Léo & Bia - Fernanda Terra

Na infância, Maria Beatriz foi levada contra sua vontade para longe de seu pai e de sua amada Santa Maria, cidade linda, no coração do Rio Grande do Sul.Mas, nem mesmo a distância ou o tempo foram capazes de apagar as lembranças que ela trazia no coração.
Hoje, mais madura, ela está ansiosa com sua volta para casa e com o início de uma nova vida na Universidade de Santa Maria, cursando Psicologia. Sua felicidade é tanta que ela se distrai por um momento.
De repente, no corre-corre do aeroporto, enquanto procurava por seu pai, acontece um esbarrão.
Era um certo peão...
E depois disso, a vida de Maria Beatriz nunca mais seria a mesma...
Léo é estudante de veterinária e se estabeleceu na cidade depois que o pai herdou a Fazenda Palmital do avô. O jovem peão mexe com as estruturas de Santa Maria, não só pelo som de sua caminhonete potente, mas também por todo seu charme e disposição para conquistar uma certa moça que roubou seu coração.
Léo e Bia nos trazem muito mais que uma história de amor contada por dois jovens do interior. Eles nos levarão por uma trajetória de luta e superação!
Léo e Bia chegam para encantar vocês com seu jeitinho marrento, mas completamente apaixonante.(Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
Fernanda Terra. Léo & Bia. Editora Ler Editorial, 2016. 256 p.


"Ela é mistério, cheia de segredos. Ele é bagunçado, cheio de defeitos."
A Bela e a Fera - Munhoz e Mariano

Quando comecei o livro, percebi de cara que ele tinha uma premissa bem clichê e não estava errada. Ele realmente é tão clichê quanto parece e, apesar de não curtir livros que começam com um amor à primeira vista, me encantei por este, só que não pelo romance em si, e sim pela homenagem que a autora fez. 

No começo, o livro simplesmente não fluía para mim, era tudo tão esperado e previsível que não conseguia me conectar com os personagens, eu esperava mais caras quentes e sem camisa com um chapéu na cabeça (como imagino um Cowboy), entretanto a autora trouxe uma história bem mais complexa. 

Maria Beatriz ou Bia, como prefere ser chamada, acaba de voltar para o Rio Grande do Sul, ela morava com sua mãe em São Paulo, mas não era e nunca foi feliz ali, então depois de cinco anos resolve voltar a morar com seu pai em sua cidade natal, Santa Maria. 

No aeroporto ela está distraída e acaba esbarrando em alguém, essa pessoa é ninguém menos de Leonardo, um estudante de veterinária e sua futura paixonite. Por um acaso, quando seu pai chega para buscá-la, ela descobre que a família do Léo e seu pai são amigos. Ela fica surpresa, mas encantada, no entanto. 

Ok, a partir daqui as coisas parecem ficar um tanto que forçada, Léo e Bia mal se conhecem e já estão naquele climinha de primeiro amor. Bia tem a impressão de que todos querem que ela case com Léo, sério? Eu me senti como no jardim de infância novamente. 

"- Fiquem a vontade filhos. E pelo sorriso do meu Pai e do Padre Olavo, já estaria com o casamento consumado."

Tudo bem que eles têm química e sim, o apoio da família, mas não vamos exagerar né. Uma coisa que dificultou bastante a minha leitura foi o sotaque dos personagens, temos como "tu" "guria" "tu sabes" foram até legais no começo, entretanto chegou um momento que já ficava repetitivo demais. 

As atitudes dos personagens não condiziam com suas idades, Bia mesmo tinha umas atitudes bem infantis, o que me tirava do sério, a maioria das brigas começavam justamente por suas atitudes e isso me incomodava um pouco. 

Mas como comentei, não foi o romance, nem os personagens que me cativaram, foi uma homenagem. Quem aí não se lembra do incêndio da boate Kiss? Muitos jovens perderam suas vidas naquela fática noite, a autora abordou o tema de forma incrível, achei que a cena em si foi muito rápida e gostaria que tivesse tido um aprofundamento maior, mais detalhes, mas, enfim, achei incrível sua atitude. 

