Um Menino em Um Milhão - Monica Wood

Sinopse: Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções. Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana. Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver. Um Menino em Um Milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora

Wood, Monica. Um Menino em Um Milhão. Editora Arqueiro, 2017. 352p.


Eu juro que tentei não gostar do Quinn por ter abandonado o filho, mas ao longo do livro foi praticamente impossível não entender o lado de um personagem que pecou, e muito, por ser extremamente sonhador. Quinn sempre foi um pai ausente por achar que não era capaz de compreender o jeito estranho do filho, uma criança com uma inteligência fora do normal desde pequena e com hábitos bastante peculiares. Além disso, sua paixão pela música sempre falou mais alto. Ser um guitarrista de sucesso sempre foi o grande objetivo da vida dele, deixando como segundo plano até mesmo a própria família. Tive que deixar meu julgamento de lado já que ele estava pagando um preço bem alto pelas escolhas que fez no passado.

"Em um dia normal ele teria convidado algum amigo para comer um sanduíche na rua, ou jantado com a família barulhenta de um deles, mas de repente ele se sentiu um homem transparente: não queria que os conhecidos olhassem para ele, e muito menos para dentro dele."

O Menino, como é conhecido durante toda a história, era uma criança de 11 anos tão especial que foi capaz de unir duas pessoas completamente diferentes mesmo após a sua morte. Na verdade, o vínculo que passa a interligar a vida de todos os personagens do livro é justamente o fato de eles não saberem como seguir em frente agora que essa criança não existe mais em suas vidas.

Uma das pendências que o menino deixa para trás é cuidar de sua amiga de 104 anos, Ona Vitkus, todos os sábados. Procurando por uma penitência, Quinn decide terminar o serviço do filho cuidando da velha senhora pelo tempo necessário. O que ele não esperava era encontrar nessa centenária uma melhor amiga e a mulher que iria lhe apresentar todos os sonhos e ambições de seu próprio filho.

Através de um projeto do menino com o intuito de colocar Ona Vitkus no Livro dos Recordes, Quinn e sua ex-esposa acabam encontrando uma maneira de permanecer mais um pouco com a memória do filho reavivada enquanto passam pelo período de luto. E é comovente acompanhar a dor da mãe pela ausência do filho, muitas vezes se apoiando no ex-marido – a pessoa que ela mais deveria odiar na face da terra -, e a dor do pai que sabe que perdeu alguém muito importante, mas não sabe muito bem como reagir a isso.

"Ela vinha se saindo muito bem sozinha. Até que apareceu aquele menino para reacender no peito dela a chama das possibilidades, uma chama desde muito apagada e difícil de acomodar aos 104 anos de idade."

Não tem como não se encantar com a forma pela qual Ona Vitkus começa a história, uma centenária que está contando os dias para partir, e de como a vida dela muda em poucas semanas após conhecer o menino, se tornando uma pessoa que conta os dias para viver cada vez mais tempo até alcançar um objetivo determinado. Sem contar que é algo belo e ao mesmo tempo trágico acompanhar a narração dela sobre a própria história de vida e de como o seu ponto de vista é capaz de mudar sobre o seu passado mesmo após tantos anos terem se passado. Isso porque ela passa a perceber o quanto era ingênua e sonhadora, e de como muitas vezes foi passada para trás e enganada sem nem ao menos se dar conta disso.

Um Menino em Um Milhão é um livro maravilhoso que nos ensina a dar valor as pessoas que mais amamos enquanto ainda há tempo, mesmo que muitas vezes sem compreendê-las por completo.  Um livro que nos ensina que ter um objetivo definido é algo fundamental em nossa vidas.

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Novidades #176: Lançamentos Editoras Parceiras

No fim de agosto terá início a Bienal do Rio de Janeiro, e as editoras já estão com tudo na preparação para o evento. Algumas editoras anunciaram inúmeros lançamentos, e vou aproveitar para mostrar alguns divulgados pelas editoras parceiras para esse mês. Quem quiser ver mais informações sobre os livros, basta clicar nas capas:

Novo Conceito


Editora Pandorga

 
 

Ler Editorial

 

Grupo Editorial Pensamento




De qual capas mais gostaram? Quais querem ler?

