como fã do mundo bruxo criado por J. K., fiquei louca de curiosidade pela trama e ganhei um exemplar no natal de 2016. Deveria ter corrido para ler, mas depois de ver algumas opiniões não muito positivas, preferi esperar. Apenas um ano depois consegui inciar a leitura, e fico feliz em ter feito isso.

O livro tem como protagonista Alvo, filho mais novo de Harry e Gina, e trata das dificuldades que pai e filho têm para se adaptar ao peso do nome que carregam. A trama começa no momento que Alvo vai para Hogwarts, e avança rapidamente, sem se deter em discorrer sobre os primeiros anos dele no lugar. Por outro lado, mesmo sem se estender em detalhes, a obra consegue deixar claras as diferenças entre Harry e Alvo e os problemas de relacionamento entre eles. Não bastasse isso, Harry volta a ter pesadelos com Voldemort, o que parece sugerir que o lorde das trevas está próximo outra vez.

Embora muitos leitores tenham se desapontado ao ler esse livro, minhas poucas expectativas me permitiram apreciar o enredo. É preciso ter em mente que esse "oitavo livro" não é uma obra de Rowling e sua ausência é nítida em vários aspectos, como as lacunas de descrições e narrações enriquecedoras que estavam presentes nos demais livros. O mundo de J. K. encantou a muitos pelas meticulosidade dos detalhes, e esse volume não consegue fazer o mesmo.

Isso porque o livro não foi escrito para ser um romance, é apenas uma adaptação do roteiro de ensaio da peça de teatro. Assim, sua construção tem como base diálogos e alguns poucos direcionamentos sobre o ambiente, o que o tornou bastante objetivo. É diferente, muito mais direto, a ponto de ser possível concluir a leitura em poucas horas. Não por isso é menos encantador.

Particularmente, adorei a oportunidade de revisitar Hogwarts e, mais ainda, algumas passagens dos livros anteriores da série. Também foi interessante imaginar alguns personagens depois de tanto tempo dos acontecimentos que nos marcaram, ver como suas vidas seguiram e como continuam tendo problemas a resolver, como quaisquer outras pessoas. Além disso, as mensagens principais dos livros originais repercutem aqui, como honra, amizade e lealdade. A vontade que eu tenho de reler todos os livros, que está latente desde que os terminei, está exacerbada agora, e será difícil não relê-los este ano.

Embora Harry Potter e a Criança Amaldiçoada não seja tão rico e complexo como os outros livros escritos por J. K., ele tem sua própria magia, mas será muito melhor aproveitado se lido sem grandes expectativas.

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Troféu Literário 2017 #4: As sensações


Ei pessoal, já estamos na penúltima postagem do Troféu Literário, logo chegaremos ao fim. Estão gostando das minhas retrospectivas? Espero que sim, porque estou adorando trazer e relembrar alguns livros que li em 2017. 

Como já comentei nas outras postagens, o Troféu Literário 2017 é uma retrospectiva criada pelo blog Além do Livro, junto com o Insta @ka_indica, e a categoria de hoje são as sensações. Se quiserem conferir as resenhas dos livros citados, é só clicar nas imagens.

O beijo que me fez suspirar


Para ser sincera, em 2017 fui toda suspiros com beijos apaixonados! Adoro um romance bem desenvolvido, daqueles que nos fazem sentir aquela paixão junto com os personagens e ver o sentimento crescer, como se nós mesmos também vivêssemos cada momento. Suspirei muito com Lara Jean e Peter, de Agora e para sempre, Lara Jean, por exemplo. Porém, optei por colocar Henry e Taylor como vencedores dessa categoria exatamente porque consegui me conectar muito com os personagens.

O trecho que mais me marcou


É difícil citar apenas um trecho como um que mais me marcou, pois eu sempre anoto quotes dos livros que, em geral, posso levar como ensinamento para a minha vida. Um exemplo é Um verão para recomeçar, que citei na categoria acima, porque é cheio de reflexões e ensinamentos lindos. Mas neste tópico optei por escolher um trecho de A vida que enterramos que pode servir muito bem como algo a levar para a vida:

"[...] Naquele dia, decidi viver a vida em vez de apenas existir. Se eu morresse e descobrisse o paraíso do outro lado, isso seria muito bom, muito legal. Mas se eu não vivesse a minha vida como se já estivesse no paraíso, morresse e encontrasse apenas o nada, bem... eu teria desperdiçado a chance. Eu teria desperdiçado a minha única oportunidade de estar vivo."