Outra coisa que me cativou foi a participação dos personagens secundários, dois tiveram destaque para mim. Jessy, que é melhor amiga de Bia e irmã do Léo, as duas estudam psicologia juntas, adorei a forma como a autora abordou a amizade delas; e Boi, ele se mostrou um cara incrível e eu torço para que a autora escreva sua história, adoraria me aprofundar da vida desse personagem. 

A edição é bem normal, folhas amareladas e letras confortáveis, achei a capa um charme e acho que tem tudo a ver com a história. A cada novo capitulo temos um trecho de música, muitas das quais são sertanejas, que não sou lá grande fã, mas me vi ouvindo as músicas enquanto li, encontrei alguns poucos erros de revisão, nada que atrapalhe o entendimento ou a leitura. 

Esse livro no conceito de romance é bem fofo, apesar dos personagens não terem sido o que imaginei, gostei de acompanhar a trajetória deles, o perdão a superação, enfim tudo. 

Recomendo muito para quem gosta de livros no gênero.

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Conjunto de Ganhadores #23

Ei pessoal, como vocês estão? Faz um bom tempo que não publico fotos dos ganhadores de promoções nessa coluna, mas tenho recebido poucas fotos. Mandem fotos pessoal! rsrs

Hoje tenho algumas de diferentes promoções, vamos conferir?


A Anna publicou a foto do livro A Química no Instagram e marcou o Conjunto da Obra. Ela ganhou o livro no sorteio feito em parceria com a Editora Intrínseca em novembro do ano passado.


A Rudy recebeu vários livros aqui do blog, eita mulher sortuda! rsrs O homem perfeito ela ganhou na promoção Eu leio nacional, feito em parceria com o blog Malucas por romance. Silo, Caçadores de Trolls e O encantador de livros foram prêmios dos Top Comentaristas de setembrooutubro e fevereiro, este último em parceria com a Ler Editorial. As fotos foram postadas lá no blog Alegria de viver e amar o que é bom.


A última foto que recebi foi da Marília, que recebeu o livro Ninférias Negras no Top Comentarista de janeiro, feito em parceria com a Editora Arqueiro. A foto foi postada lá na página do blog no Facebook.

Agradeço mais uma vez a todas pela participação e pelas fotos. É sempre ótimo ter vocês por aqui.

E quem ainda não teve sorte para aparecer por aqui, lembrem que tem outras promoções ativas na aba Promoções, ok?

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Estrela da Manhã - André Vianco

Sinopse: Rafael, um menino frágil e sensível, sofre a perseguição de um grupo de valentões na escola. Em casa, não encontra apoio da mãe relapsa nem do irmão mais velho. Perdido, tenta encontrar na internet, através da tela de seu smartphone, tutoriais de rituais para reencontrar seu pai morto. Ele acredita que somente algo vindo do além poderá ajudá-lo. O menino é tão persistente que finalmente sua voz é ouvida do outro lado. No entanto, quem responde ao seu chamado não é o pai, mas uma entidade que promete protegê-lo de seus detratores durante sete dias. Rafael só quer ser protegido, por isso entrega à entidade a lista com os nomes dos que o aborreceram. Só quando a primeira pessoa de sua lista morre ele descobre que seu pesadelo está apenas começando. (Skoob)
VIANCO, André. Estrela da Manhã. Editora Calíope, 2015. 280 p.


Embora a sinopse de Estrela da Manhã descreva uma história de terror, o que você encontra na leitura é algo um pouco diferente. Realmente existem rituais, demônios e mortes, mas com uma roupagem totalmente infantil (não pejorativamente), que assemelha a história com um episódio de Supernatural, ou algum daqueles filmes antigos de adolescentes que passam na televisão de tarde.


Na verdade, é complicado definir a faixa etária do público alvo de Estrela da Manhã. Ele acaba não conseguindo agradar as crianças, por causa das mortes pesadas de alguns personagens, e não consegue agradar os adolescentes, pela necessidade de uma enorme crença na forma como o autor aborda o contato de Rafael, nosso protagonista de onze anos de idade, com o mundo do além.