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A Poção Secreta - Amy Alward

Sinopse: A Princesa do Reino de Nova toma acidentalmente uma poção do amor, e se apaixona por si mesma! Para encontrar o antídoto que possa curá-la, o rei mobiliza todos numa expedição chamada Caçada Selvagem. Competidores do mundo todo saem em busca dos mais raros ingredientes em florestas mágicas e montanhas geladas, enfrentando perigos e encarando a morte para encontrar a fórmula da poção secreta. Dentre eles, está Samantha, uma garota comum que herdou dos seus ancestrais alquimistas o talento para preparar poções. Esta pode ser a oportunidade para reerguer a decadente loja de poções da família, afinal o mundo todo estará acompanhando a Caçada nas mídias sociais. Será que ela conseguirá descobrir a cura e salvar a Princesa? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
ALWARD, Amy. A Poção Secreta. Diário de uma Garota Alquimista #1. Editora Jangada, 2017. 368p.


A Poção Secreta é um livro do qual eu não iria necessariamente atrás, mas a Ju precisava de ajuda e ele pareceu legal, então pensei: Por que não? Também achei que podia ser um jeito de ver se eu gosto desse tipo de livro, já que eu tenho interesse na coleção Magic in Manhattan da Sarah Mlynowski, que é sobre bruxas. Acredito que a abordagem dos mundos pode ser parecida, além de que muitas bruxas são espécies de alquimistas, já que fazem poções.

O livro é o primeiro de uma trilogia, que eu creio que se chamará Diário de uma Garota Alquimista. É meio confuso porque esse nome é usado também como um "subtítulo". Nesse primeiro volume, nós somos apresentados à Samantha e acontece a Caçada Real. Ele é dividido em capítulos em primeira pessoa da Samantha e da Princesa Evelyn.

Um ponto negativo para mim foram os capítulos da princesa, pois eles só servem para mostrar o que a poção fez com ela e o perigo caso não achem uma cura, mas algumas vezes, no capítulo, não aconteceu nada além de mostrar ela apaixonada por si mesma. O jeito que fizeram essa paixão eu também não gostei muito. Talvez só eu tenha pensado assim, mas eu achei que ela ia ficar apaixonada por si mesma mais num sentido egocêntrico, mas ela ficava achando que a pessoa no espelho era mesmo outra pessoa, e ao ouvir si mesma dizendo que o nome era Evelyn resolveu que como elas eram xarás, ela iria chamar a amada de Lyn e chamar a si de Evie. Quando ela reflete no passado, ela pensa sobre a pressão para se casar, por exemplo, e parece com a cabeça bem no lugar nesses momentos, mas não consegue perceber que quem ela está apaixonada, além de menina (que, obviamente, haveria preconceito, além de não gerar herdeiros biológicos e a questão de que a princesa só consegue virar rainha ao se casar com alguém. Precisa de um rei para haver uma rainha), é igual a ela. Mas como eu acho que você tem que esquecer um pouco da lógica nesse tipo de livro, isso não faria muita diferença na leitura para mim, não fosse os capítulos repetitivos dela.

Esse foi o primeiro livro que eu li que mistura os dias de hoje com os dias antigos (tipo a monarquia), e também o primeiro misturando modernidade e magia, já que em Harry Potter, os dois mundos são bem separados, e eu amei como foi escrito o mundo de A Poção Secreta. Os países tem nomes diferentes, como Nova e Bharat, mas poderiam ser qualquer país que nós conhecemos. Dá para relocionar Nova com a Inglaterra, por ser fria e chuvosa, e Bharat com países da África ou América Latina, por ser tropical e não muito desenvolvido. Eles usam redes sociais e carros tanto como teletransporte. Os "comuns" e os Talentosos vivem na mesma sociedade e têm plena consciência do que se passa com os outros, apesar de haver uma segregação. Eu realmente adorei essa mitologia. A autora até inventa propriedades de ingredientes de poções para coisas do nosso dia-a-dia como chocolate.

Outra coisa ótima nesse livro é que ele tem um final totalmente fechado, algo que eu não tinha certeza se aconteceria, até porque alguns momentos parecia que os personagens estavam muito longe de achar a poção certa. E não só foi um final que não obriga você a ler o próximo volume, como também foi um bom final, na minha opinião.