A história que mais me inspirou


Felizmente, 2017 foi um ano cheio de leituras incríveis, então poderia encaixar quase uma dezena de livros aqui. Optei por Nossas Noites por ser um livro diferente, que trata de solidão, de preconceito e de afeto, e que com certeza vai emocionar, independente da idade.

O livro que acabou com as minhas lágrimas


Quem já leu Kristin Hannah sabe que é impossível escapar ileso de um dos livros dela, então não poderia ser outra autora a ocupar essa posição no Troféu Literário. O livro que mais me arrancou lágrimas em 2017 foi O caminho para casa.

A trama que me causou arrepios


Para ser sincera, não li nenhum livro assustador a ponto de ficar arrepiada, mas acho que um dos mais sombrios que pude ler esse ano foi Piano Vermelho, de Josh Malerman. Gostei da história criada pelo autor e dos mistérios que ele inseriu na trama, uma pena que optou por não explicar tudo ao final da obra.

O livro que me deixou mais curioso 


Sou curiosa por natureza, mas se teve um livro que realmente me instigou a buscar por respostas em 2017, esse foi Matéria Escura. Fiquei tão envolvida pela história que li tudo em uma tarde, e o livro se tornou um dos meus favoritos do ano. ♡

A obra que me fez gargalhar


Romances de época geralmente são ótimos para arrancar umas risadas, mas percebi que Eloisa James tem um dom especial para isso. Adoro as tiradas que ela insere em seus enredos e, por isso, Quando a Bela domou a Fera está aqui.

A história da qual eu sinto mais saudades


Para responder essa questão, dei uma olhada na minha lista de leitura para ver qual livro me provocava mais esses sentimento de saudades, e percebi que era Caraval. Amo histórias de fantasia, mas amo mais ainda quando essa história consegue me fazer amar e odiar na mesma medida, e Caraval conseguiu fazer exatamente isso. Se tivesse mais tempo, provavelmente faria a releitura da obra, agora na versão física, que já está na minha estante.

O crime que me pegou de surpresa


Não dá para falar muito se eu quiser evitar spoiler, mas a solução do crime de Quem era ela realmente me pegou de surpresa.



E vocês, quais já leram ou gostariam de ler?

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Melancia - Marian Keyes

Sinopse: "Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa. (Skoob)
KEYES, Marian. Melancia. BestBolso, 2012. 490p.

Essa sinopse dá ideias erradas sobre o livro e também contém spoilers.

Melancia é o primeiro livro da coleção Família Walsh, que em cada livro conta a história de uma das irmãs Walsh. Nesse livro a protagonista é a Claire. Ela foi abandonada pelo marido no dia que deu à luz a primeira filha do casal porque ele e estava tendo um caso com a vizinha. E após passar por essa situação horrível, Claire, que mora em Londres, resolve voltar para a Irlanda onde está sua família. 

A família Walsh é bem louca. Como a mãe deles cozinha mal, todos vivem de comida congelada, e quando Claire resolve cozinhar pra eles ninguém gosta. Nós conhecemos Anna e Helen, as únicas irmãs que ainda moram com os pais. Anna é hippie e loucona, não só bebe, como usa drogas e vende às vezes, nunca tem um emprego decente. Helen é extremamente metida, mas linda e por isso os homens vivem se apaixonando por ela. Está na faculdade, mas não estuda nunca. Eu gostei da Anna por esse jeito meio louco dela e por ser legal, não como a Helen que só pensa em si e em futilidades e se acha melhor que todos. Há ainda mais duas irmãs que ainda não aparecem nesse primeiro livro. Com relação aos pais, a mãe delas não é muito agradável. Ela é muito julgadora e preconceituosa, ainda mais nos próximos livros.

Eu gostei do livro, e da Claire, não achei ela insuportável como muita gente, ela é engraçada. Tem uns momentos que eu achei que ela tava errada, claro, mas acho que eu entendo ela. Eu achei legal como a autora personifica as emoções dela, até colocando-as com letra maiúscula como se fossem mesmo pessoas, por exemplo "A humilhação chegou aos poucos. Foi chegando de mansinho e, um dia, me virei para trás e vi que ela estava ali, sorrindo para mim. 'Olá', disse, toda bonomia e sem cerimônia, como se fôssemos velhas amigas. 'Lembra-se de mim? E tenho certeza de que meu amigo Ciúme não precisa de nenhuma apresentação'." Eu senti um pouco falta disso nos outros livros que li da autora.

Esse livro é um dos universalmente conhecidos como decepções literárias. Muita gente acha superestimado, um dos piores da Marian e etc., mas ele foi um ótimo primeiro contato com a autora quando eu o li, e acredito que dá para ver bem o estilo dela aqui.

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