Rafael, para conseguir se livrar de um garoto de quem sofre bullyng diário, descobre um aplicativo para celular chamado Pé na Tumba, que oferece vários demônios de aluguel para resolverem os problemas do cliente. Para contratar o serviço, basta a pessoa realizar o pagamento com um cartão de crédito, aceitar o contrato, e a criatura é enviada pelo celular. Um desses demônios, o Estrela da Manhã, tem a função de proteger uma pessoa de sete pessoas durante sete dias.


Assim, Rafael usa o cartão do irmão mais velho, aluga Estrela da Morte, e entrega para o demônio o nome de seis pessoas que o tratavam mal, como o garoto do bullyng e a sua professora, ou que não lhe davam atenção, como a sua mãe e o seu irmão. Só que no primeiro dia, a primeira pessoa morre. E depois, a segunda. Logo, Rafael percebe o tipo de proteção que Estrela da Manhã oferece, é uma proteção bem definitiva. O garoto começa, então, a correr contra o tempo para tentar anular o contrato e salvar as pessoas que ainda restam da lista que passou para o demônio.

Rafael e Renata, a menina que gosta dele, e de quem ele gosta, são opostos em termos de coragem e esperteza. Ela apresenta para ele as respostas corretas para a situação do bullyng, mas o garoto, por covardia, não aceita e passa a buscar a solução menos óbvia. Algumas atitudes dos dois vão além do que uma criança de onze anos faria, ou pensaria, mas isso não chega a atrapalhar a leitura, ou a veracidade dos personagens.


A mesma coisa em relação ao irmão mais velho, Beto, e a namorada, Darla. Eles são o casal mais velho que, aos poucos, descobrem o que está acontecendo, reconhecem as próprias falhas pela falta que fazem ao Rafael, e acabam entrando na aventura para ajudarem o casal mais jovem a destruir Estrela da Manhã. Por essa união, entre crianças e adolescentes, contra forças sobrenaturais, que acontece a similaridade com os filmes de aventura dos anos oitenta. E isso é ótimo!

Toda o contato e controle do demônio é feito pelo celular, de forma bem semelhante aos aplicativos que nós usamos diariamente. Isso não é um defeito. Eu mesmo achei divertido o autor usar algo tão presente nas nossas vidas como uma forma de controle das criaturas vindas do inferno. O leitor pode até considerar isso uma crítica à quantidade de serviços oferecidos pelos aplicativos, pela Internet e redes sociais.

Existem outras críticas leves no enredo, com o próprio bullyng, a falta de atenção familiar e a solidão, além das mensagens morais, como a força interior que surge nos piores momentos, o aprendizado através dos erros, o arrependimento quando as faltas são compreendidas. Mas tudo isso é feito de forma muito sútil, sem muito aprofundamento. E isso, novamente, não é um defeito, uma vez que essa não é a proposta do livro.


A proposta de Estrela da Manhã é, principalmente, divertir, sem compromisso, com algumas mensagens como brinde. E isso, a obra consegue, mas para um público que consiga aceitar a ideia do celular como forma de contato com o além, e não se incomodar com as mortes sangrentas da maioria dos personagens. Para quem aprecia uma boa aventura, com pequenas doses de terror, e tenha liberdade criativa, é uma ótima pedida. Para quem não tem assim tanta criatividade, bem, sugiro que exercite esse lado do cérebro, porque sonhar, mesmo com o absurdo, é sempre gostoso.

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O caminho para casa - Kristin Hannah

Sinopse: Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude.
Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis.
Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar.
Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar.
O Caminho Para Casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
HANNAH, Kristin. O caminho para casa. Editora Arqueiro, 2016. 354 p.


Escolher um livro de Kristin Hannah para ler é ter a certeza de que algumas lágrimas serão derramadas, e o mais interessante nisso é que, apesar dessa certeza, também se sabe que não se estará diante de uma história vazia ou de um livro que se resume a um relacionamento entre homem e mulher que não deu certo. Com a autora nunca se trata somente disso, há sempre uma profundidade em todos os aspectos de seus dramas que marcam para além da pura paixão.