Ainda não sei se lerei os próximos livros da série, acho que lerei despretensiosamente, se aparecer uma oportunidade, como foi com esse. Mas eu adorei esse primeiro livro e gostei até do romance que, apesar de não me incomodar na maioria das vezes, ultimamente não tem me deixado muito empolgada também, e em A Poção Secreta eu realmente torci pelo casal.


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Five Nights at Freddys: Olhos Prateados - Scott Cawthon e Kira Bredd-Wrisley

Sinopse: No popular videogame criado por Scott Cawthon, o jogador assume o papel de um segurança contratado para tomar conta de uma pizzaria durante a noite, enquanto os animatrônicos perambulam e ganham ímpeto violento. Mas o mistério por trás dessas criaturas e dos assassinatos que ocorreram ali nunca foi desvendado... até agora. Olhos prateados extrapola o universo que conquistou fãs no mundo todo e traz à tona os medos mais obscuros que só brinquedos sinistros são capazes de provocar. O primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s leva o leitor ao mundo de Charlie, uma adolescente que volta para sua cidade natal quando é convidada para participar de uma homenagem a um de seus amigos de infância, morto dez anos atrás, em circunstâncias misteriosas, dentro da pizzaria do pai dela. Tomados pela nostalgia e determinados a desvendar o crime jamais solucionado, Charlie e seus amigos acabam voltando à pizzaria, agora totalmente abandonada. Eles logo vão descobrir que as coisas lá dentro não são mais as mesmas. Os quatro animatrônicos mudaram. Os bonecos que antes encantavam as crianças agora guardam um segredo sombrio... e um plano mortal. (Skoob)
CAWTHON, Scott e BREED-WRISLEY, Kira. Five Nights at Freddy's: Olhos Prateados. Editora Intrínseca, 2017. 368 p.


Eu não costumo me interessar por adaptações de jogos para o formato literário. Dos que li, nenhum foi bom. Mesmo assim, resolvi me arriscar com Five Nights at Freddy's, mais por ser um terror juvenil e por se tratar de um enredo relativamente simples. O resultado é que tem mais pontos positivos do que negativos.

Algumas crianças desaparecem dentro da pizzaria Freddy Fazbear e nunca mais são encontradas. Dez anos mais tarde, as famílias fazem uma homenagem aos desaparecidos. Por causa disso, Charlie, a filha do dono da pizzaria, retorna à cidade e reencontra seus amigos da época: Jéssica, Carlton, John, Lamar, Marla e Jason.

Juntos, rodeados por recordações incertas, eles resolvem voltar à pizzaria, agora abandonada e escondida dentro das construções inacabadas de um shopping. Nela, reencontram os quatro animatrônicos que encantavam as crianças: Freddy, um urso; Bonnie, um coelho; Chica, uma galinha; e Foxy, uma raposa. Mas eles estão parcialmente destruídos pelo tempo, e agora não possuem mais aquela aparência convidativa. Ah, sim, eles também criaram vida e matam! Rsssss

Vamos começar pelo que é bom, ok? A maior parte do livro se concentra em estabelecer as relações entre os sete amigos, principalmente no trauma de Charlie por causa de tudo o que aconteceu com a pizzaria e o pai dela, mais o relacionamento amoroso que tem com John. São bem macabras as recordações que ela tem da infância, quando dividia seu lar com os bonecos construído pelo pai. Em muitos trechos, o leitor não sabe se essas recordações realmente aconteceram, ou se foi a imaginação fértil de uma criança de sete anos de idade.

Muitas coisas do passado ficam em suspenso, não são explicadas. Acredito que seja proposital, uma vez que Olhos Prateados é o primeiro livro de uma trilogia. Então, fica a expectativa de que a história evolua e responda o que fica em aberto sobre o que aconteceu. Já quanto ao presente, o relacionamento dos sete é convincente, dá ao leitor a credibilidade de que eles realmente são amigos e se importam uns com os outros.

Todos os diversos ambientes da pizzaria, bem como as partes em que cada um dos jovens fica em perigo, são bem construídas, as descrições suficientemente claras para que o leitor consiga visualizar o que está acontecendo, e isso é muito importante para que o clima de terror seja repassado. Fica impossível sentir medo de algo que não se compreende.

