Conjunto de Ganhadores #25

Oi pessoal, como estão? Hoje é dia de mostrar mais algumas fotos que recebi de sortudos que ganharam prêmios em promoções aqui no blog.


A primeira foto foi enviada pela Camila, que publicou no Instagram quando recebeu o livro Aconteceu naquele verão, sorteado em parceria com a Editora Intrínseca. Ela já tinha enviado a foto há alguns meses, mas esqueci de publicar por aqui antes.


A Aline recebeu o livro A descoberta da currywurst que ganhou no sorteio Dia dos Pais Literários. A foto também foi publicada no Instagram da ganhadora.


Operação Harém foi o livro recebido pela Sueli na Promoção Leio Nacional. A foto foi enviada para o blog pelo Facebook.


A última foto de hoje foi enviada pela Maria, que ganhou o livro Véu do Tempo no Top Comentarista de Maio aqui no blog.

Meninas, agradeço as fotos e mais uma vez meus parabéns! Obrigada por estarem sempre aqui, saibam que adoro presentear vocês e, se pudesse, presentearia a todos!

Quem ainda não ganhou e não teve oportunidade de enviar fotos aqui para a coluna, lembrem-se que o blog sempre tem promoções ativas. Quem sabe seja sua chance?

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Death Note - Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

Sinopse: Sem nada para fazer no Mundo dos Shinigamis, o Deus da Morte Ryuk deixa cair intencionalmente na Terra o seu Death Note. O caderno possui poderes macabros: a pessoa que tem seu nome escrito nele, morre! O Death Note acaba indo parar na mão de Light Yagami. Aluno exemplar, porém entediado, aos descobrir os poderes sinistros do caderno negro, ele decide virar um justiceiro e varrer a criminalidade da face da Terra. As seguintes mortes de criminosos em vários países diferentes acabam chamando a atenção da Interpol, que, por sua vez, pede ajuda ao maior detetive do mundo, conhecido apenas por "L", para resolver o caso. Inicia-se assim um frenético jogo de gato e rato entre Light e seu perseguidor implacável, enquanto Ryuk diverte-se com os acontecimentos que se desenrolam em decorrência do uso do Death Note. (Skoob)
OHBA, Tsugumi e OBATA, Taheshi. Death Note. Editora JBC, 2007. 200 p. 6 Volumes

Desde sua publicação, entre 2003 e 2006, no Japão, o mangá Death Note criou uma legião de fãs e de subprodutos que encheram o mundo. Poucas coisas são tão fascinantes e tão desejadas quanto o poder. Mas, como diz o ditado: “O poder corrompe. O poder absoluto, corrompe absolutamente.”. É sobre isso que trata o mangá.

Kira, ou Light Yagami, tem o poder sobre quem morre desde que encontrou o livro perdido de Ryuk, o shinigami, deus da morte. L, cujo nome ninguém conhece, tem o poder de toda a força policial do planeta. L usa sua inteligência e sua força policial para tentar descobrir quem é Kira e como ele mata os criminosos, enquanto Light usa sua inteligência para descobrir o nome de L e poder usar o caderno para matá-lo.

Por quase todos os volumes, os dois tentam e conseguem adivinhar os passos um do outro. Sempre que L está para chegar até Kira, Kira consegue escapar. Sempre que Kira está para descobrir o nome de L, algo acontece, e ele não consegue. Nesse meio, entram e morrem vários personagens, acontecem perseguições, armadilhas, planos mirabolantes, entre muitas outras coisas.

O ponto central de Death Note, não é o caderno ou o shinigami, mas a personalidade forte de Light e L. Eles são antagonistas que não medem esforços para vencerem a corrida. Não é apenas uma questão de sobrevivência e captura, mas de ego, de provar que um é superior ao outro. A diferença fica nos limites. Light não tem quase nenhum limite. L tem a moral do que é certo e do que precisa fazer para evitar mais mortes, mesmo que sejam de criminosos.

Outro ponto controverso, é sobre a opinião pública. Quando os crimes diminuem em todo o planeta, porque quem pensa em cometer algo fora de lei, tem medo de ser morto por Kira, as pessoas começam a apoiar Kira, começam a vê-lo como um deus, já que ninguém está a salvo de ser punido por ele. Surgem cultos e programas de TV dando apoio aos seus atos.

Mas em nenhum momento, o autor chega a sugerir que Light está certo em fazer o papel de juiz e carrasco. O autor demonstra como é fácil se deixar corromper, como é fácil as pessoas seguirem algo que não é correto, apenas porque se sentem mais seguras no ambiente em que vivem. E como é fácil elas mudarem de ideia.