O caminho para casa não poderia ser diferente e, por esse motivo, sabe-se desde o início que cada lágrima vale o amor que lhe vem acompanhado. O livro conta a história de Jude, uma mãe que daria a vida por seus filhos, os gêmeos Mia e Zach, e também a de Lexi, uma garota que cresceu sem qualquer referência de família e que finalmente se sentiu parte de uma quando conheceu a de Jude. Após anos de amizade e amor entre eles, um acontecimento abala todas as relações existentes entre esses personagens, e como aprender a lidar com a dor para se reconstruir em meio à tragédia?

Kristin Hannah não tem medo de falar da dor e talvez seja esse um ponto forte de seus livros. Não falo aqui sobre criar cenas emocionantes para arrancar soluços e lágrimas, mas realmente analisar a dor num estado mais profundo, com toda a feiura que ela contém: a raiva, a apatia, o medo e a angústia do arrependimento. A autora não demonstra receio em tratar desses sentimentos e nem os maquia, o que torna suas tramas, apesar de dolorosas, reais e sinceras.

"- Lexi? Você não quer entrar, é isso? Mudou de ideia, não foi?
Lexi sentiu a insegurança se dissolver. Ou, mais precisamente, se fundir à de Mia e se transformar em qualquer outra coisa. Elas eram parecidas. Era um absurdo, mas ela, que não tinha nada, era como aquela menina que tinha tudo."

Essa sinceridade, algumas vezes quase cruel, é um elemento que tende a vincular o leitor à história. Particularmente, eu me vi diversas vezes na amizade de Mia e Lexi, no relacionamento de Jude com os filhos, nos percalços do primeiro amor narrados na história, e é provável que meu envolvimento com a trama só tenha acontecido porque durante essas passagens do livro estava inserido não apenas o que há de bom nessas coisas, mas também aquilo que há de ruim.

Não só a narrativa de Hannah é instigante e carregada de alguma poesia, mas seus personagens também são criados repletos de facetas e complexidades. Isso não é exclusividade dessa obra da autora, mas dessa vez eu percebi com maior nitidez as diversas camadas de todos os personagens, aquilo que queriam mostrar e aquilo que eram de verdade. Gostei em especial de Lexi, gentil mesmo quando tudo a consumia, de Miles, que se tornou a base de toda uma família devastada, e de Grace, a menininha veio a completar e a partir meu coração.

Tenho notado que Kristin Hannah sempre trata de tópicos sérios como ponto central de seus livros, pautas mais comuns do que pensamos, sobre as quais muito se tem a discutir. Esse livro também defende uma causa, relacionada aos atos inconsequentes da juventude e às sequelas que pequenas decisões podem trazer para a vida de tantas pessoas.

O caminho para casa tem uma trama tocante sobre tristeza e felicidade, sobre segundas chances, recomeços e novos aprendizados. Mais do que tudo, a trama trata sobre perdão, aos outros, a nós mesmos, e sobre tirar um peso do ombro para só assim seguir em frente. Podem estar certos de que, após as lágrimas, a história guarda um belo desfecho, que vem com aquele calorzinho típico no coração.


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Um amor para Lady Johanna - Julie Garwood