As partes em que os bonecos começam a atacar, seus movimentos, suas feições, enfim, tudo o que fazem, também consegue transmitir um certo horror, principalmente se o leitor já tiver visto bonecos semelhantes em parques de diversão. Os olhos, principalmente eles, sempre são o que mais incomoda, porque fica a dúvida se eles estão se mexendo ou não. Certo?

No começo da resenha, citei que o enredo é relativamente simples, e esse é o problema em Olhos Prateados. Exatamente por não existir muito para ser explicado, existem páginas e mais páginas narrando coisas que não importam para a história. Conversas que não explicam nada, além de várias idas e vindas à pizzaria sem uma real necessidade. Tanto, que o terror propriamente dito, só começa depois de dois terços da leitura.

Ah, e também faltou um pouco de sangue. Para quem está acostumado a assistir a filmes americanos de adolescentes que são mortos por um maníaco a cada cinco minutos de projeção, irá se decepcionar um pouco.

Mesmo com isso, eu gostei da leitura. Livros com informação em demasia não me incomodam, basta pular alguns parágrafos. O que importa, realmente, é se as partes que fazem a diferença, se são boas. E isso, elas são. Então, se gosta de jogos, se gosta de terror, pegue logo seu exemplar e se divirta! Ah, sim, e se arrisque no jogo, também. É muito divertido!

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Conjunto de Séries #18: Suits


Quem acompanha essa coluna aqui no blog já deve ter percebido que meu gosto para séries é bem diversificado. Vou da fantasia ao drama e da ficção científica à comédia sem problema algum. Mas, desde Drop Dead Diva (que pende mais para a comédia), nunca mais tinha assistido a uma série jurídica. Suits veio para suprir essa falta, com a diferença que tem uma carga muito maior de seriedade e drama e, ainda assim, consegue ser divertida na medida.

Na série, Mike Ross (Patrick J. Adams) não concluiu a faculdade de Direito, mas é extremamente brilhante na área, tanto que conseguiu surpreender um dos melhores advogados de Nova York, Harvey Specter (Gabriel Macht). Harvey, apesar de saber desse empecilho e do risco que corre de ser descoberto, contrata Ross como seu associado no escritório e é aí que toda a confusão realmente começa.

O interessante de Suits é que, além dos casos que sempre aparecem em cada episódio - e que muitas vezes se estendem por toda a temporada -, há muita trama também sobre os advogados da firma, histórias que vão e voltam e se entrelaçam em uma construção inteligente e, na verdade, são essas as mais interessantes. A maior parte dos episódios são dentro do próprio escritório - grande parte dos litígios são resolvidos fora do Tribunal, então o que se vê são muitos jogos de palavras, sacadas inteligentes e muita maquinação para ver quem tem mais força para levar a melhor.


Além disso, os personagens são impagáveis e riquíssimos, daqueles que alternam entre o amor e o ódio com certa frequência, que amamos odiar ou coisa assim. Eu simplesmente amo a rivalidade entre Louis (Rick Hoffman) e Harvey, por exemplo. Louis sempre faz tudo errado e mais atrapalha do que ajuda, mas no fim das contas ele só quer ser admirado. Além disso, o ator Rick Hoffman é simplesmente incrível, e eu morro de rir só com as expressões e a intensidade de Louis (mesmo quando a cena não deveria ser engraçada).

Donna (Sarah Rafferty) é outra personagem essencial para a trama, sempre com ótimas tiradas e um humor inteligente. O melhor é que, apesar de divertir, ela não é superficial, pois carrega muito drama consigo, mas não se deixa abater - afinal, ela é a Donna. Ainda estou esperando a história dela e de Harvey deslanchar - há seis temporadas! E bom, a série tem ainda a dupla Harvey e Mike, uma briga de egos e de línguas afiadas, mas de uma lealdade e amizade que chega a emocionar.

Suits conta ainda com uma trilha sonora deliciosa - várias músicas de lá foram parar na minha playlist - e um pouquinho de romance. A única coisa que eu realmente não gosto é quando aparecem flashbacks, mas isso pode ser relevado, já que não é sempre que acontece.

Para quem gosta de assistir a séries dramáticas e ao mesmo tempo divertidas, acho que Suits pode ser uma ótima opção. Alguém já viu?