Entretanto, na metade da história acontece algo, uma perda, que tira muito do impacto da obra até então. Não vou dar pistas do que é, mas posso dizer que é uma derrapada feia, uma vez que a perda é substituída por algo semelhante, mas não tão forte ou carismático. Inclusive, a partir desse ponto, a inteligência que era empregada nos acontecimentos, diminui drasticamente e passa a ser forçada, a não ser tão natural, e a direção até o clímax, passa a ser previsível e com alguns furos que não existiam antes.

Felizmente, o que salva esse final, são as últimas páginas. Conhecemos a surpresa que Ryuk guardava desde o início do mangá e que só esperava o momento certo para anunciar, a explosão da personalidade homicida e paranoica de Light, e a justiça nas mãos de seu algoz, ou talvez não exatamente nas mãos dele.

Death Note, apesar de ser complexo na forma como constrói a caçada a Kira, é um mangá imperdível, uma leitura obrigatória, que demonstra claramente vários aspectos da personalidade humana, bem como suas fraquezas e seus anseios pelo poder, pelo controle absoluto e pelo fascínio sobre a vida e a morte. E, claro, por Ryuk.

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Promoção: Geekerela


Alguém aí curioso com o enredo fofo e geek de Geekerela? Espero que sim, porque o Conjunto da Obra, em parceria com a Editora Intrínseca, vai sortear um exemplar do livro. Gostou?

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 4 de outubro, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

Boa sorte a todos!

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Volúpia de Veludo - Loretta Chase

Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
CHASE, Loretta. Volúpia de Veludo. As Modistas #3. São Paulo: Arqueiro, 2017. 320 p.


Depois de ler os dois volumes anteriores de As Modistas, estava ansiosa por Volúpia de Veludo, terceiro livro da série de Loretta Chase. Adorei os livros de Marcelline e de Sophia Noirot, mas infelizmente Leonie não me encantou tanto quanto suas irmãs. Não que o livro seja chato ou ruim, pelo contrário, mas não trouxe grande diferenciação quanto aos outros livros da série e se tornou um livro divertido, mas não memorável.

Leonie é a mais nova das Noirots, a ruiva. Com suas duas irmãs afastadas logo após seus casamentos, ela tem que cuidar da Maison Noirot praticamente sozinha e dar conta do trabalho que antes era realizado pelas três irmãs. O problema é que ela é uma mulher prática e racional, leal aos números e à organização, e não está nem perto de alcançar o talento de Marcelline de desenhar vestidos ou a criatividade de Sophia para solucionar os problemas que surgem e girar as circunstâncias ao seu favor. Mesmo assim ela faz seu melhor e quer conquistar a confiança de lady Gladys, só que a interferência de lorde Lisburne, Simon, não a ajuda muito a manter as ideias no lugar.

"Um toque dos lábios dele nos dela. Só isso e o mundo mudou, ficou infinito e aconchegante, oferecendo um vislumbre... de algo. Mas acabou antes que ela pudesse identificar o que divisara ou sentira."

O livro é todo narrado em terceira pessoa pelo ponto de vista dos protagonistas, assim como havia sido com os livros anteriores. Essa composição me agrada bastante, pois é possível acompanhar a forma de pensar dos personagens principais, para além daquilo que eles externam. Senti falta, porém, das outras irmãs Noirots, já que o afastamento durou praticamente toda a trama. Acho que a parceria delas era um ponto alto na trama e, dessa vez, ficou em último plano.

Uma das coisas que gostei em Leonie foi sua força de vontade e sua independência. Apesar de as irmãs estarem afastadas e de ela conhecer suas limitações, ela nunca pensou que não poderia que fazer algo. Ela tinha que fazer e ponto final, pois ninguém faria por ela. Determinação não faltou na protagonista e, embora fosse difícil lidar com tudo o que ela precisava lidar, ela foi até onde era necessário para manter a credibilidade da loja que tanto amava.

Por outro lado, Lisburne não conseguiu me conquistar. Ele até podia ser charmoso, mas o fato de ser um nobre desocupado que não tinha nada para fazer além de aporrinhar Leonie não ajudou. Era como se ele não tivesse nenhum conteúdo além da vontade de levá-la para a cama e praticamente todos os encontros entre eles foram forjados por essa vontade. Faltou aquela sutileza tão típica em romances de época, aquelas coincidências que dão um ar de leveza e romance aos encontros. Somente ao reconhecer e se encantar pelos pontos fortes da protagonista Lisburne se redimiu um pouco. Além disso, seus diálogos com Leonie, cheios de provocações e humor ácido também garantiram alguma diversão.