Fonte da imagem: Gettub
Sinopse: Uma jovem viúva. Um guerreiro escocês fascinante. Duas vidas transformadas pelo amor e por uma paixão avassaladora. Quando Lady Johanna soube que estava viúva, ela prometeu que jamais se casaria novamente. Com apenas dezesseis anos, ela já possuía uma força de vontade que impressionava a todos que enxergavam além de sua beleza avassaladora. Contudo, quando o Rei John ordenou que ela se casasse outra vez – e selecionou um noivo para ela – pareceu que a moça deveria se conformar com esse destino. Seu irmão, no entanto, sugere ao Rei um novo pretendente:o belo guerreiro escocês Gabriel MacBain. No início, Johanna estava tímida, mas, conforme Gabriel revelou com ternura os prazeres magníficos a serem compartilhados, ela começou a suspeitar que estava se apaixonando por seu novo e rude marido. Logo ficou claro para todo o clã das Terras Altas, portanto, que o ríspido e galante lorde rendera completamente seu coração. Porém, a iminência de uma intriga da realeza ameaça separar o casal e destruir o homem que ensinou a Johanna o significado do verdadeiro amor, que a transportou além de seus sonhos mais selvagens.
 Julie Garwood. Um amor para Lady Johanna. Editora Universo dos Livros, 2016. 400 p.


Um amor para Lady Johanna foi um livro que me surpreendeu muito, principalmente pelos temas abordados, como o abuso doméstico. Inicialmente, pensei que este seria apenas mais um romance de época, mas fui surpreendida com os sentimentos que despertou em mim.

Lady Johanna casou muito, mas muito jovem, e sofreu bastante durante três anos. Até que um dia, ela recebe a noticia de que seu marido está morto. Para ela, essa não poderia ser uma noticia mais feliz, já que estava livre de todo sofrimento. Entretanto, o Rei da Inglaterra é uma ameaça à sua vida, já que ela sabe um segredo que pode destruir todo o seu reinado. Então, ele quer obrigá-la a se casar novamente, desta vez com o barão Williams, um homem fiel ao rei e de extrema confiança.

Então, Nicholas, o irmão de Johanna, tem a ideia de casa-lá com o Lorde Gabriel MacBain, um guerreiro escocês de brutas maneiras e um grande coração, já que este se beneficiaria com as terras que Lady Johanna herdou do marido e, em troca, cuidaria e amaria sua irmã da maneira como ela merecia.

"Eu não acredito que uma mulher deva ser sacrificada pela outra. Eu acredito que toda mulher tem a responsabilidade de cuidar das outras."

Para Johanna, a união não é fácil, já que ela aprendeu a temer os homens e jurou que jamais se casaria novamente. A aparência e modos de guerreiros como Gabriel MacBain não ajudam muito, e ela ainda tem que lidar com as mudanças que ocorrerem nesse meio tempo, como os costumes, maneiras e crenças deste povo.

Johanna é vista pelo seu novo clã como uma pessoa frágil e tímida, mas, aos poucos, ela vai descobrindo sua força interior e mostrando a todos que ela é bem mais forte do que aparentava ser, e ela é bem mais que um rostinho bonito, e que por trás de toda aquela delicadeza feminina, há um espirito de guerreira.

O amor entre Johanna e Gabriel vai surgindo aos poucos, com confiança e carinho, apesar de Gabriel pisar na bola muitas vezes, já que não consegue deixar de lado suas maneiras brutas e super proteção, o que acaba sufocando Johanna um pouco. Mas, como ela mesma diz: "há mais de uma maneira de entrar em um castelo". Ela sempre dá um jeitinho de fazer as coisas à sua maneira.

"O amor é uma questão delicada."

No decorrer na narrativa, temos as questões religiosas e as crenças que eram pregadas sobre as mulheres serem as últimas no amor de Deus, abaixo até dos bois, mas Johanna nunca acreditou nisso e, apesar de sua fé, ela se recusou a imaginar que era menos amada apenas por ser mulher.

"Um grande número de homens que viveram nos primeiros séculos acreditavam que as visões de Deus eram sempre interpretadas com precisão pela igreja.Algumas mulheres sabiam que não. Esta é a história de uma delas."

Eu adorei todos os personagens secundários, como Alex, que é filho de Gabriel. Ele é um menino adorável e entrou para roubar as cenas. O amor de Johanna por ele é muito grande, já que o mesmo encontrou nela o amor da mãe que nunca teve.

Tem também Auggie, que é considerado louco pela maioria do seu clã, mas que se mostrou ser uma figura incrível, e, diferente do que todos imaginavam, uma pessoa muito inteligente.