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A Rosa e a Adaga - Renée Ahdieh

Sinopse: A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.
AHDIEH, Renée. A Rosa e a Adaga. Editora Globo Alt, 2017. 366 p.


A Rosa e a Adaga é a continuação e desfecho da duologia A Fúria e a Aurora, que tem como protagonistas o califa de de Khorasan, Khalid e sua esposa Sherazade. Para quem ainda não conhece a história e tem interesse nela, sugiro não ler a resenha porque ela terá vários spoilers do primeiro livro. O volume um terminou de forma a atiçar a curiosidade dos leitores e deixá-los mais que ansiosos pelo segundo — eu mesma faltei arrancar os cabelos! Para mim, A Rosa e a Adaga foi uma conclusão maravilhosa, mesmo com as várias raivas que passei.

Em A Fúria e a Aurora, descobrimos sobre a maldição que assola Khalid e que ela é a única responsável por tantas esposas mortas. Então, assim como Sherazade, é impossível não sentir compaixão pelo menino-rei. Já neste livro, o foco principal dos personagens está em quebrar a maldição lançada no califa, em meio ao caos deixado pelo ataque em Khorasan, que acabou separando os protagonistas. Eu me apeguei por essa história por vários motivos, mas um em especial é o papel que as mulheres exercem em um cenário que é naturalmente machista. Tanto Sherazade como outras personagens femininas têm papéis extremamente importantes na trama e eu amei isso com todas as minhas forças.

Vários dos personagens secundários se tornam extremamente importantes em A Rosa e a Adaga, como, por exemplo, a irmã mais nova da califa. Apesar de ter passado vários nervoso porque Irsa, além de ser muito ingênua, não conseguia guardar um segredo sequer, gostei muito desse destaque — principalmente porque surge um novo romance pra gente ficar torcendo horrores. Tem também Artan, um jovem muito arrogante e poderoso que acaba ajudando Shazi em sua difícil jornada. Não é difícil de imaginar que esse volume possui muito mais cenas de ação que o primeiro, que foi muito mais voltado para o romance entre Shazi e Khalid.

A única coisa que me incomodou um pouquinho foi o início arrastado. Até a página 100 mais ou menos, não acontecia muita coisa importante, mas isso é comum em continuações. Outra coisa que me incomodou foi Tariq, mas só porque ele fazia burrada atrás de burrada — coisa que não tem nada a ver com o decorrer do livro em si. Pra falar a verdade, morri de raiva dele o livro inteirinho, com exceção do final. Ai, além de raiva, fiquei muito triste em vários momentos e em um em especial cheguei a derramar umas lagriminhas, até agora não superei o acontecimento. Também passei boa parte da leitura angustiada para saber se iam conseguir ou não quebrar a maldição. Esses livros que trazem diversos tipos de sentimentos acabam sendo os melhores sempre.

Renée Ahdieh conseguiu manter a qualidade da sua escrita em A Rosa e a Adaga, com cenas muito bem construídas e diálogos de derreter o coração. A autora conseguiu surpreender a cada capítulo, com reviravoltas de deixar qualquer leitor de queixo caído. A Fúria e a Aurora ainda está em primeiro lugar no meu coração, mas o desfecho não deixou de ser maravilhoso. Com toda certeza irei sentir falta dessa atmosfera, mas o final foi tão fechadinho e tão lindo que não precisa de mais. Obviamente foi uma das leituras mais empolgantes do ano até agora.

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Conjuntando #70: Desafio de escrita


Oi pessoal, como estão?

Hoje vim comentar sobre um assunto que há tempos queria falar com vocês. Inspirada nessa postagem do blog Mademoiselle Loves Books e impulsionada pela recepção do primeiro conto que publiquei aqui no blog, decidi me aventurar, de vez em quando, no mundo da escrita. Trata-se de um desafio de escrita com temas sobre os quais escrever. Os temas são esses:


O desafio pede que seja publicado um novo conto a cada semana, mas sei que não vai funcionar comigo com esse prazo. Por isso, pretendo publicar algo novo sempre que tiver disposição e inspiração, usando esses temas como pontos de partida.

Mas quero saber a opinião de vocês: gostam de ler contos? Leriam os que eu publicasse? Digam o que vocês acham, até para eu ver se levo ou não o projeto adiante.

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