Apesar de não ter gostado muito de Lisburne no início, achei muito fofo a forma como ele se transformou mais para o fim do livro. Assim como Leonie, ele não era adepto de romances e poesias, mas tornou-se brega e galanteador só para chamar a atenção da modista. Achei muito divertido esse contraponto entre razão e emoção e a forma como a autora demonstrou que algumas coisas podem mudar quando amamos. De forma geral, uma diferença no enredo de Volúpia de Veludo foi a presença das artes. Muito se falou sobre poesia e sobre pinturas, o que foi interessante para conhecer um pouco mais a cultura da época.

O contexto que mais agradou nesse livro, porém, foi a trama de lady Gladys. Acredito que seu enredo teria permitido a criação de um livro próprio, mas a autora optou por colocar a história como plano de fundo do romance entre Leonie e Lisburne e alvo de uma aposta entre os dois. Foi interessante acompanhar os desencontros entre Gladys e lorde Swanton, ainda mais por serem tão opostos e inconvencionais.

Achei um pouco estranha a alteração do nome de uma das irmãs - Sophia, como era chamada nos outros livros, passou a ser Sophy nesse volume. Acredito que tenha sido um problema da tradução, mas estranhei o nome e até conferi nos outros livros para confirmar se não estava imaginando coisas.

A leitura de Volúpia de Veludo é bastante rápida e gostosa, mas, como comentei, não traz diferenças relevantes e não se destaca em relação aos livros anteriores. É uma boa distração em meio a leituras mais densas e vale ser acompanhado por fazer parte de uma série tão divertida e apaixonante. Além do mais, o último livro da série terá como protagonista lady Clara, uma das que mais gosto, e tenho certeza de que será uma ótima leitura.


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Conjunto de Séries: Orphan Black


Comecei a assistir Orphan Black meio que por acaso - um domingo a tarde, sem nada de interessante para fazer, acessei a Netflix pela TV e, depois de umas zapeadas, coloquei o primeiro episódio para rodar. E não é que a série aguçou minha curiosidade logo no piloto e eu assisti ela todinha em poucos dias? Para quem gosta de uma história de mistérios e ficção científica, essa é uma ótima opção.

Nessa trama, Sarah vê uma mulher igual a ela se jogar na frente de um trem e decide assumir o seu lugar para tentar se dar bem, mas ela é sugada para dentro de uma confusão que ela não podia imaginar. Sarah descobre que é, na verdade, um clone, e que existem muitas outras iguais a ela. Por isso, ela se une a outras "irmãs" para investigar suas origens e o que está por trás da organização que as criou.

Devo dizer desde logo que o mais interessante na série é a brilhante interpretação de Tatiana Maslany, que dá vida às clones. É inacreditável a forma como a atriz interpreta a tantas personagens completamente diferentes, cada uma com suas próprias expressões e trejeitos, tanto que fui pesquisar os papéis eram realmente interpretados por uma só atriz. Nesta postagem do blog Apaixonados por Séries, que conta 18 curiosidades sobre a série, foram publicados alguns vídeos sobre a forma como eram feitas as gravações. Adorei conhecer esses detalhes e fiquei ainda mais fascinada pela interpretação da atriz ao saber que ela grava e interpreta as cenas praticamente sozinha.


É preciso reconhecer que a série tem altos e baixos e algumas temporadas são mais interessantes que as outras. Acredito que, em alguns momentos, a série falhou em tentar criar outros enredos que se distanciavam do Projeto Leda, ao deixar de lado a questão da descoberta sobre a origem das clones para dar vida a outros tópicos. A terceira temporada, por exemplo, que passa a abordar outro projeto - Castor - foi, na minha opinião, a mais cansativa e menos interessante. O início da quinta temporada, da mesma forma, dava a entender que a série iria desandar, quando passou a mostrar as experiências científicas na comunidade Revival.

Esses momentos não tiram o brilho de Orphan Black, porém. Questões éticas e científicas ligadas ao tema central da trama são discutidas no decorrer da história, assim como a diversidade e aspectos de identidade pessoal. Além disso, os mistérios garantem a atenção do espectador e algumas cenas bem tensas - e algumas até um pouco macabras - deixam o enredo bastante interessante.