Mas os que mais gostei, foram Calum MacBain e Kaith MacLaurin. Os dois são para lá de divertidos, principalmente quando estão discutindo entre si, além da lealdade que têm com Johanna.

"– Tem o mesmo nome que o mais elevado dos anjos. Minha mãe me ensinou a rezar ao arcanjo Gabriel. Sabe por que? 
– Não, meu amor, não sei por quê. 
– Porque é o protetor dos inocentes, o vingador das maldades. Cuida das mulheres e das crianças e é nosso guardião."

Eu amei esse livro, recomendo muito para quem gosta de romances de época, e apesar de não ter sido o primeiro livro que li da autora, esse, sem sobra de dúvidas, foi o melhor.

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Novidades #162: Lançamentos Novo Conceito

Olá pessoal, como estão vocês?

Hoje é feriado aqui em Florianópolis, está caindo uma chuvinha gostosa, então estou louca para voltar para o sofá e ler mais um pouquinho. Antes disso, porém, vim mostrar para vocês os lançamentos da Editora Novo Conceito em março, são poucos livros, mas parecem ótimos. Já recebi todos eles junto aos lançamentos da editora de janeiro e fevereiro, como mostrei no Instagram do blog, então algumas resenhas devem ser publicadas logo. Vamos conferir?


A Última Camélia, de Sarah Jio


Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?


Sempre haverá você, de Heather Butler


A mãe do George e do Theo é genial. Ela conta histórias incríveis, acena mais rápido do que qualquer pessoa do planeta e, o mais importante, foi ela que sugeriu que eles adotassem um cachorro porcalhão chamado Goffo.
Os meninos acham que ela é invencível. Mas eles estão errados.

Porque a mamãe está doente. E cabe ao George e ao Theo fazer a mamãe continuar sorrindo. O que, muito provavelmente, vai envolver galochas, tortas de carne e a participação do Goffo no Concurso de Talento Animal...





Angus – O primeiro guerreiro, de Orlando Paes Filho



Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan, que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele parece libertar os cativos e propor uma nova resistência. Ele parece unificar reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre
Angus - O Primeiro Guerreiro é o início de uma trilogia medieval ricamente ilustrada, que mistura literatura fantástica com importantes fatos históricos da humanidade.



Em outras postagem, falei sobre a série Angus e trouxe alguns conteúdos especiais, que podem ser conferidos neste link. Pessoalmente, estou bem curiosa para conferir A última camélia, já que outro livro que li da autora realmente me conquistou.

E vocês, gostaram dos lançamentos?

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Fortaleza Negra - Kel Costa

Sinopse: Não tema! Não se entregue! Resista!O que aconteceria se a humanidade ficasse no meio de uma guerra sem precedentes entre criaturas poderosas, de duas espécies predadoras e extremamente perigosas?
Em um mundo completamente diferente de tudo que conhecemos até então, começa a aventura de uma adolescente rebelde e atrevida, que enfrentará os mais temidos vampiros e seres mitológicos, para conquistar uma posição de respeito, graças à sua força e coragem. (Skoob)
COSTA, Kel. Fortaleza Negra. Ler Editorial, 2016. 464 p.


Conheci a Kel Costa na época em que ela escrevia o antigo blog It Cultura, há alguns anos atrás, mas só algum tempo depois soube que ela tinha um livro publicado. A segunda edição de Fortaleza Negra foi publicada pela Ler Editorial e nem mesmo o receio de me aventurar em mais uma história sobre vampiros me fez desistir de ler o livro. Sinceramente, fiquei muito feliz de ter feito isso, o livro me prendeu e me conquistou e já se tornou um dos meus queridinhos.

Percebi, na trama de Kel Costa, a influência de outras histórias vampíricas das quais gostei bastante, como Irmandade da Adaga Negra e Academia de Vampiros, mas foram apenas alguns poucos detalhes que me fizeram recordar daqueles outros livros e nem mesmo sei quais deles a autora realmente conhece. Mesmo com essas semelhanças, há um toque de originalidade em Fortaleza Negra, algo só seu, e foi isso que fez a diferença durante a leitura.