Fiquei um pouco triste que o fechamento da série não tenha respondido algumas perguntas que foram levantadas no decorrer da trama, pelo menos que eu me lembre. Por exemplo, como o instituto Dyad sabia sobre Sarah e Kyra, se todas as evidências sugeriam que S. tinha sumido do mapa quando Sarah ainda era criança? Qual era, afinal, o segredo de Siobhan, sobre o qual a mãe "biológica" de Sarah tentou alertar? Esses são só alguns dos questionamentos para os quais eu não lembro de ter visto uma resposta.

Ainda assim, a trama conseguiu ser encerrada satisfatoriamente na quinta temporada, com respostas para as principais perguntas e um encerramento digno para todas as personagens. Até mesmo Rachel, a grande vilã da trama, teve um episódio que justificou grande parte de suas ações e deu a ela uma pequena redenção.

Orphan Black é uma história intrigante, que discute a importância da ciência e o receio de ultrapassar limites, mas vai além, ao tratar de pessoas, independentemente de suas origens.

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A Sereia - Kiera Cass

Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração. (Skoob)
Cass, Kiera. A Sereia. Seguinte, 2016. 328 p.


Depois de ler A seleção, Kiera mais uma vez me deixou encantada. Com um romance tão doce e delicado, que me surpreendeu em cada página e ganhou meu coração.

Em A Sereia, conhecemos a história de Kahlen, uma jovem de apenas 19 anos, mas que vive como sereia por 80 anos. Sua vida mudou quando num acidente de navio, perdeu seus pais e irmãos, mas como seu desejo de viver e realizar seus sonhos era tão grande, foi poupada pela água e se viu obrigada a servi-la por um período de 100 anos. Mas isso não foi um problema para a garota, pois sua conexão com a àgua era muito forte, eram como mãe e filha.

A àgua nesta história possui "vida", ela fala com as sereias, e como um ser vivo, precisa se alimentar, de pessoas. Tudo isso para se manter viva e continuar existindo, para que a maioria não sofra sem ela, alguns tem que morrer e a função das sereias é cantar e encantar as pessoas que estão em navios, para que ela se alimente.

Kahlen não está sozinha, a água sempre recruta mais de uma moça. A relação entre as sereias é tão forte, que elas se consideram irmãs e sofrem quando o tempo de serviço de uma delas acaba. Elas tentam viver uma vida normal e se esquecer das mortes que causam, pelo menos até o próximo navio afundar.

A sereia passou por várias décadas, viu o mundo mudar, mas sempre teve medo de se relacionar, pois sua voz é mortal, então prefere ficar afastada, apenas observando tudo ao redor. Mas então conhece Akinli, um jovem simpático que a trata de uma forma muito especial. A garota não fala, só se comunica através de sinais ou escrita, mas ainda assim o romance entre eles é muito fofo e intenso, o carinho entre eles é muito grande, o amor floresce rápido, mas como pode dar certo, se ela ainda tem 20 anos para servir como sereia?

"E de repente percebi o que me deixava tão desconfortável nas aventuras de Elizabeth. As pessoas que ela atraía ficavam fascinadas com as mesmas coisas que fascinavam todo mundo: nossa pele brilhante, olhos sonhadores e um ar misterioso. Mas esse garoto? Parecia enxergar mais do que isso. Me enxergava não só como uma beleza misteriosa, mas como uma garota que ele queria conhecer."


Este foi o primeiro livro escrito por Kiera, mas ainda assim pude ver o grande potencial da autora, com uma escrita simples e cativante, ela consegue levar o leitor para dentro da história e agradar de uma forma muito bonita.

A forma como a água parece ter vida é bem inusitada, mas torna a história ainda mais rica, ela é como uma mãe, ama as sereias, ama os humanos e não gosta de se alimentar deles, só faz isso por um bem maior. Achei isso tão interessante e diferente, os sentimentos dela são bem claros, ela demonstra que precisa ser amada, mas se sente só e por isso parece ter que forçar as sereias a ficarem com ela.

Kahlen é uma personagem maravilhosa, cheia de sonhos. Ela é tão carinhosa com a água e suas irmãs. Fica muito triste quando tem que cantar, porque não é isso que ela quer, ela quer ser feliz, conhecer seu grande amor, sem ter que matar ninguém. Ela só quer ser normal e mostrar toda essa bondade que possui.

As sereias que estão servindo junto com Kahlen também são incríveis, cada uma com o seu jeito, mas todas com o mesmo amor por suas irmãs. No finalzinho do livro as garotas fizeram uma coisa que aumentou ainda mais minha admiração por cada uma delas. Elas realmente fazem de tudo para ver todas felizes!

Enfim, é um livro leve, com algumas partes emocionantes, criaturas místicas e demonstração de muito amor e amizade. Indico para todos que gostam de romance e querem encher o coração de sentimentos bons.

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Conjuntando #71: Um passeio por Buenos Aires

Quem acompanha o blog no Instagram deve ter visto que estive na Argentina neste feriadão de 7 de setembro. Sei que o objetivo do blog não é falar de viagens, mas eu não resisti de contar um pouquinho para vocês, até porque Buenos Aires tem lugares incríveis para os amantes de leitura e para quem gosta coisas bonitas em geral.

Foi um passeio rápido - já que só estive dois dias completos no país, pois nos dias 7 e 10, de ida e volta, perdi muito tempo naquela organização de aeroporto e check-in e check-out do hotel. De qualquer forma, valeu a pena, e muito.

Buenos Aires é linda, organizada, preparada para o turismo e repleta de atrações em qualquer cantinho da cidade. Em qualquer quadra são vistos prédios de arquitetura incrível - com influências romana, espanhola, francesa, italiana, entre muitas outras -, praças, estátuas, teatros, shows, museus, e por aí vai. Foi difícil escolher o que visitar em tão pouco tempo. Definitivamente a cidade merece mais do que poucos dias.

Praça Intendente Torcuato de Alvear

Uma das primeiras paradas foi El Ateneo Gran Splendid, uma livraria instalada num prédio que já abrigou um teatro de ópera e, mais tarde, um cinema, e que ainda mantém os traços da construção original. Imaginem só, livros em um lugar incrível como esse? Impossível não se apaixonar. Segundo uma pesquisa realizada pelo The Gardian, a livraria é uma das mais importantes do mundo.

Livraria El Ateneo Gran Splendid

Aliás, vocês sabiam que Buenos Aires é a cidade com o maior número de livrarias por habitante do mundo? Descobri isso conversando com um taxista durante a viagem e reparei que é bem comum encontrar livrarias em diversas ruas da cidade. Nem todas são tão bonitas como essa, mas para quem vai apenas pelos livros, talvez a arquitetura não seja tão importante assim.

Puerto Madero - Fragata Libertad

Para quem gosta um pouco de história, Puerto Madero é um dos lugares interessantes a serem visitados. A região era, de fato, um porto, até que sua estrutura obsoleta culminou com sua desativação. O bairro foi reurbanizado e hoje abriga escritórios, residências e restaurantes. Lá está também a Fragata Liberdad, que serve de museu e mostra as histórias de suas navegações.

Jardim Japonês
Para quem gosta de parques e jardins, um local lindo a se visitar é o Jardim Japonês. Construído pela comunidade japonesa em Buenos Aires, tem a estrutura típica do Japão, com lagos, flores e cachoeiras.

Jardim Japonês
Ir a Buenos Aires sem assistir a um show de tango é imperdoável! A cidade está cheia de casas de tango que oferecem shows para todos os gostos.

Piazzolla Tango
Optei por assistir o show no Piazzolla Tango, tanto por apresentar um show bastante tradicional quanto pelo fato de que a casa oferece uma boa vista do palco em qualquer mesa. Todas as casas de tango de Buenos Aires oferecem um jantar antes do show e, em algumas, também aulas de tango.

Basílica Nossa Senhora de Pilar
A cidade é ainda repleta de igrejas cheias de obras de artes - na Basílica Nossa Senhora de Pilar existe até um pequeno museu em seu interior. Apesar de ser um local estranho a ser visitado, vale entrar também no Cemitério da Recoleta, pois cada mausoléu tem sua própria arte.

Cemitério da Recoleta
É incrível também visitar algum museu de Buenos Aires, e falo aqui sobre os grandes museus. Optei por ir no Museu Nacional de Belas Artes, mas existem vários outros, como o Museu de Arte Latino Americana, o Museu de Artes Decorativas, o Museu de Arte Moderna, o Museu Histórico Nacional da Argentina, e muitos outros. É muita arte e cultura concentrada em um só lugar.

Museu Nacional de Belas Artes
Buenos Aires é grande e tem vários bairros cheios de história e cultura, mas é válido visitar cada cantinho da cidade. É preciso muita disposição e energia para caminhar muito - ou dinheiro para andar o tempo todo de táxi -, mas o cansaço vale a pena. Voltei da viagem completamente apaixonada pela cidade e espero poder voltar com mais tempo para aproveitar a cidade.

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