Não pretendo citar aqui as regras da nova realidade vampírica criada na história, até porque o ideal é que essas sejam conhecidas durante a leitura, como eu fiz. Todos os detalhes são bem pensados e importantes para o todo e há uma boa amarração dos acontecimentos da obra. Achei curioso que, na trama, a nossa realidade atual coexista com as mudanças que os vampiros trouxeram. Vale menção também à disputa entre vampiros e mitológicos, que garantem a ação do livro, bem como a existência dos Mestres, que tornam tudo ainda mais interessante.

"Chegamos perto o suficiente para ver alguns detalhes. A estrada deserta era a única coisa que cortava aquela vasta planície coberta de neve e nos levava diretamente ao nosso destino. Lá estava ela, a Fortaleza Negra. Uma muralha negra muito alta, que se estendia para os lados por mais um quilômetro de ambos os lados e parecia cercar todo o lugar. Além dela, uma torre gigantesca se assomava, com pequenos pontos de luz brilhando onde havia janelas. Eu não via a hora de chegar mais perto para poder ver melhor".

Preciso destacar que achei Sasha, a protagonista, bastante irritante. Ela só fazia o que dava na cabeça de vento dela, sem refletir sobre os seus atos e, minha nossa, que menina burra! Todos os seus problemas foram causados por seu comportamento impulsivo e irresponsável e devo confessar que não tenho nenhuma simpatia por rebeldes sem causa. Além disso, às vezes ela parecia ter a idade mental de seu irmão, fazendo birra apenas para não perder uma discussão - o detalhe é que ela não estava enfrentando alguém com quem pudesse lidar, mas vampiros, muito mais velhos e mais poderosos que ela.

Apesar dessa antipatia pela protagonista, tem algo na trama que me fisgou completamente e, por isso, consegui me envolver com Sasha. Kel Costa consegue imprimir emoções intensas a cada cena e, mesmo que eu não concorde com o comportamento da personagem, não tem como não sentir o mesmo que ela, sofrer junto e ter as mesmas inseguranças. Esse envolvimento ocorre em todos os seus relacionamentos, com seus amigos (que eu adorei, aliás), sua família e, claro, com Mikhail.

"- Quero seu sangue - sussurrou, com uma voz rouca, erguendo somente os olhos para me observar. - Mas não posso tomá-lo à força.
- Ah - gaguejei, sem fala.
- Mas você vai me oferecer. - Como se me aprisionasse com o olhar, ele me puxou lentamente para mais perto e levou meu pulso à boca, primeiro beijando-o com delicadeza para depois passar a língua na minha pele. - Não vai?"

Pareceu um pouco estranho que um ser com milênios de vida fosse se interessar por uma garota chata e petulante, mas, enfim, não há racionalidade para essas coisas, não é verdade? Ele não é perfeito também e é um grosso, mas, de todo o modo, há cenas tão intensas entre Sasha e Mikhail que é impossível sair ileso disso. A autora sabe mesmo criar uma cena de intimidade e, durante a leitura, eu me via ansiosa para saber qual seria o próximo passo do vampirão misterioso.

Interessante que, mais adiante no livro, foram inseridos alguns capítulos narrados pelo ponto de vista de Mikhail. Foi mais fácil compreender o contexto "político" e a grandiosidade dos problemas que eram enfrentados pelos Mestres, além de esclarecer como o personagem pensa e como se sente em relação a Sasha. Claro que dá para perceber que Mikhail tem uma mentalidade um pouco retrógrada, mas ele tem mais de dois mil anos, afinal. O que mais me deixou curiosa, porém, foi o enredo político inserido nesses trechos e o conflito com Rurik, assuntos que ficaram em segundo plano nesse volume. Espero que sejam melhor aprofundados nos próximos livros.

Fortaleza Negra é uma trama cheia de romance, passagens fofas e engraçadas, e alguma ação, uma mistura que deu bastante certo e que tende a envolver e conquistar qualquer leitor que goste dessas características em um livro.

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